Onde Está Sua Confiança?
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· 191 viewsEm meio as trevas Cristo é luz
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1 Saudação
1 Saudação
Sermão pregado no Domingo, 23 de dezembro de 2018
1 Saudação
1 Saudação
Meus irmãos e amigos, é sempre um prazer e um privilégio poder compartilhar um pouco da Palavra de Deus com vocês. O texto sobre o qual nós vamos meditar nessa noite é bastante conhecido dos irmãos.
Até aquelas pessoas que não frequentam a Igreja todo Domingo, mas que aparecem por aqui de vez em quando, geralmente no Natal e na Páscoa, até essas pessoas devem conhecer esse texto. Os versos finais dele dizem assim: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Hoje, nós vamos olhar para esse texto com um enfoque um pouco diferente do que os irmãos estão acostumados. Eu convido a todos que abram as suas Bíblias no Livro do Profeta Isaías, no capítulo de número nove. Nós leremos os versos de um a sete.
2 Leitura Bíblica
2 Leitura Bíblica
Livro do Profeta Isaías, capítulo nove, versos de um a sete. Eu vou ler e os irmãos acompanhem com atenção a leitura da santa e inerrante Palavra de Deus. Assim diz o Senhor:
1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. 6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; 7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
3 Oração
3 Oração
Até aqui a leitura da Palavra de Deus, que o Senhor adicione as bênçãos da sua Palavra as nossas vidas. Vamos orar:
Pai, nós te adoramos porque o Senhor é o Criador dos céus e da terra e o nosso Maravilhoso Salvador.
Nesse momento te agradecemos pela sua Palavra que foi lida e que será explicada. Sabemos que ela é viva e eficaz e que ela pode nos tornar sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Suplicamos que o teu Santo Espírito nos dê sabedoria para entendermos e aplicarmos a sua Palavra. Que o Senhor adicione as bênçãos de sua Palavra em nossas vidas, para que sejamos perfeitamente habilitados para toda boa obra.
Suplicamos essas bênçãos e pedimos o perdão dos nossos pecados no nome santo do nosso Senhor e Salvador, Jesus. Amém.
4 Introdução
4 Introdução
Meus irmãos e amigos, como eu tinha comentado antes de fazermos a leitura do texto sagrado, essa passagem, apesar de ser bem conhecida, muitas vezes não é tão bem explorada. Quase sempre, nós lemos esse trecho e corremos para explicar os versículos 6 e 7. E não me entendam mal, pois esses versículos são de fato maravilhosos! Eles são o auge dessa passagem.
Mas nós prestamos pouca atenção aos versículos iniciais e ao contexto dessa passagem. E isso faz toda a diferença! Pode parecer estranho o que eu vou afirmar para vocês, mas os tempos do profeta Isaías eram muito parecidos com os nossos! Você pode pensar “como assim muito parecidos com os nossos? Isaías escreveu há pelo menos 2700 anos atrás!”. Mas me deixe chamar a atenção de vocês para algumas características que as pessoas que viveram no ano 742 antes de Cristo compartilham com a nossa sociedade atual e quem sabe até com você.
5 Contextualização
5 Contextualização
Na época em que Isaías trouxe essas profecias, o povo de Judá estava bastante amedrontado. Dois reis tinham juntado forças para invadir Judá, e diante dessas notícias, o profeta Isaías nos conta que o coração do rei e do povo ficou agitado como se agitam as árvores do bosque com o vento. () Isso é uma forma poética de dizer que o rei e o povo estavam tremendo de medo!
Mas o Senhor, nosso Deus, convidou o rei e o povo a se acalmarem e a confiarem nele. Através de Isaías, Deus prometeu vitória e cabia ao rei e ao povo confiar em Deus e na sua capacidade de livrá-los das mãos dos seus inimigos. E é nesse ponto que vemos a grande semelhança desses homens com os homens da nossa era.
Os irmãos acham que aqueles homens confiaram em Deus e na sua promessa de salvação? Quem respondeu que “não, que eles não confiaram!” está certo! Aqueles homens rejeitaram a promessa de Deus e cada um, do seu jeito, procurou esperança e salvação longe do Senhor, nosso Deus.
