Sem título Sermão (2)

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Transcript
O ano de 2020, graças a Deus terminou, mas certamente ele ficara marcado pro resto de nossas vidas, para algumas pessoas, apesar dos pesares, 2020 tenha sido o melhor ano de suas vidas, como as famílias dos nossos irmãos Dimmi e Tais, e a família do nosso irmão Victor e Carol, que puderam desfrutar de presentes maravilhosos do Senhor, suas filhinhas tão desejadas. Mas infelizmente nem todos puderam desfrutar destes momentos de profunda alegria, pois afinal de contas ao redor do mundo, bilhões de pessoas precisaram cumprir um restrito isolamento social durante alguns meses estão, , incapazes de ir trabalhar, incapazes de frequentar a escola, incapazes de se encontrar em locais públicos, incapazes de visitar umas às outras, separadas de seus entes queridos em suas horas de necessidade. A verdade é que em momentos de perigo existencial, instintivamente desejamos estar perto de nossa família e amigos, segurar suas mãos e abraçá-los, mas agora estamos proibidos de fazê-lo, pois todo ato de contato físico - toda expressão de bondade e compaixão física - poderia trazer risco de doença e morte.
Vimos amigos nossos, parentes distantes, parentes mais próximos serem atingidos por um furacão chamado SARS COVI 19. Alguns por conta do convívio diário com seus esposos/esposas tiveram seus casamentos abalados, outros como eu, tiveram suas vidas financeiras afetadas, pois viram suas rendas desaparecerem junto com seus empregos.
Alguns tiveram perdas pessoais, como a morte de algum amigo ou familiar. A verdade é que ninguém, absolutamente ninguém, pode dizer que passa por essa pandemia sem, de alguma forma, ter sido atingido.
A pandemia nos mostrou como nossos sistemas econômicos e politicas são frágeis.
Por outro lado, a pandemia nos ensinou algumas coisas que precisávamos, não descobrir, mas sermos lembrados, de que não só somos interdependentes uns dos outros, também somos iguais, essa doença não fez distinção de raça, cor, sexo, condição econômica, nos mostrou também o poder de se adaptação do ser humano. Novas maneiras de ensino, novas relações de trabalho surgiram, aprendemos a cultuar de uma maneira diferente, eu chamaria esta maneira de bíblica, pois as famílias se reuniram para o culto familiar, a semelhança do primeiro século. De um modo geral, compreendemos que é possível sim, viver com menos do que achávamos que seria possível. E isso só nos mostra como Deus dotou o ser humano com a capacidade de se reinventar e de se adaptar.
A verdade é que fomos confrontados com a verdadeira incerteza da existência humana e a verdadeira vulnerabilidade da vida. E não somente isso, nos mostrou o quanto estávamos equivocados quando nós acreditávamos sermos senhores dos nossos próprios destinos.
E tudo isso trouxe muita angústia, incerteza, ansiedade, temor, pois afinal de contas, quem pode dizer o que irá acontecer daqui a dois meses? A segunda onda que volta aos países Europeus e que parece soprar por essas terras tupiniquins não nos deixa mentir. Diante de um cenário tão dantesco, em meio a esse caos social, econômico, de saúde e porque não espiritual, podemos ter esperança? E essa esperança deve estar apontada para que direção, um medicamento? Na ciência? Mais especificamente na vacina?
Certamente a vacina é o mínimo para que possamos de novo talvez ver o sorriso das pessoas, podermos abraçar aqueles a quem amamos novamente, reestabelecer o mínimo de uma relação social. Mas quando uma doença como essa acaba trazendo problemas que vão além do orgânico, físico, biológico, acaba trazendo sequelas psicológicas, sociais, econômicas e até espirituais, acaba trazendo também mudanças das relações pessoas. E podem ter certeza, todas essas sequelas ainda nos acompanharão por um longo tempo.
