HEBREUS
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INFORMAÇÕES
INFORMAÇÕES
Na semana passada nós tivemos com o Pastor um estudo introdutório sobre o N.T, hoje nós iniciaremos diretamente os nossos estudos sobre os livros dessa segunda parte das escrituras.
Como vocês sabem, nós estamos fazendo uso de um material elaborado pelo Pastor Mark Dever. Este Pastor ao iniciar os estudos do N.T teve uma iniciativa bem diferente e interessante, que é a de começar com o livro de Hebreus.
O PORQUE O LIVRO DE HEBREUS?
Ele funciona como uma porta de entrada para o N.T, pois clareia ainda mais o fato de que todas aquelas leis sacrificiais, assim como ofícios e outros aspectos, apontavam pra Jesus.
O Livro de Hebreus faz inumeras citações de textos do A.T e mostra como eles apontavam para Cristo.
Dever e alguns outros autores chegam a dizer que o livro de Hebreus funciona como um comentário de Deus sobre o A.T.
Um outro pastor chamado Stuart Olyott diz:
“Todo cristão precisa entender o livro de Hebreus. Sem isso, compreenderá mal o Antigo Testamento e também deixará de apreciar plenamente o que nosso Senhor Jesus Cristo já fez, o que está fazendo agora e o que fará no futuro. Como resultado, ele será espiritualmente raquítico.”
5. Este então será o nosso ponto de partida, lembrando aos irmãos que nosso objetivo não é se aprofundar no livro, dar enfâse a questões mais detalhadas sobre ele.
AUTORIA
AUTORIA
Ao longo do tempo sempre houve discussões com relação a autoria de Hebreus. Alguns mantiveram e ainda mantem o entendimento de que Paulo seria o autor.
Alguns argumentos utilizados para isso é a semelhança de estilo e conteúdo, a centralidade de Cristo, a citação de Timóteo (13: 23) e forma de despedida (13: 24; 2TESS 3: 18)
No entanto, isso não é necessário para compreensão do livro, mas trouxe aos irmãos a titulo de curiosidade.
QUANDO?
QUANDO?
Muito provavelmente a carta foi escrita em meados dos anos 60 d.C
Alguns pontos importantes a respeito da data é que ela anterior a destruição do templo em 70 d.C, percebe-se que as atividades do templo estavam em andamento (uso do tempo presente em 5: 1-4; 10: 1-3). Além do fato de que se ela tivesse ocorrido, certamente seria um argumento utilizado pelo autor em seu propósito.
A data provavelmente se refere ao período de perseguição imposto sobre os cristãos pelos imperadores Romanos, de forma mais específica, Nero.
PARA QUEM?
PARA QUEM?
Esta é uma informação muito importante para a melhor compreensão do livro.
Fica claro na leitura que o público original desta carta era de Judeus cristãos, logicamente que, nessa comunidade de judeus poderiam existir alguns que se aproximaram do cristianismo sem fé verdadeira.
O que estava acontecendo com eles? Diante das perseguições e provavelmente de alguns falsos ensinos (como reduzir Jesus a um anjo), aqueles judeus estavam se sentindo tentados a retornar para antiga aliança, deixar Cristo e a nova aliança, e simplesmente voltar para a antiga.
Talvez o retorno para o judaísmo facilitaria as coisas, como, por exemplo, deixarem de ser perseguidos (judaísmo era reconhecido por Roma)
Por isso, o autor da carta faz muitas exortações a respeito do absurdo que seria um retorno aos moldes da antiga aliança (2: 1, 3; 3: 7-8, 12-14; 6: 4-8; 10: 35-39)
Portanto, o público que temos aqui queria deixar Cristo e retroceder ao judaísmo. Mas o ensinamento dessa carta não era somente para os que queriam retornar ao judaísmo, ele também é pra nós, que muitas vezes nos encontramos enfraquecidos, querendo desistir e retroceder.
PERGUNTA: Que coisas podem nos tentar a retroceder, a deixar Cristo?
A ESTRATÉGIA DO AUTOR
A ESTRATÉGIA DO AUTOR
O Autor se apresenta como um Pastor preocupado com suas ovelhas, e para impedir que elas cometessem a tolice de retroceder, ele vai fazer uso de uma interpretação daquilo que sustentava o judaísmo, ou seja, o A.T.
O autor então faz muitas citações de textos conhecidos de seus leitores.
O que ele vai fazer é então mostrar de forma clara como o próprio A.T, apontava para Cristo. Era como se aqueles que queriam retroceder fossem ouvir dos profetas, vocês estão malucos, cegos? Nós passamos o tempo todo apontando para Jesus e agora vocês querem retornar para as sombras?
É por isso então que Cristo aparece na carta aos Hebreus como superior a tudo aquilo que diz respeito a antiga aliança.
