Aos olhos de quem?

Um só Deus  •  Sermon  •  Submitted
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Introdução

Você já teve a experiência de ouvir uma mesma história de duas pessoas diferentes e elas parecerem completamente diferentes? Sem necessariamente uma das duas pessoas estarem mentindo? Uma mesma história, pespectivas diferentes, ponts de vista diferentes, geralmente é isso que ocorre. Isso é normal, é possível isso acontecer sem que uma das partes minta, simplesmente por cada uma das partes enfatizar algo na mesma história que lhe interesse mais ou chame mais a atenção.
O que vamos falar hoje tem a ver com isso, e explica um pouco do problema do povo de Israel na narrativa do livo de Juízes. Após a morte de Jefté, como vimos na semana passada, marca um periodo que Israel teve três outros líderes que são brevemente citados no final do capítulo 12 de juízes. Esses três juízes Ibsã, Elom e Abdom antecedem um dos mais conhecidos líderes narrados neste livro da bíblia, Sansão. A história de Sansão é muito conhecida, mas antes de nos aprofundarmos nela, gostaria de meditar com vocês sobre o que acontece com o povo de Israel antes de Sansão ser levantado como líder do seu povo.
Juízes 13.1 NAA
1 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, e por isso ele os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.
A história se repete mais uma vez, o povo se desvia e pela última vez "fizeram o que era mau aos olhos do Senhor" se repete. Na verdade essa expressão vai se repetir de outra forma no final do livro de Juizes:
Juízes 21.25 NAA
25 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo.
Lembram que eu comecei esse sermão falando sobre pontos de vista? Os dois versículos falam exatamente das mesmas coisas que o povo de Israel fazia. Mas, faziam o que Senhor reprovava, mas ao mesmo tempo era aquilo que cada um julgava ser o certo. Identificamos aqui a raiz do problema e a razão pela repetição constante do pecado pelos Israelitas. O que vemos aqui não é o texto bíblico dizendo que o povo de Israel dizia: Vou fazer isso mesmo sabendo que está errado. Mas, o que vemos é que cada pessoa fazia aquilo que era certo de acordo com a sua própria conciência. Então a primeira lição que tiramos é:
1- Seguir a minha própria conciência não significa estar fazendo o que é certo.
Vemos neste trecho bíblico um contraste, e esse contraste nos ensina que pecado não é, em última instância, desrespeitar a nossa própria conciência, nossos padrões morais ou sociais, e, sim, desrespeitar a vontade de Deus para nós expressa em Sua Palavra.
Isso vai contra o pensamento moderno que diz: "só você pode decidir o que é certo e errado para a sua vida". O nosso coração pecador nos induz a pensar que nossos sentimentos e perspectivas fossem o único critério para determinar o que é certo e errado. Tim Keller no livro Juízes para você vai dizer o seguinte: "O que Deus vê como pecado é pecado, independente do que sentimos, do que especialistas dizem ou daquilo com que a sociedade concorda” . Mas isso é uma grande mentira e por acreditar nisso a história da humanidade está marcada por episódios trágicos:
Os Nazistas faziam o que faziam crendo que estavam fazendo um bem pra humanidade.
Pessoas defendem o aborto crendo que é o que precisa ser feito por algo maior, admitindo no máximo que esse procedimento é um "mal menor" em relação ao benefício que ele traz.
Na última semana pessoas invadiram o capitólio americano em um ato de insurgência crendo que stavam promovendo o bem!
O significado sobre fazer o bem não é definido pelas minhas preferências pessoais de ordem ideológica ou cultural, mas o que Deus diz em sua Palavra. Nossos próprios olhos não são suficientes para definir o que é certo ou errado. Minha conciência individual da mesma forma não é o padrão para definir o certo e o errado. Da mesma forma o certo e o errado não são definidos por especialistas ou pelo pensamento da maioria (foi a maioria que escolheu libertar Barrabás que era um ladrão e cruscificar Jesus).
Pecado não é definido pela maioria ou pela minha consciência individual, mas sim é fruto do desprezo do relacionameto dos homens com seu Criador, e Sua boa vontade para nós. Quando entendemos isso, compreendemos uma grande armadilha e nos livramos dela.
2- A armadilha do pecado
Essa comprensão do que é pecado se define a partir do meu ponto de vista ou do Senhornos livra de vivermos enganados. Enganamos a nós mesmos com justificativas para essa vida a partir dos meus próprios olhos. Os israelitas tinham justificativas psicológicas e culturais que davam apoio para o pecado que estavam vivendo, uma espécie de "negação coletiva". Aos próprios olhos não havia nada de errado na maneira como agiam, Jefté por exemplo fez um voto a fim de honrar ao Senhor (motivação certa, talvez), mas da forma errada. Poderia haver sim um sentimento reprimido de que estavam longe de Deus, de que se rejeitava a Sua vontade, mas no âmbito da conciência , porém, não sentiam culpa nenhuma e tinham muitas explicações para o estilo de vida que abraçavam. É o que muitos jutificam hoje com o termo culpa cristã, convenções sociais, etc...
Não sabemos quais eram exatamente as justificativas que os israelitas usavam, mas precisamos nos lembrar que o cerne do pecado é o nosso também, a idolatria. A armadilha do pecado da idolatria não necessariamente coisas ruins, mas é justamente transformar coisas boas no objeto supremo. A linha que divide trabalhar com afinco e transformar o trabalho em um ídolo, amar a sua família ou trasnformala em um ídolo, amar a sua pátria e se tornr em um nacionalista idólatra é muito tênue. Os idolos são enganosos por natureza e tem o poder de nos convecer que estamos sendo sensíveis e sábios ao colocar o trabalho em primeiro lugar e que não estamos sendo egoistas ao colocar qualquer coisa "nobre"no lugar de Deus. O pecado é assim, fazemos o que é mal diante dos olhos de Deus, mesmo que isso pareça bom aos nossos próprios olhos. Fazemos o que é mau diante dos unicos olhos que importam no universo.
Qual é a solução?
Devemos nos impelir a uma auto avaliação cuidadosa e constante, por meio do estudo da bíblia e até mesmo através da prestação de contas a outras pessoas. Vivemos descobrindo maneiras de justificar os nosos pecados de materialismo , preocupação, amargura ou orgulho porque eles não parecem ruins aos nossos próprios olhos.
Thomas Brooks, um puritano do século 17 vai dizer que: "Satanás reveste o pecado com as cores da virtude"
Conclusão
Os israelitas caiam no mesmo erro talvez porque sempre confiavam em um libertador incompleto, e não compreendiam que todos eles não possuiam o poder de libertá-los totalmente. Poderiam libertar da escravidão por povos inimigos, mas continuavam sendo subjulgados pelo próprio coração. O que eles precisavam entender que cada um daqueles juizes, apontava para o juiz perfeito, o libertador da maior de todas as opressões o pecado que habita dentro de nós.
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