Eu Sou a Ressurreição e a Vida

Evangelho de João  •  Sermon  •  Submitted
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A ressurreição de Lázaro promove fé entre discípulos e seguidores, ao mesmo tempo que confirma a liderança em seu pecado de incredulidade (11:1–54).

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Eu Sou a Ressurreição e a Vida

João 11.1–57 RAStr
1 Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.2 Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos.3 Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor está enfermo aquele a quem amas.4 Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado.5 Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.6 Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.7 Depois, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.8 Disseram-lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá?9 Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;10 mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.11 Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.12 Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.13 Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.14 Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;15 e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele.16 Então, Tomé chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele. 17 Chegando Jesus, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias.18 Ora, Betânia estava cerca de quinze estádios perto de Jerusalém.19 Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as consolar a respeito de seu irmão.20 Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa.21 Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.22 Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.23 Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir.24 Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo. 28 Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular: O Mestre chegou e te chama.29 Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa e foi ter com ele,30 pois Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas permanecia onde Marta se avistara com ele.31 Os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se depressa e sair, seguiram-na, supondo que ela ia ao túmulo para chorar.32 Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.33 Jesus vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se.34 E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê!35 Jesus chorou.36 Então, disseram os judeus: Vede quanto o amava.37 Mas alguns objetaram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse?38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra.39 Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste.42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir. 45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele.46 Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. 47 Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?48 Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.49 Caifás, porém, um dentre eles, sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis,50 nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação.51 Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação52 e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos.53 Desde aquele dia resolveram matá-lo.54 De sorte que Jesus já não andava publicamente entre os judeus, mas retirou-se para uma região vizinha ao deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali permaneceu com os discípulos. 55 Estava próxima a Páscoa dos judeus; e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem.56 Lá, procuravam Jesus e, estando eles no templo, diziam uns aos outros: Que vos parece? Não virá ele à festa?57 Ora, os principais sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para, se alguém soubesse onde ele estava, denunciá-lo, a fim de o prenderem.
Jesus é a ressurreição e a vida! Ele demonstra, através do evento da enfermidade e morte de Lázaro, a realidade da fragilidade humana que alcança crentes e descrente, a Sua autoridade sobre a morte e a constatação de que a fé não brota por meio de milagres extraordinários, mas da ação do próprio Deus na vida de uma pessoa, conforme Ele já havia dito.
A narrativa demontra que:
Jesus ama pessoas que ficam enfermas (Jo 11.3,5 )
As enfermidades podem ser um meio para que Jesus seja glorificado (Jo 11.4)
Existe propósito naquilo que nos acontece.
Nem sempre são para a morte.
As respostas às nossas orações nem sempre vem na hora e da forma que esperamos (Jo 11.6)
Jesus ainda se demorou por dois dias no local onde estava.
Jesus conhece tudo o que se passa nas nossas vidas (Jo 11.7-15)
Ele sabe o tempo exato de agir (v.7);
Ele sabe quando deve se expor ao perigo (v.8);
Ele sabia que Lázaro havia morrido (v.11;14);
Neste momento vemos a linda declaração de Tomé de disposição em morrer por Jesus (v.16);
Jesus consola os que sofrem com a esperança da ressurreição (Jo 11.17-32)
Marta saiu ao encontro de Jesus e foi consolada (Jo 11.20-27)
Marta reafirma o Senhorio de Jesus - Ele é o Senhor!
Marta reafirma a confiança no poder de Jesus - "Se estiveras aqui o meu irmão não teria morrido. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá" (v.21-22)
Apesar da convicção do poder, ela ainda não entendera que Jesus não é limitado pela distância. Ele poderia ter curado Lázaro mesmo estando em outra cidade.
Marta reafirma a sua fé em Jesus como o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo (Jo 11.27)
Maria saiu ao encontro de Jesus e foi obediente (Jo 11.28-32)
Maria soube que Jesus a chamava (Jo 11.28);
Maria levantou-se depressa e foi ter com Jesus (Jo 11.29);
Os judeus que foram consolar Maria a seguiram, supondo que ia ao túmulo chorar (v.30-31);
Maria se lançou aos pés de Jesus (Jo 11.32);
Maria demonstra as mesmas convicções de Marta (Jo 11.32b)
Jesus se compadece com aqueles que sofrem (Jo 11.33-35)
Jesus viu o choro de Maria e dos outro judeus (Jo 11.33)
Ele não é um pastor limitado, distante. Ele conhece o nosso sofrimento e nos vê em nossas aflições;
Jesus se comove com as nossas lágrimas (Jo 11.33)
Sua divindade, senhorio, soberania e sabedoria não o impediram de se compadecer e, inclusive, de chorar. As lágrimas de Jesus testificaram o amor de Jesus (v.36). Ele sabia o que estava pra acontecer, mas mesmo assim chorou. Ele sabia que Lázaro haveria de ressuscitar, mas foi capaz de sentir da dor dos que choravam.
Jesus ressuscita os mortos (Jo 11.37-57)
Jesus ordena que os homens exerçam a fé (Jo 11.37-41a)
Deveriam olhar pra Jesus e não para o tempo em que Lázaro estava sepultado (v.39); O fedor da incredulidade é maior do que a de um defunto.
Deveriam crer nas palavras de Jesus e obedecer para verem a glória de Deus (Jo 11.40);
Jesus ora ao Pai e ressuscita a Lázaro (Jo 11.42-46)
A oração é de gratidão pela certeza de que o Pai o ouvia e que usaria aquela circunstância para conduzir pessoas à fé (Jo 11.41-42);
Jesus ordenou que Lázaro saísse do túmulo (Jo 11.43-46)
Quando Jesus chama o morto à vida, este é obrigado a obedecer. A ressurreição prevalece sobre a morte. A luz prevalece sobre as trevas.
A reação dos judeus foram de fé e de incredulidade (Jo 11.45-46);
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