O conhecimento cristão
As cartas de João • Sermon • Submitted
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Texto: 1João 1.1-4
1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida 2 (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), 3 o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4 Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.
I.C.T. - João iniciou sua carta mostrando aos seus leitores o que caracteriza o conhecimento cristão.
PB - Devocional.
PE - Os homens da Igreja Presbiteriana do Monte Santo entenderão o que distingue o conhecimento Cristão.
Introdução
Introdução
A igreja, durante a história, sempre foi alvo de perseguições. Cairns em seu livro O cristianismo através dos séculos relata que a igreja precisava lutar em duas frentes. De um lado para garantir a sua sobrevivência diante das perseguições do Estado Romano, no II e III séculos; e, por outro, para manter sua doutrina sem manchas.
No que se refere a doutrina havia ataques tanto por parte do legalismo judaico como também por parte da influência da filosofia grega.
Um fato que merece o nosso destaque é que a igreja cristã nunca recuou em sua defesa. Confiante no Deus soberano, no poder manifesto pela pessoa de Cristo e na iluminação do Santo Espírito, ela se posiciona através de homens escolhidos por Deus como seu representante para mostrar a seus opositores a razão da sua fé, a sua importância e a essência do conhecimento cristão. É exatamente isto que está acontecendo na época em que João escreve sua carta, é esse assunto que vamos falar.
Elucidação
Elucidação
Há muitas discussões acerca desta carta.
Sua autoria. Muitos afirmam que o estilo é bem diferente do seu evangelho e, por isso, não dão a autoria a João; de toda forma, outros veem e provam que os temas abordados e a forma como o são refletem o estilo joanino.
O documento. Uma outra discussão refere-se ao documento em si. Como se percebe ele não segue a prática epistolar oriental de informa o autor e o destinatário levando muitos estudiosos a desconsiderarem esse documento uma carta. Uns afirmam ser uma carta-ensaio, outros, um sermão. Contudo, o tom pessoal manifestado nele leva à concordância de alguns de que seja uma carta pastoral para ser lida nas mais variadas congregações.
Um fato que nos chama atenção e merece nosso destaque é o contexto em que ela foi escrita. Neste período muitos irmãos, da própria igreja estavam se afastando do evangelho pregado pelos apóstolos e aderindo a um ensino que começava a apontar, chamado Gnosticismo.
Se tratava de uma falsa doutrina fundamentada em conceitos filosóficos. Sua grande ênfase era a distinção de que a carne era má e o espírito era bom. Por meio da busca do conhecimento queriam conceber uma solução para o mal e libertar a carne. Desta ideia há duas ramificações importantes:
Docetismo. Afirmavam que o Deus Cristo parecia humano;
Cerintismo. Afirmava que o divino veio ao homem Jesus no batismo e saiu antes da crucificação.
Bem! Qualquer ramificação que partisse do gnosticismo levaria à oposição a uma doutrina fundamental ensinada pelos apóstolos e registrada nas sagradas escrituras: a doutrina da encarnação. Pois sendo a carne má viam como impossível que deus residisse nela.
Diante disso, João escreve sua carta para fortalecer a comunhão daqueles que estavam firmes na fé cristã. E, à medida que desenvolve sua carta vai desfazendo as implicações do ensino daqueles homens.
De forma inicial, João se volta para ênfase que eles davam a manifestação do conhecimento e mostra que...
Transição
Transição
Diante dos vários ensinos que nos rodeiam é importante sabermos o que distingue o conhecimento cristão do conhecimento.
Porque o conhecimento cristão é tão distinto?
Percebemos neste argumento de João três razões que mostram a distinção do conhecimento cristão:
I. O conhecimento cristão é uma experiência com Cristo (v.1)
I. O conhecimento cristão é uma experiência com Cristo (v.1)
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 1
1 O que era desde o princípioa, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
João inicia sua carta tratando acerca do Verbo da vida. Ele fala no fim do verso 1: Com respeito ao Verbo da Vida.
O fato de João iniciar sua carta desta forma não é aleatória. Como vimos João estava se opondo ao gnosticismo. Uma das enfases destes homens era o local de destaque que davam a aquisição do conhecimento; Eles afirmavam que o conhecimento que possuíam os fornecia uma compreensão diferente das escrituras. Um tipo de compreensão que nenhuma outra pessoa, que não participasse de sua doutrina, poderia chegar.