E meus amigos, não achem que as semelhanças desses homens e dos homens da nossa época terminam por aí. Não é só na incredulidade que esses homens são semelhantes! Até os métodos que eles procuraram para garantir a sua salvação eram parecidos com os métodos dos nossos dias!
Em e nos capítulos 7 e 8 de Isaías, a Bíblia nos relata que esses homens buscaram a solução dos seus problemas na política e no misticismo! O rei Acaz rejeitou um sinal de Deus e procurou fazer aliança militar com a Assíria, desobedecendo o mandamento do Senhor que proibia alianças com povos pagãos.
O povo por sua vez ao invés de clamar ao Senhor em orações procurou pelo misticismo, como Isaías nos diz no verso 19 do capítulo 8 que o povo consultava os adivinhos e médiuns. Eles tentavam se comunicar com os espíritos dos mortos! Desobedecendo o mandamento do Senhor que proibia se consultar com médiuns.
E nós não estamos tão longe assim disso! Quantos de vocês, nesse ano que passou, presenciaram pessoas botando as suas esperanças nos políticos? Talvez até você mesmo tenha feito isso! E quantas pessoas que você conhece que depositam sua fé em rituais pagãos? Em um copo d’água em cima de televisão? Em uma toalha ungida de um “apóstolo”? Em horóscopo? Em sessões para invocar espíritos de mortos? Em cultos à mãe natureza?
E nesse cenário, eu pergunto a vocês: onde está sua confiança? Em Deus e nas suas promessas ou na política e no misticismo?
6 Exposição
6 Exposição
6.1 O Povo Que Andava Em Trevas (8.22)
6.1 O Povo Que Andava Em Trevas (8.22)
Meus irmãos, é nesse contexto que Isaías traz a mensagem que acabamos de ler! Isaías afirma que as pessoas que não confiam em Deus, mas que buscam por seus próprios meios resolver os seus problemas, estão andando em trevas. O profeta afirma que essas pessoas vivem na região da sombra da morte!
Volte sua Bíblia para o capítulo 8 e leia comigo o versículo 22. Diz assim a Palavra de Deus:
Olharão para a terra, e eis aí angústia, escuridão e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas.
Essa é a descrição de quem abandona o Senhor, a sua Palavra, a sua Lei e as suas Promessas. Uma situação desesperadora, não acham? Angústia, escuridão, ansiedade e densas trevas são uma descrição terrível!
Quando nós olhamos para uma situação como essas, geralmente tomamos 2 atitudes:
1. Otimismo;
2. Pessimismo;
Ou somos otimistas e achamos que com união, boa vontade, fraternidade, etc. Nós seremos capazes de sair dessa situação. A letra da música de Marcos Valle representa bem esse tipo de pensamento, vocês devem conhecer:
Hoje é um novo dia
De um novo tempo que começou
De um novo tempo que começou
De um novo tempo que começou
Nesses novos dias, as alegrias
Nesses novos dias, as alegrias
Serão de todos, é só querer
Serão de todos, é só querer
Todos os nossos sonhos serão verdade
Todos os nossos sonhos serão verdade
O futuro já começou
O futuro já começou
Por outro lado, temos o pessimismo do ateísmo, representado muito bem pelo pensamento do filósofo Bertrand Russell, que afirma que: “o mundo é obra do acaso e que um dia, quando o sol se apagar, morreremos.”;
Mas Isaías não concorda com o compositor global! Para o profeta os seres humanos estão em trevas se não buscarem em Deus a sua salvação! Mas antes que você chegue à conclusão de que Isaías é um velho ranzinza, que, como Bertrand Russell, não vê esperança nenhuma para a humanidade. Vamos olhar para o texto que acabamos de ler.
6.2 Resplandeceu-lhes A Luz (9.1-2)
6.2 Resplandeceu-lhes A Luz (9.1-2)
O profeta Isaías escreve que a obscuridade não continuará para a terra que estava aflita! O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.
