A benção do discipulado
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Introdução:
Introdução:
Na semana passada vimos ser uma benção segundo as escrituras é tornar o nome de Deus conhecido! Deus nos abençoa para que tambémm abençoemos outras pessoas, com nosso conhecimento, recursos, tempo, cuidado e principalmente com a mensagem do Evangelho!
Hoje continuaremos explorando como podemos ser uma benção na vida das pessoas a nossa volta: familia, igreja e trabalho. Falaremos sobre ser uma benção no discipulado.
Texto Base: Mt 28.18-20
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.
Uma igreja discipuladora
Uma igreja discipuladora
“Ide e fazei discípulos”
Já meditamos nesse texto algumas vezes, mas refletir e nos lembrar da grande comissão nunca é demais! Essa é a nossa missão, esse é o nosso motivo de existir, esse é o nosso propósito: Vidas completamente rendidas aos pés do Senhor Jesus.
Uma igreja que discípula é uma igreja saudável! Ela passa a funcionar da maneira correta, da maneira que Deus quer! Esses dias estava conversando com a minha esposa e refletindo como é bom estar numa igreja em que cada parte do corpo é ativo, trabalha e exerce sua função, porque ele está funcionando como deve ser!
Em contra partida como é ruim quando a igreja não entende isso e apenas algumas poucas partes do corpo trabalham. Logo surge um problema muito comum: A sobrecarga, isso acontece na biologia. Eu tenho pés planos, isso é meu pé não tem aquela curvinha na parte de dentro, então meu pé não funciona como deveria, consequentemente o meu joelho passa por uma sobrecarga, porque ele força mais, por conta do meu pé.
Na mecanica isso também é bem comum, o carro tem amortecedores, quando algum deles deixa de funcionar os outros ficam sobrecarregados e também correm o risco de quebrar.
Assim também, se eu faço parte do corpo/igreja e não exerço a função que Deus me deu estou contribuindo para a sobrecarga de algum irmão.
A igreja do Senhor não é o ajuntamento de expectadores e um punhado de trabalhadores. Entretanto é uma visão comum entre os evangélicos: Existe o pastor, Ele exerce o seu ministério, Ele quem deve ir, ele quem deve visitar, ele quem deve construir, ele quem deve dá conta; afinal Ele é pago para isso. Enquanto eu, um membro comum, assisto o trabalho e ajudo esporádicamente.
A igreja do Senhor é composta de servos e para que a igreja tenha essa mentalidade transformada é necessário uma cultura de discípulado muito forte!
O crentes antigos precisam deixar que a Palavra de Deus molde os seus pensamentos e maus costumes adiquiridos ao longo do tempo, é um trabalho de desconstruir para construir corretamente, enquanto novos convertidos precisam ser ensinados desde cedo no caminho correto para que assim possam contribuir no crescimento de sua igreja como membros saudáveis.
O que é fazer discípulos, o que significa a ordem de Jesus? O que eu tenho a ver com isso?
O que é fazer discípulos, o que significa a ordem de Jesus? O que eu tenho a ver com isso?
Fazer discípulos é quando uma pessoa que segue a Jesus, ajuda outra pessoa seguir o Bom Mestre. Fazer discípulos é a única maneira saudável de fazer o corpo de Cristo crescer! Fazer discípulos é caminhar com outros crentes com o objetivo de fortalecer sua fé, ajudar nas dificuldades e contribuir para o seu crescimento.
Fazer discípulos é fazer o que Jesus fez, chamou pessoas para caminharem com Ele, para estar com Ele, para aprender dEle; E o tempo, o relacionamento intencional, os ensinamentos aos poucos foram moldando aqueles homens.
Isso é discipulado: Chama alguém para perto para investir na vida dessa pessoa, ensinar as Palavras de Jesus para ela, mostrar na prática como é a vida de quem segue a Jesus através do seu exemplo. Discipulado é um relacionamento focado em Jesus, para a glória de Jesus!
O porquê dessa ordem de Jesus?
É dessa maneira que a igreja avança! Inicialmente, doze homens foram chamados por Jesus, treinados por Ele e, depois da descida do Espírito Santo, passaram a discipular outros, ensinando por meio das palavras e pelo exemplo. Esses homens, por sua vez, discipularam outros, e assim o evangelho foi alcançando cada vez mais pessoas, de maneira contínua e sucessiva.
O Senhor Jesus está reunindo para si um povo adorador. Ele não quer apenas simpatizantes do evangelho, pessoas que creem nele quando lhes é conveniente. Jesus quer pessoas verdadeiramente comprometidas com Ele, com sua Palavra e com a sua obra. É por isso que o discipulado é essencial!
Jesus não está enviando seus discípulos simplesmente para obter decisões religiosas ou aumentar o número de pessoas que dizem crer nele. Ele os envia para reproduzir o ensino e o modo de vida que Ele mesmo ensinou. Fazer discípulos é ensinar pessoas a seguir Jesus, obedecer à sua Palavra e viver de maneira que também possam ensinar outros a fazer o mesmo.