Quando João usa a expressão Verbo da vida, ele traz fortes implicações ao que estava acontecendo. O termo usado para VERBO tem uma grande variedade de significados. Mas, o sentido que nos interessa aqui é a sua relação com o conhecimento. A termo usado para verbo era Logos.
Esse termo teve um grande desenvolvimento com a filosofia grega. Voltando-se para a capacidade do homem de raciocinar, de pensar, de refletir, de alcançar o pleno conhecimento por meio de sua capacidade mental.
O gnosticismo é classificado como uma heresia filosófica. Ela partiu do desejo humano de explicar o mal. Ela se utiliza de conceitos filosóficos para sua doutrina como a ideia de Platão da distinção entre corpo e espírito.
Contudo, João usa o termo Verbo em referência ao Verbo divino, a palavra manifesta, Jesus Cristo, a segunda pessoa da trindade. A sabedoria eterna, que governa todas coisas. Que era Deus, estava com Deus (Jo 1.1);
É a Cristo que ele chama de Verbo da vida. Ao fazê-lo João identifica Cristo como aquele que dá movimento a todas as coisas. A palavra que faz com os seres possam ser chamados seres vivos.
Lembrem-se que foi Cristo, no princípio, por meio de sua voz, que trouxe tudo a existência. Que trouxe tudo à vida. Ele declara, então, que o conhecimento Cristão não é uma experiência mística, nem tampouco filosófica mas, é uma experiência entre pessoal, o conhecimento cristão é uma experiência com Cristo, o Verbo encarnado.
Então, ele começa a mostrar as qualidades da pessoa de Cristo:
1. Cristo é eterno
1. Cristo é eterno
O que era desde o princípio. O Verbo anunciado por João, esse conhecimento, não é um conhecimento criado por homens, recentemente, em sua época; trata-se de um ser que já existia no inicio de todas as coisas.
Ele nos remete ao relato da Criação, lá em gênesis 1.1: No princípio. E esse princípio é entendido como o inicio de uma linha do tempo. Onde dali surgiram todas as coisas.
A forma como João faz essa declaração tem uma abrangência interessante. Ela não diz aquele que era mas, o que estava. Ele refere-se a eternidade de Cristo junto com o pai.
Ele nos mostra que Cristo é real.
2. Cristo é real
2. Cristo é real
João fala da realidade deste Verbo descrevendo que os seus sentidos foram alcançados por ele.
Ele fala da audição. O que temos ouvido. A sua voz era compreendida, entendida. A sua voz alcançou o seu intelecto. Eles receberam o ensino diretamente de Cristo.
Ele fala da visão. O que temos visto com os nossos próprios olhos. Ele viu a personificação do conhecimento. Não foi apenas de ouvir falar mas, os seus olhos atestaram de onde partia aquela voz. Contrastando com a ideia docética que o Verbo parecia humano. Ele afirma categoricamente que Cristo era uma pessoa, em carne e osso.
Contemplaram. O que contemplamos. Este termo traz a ideia de um teatro, um show ou uma apresentação. Quando nós vamos para esses locais não vamos apenas para ouvir a música ou a história que está sendo contada diante de nós; não vamos aos shows apenas para ver as imagens de qualquer forma. Vamos para contemplar, observar atentamente aquela peça, aprender com aquilo que está sendo apresentado.
Mas, perceba que a experiência de João e dos apóstolos não se limitou apenas a ouvir, ver e contemplar.
Els fala do tato. (o que) as nossas mãos apalparam. Eles sentiram a pessoa do Verbo. Isso nos lembra: Lucas 24. 36-43, quando ele aparece no meio dos discípulos eles pensam que é um espírito e ele manda que toquem nele e vejam tem carne e ossos.
A experiência nos dá segurança. Pode perceber quando saem aquelas listas de vagas no SINE. Em sua maioria é exigida 1, 2 ou mais anos de experiência para que se preencha a vaga. Entende-se que, uma pessoa com experiência é garantia de que se terá um bom serviço, de que se pode confiar nela.
