Romanos

Epístolas Paulinas  •  Sermon  •  Submitted
0 ratings
· 37 views
Notes
Transcript

Contexto

Roma
Era a capital do império romano e é a atual capital da Itália. Foi fundada em 753 a.C. É conhecida por suas sete colinas, pelas quais se estende.
Como capital do império a cidade foi sede de 3 tipos de governos romanos, a monarquia, a república e por ultimo o império.
Como monarquia durou de 753 a.C. até 510 a.C tendo nesse período 7 reis.
A partir de 510 a.C. passou a se tornar uma república, governada por cônsules eleitos que presidiam o senado. Durante esse período iniciou sua grande expansão, crescendo suas fronteiras e realizando importantes reformas em seus territórios.
em 31 a.C. o regime republicano dá lugar ao Império, sendo César Augusto seu primeiro imperador. Ele foi o responsável por reformar a cidade de Roma e a transformar em uma bela e imponente cidade.
E foi em pleno coração daquele Império Romano, em parte admirável e em parte cheio de conflitos e moralmente degradado, onde surgiu a igreja para a qual o apóstolo Paulo escreveu esta epístola, sem dúvida a mais importante das suas do ponto de vista teológico.
A primeira conexão entre Paulo e Roma ocorreu quando ele encontrou Áquila e Priscila em Corinto (At 18.2), eles haviam deixado Roma quando Cláudio expulsou todos os judeus da cidade. Poucos anos depois de conhecer o casal Paulo então decidi que precisava visitar também a Roma em suas viagens (At 19.21), aproveitando para visitar amigos e depois também seguir rumo a Espanha.
Roma era muito semelhante a uma cidade moderna, prédios públicos e edifícios luxuosos, as casas das famílias mais ricas eram construções bem elaboradas, situadas sobre as diversas colinas, mas a grande maioria do povo vivia em precárias habitações coletivas, apartamentos em prédios de vários andares que se espalhavam por toda a cidade.
Se acredita que cerca de 1 milhão de pessoas vivia nessas moradias, cercados por ruas estreita e barulhentas.
O estado romano proporcionava alimento e diversão para o povo, com vinho abundante e barato, enormes multidões assistiam aos seus jogos que incluíam corridas de carros combates de gladiadores e apresentações teatrais.
Paulo acabou finalmente indo para Roma, mas não nas condições que ele imaginara inicialmente. Para não ser morto em Jerusalém, Paulo apelou para César e como consequência
fez sua primeira viagem para a cidade como prisioneiro e ficou ali aguardando julgamento, após 2 anos foi solto e cerca de 4 anos depois foi novamente preso e faz sua segunda visita a capital, porém dessa vez é martirizado.

Romanos

A Epístola de Paulo aos Romanos tem enriquecido o testemunho de gerações de crentes ao longo da história e tem sido por muitas vezes o catalizador de reformas dentro da igreja. No quarto século por exemplo um jovem atormentado sentiu que Deus lhe dizia para abrir a Bíblia e ler a primeira passagem em que pusesse os olhos, foi quando ele abriu e leu Rm 13.13-14:

13Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes;

14mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.

No mesmo instante - Disse Santo Agostinho - a luz entrou em meu coração e todas as trevas de dúvidas se dissiparam.
No século 16 outro jovem foi liberto de sus conflitos com Deus ao reafirmar a salvação pela graça, por meio da fé de Rm 1.17; 3,24

17visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:

O justo viverá por fé.

24sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

Essas verdades fizeram com que Martinho Lutero inicia-se a maior reforma de toda a história da igreja.
Com isso vemos que o livro de Romanos tem exercido uma influência poderosa na história do cristianismo.
É a mais formal e sistemática das Epístolas de Paulo, com o tema principal a justificação como presente gratuito de Deus e recebido por meio da fé.
Quando o apóstolo Paulo redigiu esta epístola ainda não tinha tido a oportunidade de visitar os crentes residentes em Roma (1:10–15). Contudo, a extensa lista de saudações do cap. 16 parece provar que já naquela época contava com não poucos relacionamentos e afetos entre aquele grupo de homens e mulheres que, em pleno coração do império, haviam sido “chamados” para serem “de Jesus Cristo” (1:6).
Na realidade a igreja de Roma não havia sido fundada por nenhum dos apóstolos, e por isso Paulo ouvindo da grande expansão que o evangelho estava tendo na capital do império Ele considera então importante que essa igreja receba uma explicação abrangente e clara do evangelho, e prepara para os romanos uma cuidadosa explicação da verdade do evangelho, exibindo claramente o antagonismo dos legalistas com relação à doutrina da salvação, enquanto ao mesmo tempo protege e cultiva a unidade dos crentes de Roma.
Paulo, muitas vezes, havia se proposto a viajar para Roma (1:9–10, 13, 15; 15:22–23), para ali anunciar o evangelho (1:15) e repartir com os irmãos “algum dom espiritual”, para que reciprocamente se confortassem “por intermédio da fé mútua” em Cristo (1:11–12).
Nessas circunstâncias, o apóstolo pareceu entender que a sua presença em Roma contribuiria para superar algumas tensões que estavam surgindo na igreja. Passagens como 11:11–25 e 14:1–15:6 revelam que pairava sobre a comunhão fraternal um sério perigo de divisão, por causa de rivalidades surgidas entre crentes de procedência diferente: uns do Judaísmo e os outros do paganismo.
Esta epístola foi escrita, provavelmente,entre os anos 55-57, durante uma permanência de Paulo na cidade de Corinto. Tanto pelo seu conteúdo como pelas suas características literárias, se assemelha à epístola enviada às igrejas da Galácia. As duas pertencem à mesma época e revelam interesses doutrinários semelhantes.
Ambos os escritos devem ser considerados a partir de uma perspectiva comum, posto que, em definitivo, se trata da transmissão de uma mesma mensagem que inclui conceitos fundamentais idênticos:
- o domínio do pecado sobre todos os seres humanos (Rm 1:18–2:11; 3:9–19, cf. Gl 3:10–11; 5:16–21)
- a incapacidade da Lei de Moisés para salvar o pecador (Rm 2:12–29; 3:19–20; 7:1–25, cf. Gl 2:15–16; 3:11–13, 21–26)
- a graça de Deus revelada em Cristo (Rm 1:16–17; 3:21–26, cf. Gl 2:20–21; 4:4–7)
- a justificação pela fé (Rm 3:26–30; 4:1–5:11, cf. Gl 2:16; 3:11, 22–26; 5:1–6)
- os frutos do Espírito (Rm 8:1–30, cf. Gl 5:22–26).
Quanto à estrutura literária, Romanos se divide em duas partes principais: a primeira é propriamente doutrinária (1:16–11:36); a segunda, de exortação (12:1–15:13). Contém, além disso, uma introdução rica em conceitos teológicos (1:1–15) e uma conclusão que completa o texto com um grande número de notas de caráter pessoal (15:14–16:27).

1° Parte - Rm 1.1-11.36

Os temas tratados em Romanos são teologicamente densos, mas Paulo os expõe de um modo ameno e torna fácil a sua leitura introduzindo vários recursos estilísticos: diálogos, perguntas e respostas, citações do Antigo Testamento, exemplos e alegorias.
A seção doutrinária é a mais extensa. Paulo reflete sobre o ser humano, dominado pelo pecado e incapaz de salvar-se pelo seu próprio esforço.
Logo no inicio já demonstra que todos são pecadores, não importando serem judeus ou gentios, e isso já era falado desde o AT, como afirma o salmista em Sl 14:1–3

1Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.

Corrompem-se e praticam abominação;

já não há quem faça o bem.

2Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens,

para ver se há quem entenda,

se há quem busque a Deus.

3Todos se extraviaram e juntamente se corromperam;

não há quem faça o bem,

não há nem um sequer.