Lembra do que falamos sobre a sobrecarga de membros? Quando existe o discipulado ativo e forte, cada parte do corpo entende a sua função e a exerce, dessa maneira o corpo cresce e se desenvolve de maneira saudável.
Buscando alternativas: o que fazemos quando não discipulamos?
Buscando alternativas: o que fazemos quando não discipulamos?
Mas o que acontece quando não fazemos aquilo que Jesus nos ordenou?
Nós somos muito criativos para encontrar alternativas.
Quando deixamos de fazer o essencial, muitas vezes preenchemos esse espaço com outras coisas. Criamos atividades, multiplicamos programações, organizamos eventos e procuramos novas estratégias. E muitas dessas coisas são boas. O problema é quando começamos a tratá-las como se pudessem substituir aquilo que Jesus mandou fazer.
E assim podemos ter uma igreja muito ocupada, mas pouco discipuladora.
1. Fazemos muitos eventos, mas pouco discipulado
1. Fazemos muitos eventos, mas pouco discipulado
É mais fácil organizar um congresso, retiro, conferência ou programação do que assumir o compromisso de acompanhar algumas pessoas de perto.
A igreja pode ter uma agenda cheia durante todo o ano, mas o novo convertido pode não ter ninguém que leia a Bíblia com ele, ore com ele, tire suas dúvidas, conheça suas lutas e acompanhe seu crescimento.
Não há nada de errado com eventos e programações. O problema é acreditar que uma agenda cheia significa necessariamente uma igreja que está fazendo discípulos.
2. Evangelizamos, mas não acompanhamos
2. Evangelizamos, mas não acompanhamos
Podemos nos alegrar quando alguém se converte, e devemos mesmo celebrar. Mas o trabalho não termina na conversão.
Não podemos simplesmente pregar o evangelho, ver uma pessoa entregar sua vida a Cristo e depois deixá-la caminhar sozinha.
Quando alguém se converte, começa uma nova caminhada. Essa pessoa precisa ser ensinada, fortalecida, corrigida, encorajada e integrada à vida da igreja.
Não basta gerar filhos espirituais; precisamos cuidar deles.
O alvo não é simplesmente ver alguém chegar a Cristo, mas ajudá-lo a crescer em Cristo, até que ele também esteja preparado para ajudar outros a seguirem Jesus.
3. Transferimos tudo para o pastor
3. Transferimos tudo para o pastor
Às vezes pensamos: “Isso é função do pastor.”
O pastor tem, sim, uma responsabilidade especial de ensinar, pastorear e equipar a igreja. Mas a Grande Comissão não foi entregue exclusivamente ao pastor. Jesus deu essa ordem aos seus discípulos.
O discipulado não pode ser terceirizado.
O novo convertido tem dúvidas, dificuldades e precisa de acompanhamento, mas todos esperam que o pastor faça isso. E, enquanto esperamos que o pastor faça tudo, pessoas que poderiam discipular permanecem sem exercer sua função no corpo.
4. Buscamos métodos novos quando o problema é obediência
4. Buscamos métodos novos quando o problema é obediência
Às vezes pensamos: “Precisamos de uma estratégia melhor.” “Precisamos de um método diferente.” “Precisamos de uma programação mais atrativa.” “Precisamos descobrir uma maneira de alcançar mais pessoas.”
Mas talvez o nosso maior problema não seja falta de estratégia. Talvez seja falta de obediência.
Jesus já nos disse o que fazer: ir, fazer discípulos, batizar e ensinar a obedecer.
Não precisamos inventar uma nova missão. Precisamos obedecer à missão que já recebemos.
A conversão não é o fim, é o começo
Gostamos muito de ver quando uma pessoa se converte, e devemos celebrar cada vida alcançada pelo evangelho. Mas precisamos entender que, a partir do momento em que uma pessoa se converte, começa diante de nós a responsabilidade de ajudá-la a caminhar com Cristo.
Não podemos simplesmente pregar o evangelho, ver pessoas se converterem e depois abandoná-las. Elas precisam ser ensinadas. Precisam ser fortalecidas. Precisam aprender a obedecer à Palavra. Precisam crescer em Jesus.
E existe algo ainda mais bonito nisso: aquela pessoa que hoje está sendo discipulada pode amanhã discipular outra.
É assim que o evangelho avança.
Jesus discipulou os doze. Os doze discipularam outros. Esses outros alcançaram outros. E o processo continuou chegando até nós.
E temos o privilégio de fazer isso com os outros! Isso é fazer a obra do Senhor, existe muito trabalho, existe muitos discípulos para formar, portanto levante-se e mãos a obra!