A defesa que João estava fazendo era de suma importância para aqueles leitores. Aqueles que estavam se opondo haviam saído da própria igreja (2.19). E isto certamente, abalaria e influenciaria aqueles que ficaram. Logo, João os relembra de que o que ele e os apóstolos pregaram à eles não foram ideias abstratas, não foram conceitos filosóficos, mas, eles pregaram a sua experiência.
O próprio apostolo Paulo afirma em 1 Coríntios 2.4-5:
4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, 5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
Vemos constantemente no meio cristão líderes usando de argumentos para manipular a mente dos seus ouvintes. Até distorcendo a palavra de Deus para iludir as pessoas em vista do enriquecimento próprio.
Em nosso meio há até pessoas que se iludiram com a filosofia e outros conhecimentos, deixando de lado sua experiência com Cristo, descrendo em sua divindade.
O conhecimento não pode estar à parte da experiência. Eles possuíam uma grande capacidade de refletir sobre Deus mas, ficavam no campo místico, distantes da realidade da presença do Filho de Deus.
Os apóstolos falavam com propriedade. Eles sabiam sobre quem estavam falando porque experimentaram a sua presença.
Somos chamados a voltar os nossos olhos para as sagradas escrituras, compreender que só nelas teremos o verdadeiro entendimento da pessoa de Cristo.
Que aqueles que escreveram, como João tiveram experiencia real com o Verbo da Vida.
Somos levados a experiência com Cristo por meio do conhecimento da experiência de pessoas que registraram essa experiência na sua palavra.
Estamos meditando sobre o tema: O conhecimento cristão. Buscando entender porque o conhecimento cristão é tão distinto. Primeiro, vimos que o conhecimento cristão é distinto porque parte da experiência; Em segundo lugar, veremos que o conhecimento cristão é distinto porque nos torna testemunhas.
II. O conhecimento cristão é testemunhar Cristo (v. 2)
II. O conhecimento cristão é testemunhar Cristo (v. 2)
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 1
2 (e a vida se manifestoub, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),
Se você perceber, o versículo 2 está entre parenteses, entre as versões que consultei a NAA não traz esse destaque e a NTLH usa dois travessões assim como no original grego. Este destaque dado no texto bíblico se dá porque aqui há um desenvolvimento de grande importância, e a nossa atenção é chamada para isso.
No primeiro versículo João mostrou como sua experiência, e dos discípulos com Cristo. Aqui João trata especificadamente da sua manifestação como Verbo da vida.
A razão para esse desenvolvimento se dá pelo fato de que o adeptos do gnosticismo pregavam que a matéria é má, logo, negavam a encarnação e afirmavam ser impossível Deus viver num corpo que seria impuro.
Então, ele diz: e a vida se manifestou. Ele recorda sua doutrina desenvolvida no seu evangelho Jo 1.14 quando afirma:
14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Doutrina fundamental do cristianismo que revela a ação e misericórdia de Deus em se adequar as nossa humanidade para que pudéssemos contemplá-lo e ser alcançado por ele.
Mesmo que pareça redundante e repetitivo um fato que nos chama atenção aqui é que João afirma que o que eles viram não foi um homem comum que por um tempo teve a presença de Deus nele (como afirmava Cerinto) mas, eles viram o próprio Deus manifesto na pessoa de Cristo.
E enfatiza: A vida se manifestou, e nós a temos visto. Após afirmar mais uma vez ter visto pessoalmente Cristo, o Deus encarnado, vale ressaltar que a repetição é um artifício usado para mostrar importância do assunto, ele se coloca como testemunha, como uma prova viva da encarnação de Deus em Cristo.
1. Ele se coloca como prova viva de Cristo.
1. Ele se coloca como prova viva de Cristo.
nós a temos visto, e dela damos testemunho.
A ideia de testemunho remete a um tribunal. Quando se chama uma testemunha tem-se a confiança de que ela viu o acontecimento em questão e pode contar o que viu.
João coloca a si mesmo e aos apóstolos como testemunhas. Ele afirma que são testemunhas da glória de Deus manifesta assim como, são provas vivas da pessoa de Jesus Cristo.
O seu conhecimento da pessoa de Cristo, não era um conhecimento adquirido simplesmente pela razão; não se tratava de um conhecimento a base de argumentos.
