CERIMÓNIA DE CASAMENTO — JOÃO & BÁRBARA

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CERIMÓNIA DE CASAMENTO — JOÃO & BÁRBARA

Reflexão, cerimónia das velas, votos e troca das alianças

Duração aproximada: 18–20 minutos

1. ABERTURA E CELEBRAÇÃO DAS VELAS

Queridos João e Bárbara,
Saúdo também familiares e amigos de ambos.
Quando no passado dia 9 de setembro os 2 se casaram, fizeram de forma legal diante das autoridades de Portugal e agora são uma família.
O João e a Bárbara queriam ampliar a sua alegria e partilhar com todos nós e por isso estamos aqui para celebrar um dia muito especial.
Há dias que ficam guardados na nossa memória.
E há dias que não são apenas importantes para nós, mas que passam a fazer parte da história de uma família inteira.
Hoje é um desses dias.
Hoje, João e Bárbara, vocês estão a iniciar uma nova etapa da vossa história.
E antes de falarmos da vossa caminhada como marido e mulher, quero lembrar algo muito importante:
nenhum de vocês chegou sozinho até aqui.
Cada um traz consigo uma história.
Traz pessoas que ensinaram, cuidaram, corrigiram, protegeram, amaram e estiveram presentes.
E, de uma forma muito especial, hoje queremos lembrar o papel dos pais.
Por isso, vamos começar esta cerimónia com um gesto simples, mas cheio de significado: a celebração das velas.
À frente dos noivos temos três velas.
Duas velas representam as duas famílias, as duas histórias e as duas vidas.
A vela Rosa que representa a noiva, a sua sensibilidade, sabedoria e tranquilidade
A azul que representa o noivo, a sua firmeza, responsabilidade e compromisso na proteção do lar
E a vela central, ainda apagada, representa a nova família que João e Bárbara vão construir.
Porque o casamento não apaga as histórias que trouxeram até aqui.
Pelo contrário.
Hoje essas histórias encontram-se e passam a fazer parte de uma nova história.

Momento das velas dos pais

Convido agora os pais do João e os pais da Bárbara a aproximarem-se.
Cada casal de pais irá acender uma das velas laterais.
Enquanto fazem este gesto, pensem em todo o percurso até chegarem aqui:
amor, cuidado, ensinamentos, sacrifícios, memórias e tudo aquilo que foi transmitido aos filhos ao longo dos anos.
Pais, estas velas representam também tudo aquilo que vocês ajudaram a construir na vida do João e da Bárbara.
Talvez nem sempre tenham encontrado as palavras certas.
Talvez nem sempre tenham acertado.
Mas hoje existe uma coisa que ninguém pode negar:
vocês fizeram parte da história que trouxe eles os dois até aqui.
E hoje, ao acenderem estas velas, entregam simbolicamente aos vossos filhos uma nova etapa das suas vidas.
Podem acender as velas.
[Os pais acendem as duas velas laterais.]
Obrigado.
João e Bárbara, olhem por um momento para estas duas chamas.
Elas representam de onde vocês vieram.
Duas famílias.
Duas histórias.
Duas vidas.

2. DEUS E O PROPÓSITO DO CASAMENTO

Desde o primeiro dia que falámos João e Bárbara, uma pergunta falou mais alto
Quem é o Criador do casamento?
Perante a beleza desta festa, dos trajes e das promessas, esta pergunta até passa despercebida, mas, quero vos pedir um pouco da vossa atenção:
Olhamos para o mundo e vemos o matrimónio ser redefinido a toda a hora.
Para muitos, o casamento é um mero formalismo legal — algo que se valida na conservatória, uma burocracia civil.
Para outros, é apenas uma convenção social e cultural que muda de formato conforme a época.
Há quem o estude como um fenómeno da ciência do comportamento ou da psicologia evolucionista, e quem o regule através da política e das leis dos homens.
Mas hoje, João e Bárbara, a Palavra de Deus vem lembrar-vos de que o casamento não nasceu em nenhuma destas instâncias.
O casamento é Divino.
O casamento não é uma invenção da cultura, nem da ciência, nem da política, nem do próprio homem.
O casamento é de origem Divina. Ele foi idealizado, desenhado e instituído pelo próprio Deus no Éden.
Quando o Criador olhou para a sua obra e disse em Gn 2.18 que 'não é bom que o homem esteja só', Ele não fundou um contrato, estabeleceu uma aliança que seria para a Glória do Seu Criador.
Por isso, a vossa união não se deve sustentar na força das leis humanas ou nos falíveis sentimentos socioculturais. Busquem que o vosso casamento seja sustentado na autoridade daquele que vos criou e vos uniu.
A Teologia da Aliança
Perceber isto muda tudo. Se o casamento fosse uma invenção humana, o homem teria o direito de ditar as suas regras e de o descartar quando se tornasse difícil.
Mas sendo uma instituição divina, é em Deus que encontramos o manual para a felicidade e para a resiliência.
Quando os dias de tempestade chegarem — porque a vida traz tempestades — nesses momentos o olhar sábio não busca as soluções do mundo; vão olhar para o Criador, o arquiteto do casamento.
Quando olhamos para a Bíblia, descobrimos que o casamento não foi uma invenção humana.
Foi ideia de Deus.
Logo no princípio, em Génesis 2:24, encontramos estas palavras:
Gênesis 2.24 BEARA
24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
É interessante perceber que Deus não diz simplesmente:
“Serão duas pessoas que vivem juntas.”
Ele diz:
“Serão uma só carne.”
Deus criou o casamento para ser uma unidade.
João continuará a ser João.
Bárbara continuará a ser Bárbara.
Com as suas qualidades, os seus defeitos, as suas diferenças, as suas histórias e as suas maneiras próprias de ver a vida.
Percebemos então que Deus junta duas pessoas diferentes e ensina-as a tornarem-se uma equipa.
E talvez uma das aprendizagens do casamento seja precisamente esta:
não é João contra Bárbara. Não é Bárbara contra João. É João e Bárbara contra aquilo que a vida colocar diante deles.
Daí a importância do versículo que escolheram para os vossos convites
Mateus 19.6 BEARA
6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

