Sem título Sermão
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Transcript
Ele nos libertou do império das trevas
Paulo aqui, meus irmãos, mais uma vez vai refutar, combater os ensinos dos falsos mestres que se apresentavam na igreja de colossos, como vimos na ultima mensagem, Paulo no versículo 12, disse para aqueles irmãos, que para que eles pusessem obter a salvação, não era necessário nenhum tipo de conhecimento obscuro, nem místico, e Paulo vai usar uma palavrinha que vai ser chave para nosso entendimento deste versículo 13, a palavra Luz.
Explicação:
Os colossenses eram gregos e lembrem que um dos erros que eram ensinados por aqueles falsos mestres, era o dualismo do pensamento de Platão. Pra ele tudo que existe neste mundo é um reflexo imperfeito daquilo que está no mundo das ideias e que lá sim é perfeito. Por exemplo, você aí está sentado em uma cadeira, ela apesar de bem-feita, com os melhores materiais, construída pela melhor empresa, ela é imperfeita. A cadeira ideal, perfeita, está no mundo das ideias. No seu livro chamado República existe uma história chamada o mito da caverna, vou resumir esta história e aí nos vamos poder entender um pouco melhor.
Ilustração:
A história conta o seguinte, que existiam alguns homens que estavam presos no fundo de uma caverna, com as costas viradas para a entrada. Da forma que eles não conseguiam se virar e nem olhar para trás. Entre o fundo da caverna e a entrada, tinha sempre uma fogueira acesa, a luz dessa fogueira fazia com que aquilo que acontecia lá fora da caverna, refletisse no fundo, apenas como sombras. Pessoas passavam com estatuetas e faziam gestos na fogueira para projetar as sombras na parede frontal aos prisioneiros, e esses achavam que toda a realidade eram aquelas sombras, pois o seu restrito mundo resumia-se àquelas experiências.
Um dia, um dos prisioneiros é liberto e começa a explorar o interior da caverna, descobrindo que as sombras que ele sempre via era, na verdade, controladas por pessoas atrás da fogueira. O homem livre sai da caverna e encontra uma realidade muito mais ampla e complexa do que a que ele jugava haver quando ainda estava preso.
A intenção daqueles mestres era mostrar que existiam graus de conhecimento. E que o conhecimento que eles tinham obtido a respeito de Jesus não era suficiente, eles precisavam do conhecimento verdadeiro, para se libertar da caverna como aquele prisioneiro, sair da escuridão que se encontravam.
É por isso que Paulo vai escrever a eles dizendo que não, eles já estavam na luz.
Alias Paulo vai escrever no versículo 13, que nós estávamos sim presos na escuridão do Império das trevas, estávamos presos na casa do valente, debaixo da potestade de satanás, escravos do pecado, andando na coleira do diabo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, que colocou uma espécie de mordaça nos olhos daqueles que estão sob o seu domínio, de modo então que, estávamos sim na escuridão e debaixo do domínio de inimigo.
De forma que jamais poderíamos nos libertar por nós mesmos. Mas a misericórdia e o amor de Deus nos alcançaram, e Ele então entrou na casa do valente, o amarrou e o venceu, saqueou seus bens, e tirou de lá as vidas que estavam cativas e oprimidas. Jesus nos tirou de lá então e nos:
“Nos transportou pro reino do filho de seu amor”
Explicação:
A palavra transportou que Paulo usou aqui, é a mesma que era utilizada em outros escritos gregos para falar a respeito do transporte de prisioneiros de uma nação que havia sido conquistada para a nação que havia sido a conquistadora.
O que Paulo esta dizendo neste versículos é que, Deus pai deu um reino ao filho do seu amor, Jesus Cristo, e que portanto Jesus ao vencer o império das trevas, derrotando satanás, nós que estávamos sob o seu domínio, sob o seu regime de governo, escravos de um sistema de vida sujo, imoral, fomos agora transportados para o Reino do Filho, portanto estamos num reino de luz e não mais em trevas, sob um novo regime de governo, escravos, porem livres, somos escravos agora não mais por coação, mas agora por opção, escolhemos nos submeter a Cristo e a seu senhorio sobre as nossas vidas, não é mais uma imposição, é uma gratidão. Você não satisfaz mais os seus desejos pecaminosos, não porque eles agora deixaram de ser prazerosos, o fato é que você escolhe não pecar mais, porque você quer agradar e satisfazer a vontade deste Deus bondoso, amoroso, misericordioso, por isso, sabendo que Ele é onisciente, onipresente e onipotente, você entrega a sua vida a Ele, se torna um escravo por opção, sabendo que a sua vida vai estar muito melhor nas mãos desse Deus.