Imagine que você assistindo um filme no cinema com sua família e alguém começa a espirrar do seu lado, ou então que vocês estão em um restaurante começa a tossir. Essas situações que antes passariam desapercebidas por nos, que encararíamos com a maior naturalidade, de alguem tossindo ou espirrando em um ambiente fechado, hoje já não vai ser mais assim. Nunca mais o espirro ou a tosse de uma pessoa dentro de um avião ou de qualquer outro ambiente fechado que seja , será a mesma coisa. Em situações como essa sempre ligaremos o sinal de alerta, desconfiado, talvez sejamos nós que cobriremos o nosso rosto, lançaremos olhares de repreensão social, como já acontece hoje, pois parece que quem tosse ou espirra, perto da gente esta cometendo um crime, a gente acaba lançando um olhar meio que punitivo, quase que dizendo assim: você esta doente e esta no mesmo ambiente que eu? Ou alguma coisa parecida. E quem tem renite alérgica como eu sabe bem do que estou falando.
Sabe aqueles carros com um adesivo de recém habilitado, em que o motorista já esta te alertando de que ele é iniciante, pois é, acho que quem tem renite alérgica, vai ter que começar a usar uma plaquinha pendurada no pescoço, meu espirro não é covid é alergia.
Brincadeira a parte irmãos, mas é que de fato, nem todas as doenças se curam com remédios e nem todas as doenças se evitam ou com as vacinas, porque como eu disse, há doenças como eu falei, que trazem males sociais, econômicos e também espirituais.
E no texto que nós lemos nas três narrativas bíblicas, nós encontramos com talvez aquela doença que tem uma multidimensionalidade, que toca em todas as áreas do ser humano, descritas nas escrituras sagradas. E eu estou falando da lepra. Que hoje é chamada de Hanseniase.
LEPRA
A lepra é considerada no antigo testamento como a mais devastadora e letal doença, justamente por ter essa multidimensionalidade de sequelas não só por causa do sofrimento físico, mas também pelas estritas leis de isolamento para o leproso. A lepra era considerada uma doença contagiosa que podia ser transmitida através do ar ou através do contato com algo que o leproso tocasse. Deste modo, havia instruções específicas e rigorosas contra a lepra a fim de proteger o povo.
Qualquer pessoa com suspeita de lepra deveria ser examinada por um sacerdote. Se o resultado fosse apenas um problema de pele superficial, a pessoa permanecia em quarentena por sete dias (Lv 13.4, 21, 31). Se os sintomas se agravassem, outra semana de isolamento era necessária (Lv 13.5, 26). Após catorze dias, o sacerdote pronunciaria se a pessoa era limpa ou impura (Lv 13.6, 33). Em alguns casos, os sintomas eram tão óbvios que um tempo de espera não era necessário, e a pessoa seria declarada impura.
Em seus estágios iniciais, a lepra não é visível. Mas, logo depois, manchas descoloridas aparecem na pele. À medida que a doença progride, a pele se torna áspera e escamosa.122 Mais tarde, feridas e úlceras se desenvolvem devido ao fraco fornecimento de sangue. A garganta é afetada e o leproso fica com a voz rouca. Além disso, diante da putrefação de algumas partes do corpo, o leproso começa a emitir um odor muito desagradável. De acordo com o relato de Lucas, o homem que foi ao encontro de Jesus estava “cheio de lepra” (Lc 5.12). Ou seja, ele provavelmente estava nos estágios avançados da doença.
Assim, qualquer pessoa com lepra era banida da sociedade e forcada a viver em uma colônia de leprosos fora da cidade, Ele não teria mais contato com sua família. Estaria separado pra sempre de sua esposa, filhos e os unicos amigos de um leproso eram os outros leprosos. Eles tambem não poderiam ir ao templo para adorar ou oferecer sacrifícios a Deus. Não eram autorizados a entrar em Jerusalém ou em qualquer outra cidade murada (2Rs 7.3). Viviam isolados, sem família, amigos, ocupações ou esperança.