Trabalhando para uma cultura de discipulado:
Trabalhando para uma cultura de discipulado:
Jeremy Pierre e Deepak Reju em seu livro o pastor e o aconselhamento abordam um capitulo sobre a cultura do disciplulado e nos diz:
“Uma cultura é um conjunto de crenças, valores e praticas compartilhadas. Assim como toda comunidade tem uma cultura, assim também toda igreja tem uma cultura. Compartilhamos expectativas coletivas, e cada mebro de uma comunidade contribui para elas. Portanto, todo membro de sua igreja é um fomentador de cultura. Tudo o que os membros dizem e fazem, as coisas que valorizam, o dinheiro que gastam, as maneiras como mostram amor ou vencem o descontentamento, suas esperanças, suas escolhas de vida na escola e no trabalho, todas essas coisas formam a cultura de sua igreja.”
Com base no que acabamos de ler, nossa igreja é uma igreja discipuladora? priorizamos isso? você que é membro mais experiente, quantas pessoas você já ajudou na caminhada cristã? Ou cada um está buscando apenas os seus próprios interesses? Se o discipulado não é algo que faz parte da cultura da igreja, é algo que precisamos acordar urgentemente e adotar essa visão! Pois é apenas dessa maneira que a igreja pode crescer saudável.
Fazer discipulos é a nossa missão!
Homens mais maduros na fé devem olhar para aqueles que estão chegando com um olhar de compaixão, perguntando-se como eu posso ajudar o meu irmão mais novo a caminhar com Jesus?
Mulheres mais velhas, mais maduras na fé devem olhar para as mais novas também desenvolver esse cuidado; contribuir para o crescimento na fé de uma irmã;
Os jovens devem olhar para os adolescente como pequenos discípulos e ajuda-los em suas dificuldades, apontando sempre para Jesus.
Os pais devem olhar para seus filhos e entender que Deus lhe confiou suas vidas, então como pais nos envolvemos ativamente no discípulado de nossos filhos.
A formula do discipulado é simples:
1º Chamar para perto:
É convidar a pessoa para conversar, ir na sua casa, fazer alguma atividade juntos. Expressar o seu desejo: “irmã/irmão, te chamei aqui porque quero te ajudar na sua caminhada e gostaria de me reunir com você periodicamente para conversarmos, lermos a Palavra e orar.
2º Ensinar a Palavra de Deus:
Para isso é necessário um conhecimento da Palavra, um estudo prévio de algum texto que você gostaria de ler e ensinar para o irmão. É ler juntos, aprender juntos também.
3º Orar pela pessoa e com a pessoa:
Vai discipular? Oração não pode faltar! Deve orar para que Cristo seja formado nessa pessoa, que ela compreenda o tamanho do amor de Deus e que ela permaneça firme no caminhos do Senhor. É também orar com a pessoa, conhecer seus problemas, dificuldades, conhecer suas areas de fraqueza e orar com Ele.
4. Desenvolver uma amizade, companheirismo!
O discipulo precisa de um professor próximo, que não somente tenha interesse em lhes ensinar coisas, mas tenha interesse na própria vida da pessoa; quando desenvolvemos amizade, nos preocupamos com obem estar de nossos amigos, estamos com eles nas horas dificeis e também nos alegramos com eles nas horas de alegria!
Por fim, o discipulado não é um programa engessado, é vida na vida, pode acontecer por encontros formais, mas também pode acontecer por encontros informais como na porta da igreja após o fim do culto; Inclusive esse é um apelo aos irmãos, não tenha pressa para ir para casa, converse uns com os outros; compartilhe suas lutas, os fardos com o seu irmão, esteja disposto a ouvir o que o outro tem a dizer e esteja disponivel para ser benção na vida dele! Quando você sai apressado para cuidar de suas próprias coisas, você perde a oportunidade de ser abençoado pela conversa com algum irmão ou abençoar algum irmão que está em necessidade.
Quanto tempo faz que você não tem uma boa conversa com o seu irmão? Quanto tempo você não ora com ele(a)? aproveite o tempo que temos; promovamos essa cultura de cuidado mutuo, isso não depende somente do pastor, mas de cada um dos irmãos.
Conclusão:
Conclusão:
Deseja ser uma benção para as pessoas a sua volta? Obedeça ao chamado para fazer discipulos. Ore ao Senhor pedindo sensibilidade para que você veja as necessidades dos discípulos de Jesus, ponha-se a disposição para ajudar: “Senhor, eis me aqui” e tome passos concretos para ser um discipulador.
Seja um exemplo de fé, cultive sua vida com Deus através da leitura e meditação na Palavra, o tempo de oração, comunhão com os irmãos.
Ser uma benção é estar comprometido com o bem estar espiritual do próximo!
Dinamica final:
Peço que os irmãos se coloquem de pé e vamos fazer um grande circulo, olhe para os seus irmãos, vamos ouvir uma música enquanto oramos colocando nossas vidas a disposição do Senhor.