A liberdade do cristão não é o direito dele fazer o que quiser, e sim de fazer o que Deus quer. (Agostinho).
É por isso que Paulo vai Falar em Galatas 5.1 que:
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.
Aplicação:
Sabemos que enquanto estivermos nesta terra, estamos sendo aperfeiçoados e santificados, que estamos sujeitos a errar e pecar, mas porque que não meditamos em passagens como esta antes de entrarmos em relacionamentos amorosos que não agradam ao Senhor, porque que ainda mentimos e enganamos outras pessoas, simplesmente para tirarmos proveito de alguma situação, porque que ainda nos deixamos levar pelos prazeres do antigo reino, se entregando ao sexo, pornografia, bebidas, amor ao dinheiro, fama e sucesso?
Diz a história que o pro cônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadi-lo a abandonar sua fé, quando já avançado em idade, para que pudesse alcançar a liberdade. Ele, entretanto, respondeu com autoridade:
"Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente!".
Oração de Transição
Mas depois de falar então da nossa libertação, uma duvida poderia surgir entre aqueles irmãos que é: os falsos mestres nos ensinam que podemos nos libertar da escuridão e da matéria que é má, através dos conhecimentos secretos, adorando aos aeons, como disse uma espécie de deus menor, se não é por conta destas coisas que eles nos ensinam, como é que jesus nos libertou desta escuridão então?
Portanto Paulo, vai apresentar duas maneiras pelas quais cristo nos libertou.
A primeira é: Nele temos a redenção
Redenção é o ato de pagar um valor para colocar alguém endividado ou escravo em liberdade.
Redenção envolve, portanto, levar liberdade a um cativo, geralmente através do pagamento de um preço. Uma pessoa podia resgatar um escravo pagando ao proprietário para libertá-lo. Em alguns casos, pessoas empobrecidas se vendiam como escravas - ou venderiam a terra que havia herdado por gerações para. E sempre que possível, outros membros da família resgatariam o membro da família escravizado ou a terra para restaurar as coisas da maneira que deveriam ser.
Portanto o nosso resgate envolveu um pagamento, não da nossa parte, pois o texto deixa claro que a redenção está nele, em Jesus.
Em 1974 dois Empresários argentinos, os irmãos Juan e Jorge Born que eram herdeiros de um império econômico, terceiro maior conglomerado da América Latina e uma das cinco principais beneficiadoras de cereais do planeta, foram sequestrados em 19 de setembro de 1974 pelo grupo guerrilheiro peronista Montoneros, em Buenos Aires, os dois irmãos foram libertados mediante pagamento de resgate de US$ 60 milhões, um recorde mundial – seriam hoje US$ 268,8 milhões em valores atualizados, o equivalente a mais de R$ 1 bilhão de reais
Juan passou seis meses no cativeiro, e Jorge, nove. O episódio virou manchete mundial e, parece que vai ser adaptado para o cinema.
Os valores são exorbitantes e chocam quando nós começamos a imaginar toda essa quantia, fato é que este valor pago de resgato pelos irmãos Born, jamais poderão ser comparados com o valor pago para me libertar e para te libertar do império das trevas.
E Pedro em sua primeira epistola vai nos informar qual foi o preco pago por nós
“O qual se deu a si mesmo por nós para nos redimir [3084 lutroo] de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2:14, tradução literal) 18 Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, 19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” 1 Pedro 1:18-19.
Esse preço capaz de pagar a nossa divida altíssima foi a morte de Jesus Cristo na cruz. O sangue de Jesus foi o preço pago pelos nossos pecados. Nós é que deveríamos ser condenados e pagar com o nosso sangue, mas Jesus nos substituiu e foi condenado em nosso lugar para nos dar a absolvição dos nossos crimes (pecados contra Deus).