Veja o que dz a lei de moises a respeito de como o leproso deveria se portar:
“As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial” (Lv 13.45–46).
Note que ele era obrigado a gritar avisando aos outros de sua condição: “Imundo! Imundo!”, para que as pessoas o evitassem!
Se não bastasse tudo isso, a dor física e emocional, os líderes religiosos criavam regras que dificultava muito a vida dos leprosos. Uma das leis do Talmud dizia que a distância mínima que alguém podia ficar de um leproso era 2 metros. Mas, se estivesse ventando, a distância mínima era cerca de 45 metros.
E principalmente, havia uma relação que no Antigo testamente, era feito da lepra com o pecado, as pessoas imaginam quando se fala dessa relação é que se alguém estivesse leproso era porque ele tinha cometido um pecado particular, especifico. Porém não é essa a realidade, a verdade é que o simbolismo da lepra como pecado é pelo fato de ela ter as características de que o pecado trata
O pecado torna o homem imundo, impuro diante de Deus.
O pecado separa o homem do seu relacionamento com Deus
O pecado deixa marcas e deformidades profundas na mente, na alma, no corpo.
Assim era a vida de um leproso, um morto vivo, esperando apenas a morte para dar fim a uma vida de sofrimento e desesperanca.
Será que podemos imaginar a vida de um leproso? Viver no seu dia a dia, isolado das pessoas que você ama permanentemente, sem poder abraçar, pois tudo aquilo que um leproso tocava ficava contaminado. Imagine você sendo impedido de ir ao templo, cultuar a Deus? Guardada as devidas proporções, qualquer semelhança não e mera coincidência. Foi por isso que disse no começo do culto, que jamais olharemos para esse texto com o mesmo olhar de antes da pandemia.
Nos relatos que nos lemos em Mateus 8, Marcos capitulo 1 e Lucas 5, nós vamos encontrar a história de um leproso, dentre outros que Jesus curou, mas este é o único que esta registrado nos três Evangelhos.
E como bem sabemos, cada evangelista escreve seu evangelho com um proposito diferente e especifico, por exemplo este é o primeiro milagre que Mateus conta em sua narrativa, porque o proposito dele é provar que Jesus é o Messias prometido a Israel, então ele prefere citar profecias do antigo testamento que se cumpriram, usando termos que os Judeus pudessem identificar Jesus como sendo o ungido de Deus. Marcos é o evangelista que conta muitos dos milagres que Jesus operou, para mostrar o poder de Deus. Lucas por ser médico e historiador é o texto em que vemos as narrativas normalmente serem contadas com maiores detalhes. Lucas por exemplo, registra que na realidade ele não era um mero leproso com apenas uma ou duas manchas em seu corpo. Não! O evangelista relata que esse homem estava coberto de lepra! (Lc 5.12). Ela já tinha alcançado o seu estágio mais avançado, de modo que, o seu cheiro era o cheiro da morte.
Quando então você acaba comparando os evangelhos percebe que este milagre na realidade é o sexto de uma sequência que Jesus opera.
Um milagre meus irmãos, nunca é um fim em si mesmo,
Jesus nunca curou, operou um milagre, sinal ou prodígio em que este não tivesse um objetivo, que não era o de meramente satisfazer o desejo das pessoas, nem mesmo de atrair uma espécie de onda de popularidade. Os milagres de Jesus revelavam o domínio completo de Jesus sobre todos os seres e poderes do universo, visíveis e invisíveis, físicos e espiri­tuais. Os elementos da natureza, os demônios, a enfermidades e a morte se curvam diante da palavra de Jesus, eles eram como que placas de sinalização que apontavam , que demonstravam de que de fato o reino de Deus havia irrompido na terra através do Emanuel, do Deus conosco, como que dizendo: vejam é por aqui que vocês vão para encontrar o Reino de Deus e sua salvação.
Foi exatamente isto que o apostolo Joao escreveu no seu evangelho no capítulo 20 verso 31.....