Meus irmãos, a Bíblia traz o conceito de trevas e luz num sentido figurado. Trevas simbolizam a ausência de Deus, a falta de esperança, a maldade e a ignorância. Enquanto isso, a luz é associada à presença de Deus e ao próprio Deus, ao conhecimento e à esperança. João afirma “que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.” () e chama Jesus de “a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.” ().
O profeta então é alguém realista! Ao mesmo tempo em que ele tem a noção de que nós não podemos produzir a luz por nós mesmos, ele diz que Deus enviou a sua luz para nos tirar da escuridão!
Que grande conforto é saber que, apesar da humanidade não poder fazer nada para se livrar da sua situação de trevas, Deus intervém nessa história e manda a sua luz para o mundo!
6.3 Os Efeitos Da Luz (9.3)
6.3 Os Efeitos Da Luz (9.3)
No versículo 3, o profeta nos conta quais são os efeitos dessa luz resplandecer aos que andavam em trevas e viviam na região da sombra da morte. Chega a ser irônico o que Deus prometia ao seu povo por meio de Isaías. Acompanhem comigo:
Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos.
Meus irmãos, num período de guerras e ameaças, o povo perdia a alegria e tudo que ele mais temia era:
1. Ter a sua população dizimada pelas mortes da guerra;
2. Ter a sua colheita destruída pelos seus inimigos;
3. Ter os seus bens saqueados, ou seja, roubados, caso saíssem perdedores das batalhas;
E aqui Deus promete aumentar a alegria do povo. Os três medos são aplacados, pois o Senhor promete:
1. Multiplicar o povo;
2. Dar alegria como na época de colheita (ceifa);
3. Vitória com direito a repartir os bens (despojos) dos seus adversários.
Tudo o que o povo temia, Deus diz que não vai acontecer. Ao contrário disso, o povo terá em abundância o que temia perder!
6.4 Como Deus Fará Essa Obra (9.4-7a)
6.4 Como Deus Fará Essa Obra (9.4-7a)
Na sequência, o Senhor vai explicar como ele pretende fazer essa obra maravilhosa. A promessa está feita: uma luz raiou! O Senhor aumentará o povo e a alegria. Mas como isso se dará?
Os versículos 4, 5 e 6 começam com um porquê. Isaías nos apresenta 3 razões, 3 porquês, 3 meios pelos quais o Senhor realizará essa grande obra. Eu chamo a atenção dos irmãos para um detalhe interessante. Os verbos desse trecho estão no passado, mas Isaías está falando de um evento que acontecerá no futuro!
Isaías diz: “porque tu quebraste o jugo”, “porque um menino nos nasceu”, como se esses eventos já tivessem ocorrido, mas eles só aconteceriam anos e até séculos depois. Isso demonstra a fé de Isaías nas promessas de Deus. Isso é o que chamamos de certeza profética. Se Deus prometeu, é certo que ele cumprirá!
Vamos olhar rapidamente cada um desses porquês.
6.4.1 Deus Liberta da Opressão
6.4.1 Deus Liberta da Opressão
No verso 4 nós lemos:
Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas;
Deus promete libertar o seu povo da opressão dos seus adversários. O jugo era uma pesada carga colocada sobre os ombros dos animais. Isso é uma figura de linguagem para descrever os serviços pesados que os seus opressores os obrigavam a fazer. A vara é um símbolo dos castigos e das dores físicas que eles sofriam e o cetro, simbolizando o domínio, representava o poder que os seus inimigos exerciam sobre eles.
E Deus promete que destruirá essas três coisas: o jugo, a vara e o cetro! Difícil de acreditar nisso quando se está sofrendo ou com medo. Mas caso o povo pensasse: será que isso é possível? Como acreditar numa reviravolta tão dramática como essa? Com uma curta frase, o Senhor lembra o seu povo de uma das vitórias mais miraculosas que o ele já havia dado a eles. Como no dia dos midianitas, é uma frase que relembra o povo de um episódio narrado em , e 8. Nesse episódio, Gideão, com apenas 300 homens, derrotou um exército midianita de 135.000 homens.
Eu não sei se os irmãos são bons de matemática, mas eu fiz meu dever de casa. 135 mil contra 300 dá uma conta de 450 midianitas para cada 1 judeu! Se Deus deu essa vitória, qualquer outra promessa pode parecer fácil!