Nós vamos utilizar a partir de agora então uma divisão em 3 partes:
A superioridade de Cristo (1-7)
A superioridade da obra de Cristo (8-10: 18)
Uma esperança que transforma a vida (10: 19-13)
A SUPERIORIDADE DE CRISTO
A SUPERIORIDADE DE CRISTO
Cristo é o ápice da Revelação (v.1-4)
Ao olharmos para o A.T vamos encontrar Deus se revelando, falando muitas vezes e de diversas maneiras (sonhos, visões, etc)
No entanto, algo que não podemos esquecer é o caráter progressivo dessas revelações. Deus foi acrescentando, clareando sua revelação, até que sua revelação perfeita viesse.
Essa revelação perfeita de Deus está no Filho (v. 3). Em Jesus, Deus se revela perfeitamente. Ele é o ápice da revelação.
Assim, o autor começa mostrando que outrora (A.T) Deus falava daquelas maneiras, mas nestes últimos dias (1º e 2º vinda) ele fala pelo Filho.
Retroceder ao judaísmo era voltar para a revelação incompleta.
PERGUNTA: Quando alguém diz ou espera por novas revelações, o que ele está fazendo com Cristo?
2. Cristo é superior aos anjos (v. 4)
Poderia haver alguns ali que tentassem identificar Jesus apenas como um anjo. O que o autor faz então é mostrar o papel dos anjos e demonstrar (por meio do A.T) a superioridade de Jesus.
Como os anjos são identificados? (v. 7, 14). Havia o entendimento de que a lei foi dada por intermédio dos anjos (2: 2)
Mas acerca de Jesus o autor usa o A.T para mostrar que ele era o Filho de Deus (v. 5; SL 2); Ele é Deus (v. 8; SL 45); Ele é o criador (v. 10), Ele é eterno (v. 11-12)
Jesus é também aquele que se identificou com os homens para salvá-los (2: 16)
Portanto, o objetivo do autor aqui é mostrar que Jesus era um mensageiro superior, e a mensagem que ele trouxe era de extrema importância. Por isso, seria terrível para aqueles leitores desprezarem esse mensageiro e a sua mensagem (2: 1, 3)
3. Cristo é superior a Moisés (Cap 3)
Quando olhamos para o A.T, a grande figura humana que se destaca é Moisés. Esse era um nome de grande importância para todo judeu. Para eles, agluém se apresentar como maior do que Moisés era algo inaceitável.
Aqui no cap 3 o autor menciona Moisés, vejamos como ele é classificado: Fiel (v. 2), casa de Deus (Israel); Servo (v. 5), PERGUNTA: Qual era o grande ministério (ou função) de Moisés? (JO 5: 46-47)
Mas percebam que o autor tem como objetivo nessa passagem fazer uma comparação de Jesus com Moisés. Vejamos como ele identifica Jesus: Apóstolo (enviado, mensageiro) (v.1); Sumo sacerdote (v. 1); Fiel (v. 2); Digno de maior glória do que Moisés (v. 3)
O ensino deixa claro a superioridade de Jesus em relação a Moisés, pois este era servo, Jesus é Filho (v. 6); Moisés serviu na casa, Jesus é aquele que contruiu a casa (espiritual), a qual somos nós (v. 6)
CONCLUSÃO: O autor não está menosprezando Moisés, mas seu objetivo é mostrar que Jesus está muito acima de Moisés, isso se torna mais fácil de ser entendido se pensarmos que Moisés apontava para Cristo (DT 18), e ele próprio faz parte da casa de Deus que foi construida Por Jesus.
Portanto, mais uma vez o retorno a Moisés era tolice.
JESUS É MAIOR DO QUE ARÃO E O SACERDÓCIO LEVÍTICO
JESUS É MAIOR DO QUE ARÃO E O SACERDÓCIO LEVÍTICO
Uma das coisas mais abundantes que encontramos no A.T são os muitos sacrifícios presentes nele. A Bíblia ensina que dentre as tribos de Israel, Deus escolheu a tribo de Levi para exercer a função de sacerdotes. Entre aqueles que eram descendentes de Levi, Deus escolheu a descendência de Arão para exercer a função de sumo sacerdote.
O que o autor faz aqui também nessa primeira divisão do livro é mostrar que Jesus é o sumo sacerdote perfeito (4: 14; 7: 26-28). Portanto, Jesus é maior do que Arão.
O autor também demonstra que o sacerdócio de Jesus era um sacerdócio superior ao dos levitas. E ele faz isso usando o A.T (SL 110) veja 7: 11-17)
CONCLUSÃO: O que eu quero que os irmãos guardem é o que estava ocorrendo (voltar para o judaísmo) e o propósito do autor em mostrar (biblicamente) que Jesus era superior a tudo aquilo que era de grande importância na antiga aliança, e que na verdade ele era a realidade para a qual aquelas coisas apontavam. Jesus é o grande profeta, maior do que Moisés, é o grande sumo sacerdote e o grande Rei.
Após demonstrar a superioridade de Cristo, o autor passa a demonstrar a superioridade da obra de Cristo.
A SUPERIORIDADE DA OBRA DE CRISTO
A SUPERIORIDADE DA OBRA DE CRISTO
Uma dos temas que constantemente também falamos nos nossos estudos sobre o A.T foi Aliança. (Israel quebrou a primeira aliança, Deus prometeu uma nova, que já estudamos se cumprir em Jesus)
A partir do capítulo 8 o autor começa a falar dessa Nova Aliança que foi prometida por Deus, e novamente seu objetivo é deixar claro que essa nova aliança é superior a antiga.
