A Cegueira Espiritual.

Exposições no Evangelho de João.   •  Sermon  •  Submitted
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1-Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.
Jesus segue seu ministério após a festa dos Tabernáculos. Caminhando com seus discípulos eles veem um cego.
2-E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Havia no judaísmo a ideia da retribuição, ou seja, o sofrimento é decorrente do pecado cometido pelos pais ou pela própria pessoa.
É essa mentalidade, por exemplo, que temos no livro de Jó. Os amigos de Jó entendem que Jó pecou, por isso eles está sofrendo. Aqui, os discípulos seguem a mesma ideia, quem pecou para que o homem sofresse com sua cegueira?
3-Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.
Esse ponto é interessantíssimo, Jesus, mostra que nesse caso essa ideia retributiva não se aplica.
É claro que quando Jesus diz “nem ele pecou, nem seus pais”, Jesus não está afirmando que tal homem e seus pais eram perfeitos e sem pecado. O que Jesus está dizendo é que a cegueira do homem não é consequência do pecado de nenhum deles.
Agora observe outro ponto interessante: Jesus diz que a cegueira do homem aconteceu para que nele fossem manifestadas as obras de Deus.
Esse ponto merece nossa consideração.
Em contraste com a visão retributiva, Jesus afirma que esse mal aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida desse homem. Daí vem a pergunta: Porque coisas ruins acontecem? Muitas pessoas seguem essa mesma visão retributiva, e às vezes interpretam errado acontecimentos à sua volta. Fato é que, a vida de todas as pessoas está nas mãos de Deus, e Deus tem um propósito com tudo o que acontece. Esse homem foi preparado antes de nascer para aquele momento, para aquele dia. A cegueira dele, que Deus conhecia desde antes da fundação do mundo, foi usada para que, por meio daquela cura, Deus trouxesse glória à seu próprio nome.
Precisamos aprender a lidar com isso. Nossa vida pertence à Deus, e ele vai usar todos os acontecimentos para glorificar seu nome por meio de nossa vida.
Não que aquele homem fosse um boneco nas mãos de Deus, ou que fosse uma marionete. O que acontece é que Deus tem propósitos muito maiores do que que imaginamos, e tais propósitos no momento em que se cumprem redundam em honra e glória para o criador que é o único que merece honra, glória e louvor.
4-É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Jesus entende e declara que é necessário fazer as obras de Deus enquanto é tempo. A obra de Deus não era simples livrar aquele homem da cegueira física, mas sim, livrar vários homens da cegueira espiritual que imperava naquela sociedade judaica corrompida e tão religiosa. Todos cheios de si, porém cegos.
5-Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Jesus aqui dá ênfase a seu ministério terreno e na urgência que havia em ele fazer as obras de Deus.
6-Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego,
7-dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.
Aqui temos um crescimento inegável na narrativa daquele homem. Jesus de um modo muito peculiar trás luz às trevas físicas em que aquele homem vivia toda a sua vida.
No momento em que aquele homem lava os olhos, ele volta enxergando. Imagine que maravilha para ele. Imagine o sentimento dele. Era cego, agora enxergava, viva em trevas agora a luz inundava seu ser.
8-Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas?
9-Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu.
As pessoas que conheciam o homem ficam se perguntando se realmente ele era o cego que eles conheciam e houve divergência entre as opiniões, porém, o próprio homem confirma que ele é o ex cego.
10-Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos?
11-Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo.
12-Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
Assim que o homem confirma que ele, verdadeiramente, é o cego, as pessoas logo querem saber como foi que ele recuperou a visão. Ele então dá testemunho do que Jesus havia feito por ele.
O texto segue, Ele então levam o homem até os fariseus vs 13.
Os Fariseus se mostram preocupados com o fato do homem ter sido curado no sábado, novamente retorna a controvérsia em torno do sábado.
15 - Os fariseus fazem um interrogatório com o homem, querem saber como foi que ele passou a ver.
16 - houve divergência entre os fariseus à respeito se Jesus era de Deus ou não.
18-22 - os fariseus vão até os pais do homem para averiguar realmente o que havia acontecido.
Os pais, com medo dos judeus, jogam toda a responsabilidade para o homem curado. (corretamente, o homem já era adulto).
24 - os fariseus mais uma vez chamam o ex cego, eles tentam apelar para a consciência do homem, dando a entender que Jesus era um homem pecador e por isso não poderia tê-lo curado.
25 - o homem enfatiza novamente sua cura.
26 - Mais uma vez ele o interrogam.
27 - o homem parece estar impaciente com esses interrogatórios. E na sua resposta ele pergunta que os fariseus queriam se tornar discípulos de Jesus também.
30-34 - o homem demonstra que possui uma ampla percepção bíblica. O que ele afirma neste ponto está completamente certo. Ao ponto que ao invés dos fariseus refutarem sua fala eles preferem ofendê-lo e expulsá-lo.

Jesus novamente encontra o agora ex cego.

35 - 36. enquanto a primeira abordagem de Jesus ao homem foi no sentido de curá-lo fisicamente, na segunda Jesus tem uma abordagem evangelística. A pergunta de Jesus é se homem crê, se existe fé nele. O homem no entanto não sabe quem é o Filho do Homem. Não sabe quem é o Messias para que possa crer nele.
37 - Jesus se mostra a ao homem. Jesus afirma que Ele é o Filho do Homem. Ele é o Messias.
38 - O homem faz jus à sua fala anterior aos fariseus, há coerência no seu discurso e nas suas ações.
Deus não atende pecadores.
Deus atende aquele que faz sua vontade.
Ninguém nunca curou um cego de nascença.
Se alguém que não é de Deus não pode fazer isso e Jesus faz, logo, Jesus é de Deus.
resultado: o homem crê nesse Jesus de Deus.
Observe que a cura não teve um fim em si mesma. Ela ocorreu para que houvesse a conversão daquele homem e provavelmente de outras pessoas mais.
O homem não ganha apenas a visão física, ele ganha visão espiritual.
O contraste com os fariseus é gritante.
Os fariseus possuíam visão física, mas eram cegos espiritualmente. O home era cego fisicamente mas demonstrava ter mais visão teórico-teológica que os fariseus (vs 30-33).
O homem ganha a visão física e a espiritual.
Os fariseus permanecem na sua cegueira espiritual.
é isso que Jesus conclui.
Isaías 29.18 RA
18 Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e os cegos, livres já da escuridão e das trevas, as verão.
Isaías 35.5 RA
5 Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos;
Isaías 42.7 RA
7 para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas.
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