Portanto a cura deste leproso simbolizava alguma coisa, e como eu disse, este milagre certamente simbolizava a chegada do Reino de Deus.
Porque se observarmos Mateus 11, veremos o episodio em que Joao batista esta preso e ouvindo da prisão de que alguém estava fazendo sinal e maravilhas, ele manda seus discípulos ate Jesus lhe perguntar se de fato ele era aquele messias prometido que tanto Israel aguardava ou ansiava. Veja a resposta de Jesus aos discípulos de Joao ....
Portanto para alguém que esta acometido da lepra e que portanto, estava separado de tudo e de todos, inclusive de Deus, a cura do leproso significaria o reestabelecimento de sua relação com Deus, mas uma cura que reestabeleceria sua vida por inteiro.
Diante de tudo isso então, eu gostaria de destacar três licoes do nosso texto hoje a noite.
A primeira delas é:
A ATITUDE DO LEPROSO
O texto nos diz no versículo 2 que ele se aproximou de Jesus.
Aquele leproso ao se aproximar de Jesus estava quebrando não só um paradigma da sociedade, mas diante do seu desespero e de sua esperança, estava desobedecendo a uma ordem expressa da lei de Moises, que como vimos prescrevia que ele deveria gritar que era leproso.
Veja que o texto prossegue e Mateus nos diz que ele adorou Jesus de Joelhos, Marcos nos diz que ele rogou a Jesus, também de joelhos e ucas diz que o leproso prostrou-se em terra. Quando então nos juntamos as três narrativas e pintamos o quadro geral, descobrimos que aquele leproso se prostra diante de Jesus, completamente entregue com seu rosto no chão, vulnerável, e isto era um ato de adoração, simbolizando que Jesus não era somente superior a ele, mas que também Jesus era digno de adoração, respeito e reverencia, aquele Leproso não ousou nem mesmo levantar seus olhos diante de Jesus, e isso nos ensina meus irmãos que toda adoração, implica em humildade em auto humilhação, sendo levados a reconhecer a nossa finitude, nossa limitação, que do pó viemos e ao pó tornaremos, e que melhor simbolismo não seria o de se prostrar com a boca no pó?
Aquele homem portanto reconheceu Jesus, não como um grande rabino, não como um grande Mestre da Lei, não como um provável líder político e religioso em ascendência, mas reverenciou-o como o verdadeiro Deus encarnado, como o Verbo que veio habitar entre os homens cheio de graça e de verdade, como o Único e Soberano Senhor. Ele estava ciente de que se encontrava na presença do Senhor Todo-Poderoso.
Ao adorar o Filho de Deus, aquele leproso depositava toda a sua confiança e esperança em Jesus.
Depois de se prostrar e adorar ao Senhor, aquele homem faz uma suplica a Jesus, e esta ai no na parte fnal do versículo 2.......
Note que uma vez que aquele leproso reconhece Jesus como Deus, ele não tem absolutamente nenhuma duvida quanto ao poder de Jesus, pelo contrario, Ele sabia que Jesus podia curá-lo, mas não tinha certeza se o Mestre estava disposto a curá-lo. O homem não estava questionando a compaixão do Senhor. Pelo contrario, ele estava se submetendo à vontade soberana de Jesus.
Como já mencionei, a medida que um milagre não é um fim em si mesmo, mas é um sinal que aponta para o Reino do Senhor e sua glória, o Senhor curar, fazer uma maravilha, não está na esfera de Ele poder ou não poder, mas na esfera do seu querer. É por isso que somos ensinados a quando orarmos, reconhecer isso, dizendo Senhor que não se seja feita a minha , mas a tua vontade.