Vamos então ver alguns motivos que tornam essa aliança superior:
Quem mediava o relacionamento entre os homens e Deus no A.T? Como eram esses sacerdotes? (5: 1-3; 7: 23, 28). Na Nova aliança, quem é o mediador? (5: 5; 7: 21, 24-28; 8: 1-2). Portanto, o mediador da Nova Aliança é muito superior aos mediadores da Antiga.
O mediador da Nova Aliança realiza aquilo que era o papel de um mediador/sacerdote (5: 1). ou seja, ele também oferece sacrifício, mas vamos comparar os sacrifícios :
Quais os sacrifícios da antiga aliança? Observe como Hebreus se refere a eles (9: 9-10; 10: 1-4)
Quais (L) os sacrifícios da Nova Aliança? (9: 23-28; 10: 12)
Portanto, a nova aliança também é superior porque o sacrifício oferecido é superior.
3. Ela é uma aliança superior porque suas promessas são superiores (8: 6)
A promessa de que a lei de Deus seria gravada no coração e na mente do povo da aliança (8: 10)
A promessa de que todos aqueles que pertencem ao povo da aliança conhecerão ao Senhor (8: 11)
A promessa de perdão definitivo dos pecados (9: 28; 10: 17)
A promessa de aperfeiçoamento/santificação do povo da aliança (10: 10, 14)
4. Concluindo essa segunda parte, aprendemos então que não somente Jesus é superior, mas também sua obra também é.
5. PERGUNTA: Por que é importante que aprendamos a respeito de Jesus? Por que o autor gasta todo esse tempo apontando para ele?
Irmãos, uma verdade muito importante que precisamos entender é a de que, diferente do que muitos pensam, a vida cristã não é servir a um conjunto de regras, nossa fé não está sustentada em um lista de mandamentos. A nossa fé e a nossa vida está centrada em Cristo, em servi-lo. Por isso é de extrema importância que aprendamos sobre ele, sobre sua pessoa e sua obra.
5. Partimos então para a seção final da carta aos Hebreus, nela, o autor, passa a apresentar uma parte bem prática, mostrando aspectos da vida cristã que devem estar presente em nós.
COLOCANDO EM PRÁTICA
COLOCANDO EM PRÁTICA
Quais são alguns dos aspectos que devem ser visto em nossas vidas:
FÉ: O Cap 11: 1 nos traz a definição de fé (Calvino: A fé não é irracional, mas suprarracional); a respeito da fé somos ensinados que Devemos receber aquilo que nos foi ensinado com ela (10: 22); aproximar-se de Deus com fé (11: 6); e também somos ensinados a respeito de exemplos de pessoas que tiveram fé, confiaram em Deus e em suas promessas (11) os quais devemos imitar. Aprendemos que os salvos sempre foram salvos pela fé.
PERSEVERANÇA: No cap 12: 1-12 nós somos chamados a ter uma fé que persevere durante a caminhada que nos está proposta (v. 1), nós chamados a olhar e nos firmar em Cristo, olhando o seu exemplo (v. 2-3); nós somos chamados para perseverar mesmo nos momentos dificeís, e entender que Deus pode estar nos disciplinando, pois ele ama seus filhos (v. 5-11). Portanto somos chamados a perseverar confiando que Deus está no controle de todas as coisas.
ESPERANÇA: A partir de 12: 18, o autor mostra onde chegaram aqueles que pela fé, vivem neste mundo (22-24). Os leitores deveriam se lembrar de que ainda que passassem por dificuldades e perseguições neste mundo, eles eram cidadãos da Jerusalém celestial, e assim como Abraão (11: 8-10), eles deveriam manter essa esperança.
AMOR: Este é também um dos aspectos da vida cristã (13: 1), somos chamados a imitar ao próprio Jesus (13: 12-14). Assim como Jesus, aqueles leitores deveriam aceitar com coragem a rejeição e a expulsão das instituições judaicas, por exemplo.
ALGUNS ALERTAS SOBRE PERIGOS
ALGUNS ALERTAS SOBRE PERIGOS
Cuidado para não ignorar, ser negligente para com o que Deus fez por meio de Cristo (2: 1-3)
Cuidado com a incredulidade (3: 12). Como você tem recebido a palavra de Deus e suas promessas? Você ainda as mantém vivas?
Cuidado para não ser um desnutrido, ou uma árvore sem frutos (5: 12-14). Você tem progredido na fé?
Cuidado com a maneira com que você tem vivido, esteja atento para não se desviar do caminho da santidade (10: 26-31)
Cuidado para que você não tape os ouvidos a mensagem vinda do céu (12: 25)
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Nós temos em Hebreus um livro que nos ensina a superioridade de Cristo, a superioridade de sua obra e de como ele é a realidade para a qual o A.T testamento apontava, logo era tolice deixá-lo e retornar as sombras.
Aprendemos também sobre como devemos receber essas coisas e quais aspectos devem ser vistos em nossas vidas, além de também sermos alertados para os riscos que corremos.