3. O CASAMENTO É UMA ESCOLHA DIÁRIA

João e Bárbara, hoje vocês estão felizes.
E devem estar.
Hoje é dia de festa, de abraços, de fotografias, de família, de amigos e de celebração.
Mas o casamento não será construído apenas nos dias como o de hoje.
Será construído amanhã.
E depois de amanhã.
Será construído numa segunda-feira normal, quando um dos dois estiver cansado.
Será construído quando houver uma preocupação.
Quando houver uma decisão difícil.
Quando houver opiniões diferentes.
Quando um dos dois precisar de pedir perdão.
Quando houver silêncio.
Quando houver lágrimas.
E também quando houver daquelas gargalhadas que vocês não conseguem parar.
É nesses momentos que o casamento ganha profundidade.
Porque amar alguém quando tudo está bem é maravilhoso.
Mas continuar a amar quando as coisas não estão bem é compromisso.
Por isso, o casamento não é apenas:
“Eu sinto amor por ti.”
É também:
“Eu escolho amar-te.”

4. “ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE”

Há uma expressão que ouvimos muitas vezes numa cerimónia de casamento:
“Até que a morte nos separe.”
Hoje, numa sociedade onde tantas coisas são temporárias, estas palavras podem parecer muito fortes.
Mas são bonitas precisamente porque são fortes.
Não significam:
“Vamos ter uma vida perfeita.”
Significam:
“Quando a vida for difícil, eu não vou simplesmente desistir de nós.”
É uma promessa de permanência.
É dizer:
“Eu quero estar contigo quando fores jovem.”
“Quero estar contigo quando formos velhinhos e desdentados.”
“Quero celebrar contigo nas vitórias.”
“Quero segurar a tua mão nas dificuldades.”
“Quero conhecer a pessoa em que te vais tornar.”
Porque todos nós mudamos.
João daqui a vinte anos não será exatamente o mesmo João de hoje.
Bárbara daqui a vinte anos não será exatamente a mesma Bárbara de hoje.
E o bonito do casamento é poder dizer:
“Eu quero continuar a conhecer-te.”
Não apenas amar quem és hoje.
Mas acompanhar quem vais ser amanhã.

5. UM AMOR QUE TEM DEUS NO CENTRO

Colocaram nos vossos convites uma passagem Bíblica
João e Bárbara, vocês têm 2 formas de seguir nesta união.
Aprendendo Daquele que criou o casamento, ou à aventura da descoberta
Não sei se viram bem o versículo que escolheram.
“Portanto o que Deus ajuntou”
Tendo em mente que é nisso que acreditam, que foi Deus quem vos juntou, de quem buscarão ensino para crescimento do vosso casamento?
Este não é o clímax da vossa vida, é mais uma etapa e a cada etapa o vosso relacionamento pode ser mais profundo na medida que desenvolvem aspetos como
Amor.
Perdão.
Respeito.
Graça.
Oração.
E tudo isso acontece quando Deus é o centro do nosso lar.
Deus o criador e sustentador do Universo, Deus descrito em Genesis como o criador do homem para ter um relacionamento com ele (gênesis) e no momento da criação diz que criou o homem à Sua imagem e semelhança, e que revela mais adiante que não é bom que o homem esteja só, apresenta-nos 2 aspetos fundamentais no ter Deus no centro.
Deus está próximo daqueles que o buscam, não só na dificuldade, mas em todos os momentos.
Deus quer fazer parte da vossa vida individual, mas, também enquanto casal.
Quando não souberem o que fazer (tem dias que eu não sei o que fazer 27 anos de casado) a única resposta que vos consigo dar é, procurem Deus juntos.
Quando tiverem uma decisão importante, orem juntos.
E quando tiverem motivos para celebrar, agradeçam juntos.
Porque um casamento centrado em Deus não significa que nunca terá problemas.
Significa que não vão enfrentá-los sozinhos.