Eu gostaria que os irmãos prestassem bastante atenção para o que eu vou dizer agora, diante de um mundo em caos, de cabeça pra baixo devido a pandemia, esperamos ansiosamente pelo inicio da vacinação no nosso pais, deixando de lado toda essa briga politica entre os governos estaduais e federal, nós louvamos a Deus pela vida dos nossos médicos, dos nossos enfermeiros, cientistas e todos os profissionais da saúde, pela capacidade que o Senhor dotou esses homens e mulheres, que não só se desdobraram na luta contra esse vírus, mas muitos deram suas vidas para que outras vidas fossem salvas. Em um tempo recorde, nossos cientistas desenvolveram uma vacina, e não acredite em fake News irmãos, a vacina não vai transformar ninguém em jacaré não. Mas ainda assim meus irmãos, a ciência tem suas limitações de descobertas e produções cientificas. Como eu disse devemos sim confiar e proclamar a ciência como um dom, como graça comum derramada sobre a humanidade por um Deus bondoso e gracioso, mas ao invés de propalarmos ciência, ciência, ciência, deveríamos estar fazendo como aquele leproso, se tu quiseres pode me purificar, se tu quiseres podes amanha nos uma curar, mesmo sem vacina ou remédio. O que não podemos fazer é transformar a Ciência em um Deus, como fizeram o racionalismo e o iluminismo, excluindo Deus da equação.
Porque em ultima instancia quem resolvera toda essa situação é Deus, pois se tu quiseres poderás nos curar, mas se ainda não estivermos prontos para compreendermos a lição e o sinal que essa pandemia nos traz, ela continuara ai meus irmãos, pois é possível que para cumprir um proposito maior, para produzir dependência, adoração e crença, mesmo Deus podendo curar ele não queira.
A RESPOSTA DE JESUS
O texto segue e no versículo três encontramos a resposta de Jesus ao clamor daquele homem
E jesus estenden........
Esta tambem é a maneira como Lucas descreve a resposta de Jesus, mas em marcos encontramos uma palavra que faz toda a diferença
.......
Jeus estava profundamente compadecido, porque ele via aquele homem na sua integral necessidade, porque não era apenas a saúde daquele homem que Jesus estava estabelecendo, eram relações sociasi, a possibilidade daquele homem novamente adorar no templo, daquele homem voltar a conviver com sua família e em sociedade, da mesma maneira que hoje npos vemos as pessoas completamente isoladas, uma das maiores tragédias dessa pandemia é o fato de você ter alguém que ama ou ate você mesmo de sair de casa para ira ao hospital e precisar ser internado e ai jamais poder ser visto, porque a partir dai já não haverá mais contato, e essa pandemia esta nos dizendo, aproveita, aproveita, porque pode ser a ultima vez, de prioridade ao que de fato é importante, não deixe para depois, porque o depois pode não acontecer.
A situação daquele leproso compadeceu o coração de Jesus, sua alma se entristeceu ao ver a miséria daquele homem, miséria física social, espiritual.
Jesus entao estendeu a mão e tocou o homem leproso. Jesus tocou o intocável e curou o incurável.
Jesus, que era puro, tocou o impuro sem contrair impurezas. Ele simplesmente disse: “Quero, fica limpo!” e sua pureza entrou no leproso, que imediatamente foi limpo e completamente curado. Jesus poderia ter curado o leproso sem tocá-lo, mas, para o enorme choque daqueles que presenciavam o encontro, Jesus tocou o homem doente.
É interessante que a palavra “tocar” (hapto, em grego) significa muito mais do que tocar no braço de alguém. Como observa Vines, a palavra implica um contato firme entre dois objetos. Jesus provavelmente foi o primeiro não leproso a tocar aquele homem desde o dia em que descobriu a doença. Em vez de Jesus tornar-se impuro, o leproso é que ficou limpo.
Algo extraordinário então acontece, embora as traduções sejam diferentes, ainda que exista uma pequena diferença nas traduções, os três evangelistas utilizam a mesma expressão no grego.
