O PROFETA MIQUEIAS

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O Profeta Miquéias (significa “Quem é como o Senhor”). Seu nome parece apontar para o pertencimento dele a uma familia temente a Deus.
No entanto, temos muito pouco de informação sobre ele. Sua origem (Morastita) indica que ele era um estrangeiro em Jerusalém. Moresete era uma pequena cidade de Judá.
Miquéias como um verdadeiro profeta de Deus, também será rejeitado pelo povo, sua mensagem não será aceita e ele passará algumas angústias (1: 8)
A mensagem de Miqueias vai trazer semelhanças com a mensagem de outros profetas como, por exemplo, Amós.
CONTEXTO (1: 1)
É importante novamente olharmos para o livro dos Reis para observar como foram os reinados desses reis (isso nos ajuda)
Com a identificação dos nomes dos reis e possível saber que o profeta Miqueias exerceu seu ministério em meados do século 8°. Um período que como já vimos foi decisivo na historia de Israel e Judá. A Assíria se torna o grande império, ela promove a queda de Samaria (v. 6-7).
E a Assíria também se torna uma constante ameaça a Judá (Acaz e Ezequias se tornam vassálos 2RE 18: 13-15). Deus livra Judá da Assíria. Mas posteriormente viria a julgar o povo por meio de outra nação. Esse castigo vai também ser anunciado por Miqueias.
O cenário já não era de grande prosperidade. O povo sofria uma exploração externa (tinha que pagar tributos a Assíria), e também uma certa exploração interna, pois Ezequias passou a investir no poder militar (para resistir a Assíria e conquistar independência), e assim os homens tiveram que disponibilizar recursos e a si mesmos.
Este cenario foi uma espécie de gatilho para que alguns pecados
se intensificassem. Miqueias vai denunciá-los.
ROTEIRO DO ESTUDO
O profeta denuncia os pecados do povo
O profeta anuncia o juizo de Deus
O profeta fala sobre restauração
EXPONDO OS PECADOS DA NAÇÃO (alguns nos já estudamos em outros profetas, o povo não tinha nenhuma firmeza na sua relação com Deus)
A OPRESSÃO
O cenário de crise fazia com que muitos pobres se encontrassem em uma dificil situação, as vezes tinham de recorrer a empréstimos, as vezes tinham que se desfazer de suas propriedades. E como os ricos se comportavam diante das dificuldades do pobre?
(2: 1-2) Os ricos se aproveitavam da situação (e até mesmo criavam estratégias para isso) para gananciosamente tomar tudo (casas, filhos etc.) do pobre e ficarem cada vez mais abastados.
Essas pessoas, como iremos ver jaja, achavam que nenhum mal ia vir sobre eles, mas na verdade, eles se portavam como inimigos. Homens que só queriam paz estavam sendo atacados dentro da sua própria terra (2: 8-9)
O profeta descreve os ricos como pessoas que não descansavam a mente, pois ficavam maquinando o mal (de noite maquina, de dia pratica)
Isso era algo abominável diante de Deus, como um Deus justo que ele é, ele odeia a injustiça. A lei era clara em relação ao tratamento para com as propriedades do pobre (LV 25: 13-17)
PERGUNTA: Em uma crise normalmente um grupo se dará melhor do que outro, os irmãos enxergam semelhança deste contexto de opressão denunciado pelo profeta Miqueias com os nossos dias?
2. A DESONESTIDADE, A VIOLÊNCIA, A INJUSTIÇA E A MENTIRA (6: 10-12)
As relações comerciais eram regadas a desonestidade (não se cobrava um preço justo, abuso de juros, etc.) . v. 11.
A opressão dos ricos não era apenas maliciosa, mas violenta (v.12)
O povo era mentiroso. Observe o que era a vontade de Deus e como o povo se comportava (ZC 8: 16-17; EF 4: 25).
PERGUNTA: Esse cenário de desonestidade, mentiras e violência é visto em nosso país (o preço do alcool gel, da gasolina, turistas nas praias, etc..)
3. UMA LIDERANÇA CORRUPTA
Como poderia existir tanta opressão, ninguém fazia nada? Onde estão as autoridades? Onde estão os pastores? A RESPOSTA É: Eles eram corruptos.
PROFETAS: Existiam profetas que diante de toda a perversidade, imoralidade e injustiça do povo, não denunciavam seus pecados, mas os incentivavam ainda mais a pecar (3: 5), eram corruptos (3: 11). E o pior, eles diziam que falavam da parte do Senhor, e acariciavam os pecados do povo prometendo a eles paz.
As palavras dos falsos profetas satisfaziam o interesse do próprio povo (2: 6, 11)
PERGUNTA: Este é um cenário comum nos nossos dias? (2TM 4: 3-4).
Então, essas pessoas tinham o apoio dos lideres religiosos para continuarem suas injustiças
OS GOVERNANTES: Os governantes, os juizes também eram corruptos (3: 11).