Deus pagou esse alto preço não a Satanás, mas a si mesmo. É um ledo engano e uma crassa heresia afirmar que Deus pagou o preço da nossa redenção a Satanás. O príncipe das trevas não é dono de nada, nunca foi e jamais será. Ele é um usurpador. Deus quebrou o cativeiro no qual estávamos presos e nos transportou de lá para o Seu glorio so reino. Como Deus é justo e nós somos pecadores, não
podiamos ser justificados sem que a lei fosse cumprida e a justiça fosse satisfeita. Então, Deus providenciou um subs tituto perfeito, o Seu próprio Filho, para morrer em nosso lugar e em nosso favor. Deus propiciou a Si mesmo pela morte de Cristo. Assim, Ele pôde ser justo e o justificador do pecador que crê em Seu Filho.
O perdão removeu a barreira entre o Deus santo e o homem pecador. A igreja é a comunidade dos perdoados. Só gente perdoada pode entrar no céu. O pecado faz sepa ração entre nós e Deus (Is 59.2), pois Deus é luz, e não há Nele treva nenhuma (ljo 1.5). Deus, porém, nos perdoou de todos os pecados presentes, passados e futuros. Nossa dí vida foi paga, nossa culpa foi cancelada e nossa justificação, declarada. A palavra “perdão” significa “mandar embora” ou “cancelar uma dívida”.135 Nossa dívida como escravos do pecado foi cancelada. Nossos débitos não podem mais nos escravizar. Satanás não encontra mais nada nos nossos arquivos para nos acusar (Rm 8.33,34). A barreira entre o pecador e o Deus santo foi para sempre removida.
A salvação é gratuita para nós os crentes (jamais poderíamos pagar 1 átomo dela), mas não é barata, antes custou o mais alto preço de todos possíveis ou imagináveis, preço infinito.
Por meio da ma remissão somos transferidos da posição de réus condenados, para o status de filhos amados. Continuamos pecadores, mas agora pecadores redimidos. Quando um filho peca contra o pai, não deixa de ser filho. Ele perde a comunhão, mas não a filiação. Por meio de Cristo, através da confissão, podemos receber constantemente o perdão e a restauração.
c. O perdão alivia a alma do peso da culpa.
O perdão que recebemos de Deus é o padrão do perdão que devemos oferecer ao nosso ofensor. Os perdoados devem perdoar e perdoar com o mesmo tipo de perdão que receberam de Deus (3.13). Aqueles que foram objetos do perdão de Deus devem ser instrumentos desse perdão a outrem (Mt 18.21-35).
Por isso, o mesmo Paulo vai dizer aos Galatas 5:1 que:
Gálatas 5:1 diz: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”
Essa escravidão é o estado de todos os homens não convertidos.
(1) Alguns são escravos de ouro. Que escravidão é igual a isso? para um homem endurecer seu coração às reivindicações de piedade, negar sua própria carne e sangue, mentir e trapacear, ou, se não, jogar sua alma fora por dinheiro.
(2) Alguns são escravos da luxúria. A que base a sociedade e os atos de vilania as suas paixões tiranas os condenam. O ladrão que rouba meu dinheiro é um homem de honra comparado com aquele que rouba a virtude de uma mulher.
(2) Alguns são escravos da embriaguez. De toda escravidão, esse é o mais impotente e sem esperança. Outros pecados afogam a consciência, nesta temporada também.
(3) Alguns são escravos das opiniões do mundo. O macedônio se gabava de ter conquistado o mundo; o mundo pode se gabar de que os conquistou. A condição miserável de um servo que tem que suportar em alguma casa mal governada os caprichos, não de uma amante, mas de muitas.
Considere o custo dessa liberdade e deixe-a inspirar humildade, gratidão e adoração em seu coração nessa noite
Cristo não somente nos comprou, como também nos deu a remissão dos nossos pecados.
O homem em seu pecado não merece nada além da condenação de Deus; mas através da obra de Jesus Cristo ele descobre o amor e o perdão de Deus. Agora ele sabe que não é mais um criminoso condenado no tribunal de Deus, mas um filho perdido para quem o caminho de casa está sempre aberto.
