Efésios 5.19-21

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Título: “OS PASSOS PARA A PLENITUDE DO ESPÍRITO” Texto bíblico: Efésios 5.19-21
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Ilustração:
Imagine um músico virtuoso, aquele que toca violino de maneira esplêndida. Ali, em sua casa, sozinho, ele fecha os olhos, improvisa, toca no seu próprio ritmo e para o seu próprio deleite.
Porém, quando esse mesmo violinista é integrado a uma grande Orquestra Sinfônica, as regras mudam. Ali ele não tocará mais o que quer, mas a partitura que o Maestro escreveu; ele não fará um solo, mas precisará ouvir atentamente o som dos instrumentos ao seu lado para manter a harmonia e o tempo.
Se ele decidir tocar sozinho, de olhos fechados, no seu próprio ritmo, ele não estará fazendo música comunitária, com os seus pares, que são músicas tão bons quanto ele — se ele seguir desse modo, estará gerando ruído e desordem.
No nosso texto de hoje, o apóstolo Paulo nos lembra que a vida no Espírito não é uma apresentação solo de virtuosismo espiritual interior.
O Espírito Santo é o regente que nos une à Orquestra de Cristo (a Igreja). Ser cheio do Espírito não é entrar em um transe individual, mas ajustar o tom com os irmãos: cantando a mesma partitura da Palavra, sustentando o acorde da gratidão e curvando-se com humildade na mesma harmonia de Cristo.
Introdução:
Meus irmãos, na época que vivemos as pessoas parecem dominadas pela busca de experiências espirituais extraordinárias e subjetivas.
Muitas vezes, quando estas pensam em alguém "cheio do Espírito Santo", logo imaginam manifestações extáticas (de êxtase), sensações emocionais intensas ou momentos de isolamento místico.
Contudo, ao escrever aos crentes de Éfeso, o apóstolo Paulo estabelece um contraste impressionante.
Como vimos no v.18, ele dá a ordem imperativa: "não vos embriagueis com vinho... mas enchei-vos do Espírito". E imediatamente nos v.19-21, Paulo não aponta para um mistério inacessível, mas para o cotidiano da igreja local. Ele nos mostra como a plenitude do Espírito Santo é visível, mensurável e comunitária.
A vida cheia do Espírito Santo não nos isola num pedestal de espiritualidade; ela nos lança nos braços da comunhão dos santos. E isto é pura graça do Senhor.
Tanto como, ela não se revela no orgulho espiritual, mas no modo como cantamos juntos, no tom da nossa linguagem e na disposição do nosso coração em servir.
Hoje, no nosso texto, veremos os três passos que revelam como caminhar em plenitude e caso estes passos sejam observados, cultivar-se-á uma vida verdadeiramente cheia do Espírito.
Pois saiba que:
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“A verdadeira plenitude do Espírito Santo se evidencia na vida comunitária através do louvor centrado na Palavra, da gratidão contínua e da humildade mútua.”
(Repetir 2x)
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Transição:
Desse modo, observemos os passos:
1° PASSO PARA A PLENITUDE DO ESPÍRITO: VIVER O LOUVOR COMUNITÁRIO:
(vv.19)
Sob este passo destacamos alguns subtópicos:
a. CENTRADO NA PALAVRA:
Viver o louvor comunitário CENTRADO NA PALAVRA:
Como lemos no v.19a:
“falando ente si com salmos, hinos e cânticos espirituais”.
Porque falar entre nós com essas peças musicais bíblicas? Qual seria o objetivo? E em que situação isto aconteceria se não fosse em momento de ajuntamento solene? No culto ao Senhor?
Vejam, antes de desenvolvermos estes subtópico, quero fazer uma observação.
Observação:
Antes de entrarmos na questão em si, alguém pode se perguntar: “salmo é o mesmo que hino e o mesmo que cântico espiritual?” Uma resposta direta é: não.
Qual seria a diferença? Resposta: Apenas para introduzi-los ao assunto, é basicamente o seguinte:
No psalmos (salmos), um dos vocábulos que encontramos no texto, você canta o que está no saltério (exclusivamente o que lemos no “Livro dos Salmos”);
No vocábulo hymnos (hinos) você pode até mesmo entoar algo que já existe ou a mão livre. Em que sentido? Você pode criar um cântico e sua melodia (com fundamentação bíblica, é claro). Mas neste caso, acompanhado de instrumento.
Já em ōdē (cânticos espirituais) você canta um texto que encontra-se nas Escrituras, mas não necessariamente um que está no saltério (no “Livro dos Salmos”). Cânticos que encontramos no AT (Ex 15, 15.20-21; Nm 21.17-18; Dt 32) e NT (Lc 1.46-55; Fp 2.5-11; Ap 5.9).
Desse modo, quer cantemos os salmos ou outro texto bíblica, nosso cântico deve ser pautado nas Escrituras.
Voltando ao sermão:
O vocábulo heautou (o “falar uns aos outros”) trata de algo recíproco. Não é “para vocês” nem “a vocês”, mas “uns aos outros”. Envolve participar de fato de atividade comunitária. E o que deve ser utilizado nesta atividade comunitária?
