Em tuas mãos entrego meu espírito
Culto das 7 Palavras • Sermon • Submitted
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
“O gosto da morte está sobre os meus lábios”, disse Mozart um pouco antes de morrer. Frank Sinatra morreu logo depois de dizer “Eu estou perdendo”. O filósofo inglês Thomas Hobbes morreu em 1679. Suas últimas palavras foram: “Eu estou para tomar a minha última viagem. Um grande salto no escuro”.
TRANSIÇÃO. Mas Jesus bradou em alta voz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Tendo dito isso, expirou.
IDEIA: Citando o , Jesus confia sua alma aos cuidados de seu Pai. "Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu remiste, SENHOR, Deus da verdade". A citação que Jesus faz é significativa tanto por aquilo que ele retém; quanto pelo o que ele acrescenta; como por aquilo que ele omite dessa citação.
I - O QUE ELE RETÉM APONTA PARA VOLUNTARIEDADE DA SUA MORTE.
I - O QUE ELE RETÉM APONTA PARA VOLUNTARIEDADE DA SUA MORTE.
Nas tuas mãos, entrego o meu espírito”. O fato de Jesus pronunciar estas palavras em alta voz revela que ele dera sua vida de bom grado. Suas últimas palavras não são de reclamação, hesitação ou desgosto! Ele não grita “Pai, olha o que você me fez passar!”, antes “Em tuas mãos entrego meu espírito”.
Embora sua morte envolva agentes humanos; apesar dele ter sido entregue aos judeus por causa da ganância de Judas; ainda que ele tenha sido levado a Pilatos por causa da inveja das autoridades judaicas; mesmo que ele tenha sido entregue aos soldados por conta da covardia de Pilatos; embora ele tenha sido crucificado por soldados cruéis. Mesmo assim, em cada momento, podemos afirmar que ele foi à cruz voluntaria e deliberadamente: “eu dou a minha vida. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou”. Não foram os pregos que prenderam Jesus na cruz, mas sim o seu amor por nós e pelo Pai!
II - O QUE ELE ACRESCENTA APONTA PARA SUA ORIGEM
II - O QUE ELE ACRESCENTA APONTA PARA SUA ORIGEM
Acrescenta a palavra “Pai”. Que bela conexão existe entre a primeira ("Pai, perdoa-lhes") e a última dessas sete palavras! Isso demonstra que do princípio ao fim o Filho de Deus jamais rejeita seu Pai. Ele continua apegado ao Pai em todo momento; mesmo quando pronuncia a quarta palavra. Ele clama: “meu Deus”.
Em todo tempo, o Pai ama o Filho; o Filho ama o Pai e somos beneficiados por este amor. Antes, estávamos longe de Deus por causa dos nossos pecados, agora redimidos, temos paz e somos amados por Deus, na mesma intensidade que o Pai ama ao Filho: “Porque estou bem certo de que nem morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
III - O QUE ELE OMITE APONTA PARA SUA OBRA
III - O QUE ELE OMITE APONTA PARA SUA OBRA
Jesus omite a frase “Tu me redimiste”. No caso de Cristo, que é sem pecado, essa redenção não era necessária nem mesmo possível. Antes, é ele que redime a Davi, o autor do salmo. Ele é aquele que nos redime.
Todos nós somos culpados. Em nós vemos em alguma proporção a crueldade dos soldados em nossos corações, a covardia de Pilatos em fazer o que é certo. A inveja e incomodo, como dos sacerdotes, por causa da autoridade de Cristo em nossas vidas. A ganância por bens materiais acima de todas outras coisas, assim como Judas.
Mas na cruz, fomos plenamente redimidos. O contexto confirma: o véu se rasgou. Esse foi o modo de Deus dizer: “esse sacrifício acaba com todos os demais, e o acesso a Deus agora está livre". Na cruz o homem revela e entrega o pior de si, na cruz Deus se revela e entrega o melhor de si, Ele entrega a si mesmo em amor, nos reconciliando consigo mesmo!
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Não obstante, esta última palavra de Jesus, aplica-se a todos aqueles que foram redimidos por ele, pois indica de que modo devem enfrentar a morte:
Ao invés de “Eu estou perdendo”; Estevão, com serenidade, antes de morrer “fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus…” E orou: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”.
No lugar de “O gosto da morte está sobre os meus lábios” Com esperança John Bunyan, olhando os que rodeavam o seu leito de morte, disse: “Não chorem por mim, pois breve estaremos juntos no céu.”
Ao invés de “... a minha última viagem é um grande salto no escuro”, o grande evangelista Dwight Moody, chegada a sua hora, declarou convicto: “O céu está se abrindo; Deus me chama”.
E porque o Pai entregou seu Filho em nosso favor, Porque o Pai recebeu o sacrifício e o espírito de Cristo em suas mãos, e porque fomos reconciliados e somos amados, todos nós podemos encarar a morte com um sorriso e bradar, assim como ele bradou:
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”!