Mas, ele se coloca como aquele que presenciou. Qualquer pessoa que pedisse explicação da razão de sua fé ele certamente diria: eu vi!
2. Ele se coloca como promotor de Cristo
2. Ele se coloca como promotor de Cristo
Ele não tinha medo de falar: ele diz ainda: vo-la anunciamos.
O termo anunciar traz a ideia de levar uma notícia. Constantemente, assistimos jornais na TV ou lemos pelas redes sociais e apps as notícias do dia. Aqueles responsáveis por escrever no jornal ou falar na TV tem a responsabilidade de trazer à público algum fato acontecido.
Eles, de modo geral, não tem medo de fazê-lo pois acreditam estar com a verdade. E afirmam que a verdade deve ser revelada. Anunciada. A população deve ter consciência daquilo que aconteceu ou que está acontecendo.
Esse anunciar também não era algo passageiro, ele não anunciava em momentos oportunos, mas, constantemente, por onde quer que passasse. Anunciavam que aquele que estava com o Pai foi manifesto entre os homens.
Esta era uma ação contínua dos discípulos mesmo diante de perseguição. Estevão não teve medo de testemunhar sobre a pessoa de Cristo; Pedro nunca exitou em fazê-lo; Paulo o fazia de forma intensa em suas viagens e mesmo na prisão.
Gosto muito de ler biografias, principalmente diários. Elas são relatos de pessoas que testemunharam determinados acontecimentos. Temos por exemplo O diário de Anne Frank, onde uma adolescente onde ela escreve sobre momentos que viveu durante a Segunda Guerra Mundial. Narra momentos vivenciados por ela e sua família (judeus) confinados em um esconderijo durante a ocupação nazista dos Países Baixos.
Temos o livro Através dos portais do resplendor onde a esposa de Jim Elliot vai narrar as tentativas de seu marido e amigos para evangelizar uma a perigo a tribo dos Auca à leste do Equador.
Temos uma autobiografia de John Bunyan, Graça abundante ao principal dos pecadores onde ele conta as suas experiências com Deus.
São relatos que enchem o nosso coração pela certeza da sua veracidade.
João enfatiza o fato de ser uma testemunha viva do verbo encarnado. Uma testemunha viva de Cristo. E sua convicção e certeza era tamanha que ele não temia anunciar a tempo e fora de tempo; a quem dava atenção ou não; em momentos de paz ou de oposições, sendo elas heréticas ou políticas.
Os evangelhos são biografias reais acerca do nosso salvador Jesus Cristo.
A convicção da nossa fé deve nos levar a abrir os nossos lábios e proclamar sem medo aquele que se apresenta diante de nós.
Se cremos na vida é porque estamos vivos e devemos apresentar a nossa vida diante dele e para ele.
Estamos meditando sobre o tema: O conhecimento cristão. Buscando entender porque o conhecimento cristão é tão distinto. Primeiro, vimos que o conhecimento cristão é distinto porque parte da experiência; Em segundo lugar, vimos que o conhecimento cristão é distinto porque nos torna testemunhas. Em terceiro lugar, o conhecimento cristão é distinto porque nos leva à comunhão.
III. O conhecimento cristão é uma comunhão com Cristo (vs. 3-4)
III. O conhecimento cristão é uma comunhão com Cristo (vs. 3-4)
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 1
3 o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4 Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.
Após contestar veementemente doutrinas gnósticas que circulavam, de se colocar à frente da discussão como prova viva do próprio Cristo, ele busca apresentar qual o propósito dos seus escritos.
Sim, entendemos que ele queria refutar as ideias gnósticas que estavam emergindo naquela ocasião mas, qual a finalidade para a igreja de Cristo que seria alcançada por sua carta?
Ele repete mais uma vez: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros. Ele relembra e enfatiza que tudo isto foi anunciado a eles. Todo esse conteúdo fazia parte de suas pregações, estudos, doutrinas, EBD’s se já acontecessem naquela época.
Com isto ele afirmava que eles tinham plena consciência de todas elas. Não eram mais bebês mas já conheciam as doutrinas puras do evangelho. O que lhes cabia agora era colocar esse conhecimento na prática!
Logo, este entendimento deveria levá-los à plena comunhão.
1. Com a liderança
1. Com a liderança
Ele afirma: para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco.
