Salmo 3

Sermon  •  Submitted
0 ratings
· 16 views
Notes
Transcript
Salmos Salmo 3

SALMO 3

Salmo de Davi. Quando fugia de seu filho Absalão.

À luz do contexto deste salmo, temos que retroceder nossa vista até o relato de 2 Samuel 15 e seguintes, onde lemos da conspiração de Absalão contra seu pai Davi. Absalão planejou uma rebelião e aliciou os corações de muitos no país (2Sm 15.1–6). Quando a rebelião foi ventilada a Davi, ele fugiu, e a narrativa histórica fornece um quadro gráfico do rei chorando enquanto subia o Monte das Oliveiras, descalço e com a cabeça coberta (2Sm 15.30). Aqui Davi apresenta a Deus seu apelo. Este é o primeiro de uma coleção de salmos davídicos (3–41).

1. Um Grito Desolado (vs. 1,2)

Esta é a primeira oração do Livro dos Salmos, e a tríplice menção de “muitos” atrai a atenção imediatamente. Davi sente a pressão que lhe foi engendrada por seus numerosos oponentes, e clama ao seu Deus pactual. O verbo “erguer” pode ser usado para rebeliões, mas também tem a conotação mais ampla de qualquer oposição que surge contra alguém. Ele não só reconheceu a extensão da oposição contra si, mas também sabia que outros numerosos estavam falando contra ele. O que estavam dizendo denegria a honra de Deus mesmo, pois estavam alegando que em Deus não há nenhuma salvação.

Esta é a primeira de setenta e uma vezes que aparece a palavra “Selá” no Saltério. Ela só ocorre nos salmos que se dividem em três seções, e sempre surge no final da seção, algumas vezes em todas as três. É um termo técnico que provavelmente denote acompanhamento musical mais alto.

2. Proteção Infalível (vs. 3,4)

A despeito da oposição contra ele, Davi sabia quão sólida era a proteção do Senhor. As palavras iniciais desta seção surgem em marcante contraste ao que os inimigos estiveram dizendo. O Senhor deveras é o protetor, pois é o escudo de Davi. A expressão retrocede a Gênesis 15.1, onde Deus assevera a Abraão que ele o guardará do perigo. Aqui, Davi sabia que seu “Glorioso” (ver Sl 4.2 para o uso semelhante deste título) o haveria de erguer do pó. Este termo é rico em significado teológico, pois ele fala da presença redentora de Deus. O clamor de Davi era constantemente ao Senhor, e recebia reiteradas respostas. Estas vieram do santo monte de Deus, o Monte Sião, local para o qual Davi trouxera a arca do Senhor (cf. 2Sm 6).

3. Livramento Seguro (vs. 5–8)

Dormir sossegadamente era possível a Davi porque sua salvação era do Senhor (v. 5). Além do mais, o fato de Absalão contar com tantos seguidores não constituía o ponto-chave. Uma vez que o Senhor era seu escudo, Davi podia repousar em segurança durante a noite, e o apoio que recebia significava que “a mão de Deus era seu travesseiro” (Delitzsch).

“Não temerei as dezenas de milhares que se detêm contra mim de todos os lados” (v. 6). Sabemos do registro histórico que a maioria das pessoas tinha seguido a Absalão (2Sm 15.13; 17.11; 18.7); Davi, porém, faz um apelo confidencial ao seu protetor (v. 7). Não é tão-somente os inimigos que se erguem (ver v. 1), mas também o Senhor. Esta é uma expressão tipicamente antropomórfica (descrever-se a Deus em termos humanos), invocando-o a que traga auxílio imediatamente, como ele fizera no passado.

A conclusão do salmo constitui uma expressão de serena confiança e esperança no Senhor (v. 8). A palavra “livramento”, em hebraico, é yeshu´a, da qual se deriva a palavra “Jesus”. Davi sabia que este livramento de Deus era não só uma verdade pessoal, mas algo também aplicado a todo o povo. Daí ele orar a que a bênção do Senhor fosse concedida à nação como um todo. Os problemas pessoais não turvavam sua visão espiritual de todo o povo.