E esta ai na parte final do versículo 3,
E imediatamente
Em marcos e em Lucas foi traduzido ......no mesmo instante
A cura foi instantânea. Não foi necessário nem mesmo um período de recuperação ou repouso. Aquele que estava desfigurado foi instantaneamente transformado em um homem em plena saúde, completamente curado e pronto para ser restaurado na vida da sociedade. Suas feridas desapareceram. Seus membros foram restaurados. Sua pele tornou-se nova.
Eu imagino aquele homem olhando para as mãos e os pés e vendo que todos os seus dedos estavam perfeitos novamente. Ele tocando seu rosto, ouvidos, lábios e nariz e percebendo que todas as partes do corpo estavam curadas. Ele passou a sentir o toque novamente, e sua pele voltou à cor normal e saudável. Ele agora poderia ser tocado e tocar os outros. Se tu quiseres Senhor: Cristo quis, ordenou e realizou tudo.
E por fim, Jesus dá duas ordens expressa a aquele homem, esta ai no versículo 4 do texto de mateus.
.......
Depois de curar o homem leproso, Jesus lhe deu duas ordens: Uma negativa “não dizer nada a ninguém” e uma positiva “apresentar-se ao sacerdote”.
Antes mesmo de se apresentar à família e aos amigos e contar-lhes sobre o milagre, aquele homem deveria se apresentar ao sacerdote em Jerusalém. O sacerdote depois de examiná-lo reconheceria que o homem estava curado. Em seguida, ele deveria oferecer uma oferta de acordo com a Lei de Moisés, para que então pudesse ser declarado puro e ser recebido de volta no convívio social e religioso da comunidade. Este ato serviria de testemunho aos sacerdotes, que seriam obrigados reconhecer que aquele era o messias prometido e de que Jesus era o único Deus poderoso que poderia curar aquele homem, portanto os sacerdotes deveriam reconhecer a divindade de Jesus Cristo.
O final da história deste homem leproso somente Marcos nos conta:
......
O final portanto é que aquele homem acaba desobedecendo a Jesus
Imagine, depois de tanto tempo de sofrimento, depois de vários anos vivendo no anonimato e depois de receber uma cura tão extraordinária, como não falar sobre o que aconteceu? Certamente, o desejo daquele homem era contar a todos sobre o que Jesus realizara em sua vida. Era dizer a todos sobre a maneira como Jesus se compadeceu de sua dor e como restaurou a sua saúde.
O ex-leproso desobedeceu a Jesus e proclamou sua cura livremente. Sua desobediência é compreensível - quem não seria inclinado a fazer o mesmo? Mas isso ainda não o desculpa. Ele deveria ter obedecido a Jesus.
Pela desobediência daquele ex leproso acontece uma ironia que só marcos registra,
Nós dissemos no começo da pregação, que quandouma pessoa era diagnosticada com Lepra , ela era excluída da sociedade e passava a viver fora da cidade,agora a situação se inverteu, quem que teve que ficar agora fora da cidade, porque não podia entrar pois causava tumulto e ajuntamento social? Jesus.
Aqui alguns estudiosos, veem o simbolismo, daquilo que é chamado de sacrifício vicário de Jesus, que é quando ele assume o papel do pecador. O leproso estava fora e veio para dentro, e Jesus que estava dentro teve que sair para fora.
Eu que era pecador me tornei Santo em Cristo, e o Cristo que era Santo recebeu sobre si o pecado que era meu.
CONCLUSAO
Eu gostaria de concluir dizendo que o que nos como igreja somos, se não uma colônia de leprosos, sim uma colônia de leprosos curados a nos esperança
Como pecadores, vivíamos como leprosos espirituais em total alienação de Deus. Todavia, Deus em Sua graça providenciou um caminho de salvação por meio de Jesus Cristo.
Independentemente da situação de que estejamos vivendo, quer seja bom quer seja ruim ou ate mesmo uma situação impossível de solução como a daquele leproso, gostaria de encerrar com a transcrição de
Quem não se lembra daquela imagem que correu o mundo de um homem que escalou o prédio de um hospital para poder ver os últimos instantes de sua mãe viva num leito de hospital?
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