Comunhão tem a ideia de associação, comunidade, relação. Pode se referir a pessoas com posses semelhantes, ideias semelhantes, fé semelhante.
O ponto é que este conhecimento os tornavam um só com os apóstolos que anunciaram o que viram e ouviram a respeito de Cristo.
Logo, somos testemunhas oculares por derivação. Eles viram pessoalmente, não tivemos esse mesmo privilégio (por isso não temos mais o título de apóstolos) mas, vemos através da sua palavra manifesta nas escrituras, pela fé que temos de que elas são um testemunho fiel daqueles tiveram plena comunhão com ele.
Daqueles que estavam em comunhão não só com a liderança mas, com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo.
2. Em comunhão com o Pai e o Filho, Jesus Cristo.
2. Em comunhão com o Pai e o Filho, Jesus Cristo.
Este destaque de João é de grande importância. Ele sempre busca usar o termo Jesus Cristo.
Não as suas partes isoladas, para atestar que sua harmonia não é simplesmente com um homem que parece Deus como no docetismo ou com um Deus impossibilitado de ser homem.
Mas com o Filho de encarnado. Só a comunhão com o Filho encarnado poderia nos levar a alegria.
3. Em comunhão para alegria
3. Em comunhão para alegria
Este tipo de harmonia e comunhão promove na comunidade cristã a plena alegria.
Por isso ele afirma: Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.
A verdadeira alegria está quando nos distanciamos de dissenções, dúvidas. Ninguém é feliz em meio a brigas e pensamentos discordantes!
Onda a harmonia reina a alegria se faz presente.
Nós temos acesso constante a música em nossas igrejas. Todos os instrumentos e vozes tem que estar em plena harmonia para que aquela musica alegre os irmãos e os faça louvar ao Senhor. Se uma voz sair do tom, sem um instrumento desafinar, ou atrasar durante a música, o clima muda.
Quando estamos em meio a reuniões e ocorre uma discordância muito forte de pensamentos o clima não convém, mas, quando há um acordo, a alegria reina.
O próprio Cristo afirmou: um Reino dividido não pode subsistir.
Aqueles leitores teriam nas palavras de João o motivo para se distanciarem das falsas doutrinas, distanciarem-se daqueles homens impiedosos e se manterem em comunhão com os ensinos dos apóstolos para promoção da paz e da alegria entre eles.
Nossa tarefa deve ser buscar essa alegria. Buscar a comunhão e a harmonia com Deus, com nossos líderes e com os demais irmãos. Em nossa igreja, em nossa casa e em nossa intimidade com Deus.
A comunhão parte dos céus para nós e deve ser estendida para todas as áreas da nossa vida.
Meditamos sobre o tema: O conhecimento cristão. Buscamos entender porque o conhecimento cristão é tão distinto. Primeiro, vimos que o conhecimento cristão é distinto porque parte da experiência; Em segundo lugar, vimos que o conhecimento cristão é distinto porque nos torna testemunhas. Em terceiro lugar, o conhecimento cristão é distinto porque nos leva à comunhão.
Mas, como o entendimento deste texto nos desafia? Como devemos proceder agora?
Desafios
Desafios
Você é desafiado à:
1. Reconheça sua experiência com Cristo e busque essa experiência continuamente.
1. Reconheça sua experiência com Cristo e busque essa experiência continuamente.
Talvez vocês olhem para a bíblia e se perguntem: Como eu posso fazer isso? Cristo não está aqui diante de mim agora como estava com eles!
Vou lhe dizer uma coisa: Isso não impede de que você tenha experiências reais com Cristo.
Aprouve a Deus deixar as sagradas escrituras para que ouçamos a vós de Cristo: Jo 5.39
39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.
A vida eterna, que estava no princípio com Deus e que é Deus está na bíblia, elas testificam sobre Cristo e os seus feitos.
Deixe seus ouvidos de prontidão para ouvir a Sua voz através da palavra. Quando pegar uma bíblia para ler não faça da forma aleatória nem desleixada, separe um tempo oportuno no seu dia, um momento em que fiquem apenas você e ele.