Salmos Salmo 3

SALMO 3

Salmo de Davi. Quando fugia de seu filho Absalão.

À luz do contexto deste salmo, temos que retroceder nossa vista até o relato de 2 Samuel 15 e seguintes, onde lemos da conspiração de Absalão contra seu pai Davi. Absalão planejou uma rebelião e aliciou os corações de muitos no país (2Sm 15.1–6). Quando a rebelião foi ventilada a Davi, ele fugiu, e a narrativa histórica fornece um quadro gráfico do rei chorando enquanto subia o Monte das Oliveiras, descalço e com a cabeça coberta (2Sm 15.30). Aqui Davi apresenta a Deus seu apelo. Este é o primeiro de uma coleção de salmos davídicos (3–41).

1. Um Grito Desolado (vs. 1,2)

Esta é a primeira oração do Livro dos Salmos, e a tríplice menção de “muitos” atrai a atenção imediatamente. Davi sente a pressão que lhe foi engendrada por seus numerosos oponentes, e clama ao seu Deus pactual. O verbo “erguer” pode ser usado para rebeliões, mas também tem a conotação mais ampla de qualquer oposição que surge contra alguém. Ele não só reconheceu a extensão da oposição contra si, mas também sabia que outros numerosos estavam falando contra ele. O que estavam dizendo denegria a honra de Deus mesmo, pois estavam alegando que em Deus não há nenhuma salvação.

Esta é a primeira de setenta e uma vezes que aparece a palavra “Selá” no Saltério. Ela só ocorre nos salmos que se dividem em três seções, e sempre surge no final da seção, algumas vezes em todas as três. É um termo técnico que provavelmente denote acompanhamento musical mais alto.

2. Proteção Infalível (vs. 3,4)

A despeito da oposição contra ele, Davi sabia quão sólida era a proteção do Senhor. As palavras iniciais desta seção surgem em marcante contraste ao que os inimigos estiveram dizendo. O Senhor deveras é o protetor, pois é o escudo de Davi. A expressão retrocede a Gênesis 15.1, onde Deus assevera a Abraão que ele o guardará do perigo. Aqui, Davi sabia que seu “Glorioso” (ver Sl 4.2 para o uso semelhante deste título) o haveria de erguer do pó. Este termo é rico em significado teológico, pois ele fala da presença redentora de Deus. O clamor de Davi era constantemente ao Senhor, e recebia reiteradas respostas. Estas vieram do santo monte de Deus, o Monte Sião, local para o qual Davi trouxera a arca do Senhor (cf. 2Sm 6).

3. Livramento Seguro (vs. 5–8)

Dormir sossegadamente era possível a Davi porque sua salvação era do Senhor (v. 5). Além do mais, o fato de Absalão contar com tantos seguidores não constituía o ponto-chave. Uma vez que o Senhor era seu escudo, Davi podia repousar em segurança durante a noite, e o apoio que recebia significava que “a mão de Deus era seu travesseiro” (Delitzsch).

“Não temerei as dezenas de milhares que se detêm contra mim de todos os lados” (v. 6). Sabemos do registro histórico que a maioria das pessoas tinha seguido a Absalão (2Sm 15.13; 17.11; 18.7); Davi, porém, faz um apelo confidencial ao seu protetor (v. 7). Não é tão-somente os inimigos que se erguem (ver v. 1), mas também o Senhor. Esta é uma expressão tipicamente antropomórfica (descrever-se a Deus em termos humanos), invocando-o a que traga auxílio imediatamente, como ele fizera no passado.

A conclusão do salmo constitui uma expressão de serena confiança e esperança no Senhor (v. 8). A palavra “livramento”, em hebraico, é yeshu´a, da qual se deriva a palavra “Jesus”. Davi sabia que este livramento de Deus era não só uma verdade pessoal, mas algo também aplicado a todo o povo. Daí ele orar a que a bênção do Senhor fosse concedida à nação como um todo. Os problemas pessoais não turvavam sua visão espiritual de todo o povo.

Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.