6.4.2 Deus Põe um Fim às Guerras
6.4.2 Deus Põe um Fim às Guerras
Prosseguindo, no verso 5 nós lemos:
porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo.
Nesse trecho, uma figura de linguagem é usada para dizer que as guerras chegariam a um fim. Os símbolos de uma guerra, de uma batalha são queimados, servem de combustível ao fogo. A bota com os sons de marcha, as vestes com os sinais do sangue derramado, tudo isso seria destruído.
Isso é um indício de que Deus traria paz, as guerras acabariam! Agora olhamos para os versículos 6 e 7, pois esses versos são a chave para entender como Deus faria isso!
6.4.3 O Nascimento do Menino
6.4.3 O Nascimento do Menino
Então, por fim, chegamos ao porquê mais importante! A parte do texto que nos diz como Deus alcançaria o fim da opressão e das guerras. No verso 6 nós lemos:
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;
Chegamos ao clímax do texto! Talvez alguns de nós sejamos capazes de recitar esse verso de cor... É interessante notar que há uma progressão de ideias: Existe alegria porque Deus libertou da opressão, e ele faz isso porque levou a guerra ao termo final. Mas como ele fará isso? Pelo nascimento de um menino!
Você pode estar se perguntando, mas como assim? Quer dizer que a solução para os nossos problemas, a solução para os problemas do mundo se encontra num menino? Uma figura indefesa?
Mas veja bem, esse menino possuí atributos que nenhum homem comum jamais teria... É dito que ele governará o mundo! Que ele é Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.
Esses são atributos de Deus! Quem é esse menino, que governará o mundo? Que autoridade ele possuiu sobre a criação para governa-la? Como pode ser chamado de Deus Forte e Pai da Eternidade?
Eu poderia falar horas e horas sobre cada um desses títulos, mas, de forma bem resumida, esse menino só poderia receber esses nomes se ele fosse o próprio Deus. E ele é!
Com que autoridade esse menino governa a criação? Ele governa porque ele é o Criador, porque todas as coisas foram feitas por meio dele e sem ele nada do que foi feito se fez! Como esse menino é Pai da Eternidade e Deus Poderoso? Porque no princípio ele era, ele estava com Deus e ele era Deus!
Mas Deus se fez carne e habitou entre nós! Ele desceu de sua glória e se fez homem! Dizer que comemoramos o Natal é simplificar demais essa história! O nascimento dele, sua vida e obra são o cumprimento de muitas promessas de Deus:
1. Jesus é o descendente da mulher, que esmagou a cabeça da serpente;
2. Jesus é o herdeiro de Abraão, em quem todas as nações da Terra são abençoadas;
3. Jesus é o descendente de Davi, que reinará para sempre!
4. Jesus é o Emanuel, o Deus conosco;
5. Ele é o servo sofredor, que levou sobre si as nossas enfermidades!
Jesus afirma no Evangelho segundo João que “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” João (12.46);
Mateus nos afirma que Jesus mudou-se para a Galileia, perto de Zebulom e de Naftali, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. ().
Talvez você não tenha percebido, mas eu não falei de um dos títulos que Isaías atribui a Jesus nesse texto... Jesus é o Maravilhoso Conselheiro! Quando nós passamos por alguma situação e procuramos alguém para nos aconselhar, nós procuramos alguém mais experiente, que já tenha passado por aquela situação que estamos passando. E que, de preferência, esse alguém tenha se saído vitorioso dessa situação.
O autor da carta aos Hebreus nos conta que Jesus foi um homem e sentiu as mesmas aflições que nós sentimos. Ele foi tentado nas mesmas tentações que somos tentados. Ele viveu em tempos difíceis como os tempos em que nós vivemos. Mas ele venceu tudo isso! () Por isso ele é Maravilhoso, por isso ele é nosso Maravilhoso Conselheiro!