Deem atenção à palavra pregada. Você escuta sua voz quando a sua palavra é pregada com fidelidade aos seus ouvidos! Se a palavra está sendo pregada de forma fiel Cristo alcançará o mais íntimo do seu coração e promoverá mudanças dentro de você que nada nem ninguém poderá fazê-lo! Mas, é necessário ouvi-lo! A fé vem pelo ouvir! Rm 10.14
14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
Reconheça as obras de Cristo diariamente a sua volta! Sl 19.1
1 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Sabemos que o Verbo encarnado é Cristo e que sua voz manifesta trouxe todas as coisas a existência! Olhar para os céus, para a natureza à nossa volta é ter experiência com Cristo!
Experimente contempla-lo por meio das histórias narradas nas escrituras. As narrativas bíblicas são peças reais que aconteceram durante a história!
Contemple a Cristo por meio da sua própria história! A sua vida é uma manifestação da ação de Deus diariamente. Cada acordar e cada dormir mostra que Deus manifestou-se em sua vida. Cada ato bem sucedido, cada empreendimento alcançado, seja o namoro em que você está, as aprovações que você teve, os empregos que conseguiu, são formas de contemplar a Cristo em sua vida.
Até as doenças que você tem, o isolamento que teve de passar, as perdas que teve, as lágrimas que rolaram em seu rosto por causa do dia mal, são meios de contemplar os ensinos de Cristo em sua vida! Da mesma forma como você vai ao teatro ou assiste um filme você precisa contemplar o que está acontecendo com a sua história para ver o que Deus está fazendo nela.
Quando você, crente, reconhecer essas experiências que tem com Cristo não será enganado por ninguém. Teorias filosóficas e más interpretações da palavra não alcançarão o seu coração, descobertas científicas não abalarão a sua fé, porque a sua experiência com Cristo estará acima de todas essas coisas.
Quando você, que ainda não é cristão, tiver uma experiência real com Cristo, reconhecerá o auto engano que viveu até hoje, tendo sua mente pautada em tradições religiosas, práticas repetitivas; Acreditando que tudo que os filósofos pensaram no passado e o entendimento de suas teorias podem levar você a alcançar a verdadeira felicidade; Achando-se capaz de viver uma vida sem Cristo porque, afinal, você tem uma grande capacidade intelectual.
2. Ser uma testemunha de Cristo
2. Ser uma testemunha de Cristo
Se disponha a dar seu testemunho! Em casa, na rua, na escola, na faculdade, na igreja! Há projetos em vários estabelecimentos de ensino, grupos de evangelismos em faculdades, há empresas que dão oportunidades para que seja dada uma palavra! Não perca a oportunidade, se envolva!
Você não precisa ser um doutor em teologia para ser uma testemunha. Cristo escolheu como testemunhas pescadores! João Batista que o precedeu se vestia de pele e comia gafanhotos! O que há de mais importante em seu testemunho não é você, mas, a aquele que você vai apresentar!
Seja uma testemunha dentro do seu lar! Diante de seus filhos, irmãos, parentes próximos ou distantes. Afinal, o que At 1.8:
8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
o testemunho parte de dentro para fora, não de fora para dentro. Parece que é mais fácil combater as heresias pelo whatsapp, instagram do que combater um pensamento errado de alguém da nossa família.
Você que me ouve e ainda não é cristão talvez esteja pensando nas consequências que sobrevirão em sua vida se vier a se tornar um crente. Não permita que o medo tome conta de sua vida, de fato, haverá consequências, dificuldades virão mas, pense na seguinte pergunta: Mc 8.36.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Não caia no engano da teoria universalista de que todos serão salvos e irão para o céu, não paute sua vida em uma teoria fatalista de que a nossa alma é aniquilada quando morremos, há uma realidade por vir. Após a morte segue-se um julgamento, feito pela própria pessoa de Cristo, tão real quanto você imagina ser e é melhor que Cristo seja sua defesa do que a sua acusação.
João vai afirmar mais a frente em sua carta: 1Jo 1. 8-9.
8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
3. Estar em comunhão com Cristo
3. Estar em comunhão com Cristo
Estar em comum com Cristo é moldar seus pensamentos e ações de acordo com os seus ensinos. Isto é que nos torna uma comunidade cristã.