Bom, nós sabemos que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça (2Timóteo 3.16), tendo em vista o seguinte propósito: o homem de Deus deve ser perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Partindo dessa verdade bíblica, vocês conseguem imaginar o que acontece quando cantamos no ajuntamento solene? Claro, se nosso cântico comunitário for centrado nas Escrituras.
Por isso o apóstolo Paulo declara em Colossenses 3.16:
“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.”
Aqui você pode perceber a mesma estrutura apresentada por Paulo em Efésios. Falem entre voz. Com qual propósito? Instruir, aconselhar e louvar de forma comunitária. Fundamentados onde? Resposta: Nas Escrituras Sagradas.
A Escritura é o fundamento para a instrução, para o aconselhamento mútuo em toda sabedoria e para o louvor ao Senhor. Na prática, quando estamos cantando, se o que cantamos é biblicamente correto estamos exercendo o que nos é ordenado no texto.
Para isso precisamos de atenção quanto ao que ouvimos, no que diz respeito a música. Principalmente na Igreja Local. Com o que cantamos.
Não para simplesmente rotularmos: isso é bom ou ruim. É certo ou errado. Mas para aprendermos e crescermos juntos.
Mas isto não deve ser algo que envolve somente nossa razão. Mas também o coração.
Vamos a outro subtópico:
b. COM O CORAÇÃO VOLTADO AO SENHOR:
Precisamos viver o louvor comunitário COM O CORAÇÃO VOLTADO AO SENHOR.
Como lemos no v.19b:
“… cantando e louvando de coração ao SENHOR”.
Declaração que nos leva a seguinte reflexão: Não devemos, quando estamos na Igreja, somente performar. Acertar o tom da música, o acorde correto ou o que quer que envolva tal realidade.
Como aprendemos com Nosso Senhor Jesus Cristo: “porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Lucas 6.45b)
Para cantarmos comunitariamente, não somente em uníssono, mas também biblicamente, nosso coração precisa estar encharcado das Escrituras Sagradas.
No Salmo 1, encontramos algo interessante que — creio eu — envolve esse assunto, quando lemos: [ler juntos o salmo completo]
Destaco o que lemos nos vv.5-6:
“Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.
Destes versículos quero chamar-lhes a atenção as seguintes expressões:
Congregação dos justos, o caminho dos justos. E somado a isto [como pano de fundo], estes justos são aqueles que tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite (v.2).
O que os leva a plantar suas raízes junto a corrente de águas, onde, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido (v.3).
O que isso significa? Resposta: Que os que louvam comunitariamente, fundamentados nas Escrituras, encharcados pela verdade de Deus, não o fazem somente pela “razão”, mas por terem as raízes de seu coração plantadas na verdade bíblica.
Nota pastoral:
Bom, eu sei que é comum fecharmos os olhos quando cantamos. Mas queria conduzi-los numa reflexão.
Entenda que o louvor que entoamos quando estamos no ajuntamento solene não é algo individual.
Claro que há essa esfera. Não podemos negar. Mas essa ideia de fechar os olhos na adoração e fingir que só existe você e deu é algo contemporâneo. É fruto de influência evangelical no meio reformado.
O que não é necessariamente ruim [talvez eu devesse ser mais duro nesse sentido? Não sei]. De todo modo, nos faz perceber que as vezes fugimos da forma que deveríamos fazer quando estamos juntos.
Alguns desligam as luzes, pintam as paredes de preto e por aí vai...
Não podemos esquecer que o culto, em todos os seus passos litúrgicos, é um ato corporativo. Não individualista.
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Transição:
2° PASSO PARA A PLENITUDE DO ESPÍRITO: MANTER O CORAÇÃO GRATO:
(vv.20)
Assim como na verdade anterior, sob esta destacamos os seguintes subtópicos:
a. A GRATIDÃO DEVE SER CONTÍNUA:
Como lemos no v.20a:
“dando graças constantemente”
Não pense você que o Senhor deseja que você abandone somente os palavrões e xingamentos gratuitos que expressa cotidianamente.
Ele deseja que você substitua outro tipo de palavra torpe, que é mais comum do que os palavrões e xingamentos, a saber: a murmuração.
Não sei se você já pensou sobre isso, mas, você conseguiria responder qual é o antônimo de gratidão, quando esta se manifesta com “ações de graças”? Resposta: [novamente] a murmuração.
Qual é a antítese da gratidão apresentada em Efésios 4.29? Volte uma folha de sua bíblia e leiamos o texto juntos:
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”
Resposta: palavra torpe. Que comunica o sentido de ruim, de forma abrangente. O que certamente contemplo o oposto a gratidão. E esta manifestada em ações de graças.
Assim, a gratidão contínua é o dispositivo neste segundo passo que o ajudará. Certamente!
Como lemos em Colossenses 3.17 [todos juntos]:
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”
E porque a gratidão deve ser contínua? Resposta: Pois ela o ajudará no momento de ansiedade e tribulação. Como lemos em Filipenses 4.6–7:
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”
Mas não somente por isso.