6.5 A Garantia (9.7b)
6.5 A Garantia (9.7b)
No verso 7, nós lemos:
para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Nesse último versículo, eu gostaria de destacar algumas características do reino de Cristo:
1. Isaías fala que o governo do nosso Senhor aumenta. O profeta tem em mente o reinado de Jesus, que se inaugurou na sua primeira vinda e que se expande pela pregação do Evangelho;
2. O reinado do Príncipe da Paz é descrito como um reino de paz sem fim;
3. Por fim, um rei tão bondoso que se chama de pai dos seus súditos, é um rei que governará com juízo e justiça, ao contrário dos nossos governantes que governam com desonestidade e injustiça!
E a última frase desse trecho é um grande conforto para cada um de nós. Essa frase é uma resposta a uma pergunta incrédula. Seria mais ou menos assim: Isso daí parece bom demais para ser verdade, quem me garante que isso acontecerá? E a resposta é: O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto!
O cuidado de Deus, o seu zelo, a sua fidelidade e o seu grande poder são as nossas garantias que tudo acontecerá conforme o prometido! Nós sabemos que Cristo já veio, que essas promessas já se cumpriram! Quer as pessoas acreditem nisso ou não, Jesus é uma realidade espiritual e histórica! Não é à toa que estamos vivendo no ano 2018 depois de quem? De Buda? De Maomé? Não! Nós vivemos no ano 2018 depois de Cristo!
O Deus que abriu o mar ao meio e que ressuscitou o seu filho dos mortos, nos promete que um dia esse reino de Cristo será pleno e sem fim! E nós, aguardamos confiantes na sua promessa. Esperamos pela segunda vinda de Cristo, assim como Isaías esperava pela primeira.
7 Aplicação
7 Aplicação
Muito ainda poderia ser falado em relação a esse texto. Mas, para encerrar, eu gostaria de retornar ao nosso cenário inicial e repetir a mesma pergunta que eu fiz na introdução: Onde está sua esperança? Em Deus e nas suas promessas ou na política e no misticismo?
Isaías nos diz que Deus enviou uma luz para o mundo que estava em trevas, mas o apóstolo João nos diz: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. ()
Isso nos ensina que é possível acreditar nessa mensagem e encontrar esperança nela. Mas também é possível se manter cético e amar mais as trevas que a luz. As consequências de cada postura dessas é apresentada por Isaías no versículo 14 do capítulo 8. Nesse versículo, Isaías nos diz que:
[Deus] vos será santuário; mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel, laço e armadilha aos moradores de Jerusalém. ().
Deus é o mesmo, mas a maneira como experimentamos o seu favor depende da nossa atitude para com ele:
1. Para os que confiam na sua Palavra, nas suas promessas e se submetem a ele, ele é um refúgio na tribulação. Ele é a luz que nos resgata das trevas;
2. Mas para os que o ignoram e o desprezam ele é pedra de tropeço e rocha de ofensa! Essas pessoas não conseguiram sair da escuridão sozinhas
As luzes acesas na época de Natal devem nos lembrar que a única solução para a escuridão está em Cristo! Jesus disse o seguinte: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. ().
Se você já crê nesse Maravilhoso Conselheiro que é Cristo, que essa mensagem conforte o seu coração. Saber que Deus livrou seus servos no passado e é capaz de nos livrar no presente é um conforto para a alma. Saber que, mesmo quando as coisas vão mal, todas as coisas cooperam para o nosso bem, é maravilhoso. ()
Se você ainda acredita que é possível encontrar a luz e a salvação por conta própria, desista! É isso que o profeta chama de andar nas trevas e viver na região da sombra da morte! Jesus é a luz do mundo, quem não o segue andará nas trevas; mas quem o segue, pelo contrário, terá a luz da vida. ()
Se você está ansioso por esse reino maravilhoso, lembre-se que de cresce e se espalha pela pregação do Evangelho! Você tem pregado as boas novas de Deus? Orar “venha o teu reino” e não pregar o Evangelho é uma incoerência! É pedir que o reino de Cristo cresça e não dar importância para o método que leva esse reino a crescer!
Eu convido os irmãos a serem sempre gratos aquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; ()! Convido também que todos nós sejamos mensageiros do Evangelho! E o Senhor alerta aqueles que ainda não creem nele: arrependam-se, porque está próximo o reino dos céus! ()
Que Deus nos abençoe, amém!