Cada partido político é identificado por sua ideologia. A forma de se vestir de um determinado de um determinado grupo, as gírias usadas, o uso de determinadas expressões; cada comunidade possui suas características que lhe são próprias. Conosco não é diferente. At 11.26 mostra isso:
26 tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
Dois homens, Barnabé e Paulo foram para uma cidade chamada Antioquia e, por um ano transmitiram o ensino de Cristo de tal forma que aquele grupo foi chamado de cristão.
Pedro ao acompanhar Jesus quando este fora preso, foi identificado como um dos cristãos porque falava como eles falavam.
O que lhe identifica como cristão? Há características de Cristo em você que transmitam àqueles ao redor que você é um cristão?
Esteja em comunhão com sua liderança. Se seus líderes são fiéis à palavra de Deus você deve buscar características em comum com eles. O apóstolo Paulo, plantador de várias igrejas disse: 1Cor 11.1
1 Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
Paulo tinha consciência de que não era perfeito mas, sabia que muitas de sua práticas e principalmente sua fé podiam ser vistas como modelo de Cristo.
Hb 13.7
7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.
Nos direciona a imitar a fé que os nossos guias tiveram.
Cristo levanta seus referenciais durante a história.
Esteja em comunhão com a igreja. Hb 10.24-25.
24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
Há pessoas que pregam não ser necessário ir à igreja. Os desigrejados afirmam que podem ter comunhão apenas dentro de seus lares. Assistindo cultos pela internet sem a presença de outras pessoas que não os de sua casa.
Porque essas pessoas também não deixam de ir para as universidades e se formam dentro de seus lares em medicina, direito, engenharia? Provavelmente o problema seja a igreja!
Há muitos crentes que estão enveredando por essa caminho. Neste tempo de pandemia acabamos por ver muitos que estão gostando da situação e vemos como isso não dá certo. Porque, em muitas transmissões online o número de acesso é muito inferior ao número de membros que iam para a igreja antes do isolamento social.
Muitos crentes não querem comunhão porque tem outras prioridades na vida e na igreja não encontram pessoas em comunhão com o seu pensamento.
A comunhão é a essência do cristão. É em volta de pessoas com pensamentos e gestos em comum que encontrarmos suporte para as dificuldades por vir, crescimento, motivação. Os vários membros do corpo, mesmo com funções distintas promovem o bom funcionamento do mesmo. Os membros da comunidade cristã, cada um com sua função, levam a igreja à glorificar o Senhor de forma uníssona.
A alegria se manifesta em nossas vidas quando estamos no meio daqueles que pensam como nós. Que compartilham dos mesmos valores, que tem o mesmo objetivo.
A comunhão com Deus e seu Filho, com a liderança que demonstra sua fidelidade na propagação da palavra, e com a comunidade da fé , a igreja, que promove o amadurecimento espiritual é a melhor arma contra ideologias passadas, como o gnosticismo, presentes, como os desigrejados, o relativismo, entre tantas outras, e também futuras.
Talvez você que está atento a esta mensagem não seja um participante da comunidade da fé, não tenha um pensamento em comum com Cristo, com sua palavra, talvez você ache desnecessário estar em uma igreja. Não sei que pensamentos você tem, não sei que ideologias convenceram a sua mente.Sei apenas que, muitos pensaram como você, que eu pensei como você mas, Cristo é a verdade e essa verdade nos liberta de tudo aquilo que nos afasta do reino dos céus.
Conclusão
Conclusão
A igreja, durante a história, sempre foi alvo de perseguições. Hoje não é diferente.
Ainda batalhamos para manter a nossa sobrevivência de frente ao âmbito político. Mais do que nunca, a igreja cristã tem se envolvido e apresentado sua visão cristocêntrica;
Assim como, o legalismo e as teorias filosóficas estão inserindo-se no nosso meio. Teorias defendendo o relativismo, a homo afetividade, o uso da razão para interpretação à parte da iluminação do Espírito tem se levantado.
Confiantes no Deus soberano, no poder manifesto pela pessoa de Cristo e na iluminação do Santo Espírito, devemos nos posicionar como homens e mulheres escolhidos por Deus como representantes dele onde quer que passemos, e líderes da igreja, como verdadeiros filhos de Deus, para mostrar a esses opositores a razão da nossa fé, a sua importância e a essência do conhecimento cristão.
Que Deus nos abençoe! Amém!
