Preparando a noiva para Cristo
A mensagem do precursor • Sermon • Submitted • Presented
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Nossa série de mensagens começou com João Batista, o precursor. Ele preparou um povo para o Senhor (Lc 1:17) e se definiu como o amigo do noivo, que se alegra ao ouvir a voz do Noivo (Jo 3:29-30).
A função de João não terminou nele. Todo discípulo herda o chamado: se prepara e preparar outros para o encontro com o Noivo.
Hoje olhamos para a volta de Cristo, e a pergunta é prática: estamos preparados, e estamos ajudando a noiva a se preparar?
O sermão escatologico de Jesus em Mateus 24
Mt 24:3: os discípulos perguntam pelo sinal da vinda e do fim dos tempos. Jesus responde com o sermão profético (Mt 24:4-35).
Mt 24:36-44: ninguém sabe o dia nem a hora, e por isso o mandamento é vigiar e estar preparado. O propósito do discurso é preparo, não especulação.
Mt 24:12-14 e 24:29-31: o amor esfria, o evangelho é pregado a todas as nações e o Senhor vem em glória e reúne os seus. O texto pede perseverança (24:13).
Mt 25:1 começa com "Então". A parábola das dez virgens não é um assunto novo: é a continuação do mesmo sermão. Jesus passa a ilustrar, com três quadros, como é estar preparado.
Os três quadros mostram o afunilamento e a expectativa de maturidade dos discipulos, quem conhece e quem não conhece a mensagem (Noé); quem a crê e quem desiste por causa da demora (servos); e quem, crendo, se prepara para esperar até o fim (virgens).
1) Os dias de Noé (Mt 24:37-39): quem conhecia a mensagem e quem não
1) Os dias de Noé (Mt 24:37-39): quem conhecia a mensagem e quem não
Neste exemplo temos 2 grupos; Noé conheceu a mensagem de Deus e viveu por ela; os demais continuaram a vida normal como se o dilúvio nunca fosse acontecer.
O problema não era a vida comum: comer, beber e casar não eram o pecado em si. O problema era viver absorvidos por isso, distraídos, sem perceber o que Deus anunciava (v. 39: "não o perceberam").
Noé viveu a mensagem construiu a arca com temor (Hb 11:7), fez conforme Deus mandou (Gn 6:22) e foi pregoeiro da justiça (2 Pe 2:5). Preparar-se e advertir os outros andaram juntos.
A distração é o inimigo da prontidão. Pergunta: o que está ocupando o lugar da mensagem de Deus na minha rotina?
Noé não ficou calado. Quem conhece a mensagem tem responsabilidade de comunicá-la.
3) Os servos (Mt 24:45-51): quem ouviu e perseverou e quem ouviu e desistiu
3) Os servos (Mt 24:45-51): quem ouviu e perseverou e quem ouviu e desistiu
O servo fiel e prudente: ouviu a mensagem, a abraçou e viveu para ela. Foi colocado para dar alimento aos demais no tempo certo (v. 45), e o senhor o encontra fazendo isso (v. 46).
O servo mau: também ouviu. Mas, por pensar que a volta do senhor demoraria (v. 48), parou de perseverar, maltratou os conservos e passou a viver para si mesmo.
A diferença: os dois sabiam. O que mudou foi o que fizeram no tempo de espera. A demora revela o coração.
Conhecer a mensagem não basta; é preciso permanecer nela quando o tempo parece longo.
O servo fiel tinha uma tarefa explícita: alimentar os conservos. A fidelidade inclui cuidar de quem está ao lado, e o servo mau fez o contrário (v. 49).
4) As dez virgens (Mt 25:1-13): crer não é o mesmo que estar preparado
4) As dez virgens (Mt 25:1-13): crer não é o mesmo que estar preparado
As dez eram iguais por fora: todas virgens, todas com lâmpada, todas esperando o noivo, todas dormiram. O que as separou foi a reserva de óleo para a espera prolongada.
O noivo demorou (v. 5): a demora testa quem tem o que é necessário para continuar quando Deus não segue a nossa agenda.
O clamor da meia-noite (v. 6): alguém anuncia a chegada. Isso mostra o papel de quem acorda e avisa os demais.
"Não" das prudentes (v. 9): o óleo não se empresta. Ninguém entra no encontro com Cristo pelo preparo do outro; a relação com Deus é pessoal.
A porta se fecha (vv. 10-12): "não vos conheço". O que faltou foi relacionamento, intimidade, não informação nem aparência.
… vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora.
João Batista ele gastou a vida com a lâmpada acesa, mas na prisão duvidou (Mt 11:2-6). Jesus o confortou e disse que é bem-aventurado quem não se escandaliza com Ele. Preparar-se é ter o que sustenta quando as coisas não saem como esperamos.
5) Como nos preparamos
5) Como nos preparamos
A) Conhecer a Deus, não só saber sobre Ele. O que sustenta na crise e na demora é confiar em quem conhecemos. Quem conhece o caráter de Deus lê a demora como paciência (2 Pe 3:9), não como abandono.
B) Perseverar até o fim (Mt 24:13). Não importa só quem começa bem, mas quem continua queimando.
C) Guardar o lugar oração, lugar de intimidade com o Senhor. Isso significa escolher: dizer "não" ao que distrai para guardar tempo na Palavra e no lugar de oração (Mt 6:6; Lc 10:38-42).
D) Viver vigilante na vida diaria. Vigiar não é fugir da vida, é viver com o coração desperto (1 Ts 5:6).