6. A TROCA DAS ALIANÇAS

E chegamos agora a um dos momentos mais bonitos desta cerimónia: a troca das alianças.
João e Bárbara, estas alianças são pequenas.
Mas representam uma promessa enorme.
São redondas, sem princípio nem fim.
E talvez por isso sejam uma imagem tão bonita daquilo que hoje estão a prometer.
Não prometem que todos os dias serão fáceis.
Prometem que querem caminhar juntos em todos eles.
Cada vez que olharem para esta aliança, que ela vos recorde:
“Eu escolhi-te.”
E mais importante:
“Continuo a escolher-te.”

7. VOTOS DE JOÃO PARA BÁRBARA

João, chegou o momento de falares à Bárbara os teus votos.
Pega agora na aliança e segura a mão dela.
- João ao dares esta aliança á Barbara estás a dizer “Barbara eu amo-te com um amor belo e sem fim como esta aliança”
para expressar este amor toma esta aliança e coloca no dedo anelar da mão esquerda da Barbara, e repete comigo: “Barbara com este anel eu te dou a minha vida, o meu amor e o meu coração.”

8. VOTOS DE BÁRBARA PARA JOÃO

Bárbara, agora é a tua vez de fazeres os teus votos.
Segura a mão do João
- Bárbara ao dares esta aliança ao João estás a dizer “João eu quero mostrar o meu amor e o provo colocando esta aliança no teu dedo”
para expressar este amor toma esta aliança e coloca no dedo anelar da mão esquerda do João, e repete comigo: “João com este anel eu te dou a minha vida, o meu amor e o meu coração.”

9. A VELA CENTRAL — A NOVA FAMÍLIA

E agora vamos voltar às velas que acendemos no início.
João e Bárbara, no início desta cerimónia, os vossos pais acenderam duas velas.
Duas chamas.
Duas famílias.
Duas histórias.
E agora chegou o momento de vocês acenderem juntos a vela central branca.
Esta vela representa aquilo que começa hoje:
uma nova família.
Ela não apaga nenhuma das duas velas que estão ao lado.
E isso é muito importante.
O casamento não significa esquecer de onde vieram.
Significa levar convosco tudo aquilo que receberam e construir, a partir daí, algo novo.
A partir de hoje, vocês continuam a ser filhos.
Continuam a amar os vossos pais.
Continuam a fazer parte das vossas famílias.
Mas nasce uma nova unidade:
a família João e Bárbara.
E a vela central é branca porque representa uma nova página.
Uma nova história.
Um novo começo.
Mas existe ainda um detalhe muito bonito:
esta vela só pode ser acesa pelos dois.
Porque nenhum dos dois, sozinho, representa esta nova família.
É juntos que a acendem.
É juntos que a constroem.
É juntos que vão cuidar dela.
E, acima de tudo, queremos que esta chama vos recorde que Deus deve estar no centro desta nova casa.
João e Bárbara, podem agora aproximar-se e, juntos, acender a vela central.
Uma nova luz.
Duas histórias deram então origem a uma nova história.
Duas famílias deram lugar a uma nova família.
E duas pessoas escolheram tornar-se uma unidade.
Que esta chama vos recorde, nos anos que virão, que o vosso casamento precisa de ser alimentado.
Uma chama não permanece acesa sozinha para sempre.
Precisa de cuidado.
Precisa de atenção.
Precisa de combustível.
E o casamento também.
Alimentem-no com tempo.
Com conversa.
Com carinho.
Com perdão.
Com respeito.
Com oração.
E, acima de tudo, com Deus.
Josué 24.15 BEARA
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

10. CONCLUSÃO

João e Bárbara,
Hoje celebramos oficialmente uma nova etapa.
Talvez daqui a alguns anos já não se lembrem exatamente de todas as palavras que foram ditas nesta cerimónia.
Talvez algumas fotografias se percam.
É seguro que as flores murchem.
Mas espero que nunca se esqueçam daquilo que hoje prometeram.
Ser uma unidade.
Porque o casamento não é apenas encontrar a pessoa certa.
É também tornarem-se, dia após dia, a pessoa certa um para o outro para a Glória do criador do casamento.
Que Deus vos abençoe, a cada dia.
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