Devemos lembrar que esses juizes eram representantes de Deus também, eles deveriam conhecer o juízo e colocá-lo em prática (3: 1). Deveriam julgar com justiça, sem favorecer esse ou aquele.
No entanto, os governantes viam na autoridade que possuiam uma oportunidade para lucrar e se dar bem. Nas palavras de Miqueias, esses governantes arrancavam a carne e o couro das pessoas (3: 3)
Veja bem, esses homens não eram ignorantes quanto ao juizo, o que eles faziam era desprezar o juizo e favorecer aqueles que lhes pagavam suborno e molhavam a sua mão.
PERGUNTA: Há alguma semelhança com o nosso contexto? Quem aqui acredita fielmente no poder judiciário e nos governantes do nosso País?
Fica claro então que, o cenário era terrível (7: 2-6). e é nesse cenário que Deus levanta o profeta Miqueias. Não somente para denunciar os pecados, mas também para anunciar o juizo.
OS PECADOS NÃO FICARÃO IMPUNES: O JUÍZO VEM
Aquelas pessoas estavam enganadas, elas achavam que nenhum mal viria sobre elas e contavam com as falsas palavras dos profetas. Mas por meio de um profeta fiel, Deus diz que o povo seria punido por seus pecados (3: 12; 4: 10; 6: 13-16)
Uma lição importante aqui, Deus não está cego a toda injustiça praticada neste mundo, ele a vê e em breve trará juízo.
PERGUNTA: Como você define um verdadeiro Ministro de Deus? Qual a importância dele pra você?
Após denunciar os pecados e anunciar o juízo, Miqueias fala também sobre restauração e esperança.
A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL E JUDÁ
É sempre muito importante observamos como os profetas vão apresentando Deus em seus livros. Por exemplo, aprendemos mais uma vez que Deus é justo e odeia a injustiça, por isso ele trará juízo sobre aqueles que a praticam.
Mas mais uma vez nós também aprendemos que Deus é fiel a sua palavra e a sua aliança, ele é misericordioso e gracioso. Pense comigo, O reino de Israel vai cair sobre o poder da Assíria, Judá vai ser levada cativo para Babilônia. O que irá acontecer com a aliança e as promessas feitas por Deus?
A resposta é: Deus poupará e restaurará um remanescente (2: 12; 4: 6-7)
Isso é uma obra de sua graça e misericordia (7: 18-20)
Essa graça e misericordia nos alcançou, nós também somos alvos dela. A restauração de Israel e Judá não se dá apenas com judeus na carne, mas esse Israel restaurado inclui também nós os gentios (4: 1-2). O ISRAEL DE DEUS.
Assim aprendemos que o remanescente é que será salvo, um ensino que também aparece no N.T. Assim como nem todo israelita foi salvo, nem todo o que está na igreja será salvo.
A RESTAURAÇÃO SOB A LIDERANÇA DE UM REI
O Profeta diz que um Rei estará a frente desse Israel restaurado (2: 13), esse Rei será o próprio Senhor ( 4: 7); esse Rei nasceria em uma cidade chamada Belém (5: 2); esse Rei apascentará e dará segurança a Israel (5: 4).
Quem é este Rei?
A restauração de Israel (incluindo os gentios), se dá por meio de Jesus Cristo.
O PROFETA JONAS
Este é um livro que normalmente as pessoas costumam se lembrar de apenas um fato: Jonas no ventre do grande peixe. Desde as lições da escolinha bíblica este é o grande destaque.
No entanto, este é um livro no qual aprendemos muito sobre Deus, inclusive ele é o grande personagem do livro. Portanto, ao lermos essa história precisamos estar atentos a como ela nos revela Deus.
O QUESTIONAMENTO QUANTO A VERACIDADE HISTÓRICA
Ao longo da historia, desde os primeiros séculos, alguns rejeitam a historicidade do livro. DIzem eles: Onde já se viu um homem ficar 3 dias e 3 noites no ventre de um peixe, onde já se viu uma planta crescer tão rapidamente. Isso é conversa pra boi dormir.
Daí existem aqueles também que suavemente tentam negar a historicidade, e com eles nós devemos ficar ainda mais espertos. São aqueles que vão dizer: Não importa se Jonas existiu, se ele ficou dentro de um peixe, o importante é a lição moral que você retira do texto.
Não vamos nos demorar falando de como eles criam estratégias para negar o relato histórico e nem como podemos responder a isso. Mas é preciso ficar claro que a fé da Igreja ao longo de sua história é a de que Jonas foi um personagem real, e o relato é real. Nós tratamos o livro como o próprio Jesus tratou.
No fundo no fundo essa negação envolve uma outra negação, a existência de Deus, pois se o Deus que se revela na bíblia existe, então não há problemas com os relatos.