O mesmo texto é repetido no Salmo 53:1–3 e é em cima disso que Paulo constrói seu argumento que o pecado afetou a todos os homens e por isso ele cita os Salmos em Rm 3.10-12

10como está escrito:

Não há justo, nem um sequer,

11não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

E demonstra que isso é aplicável a Judeus e Gentios, mas que assim como o pecado se estendeu a todos , a salvação pela graça por meio de Cristo também se estende a Judeus e Gentios

21Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;

22justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção,

23pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

24sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

25a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;

26tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.

O tema da fé e a sua importância para a reconciliação do pecador com Deus se estende de 3:21 a 4:25. Em uma linguagem jurídica magistralmente utilizada, o apóstolo introduz termos como “lei”, “mandamento”, “transgressão”, “justificação”, “graça” e “adoção”.
Ele explica que a justificação vem pela graça de Deus através da fé do indivíduo na obra redentora de Cristo e defende isso usando o próprio exemplo de Abrão que testifica que a promessa de Deus é cumprida através da fé (4.1-25).
E essa justificação nos trás como benefícios a paz e a confiança/esperança em Deus (5.1-11)

1Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

2por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

E essa esperança se baseia em Jesus, pois a capacidade que Jesus tem de salvar é maior que a de Adão para corromper (5.12-21).

19Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.

20Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,

21a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Após demonstrar como o pecado afetou a toda humanidade, Paulo aborda o problema do PECADO dentro da vida cristã. Em vez de servir de estímulo para o pecado, a GRAÇA nos atrai para uma união fiel com Cristo (6.1-14).

1Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?

2De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

8Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,

9sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

10Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.

11Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus

Cristo nos libertou da escravidão do pecado para que pudéssemos nos tornar escravos da justiça (6.15 - 7.6).

17Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;

18e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Paulo admite que a lei trás o pecado à tona, a lei revela o pecado, mas o pecado nos mostra de que precisamos de um Salvador (7.7-13).

7Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera:

Não cobiçarás.

E dentro de nós esse pecado luta contra nossa nova natureza justificada (7.14-25)

19Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.

20Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.

21Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.

22Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;

23mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

24Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

25Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

Paulo encerra essa questão com um dos mais triunfantes capítulos de toda a Bíblia: os crentes não são condenados por Deus, mas sim regenerados pelo poder do Espírito Santo para enfrentar todo tipo de adversidade, através do amor redentor de Deus (8.1-39).

1Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. c

2Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

15Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

16O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

17Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.

28Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

29Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

30E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

37Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

38Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,

39nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Os caps. 9 a 11 constituem uma unidade temática que se destaca do resto da epístola. Aqui, Paulo nos revela a sua íntima preocupação porque Israel não chegou a compreender que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (10:4). No entanto, o apóstolo está convencido de que Deus nunca abandonará o seu povo escolhido (11:1–2), visto que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (11:29). Israel será restaurado (11:25–28), porque Deus terá misericórdia dele como também teve dos gentios (11:11–24, 30–32).

2° Parte - Rm 12.1-15.13

A segunda parte de Romanos começa em 12:1. É uma exortação para viver segundo a lei do amor, um apelo à fé e à consciência cristã. Todo crente é chamado a pôr em prática essa lei, seja dentro de uma congregação de fiéis, seja nos relacionamentos com a sociedade civil ou com as autoridades.
Paulo discute várias consequências práticas do evangelho. A reação correta diante da mensagem da salvação envolve o sacrifício de toda a velha vida do indivíduo pelo evangelho criando uma nova vida (12.1-2).

1Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Os dons da graça para a igreja são complementares, não competitivos ou uniformes (12.3-8).

4Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função

Ele faz uma lista de comportamentos apropriados para um cristão (12.9-21).

9O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.

10Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

11No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;

12regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;

13compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade;

14abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.

15Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.

16Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

17Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;

18se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;

19não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito:

A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.

20Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.

21Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Além disso os crentes são instruídos a respeito das atitudes que devem ter em relação ao governo (13.1-7), ao próximo (13.8-10), à Segunda Vinda (13.11-14), e ao julgamento (14.1-12) e cooperação com os outros (14.13-15.13).
A fé deve manifestar-se na autenticidade do amor. Portanto, a fé se opõe a qualquer atitude de soberba pessoal ou coletiva. A jactância e o menosprezo ao próximo não correspondem com a solidariedade, que resulta do amor e dá testemunho dele (12:1–15:13).
A partir de 15.14 até 16.27 se desenvolve o epílogo da epístola. É uma extensa e cativante relação de observações pessoais, recomendações e saudações dirigidas a uma série de fiéis, de muitos dos quais se faz constar as virtudes que os adornam. Paulo une às suas as saudações de alguns dos seus colaboradores, como Timóteo e Tércio, que escreveu a epístola, e também de alguns parentes, como Lúcio, Jasom e Sosípatro (16:21–22). O cap. 16 não registra somente saudações e recomendações, mas dedica também as suas últimas palavras para animar os seus leitores e para afirmar a vitória reservada aos que confiam no poder de Deus (“E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás”, v. 20).
Finalmente, uma esplêndida doxologia encerra a epístola com chave de ouro (16:25–27).

25Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos,

26e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações,

27ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!

Resumo e Aplicações

O grande tema de Romanos é o poder de Deus para salvar. Os romanos entendiam de poder; quando Paulo escreveu essa epístola para a capital do mundo antigo, Roma reinava absoluta. O evangelho, entretanto, não perde, absolutamente, na comparação com Roma, pois ele também é poder de fato, "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (1.16).
No evangelho, tanto judeus quanto gentios têm acesso a Deus, não através de obras humanas, mas pela imerecida graça de Deus, derramada sobre aqueles que a aceitam por meio da fé. Paulo enfatiza que todos precisam da graça de Deus. Isso era claro no caso dos gentios que, em vez de adorar o Criador, adoravam as coisas criadas (1.25). Mas os judeus, apesar de sua crença de que eram superiores aos gentios, também estavam perdidos. Os judeus conheciam a vontade revelada de Deus e julgavam os outros por ela, mas eram incapazes de ver que estavam condenados pela mesma lei pela qual julgavam (2.1 - 3.8). Portanto, "não há distinção, pois todos pecaram e carecem da Glória de Deus (3.22-23).
Mas as “boas novas" são de que o amor de Deus é tão grande que alcança a humanidade apesar do pecado. A forma que esse amor assumiu foi a morte do amado Filho de Deus na cruz do Calvário. O justo morreu em favor dos injustos.
Deste modo, Deus declara as pessoas justificadas não quando alcançam um certo nível de santidade - excluindo, portanto a justificação pelas obras - mas estando elas ainda em seus pecados e rebelião (5.8-10).
Esta graça só pode ser recebida através de uma entrega agradecida e confiante, que é a Fé. A luz desta magnifica salvação, Paulo recomenda com insistência aos romanos que não voltem à sua velha natureza humana, que sempre está debaixo da condenação da lei. Em vez disso, ele os convida a viverem livres do pecado e da morte, através do poder da presença do Espírito Santo no coração de todo aquele que crê (8.10-11).
Romanos reflete a profunda preocupação de Paulo com o relacionamento entre judeus e gentios (caps. 9 - 11). Os judeus são, de fato, Povo Escolhido de Deus, apesar de sua história de rebelião contra Deus. O fato de haverem rejeitado a Cristo é coerente com sua história, embora um remanescente permaneça fiel.
A rejeição dos judeus, ironicamente, fez aumentar o número dos Verdadeiramente fiéis porque o corte dos ramos da oliveira natural (Israel) permitiu que os ramos da oliveira brava (gentios) fizessem enxertados na árvore (11.13). Paulo também declara que a inclusão dos gentios na família de Deus provocou ciúmes os judeus, motivando-os a reclamar o cumprimento das promessas de Deus. Portanto, a dureza de coração dos judeus para com o evangelho é apenas temporária, até que os gentios tenham sido plenamente incluídos na fé. Em algum momento no futuro, os Judeus mudarão seu modo de pensar e, como o remanescente, "todo o Israel será salvo" (11.26).
A luta de Paulo para entender essa questão não fez com que ele duvidasse de Deus ou o condenasse, mas sim deixou-o maravilhado diante da sabedoria de Deus (11.33).
Esta epístola extraordinária tem provocado a mesma reação em cristãos de todas as gerações.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.