Divulgação reaviva igreja do farol

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Bom dia, irmãos! A paz do Senhor!
É uma alegria estar aqui com vocês nesta manhã. Quero agradecer pela oportunidade de compartilhar algo que tem tocado muito o meu coração.
Para quem ainda não me conhece, meu nome é André Ribeiro. Sou pastor, estou concluindo minha formação em Serviço Social e atualmente faço parte da equipe da Reaviva Brasil, uma ONG cristã que trabalha com acolhimento e proteção de crianças e adolescentes.
Hoje temos dois serviços funcionando regularmente: o Acolhimento Institucional e o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora.
E eu estou trabalhando atualmente no Serviço de Família Acolhedora, na área de mobilização social, aproximando esse serviço das igrejas e da sociedade.
Mas eu não vim aqui simplesmente apresentar uma instituição.
Eu vim fazer um desafio à igreja.
Nós temos uma necessidade concreta na nossa cidade:
precisamos de mais famílias acolhedoras.
Antes de continuar, quero convidar vocês a assistirem a um vídeo de apenas um minuto.
[VÍDEO — 1 MINUTO]
Talvez, depois desse vídeo, alguém esteja pensando:
“Mas o que eu posso fazer?”
E é justamente sobre isso que eu quero conversar com vocês.
Nós, como igreja, estamos muito acostumados a falar sobre missões.
Quando pensamos em missões, muitas vezes imaginamos alguém atravessando o oceano, indo para outro país, aprendendo uma nova língua e anunciando o evangelho em outra cultura.
E isso é missão.
Mas eu quero propor uma outra maneira de enxergar:
acolher uma criança também pode ser fazer missões.
Talvez Deus não esteja chamando você para atravessar um oceano.
Talvez Ele esteja chamando você para abrir a porta da sua casa.
Hoje existem crianças e adolescentes que, por situações de violação de direitos, precisam ser temporariamente afastados de suas famílias de origem.
E essas crianças precisam de um lugar seguro.
Precisam de uma família.
Precisam de alguém que diga:
“Durante esse período da sua vida, você não estará sozinho.”
É isso que faz uma família acolhedora.
E é importante deixar claro: família acolhedora não é adoção.
É um acolhimento temporário, no qual a família oferece cuidado, segurança, afeto e dignidade enquanto a rede de proteção trabalha para que aquela criança possa, quando possível e seguro, retornar à sua família de origem.
Mas eu queria que vocês pensassem em algo comigo:
O que pode significar para uma criança ter uma família que a acolha em um dos momentos mais difíceis da sua vida?
Talvez ela fique alguns meses.
Talvez um pouco mais.
Mas talvez, durante esse período, ela descubra que existem adultos em quem pode confiar.
Que uma casa pode ser um lugar seguro.
Que alguém pode cuidar dela.
Que alguém pode perguntar:
“Como você está?”
Talvez ela experimente algo que nunca havia experimentado.
E é aí que entra uma palavra que tem ficado muito forte para mim:
legado.
Que legado nós deixamos na vida das pessoas que Deus coloca no nosso caminho?
Talvez você não consiga mudar toda a história daquela criança.
Mas talvez Deus permita que você mude um capítulo da história dela.
Talvez você não consiga apagar aquilo que aconteceu antes.
Mas pode ajudar a construir um período de segurança, cuidado e amor.
E isso pode marcar uma vida inteira.
Jesus disse em Mateus 25 que aquilo que fazemos aos pequeninos é como se fizéssemos ao próprio Cristo.
Então, quando olhamos para uma criança vulnerável, não estamos olhando simplesmente para um problema social.
Estamos olhando para uma vida.
Uma vida criada por Deus.
Uma história que importa.
E aqui está o nosso desafio:
Existe uma necessidade na nossa cidade.
E eu acredito que a igreja pode ser parte da resposta.
Lembro-me de uma frase atribuída a Dom Robson Cavalcanti, muito alinhada à ideia do ministério cristão na cidade:
Nós não podemos ser apenas pastores da igreja; precisamos ser pastores da cidade.
E eu gostaria de aplicar isso a todos nós:
Nós não podemos ser cristãos apenas dentro da igreja. Precisamos ser cristãos na cidade.
Porque a igreja não existe somente para se reunir.
Nós somos chamados para estar onde existe dor.
Onde existe vulnerabilidade.
Onde existe necessidade.
E hoje existe uma necessidade muito concreta:
crianças precisam ser acolhidas.
Talvez Deus tenha colocado aqui uma família que pode fazer parte dessa resposta.
Eu não estou dizendo que toda família precisa acolher.
Cada família precisa conversar, discernir, orar e avaliar sua realidade.
Mas eu quero pedir uma coisa:
não diga “não” antes de conhecer.
Conheça o serviço.
Converse conosco.
Tire suas dúvidas.
Ore sobre isso.
Porque talvez Deus esteja colocando diante de você uma oportunidade de servir que você nunca havia imaginado.
E uma coisa bonita é que uma família acolhedora não precisa ser uma família perfeita.
Precisa ser uma família disposta.
Disposta a cuidar.
Disposta a amar.
Disposta a servir.
E talvez essa seja uma das maneiras mais concretas de demonstrarmos o amor de Cristo à nossa cidade.
Por isso, eu quero terminar fazendo um convite.
Nós precisamos de mais famílias acolhedoras.
Se você sair daqui pensando:
“Eu quero conhecer melhor esse serviço”, procure a nossa equipe.
Isso não significa que você está assumindo um compromisso de acolher.
Significa apenas:
“Eu quero conhecer.”
E talvez esse seja o primeiro passo.
Porque talvez a pergunta não seja:
“Por que eu deveria acolher?”
Talvez a pergunta seja:
“Será que Deus pode usar a minha família para fazer diferença na vida de uma criança?”
Que Deus nos ajude a sermos uma igreja que não apenas se reúne na cidade, mas que serve a cidade.
Que não sejamos apenas cristãos dentro da igreja, mas cristãos presentes na cidade.
E que, através das nossas famílias, algumas crianças possam experimentar aquilo que talvez nunca tenham experimentado:
segurança, cuidado, pertencimento e amor.
Muito obrigado.
Deus abençoe vocês!
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