SOBRE O AUTOR
Essa não é a primeira vez que Jonas aparece na Bíblia (2RE 14: 25). Observem que Jonas era um profeta conhecido ele já havia profetizado antes no Reino do Norte. Profetizando sobre um restabelecimento das fronteiras de Israel sob o reinado de Joroboão.
No entanto, neste livro que recebe seu nome, Jonas vai exercer um ministério diferente, pois vai ser enviado a uma nação estrangeira.
O QUE APRENDEMOS COM O COMPORTAMENTO DE JONAS?
Devemos lembrar que Jonas foi um contemporâneo de Amós, e também profetizou nos dias de Jeroboão II. Foi um período de prosperidade e certa paz externa.
Mas foi também um período de afastamento de Deus, um período de corrupção, idolatria, etc. Embora Deus tenha enviado Jonas para profetizar sobre o restabelecimento das fronteiras de Israel, o povo não se voltou para Deus. O que ele faz então é enviar o profeta para uma outra nação (1: 1-2). Algo semelhante ao que Jesus diz aos discipulos no N.T.
Jonas era um homem crente (1: 9; 2: 1-2), porém Jonas era um crente teimoso e egoísta.
Isto se demonstra na sua desobediência a ordem dada por Deus (1: 3). Por que Jonas não quis ir pregar a Ninive?
A resposta está no 4: 1-2. Jonas não queria a salvação dos inimigos do seu povo. A Assíria era uma nação maldosa, cruel, inimiga de Israel. É como se Jonas dissesse: Eu temo a Deus, mas ai já é demais, não dá pra aceitar o Senhor salvar esse povo não. Vou fugir e fingir que tá tudo de boa (1: 5).
Quando foi chamado para profetizar ao reino do norte, ele foi sem questionar, mas para Jonas, pregar a alguém fora do seu arraial uma mensagem que traria salvação, era algo inaceitável.
PERGUNTA: Os irmãos acham que esse comportamento de Jonas é muitas vezes o nosso comportamento? Dê exemplos.
O QUE APRENDEMOS SOBRE DEUS?
Nós observamos um Deus que se envolve na história(ele fala, ele age sobre a criação). Bem diferente do que ensina o deísmo diz.
Nós aprendemos mais uma vez que Deus é soberano sobre a criação (1: 4, 15, 17; 4: 6-7). Essa soberania é vista no N.T quando o Deus encarnado controla temestades, o mar, seca uma fiqueira pelo poder de sua palavra, etc..
Mas é importante nos lembrarmos que essa soberania ainda é exercida nos nosssos dias, nada na criação, na natureza foge ao controle de Deus.
Aprendemos que Deus pode conceder ou não uma segunda chance a alguém para fazer a sua vontade (MOISÉS NÃO TEVE). Diante disso é importante que você não desperdice a chance que Deus está lhe dando, não há garantias de que ele agira como fez com Jonas.
Mas Deus também se mostra como misericordioso, e esta misericordia não está limitada a uma nação, a um povo etnico.
O próprio Jonas tinha sido alvo da misericordia de Deus, mas assim como muitos judeus, ele achava que essa misericordia era só pra eles. Vamos ler novamente a reação de Jonas diante do arrependimento de Ninive (4: 1-5)
A LIÇÃO DE DEUS (4: 6-11)
Jonas teve mais compaixão da planta do que de pessoas, e ele se achava certo nisso (4: 9)
As palavras do Senhor a Jonas nos mostram que Deus é misericordioso, esta misericórdia ele dá a quem quer (RM 9: 14-18), não somos nós quem decidimos quem vai ser alvo dessa misericórdia ou não.
O livro termina de uma forma interessante (v.11), a pergunta fica em aberto, nós não temos a resposta de Jonas, por que será?
Lendo aguns comentaristas, entre eles o Rev. Augustus, nós percebemos que alguns são da opinião de que isso foi de propósito, é como se cada leitor tivesse que responder a essa pergunta:.
PERGUNTA: Vocês não precisam responder, mas pensem, temos nos comportado como Jonas ou como Deus?
Para te ajudar a responder isso, quero convidar a ler MT 5: 43-48.
JESUS EM JONAS
O ponto que a maioria das pessoas destaca como único, ainda que não seja, é de fato muito importante. Aquilo que acontece com Jonas era um tipo, uma figura daquilo que aconteceria com Cristo (MT 12: 38-41).
Jonas foi lançado no ventre de um peixe por causa da sua desobediência, mas Jesus foi lançado ao mais profundo do inferno não por causa de algum erro cometido, mas por causa dos nossos pecados. Mas ele não permaneceu lá, ele ressuscitou e vivo está, assentado a destra de Deus Pai.
Jesus não é como Jonas e como nós muitas vezes, egoístas e desobedientes. Ele obedeceu perfeitamente a vontade de Deus, ele exerceu misericórdia e compaixão para com pecadores miseráveis.
Devemos estar alertas para que naquele dia, nós não sejamos julgados por pessoas que nós não desejamos que fossem salvas (MT 12: 41).
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