Ela também o ajudará a lembrar que você não somente participa de vida comunitária quando louva com os irmãos, mas quando intercede por eles.
Como lemos em 1Tessalonicenses 1.2: “Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar,”
Tanto como em 2Tessalonicenses 1.3: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando,”
Vamos ao outro subtópico:
b. POR TODAS AS COISAS EM NOME DE JESUS:
Manter o coração grato, POR TODAS AS COISAS EM NOME DE JESUS.
Como lemos no v.20b:
“… a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Aqui o apóstolo nos mostra como devemos dar graças. O texto responde aos que questionam: como fazê-lo.
E a resposta é: em nome de Jesus Cristo. Pois, foi ele quem conquistou todas as bençãos para nós, de modo que todos as recebemos.
Como lemos em Romanos 8.32 [todos juntos]:
“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
É Ele, através do Santo Espírito, que purifica as nossas petições e até mesmo ações de graças, e assim purificadas as apresenta diante da face do Pai, junto com sua própria intercessão.
Como lemos em Romanos 8.26 “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.”
Nota pastoral:
Não seria interessante então, lembrar-se de que estás sempre melhor do que você merece?
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3° PASSO PARA A PLENITUDE DO ESPÍRITO: CULTIVAR UM ESPÍRITO HUMILDE:
(vv.21)
Sob esta verdade, destaco os seguintes subtópicos:
a. SUBMETENDO-SE MUTUAMENTE:
Como lemos no v.21a:
“Sujeitem-se uns aos outros,”
Lendo o livro de Derek Prime e Alistair Begg intitulado “Ser Pastor”, no capítulo sobre Vida e Caráter. Estes dois pastores destacam o exemplo chave que todo líder cristão (oficial da igreja) deve possuir: a humildade.
O exemplo do nosso Senhor Jesus é um ponto de referência constante no Novo Testamento. Tanto que, durante os três anos de treinamento dos apóstolos, onde eles receberam ensinamentos inigualáveis, observando e tomando nota do que ouviam e viam.
Eles viam instruções que deveriam ser feitas, e pelo que percebemos, em nenhuma outra ocasião, Nosso Senhor Jesus chamou atenção para algo nesse tempo, mais enfaticamente do que após ter surpreendido os discípulos no Cenáculo ao lavar-lhes os pés.
Quando lemos [todos juntos] João 13.12–17:
“Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.”
Ele é o exemplo de viver não para agradar a nós mesmos, mas para cuidar do próximo no que é bom para a sua edificação.
Como lemos em Romanos 15.2–3: “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.”
Vamos ao outro subtópico:
b. POR TEMOR A CRISTO:
Cultivar um espírito humilde, POR TEMOR A CRISTO.
Como lemos no v.21b:
“… por temor a Cristo”.
Ou como lemos noutras traduções: “por reverência a Cristo”. Pelo que Cristo fez em nosso favor: sirvamos humildemente nossos irmãos.
Como lemos [todos juntos] em Filipenses 2.3–4:
“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.”
Como fazer isto, não é mesmo? Deve ser bem difícil. E certamente o é. Mas quem disse que seria fácil?!
Assim, ainda a Igreja em Filipos, caso ficasse alguma dúvida, o apóstolo diz:
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2.5-8).
Nota pastoral:
Pastoreie suas relações na Igreja local. Se falta submissão ao próximo, você exala orgulho; este que pode manifestar-se de várias formas. Não somente com impaciência.
Observe suas relações com os irmãos. Isso pode revelar falta de influência do Espírito Santo em sua vida.
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Conclusão:
Irmãos, ao olharmos para estes três passos — o louvor comunitário centrado na Palavra, a gratidão contínua e a submissão multa —, somos levados a uma conclusão inevitável: ninguém consegue ser cheio do Espírito Santo sozinho.
Se a sua vida espiritual tem sido marcada pelo isolamento no culto, pela murmuração diante das providências de Deus ou pelo orgulho na convivência com seus irmãos, a palavra de Deus hoje não vem para condená-lo, mas para despertá-lo para essa realdade.
Essas atitudes são sintomas de um coração que está tentando viver da sua própria reserva, e não da plenitude do Espírito.
Olhe para Jesus Cristo, aplicando o texto a sua vida e ministério:
Ele é o único que cantou os salmos com perfeição, que deu graças ao Pai até mesmo na noite em que foi traído, e que se humilhou, lavando os pés dos discípulos e entregando-se na cruz por nós. É porque Cristo se humilhou por você que o Espírito Santo habita em você.
Não busque a plenitude do Espírito em experiências místicas fora do corpo de Cristo. Volte para a Palavra cantada com seus irmãos; substitua a murmuração pela gratidão ao Pai em nome de Jesus; e dobre o seu joelho em serviço humilde aos seus irmãos.
É assim que a Igreja é edificada, é assim que o Espírito nos enche. Que o SENHOR vos abençoe!
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