Sem título Sermão (18)
naufragar na fé
4394 προφητεια propheteia
de 4396 (“profecia”); TDNT - 6:781,952; n f
1) profecia
1a) discurso que emana da inspiração divina e que declara os propósitos de Deus, seja pela reprovação ou admoestação do iníquo, ou para o conforto do aflito, ou para revelar coisas escondidas; esp. pelo prenunciar do eventos futuros
1b) Usado no NT da expressão dos profetas do AT
1b1) da predição de eventos relacionados com o reino de Cristo e seu iminente triunfo, junto com as consolações e admoestações que pertence a ela, o espírito de profecia, a mente divina, origem da faculdade profética
1b2) do dom e discurso dos professores cristãos chamados profetas
1b3) os dons e expressão destes profetas, esp. das predições das obras que instaurarão o reino de Cristo
Timóteo é visto como um oficial da mais excelente categoria, que acatara as “ordens” e está “empreendendo a peleja” (ver 1Co 9.7; 2Co 4.4; 9.3) contra o mal, particularmente contra a perversão da doutrina, inspirada por Satanás, a qual se acha exposta nos versículos 3–12 (cf. 1Tm 6.12; 2Tm 4.7; Ef 6.10–20). Nessa guerra é possível receber-se alento por meio da meditação nas profecias já anunciadas (ver C.N.T. sobre João 16.1, 4). Esse fato projeta na mente do leitor que nada acontece que seja contrário ao eterno decreto de Deus, que alguém se encontra engajado numa batalha que não é mera e propriamente sua, mas do Senhor, e que tal coragem e fidelidade certamente serão galardoadas.
4754 στρατευομαι strateuomai
voz média da raiz de 4756; TDNT - 7:701,1091; v
1) fazer uma expedição militar, liderar soldados para a guerra ou para a batalha, (diz-se de um comandante)
2) cumprir a obrigação militar, estar em serviço ativo, ser um soldado
3) lutar
companheiro de trabalho, colaborador
25 αγαπαω agapao
Talvez de agan (muito) [ou cf 5689 עגב]; TDNT 1:21,5; v
1) com respeito às pessoas
1a) receber com alegria, acolher, gostar muito de, amar ternamente
2) com respeito às coisas
2a) estar satisfeito, estar contente sobre ou com as coisas
1044 γαγγραινα gaggraina
de graino (corroer); n f
1) gangrena, uma enfermidade pela qual qualquer parte do corpo que sofre de inflamação, torna-se tão corrompida que, a menos que um remédio seja oportunamente aplicado, o mal continua propagando-se, atinge outras partes, e por último corroe os ossos
A doutrina de Himeneu e Fileto
2192 εχω echo incluindo uma forma alternativa σχεω scheo, usado apenas em determinados tempos),
verbo primário; TDNT - 2:816,286; v
1) ter, i.e. segurar
1a) ter (segurar) na mão, no sentido de utilizar; ter (controlar) possessão da mente (refere-se a alarme, agitação, emoção, etc.); segurar com firmeza; ter ou incluir ou envolver; considerar ou manter como
2) ter, i.e., possuir
2a) coisas externas, tal com possuir uma propriedade ou riquezas ou móveis ou utensílios ou bens ou comida, etc.
2b) usado daqueles unidos a alguém pelos laços de sangue ou casamento ou amizade ou dever ou lei etc, de atênção ou companhia
3) julgar-se ou achar-se o fulano-de-tal, estar em certa situação
4) segurar mesmo algo, agarrar algo, prender-se ou apegar-se
4a) estar estreitamente unido a uma pessoa ou uma coisa
4102 πιστις pistis
de 3982; TDNT - 6:174,849; n f
1) convicção da verdade de algo, fé; no NT, de uma convicção ou crença que diz respeito ao relacionamento do homem com Deus e com as coisas divinas, geralmente com a idéia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela
1a) relativo a Deus
1a1) a convicção de que Deus existe e é o criador e governador de todas as coisas, o provedor e doador da salvação eterna em Cristo
1b) relativo a Cristo
1b1) convicção ou fé forte e benvinda de que Jesus é o Messias, através do qual nós obtemos a salvação eterna no reino de Deus
1c) a fé religiosa dos cristãos
1d) fé com a idéia predominante de confiança (ou confidência) seja em Deus ou em Cristo, surgindo da fé no mesmo
2) fidelidade, lealdade
2a) o caráter de alguém em quem se pode confiar
18 αγαθος agathos
uma palavra primitiva; TDNT 1:10,3; adj
1) de boa constituição ou natureza.
2) útil, saudável
3) bom, agradável, amável, alegre, feliz
4) excelente, distinto
5) honesto, honrado
4893 συνειδησις suneidesis
de uma forma prolongada de 4894; TDNT - 7:898,1120; n f
1) consciência de algo
2) alma como diferenciadora entre o que é moralmente bom e mal, impulsando para fazer o primeiro e evitar o último, glorificando um, condenando o outro
2a) consciência
É no crente que a consciência alcança sua meta mais elevada. Para o homem regenerado, a vontade de Deus expressa em sua Palavra se torna “o Senhor da consciência, seu Guia e Diretor” (1Pe 2.19). A “boa consciência”, da qual o apóstolo fala aqui em 1 Timóteo 1.5, é mais do que meramente uma “consciência nítida”. É antes a consciência que:
a. é guiada pela revelação especial de Deus como sua norma;
b. pronuncia juízos que são aceitos e emite ordens que são obedecidas;
c. produz “a tristeza segundo Deus produz arrependimento que leva à salvação” (2Co 7.10), salvação essa por meio da qual “o amor de Deus derramado em nosso coração, pelo Espírito Santo que ele nos concedeu” (Rm 5.5
Ora, nem tudo o que se chama amor é realmente amor. Daí, o apóstolo especifica que está pensando no amor que procede de um coração puro, de uma sã consciência e de uma fé sem hipocrisia.
Quando um pecador é atraído a Cristo, o primeiro a ser regenerado é o coração. O resultado é que a consciência do homem começa a importuná-lo de tal modo que, dominado pela convicção, ele sente-se feliz por abraçar o Redentor por meio de uma fé viva e consciente. Daí ser plenamente natural a sequência: coração, consciência, fé. Além do mais, é claramente evidente por que o apóstolo declara que esses três – e nesta ordem – dão origem ao amor. Quando o Deus de amor (amor é seu próprio nome, 1Jo 4.8) implanta sua nova vida no coração do homem, este chega de forma natural a ser um coração amoroso. Uma consciência isenta de culpa e obediente à lei de Deus começará a aprovar somente aqueles pensamentos, palavras e ações, passados ou futuros, que estejam em harmonia com o propósito único que resume a lei, a saber: o amor. Uma fé genuína, que abraça a Cristo e todos os seus benefícios, dará como resultado o amor genuíno para com o benfeitor e para com todos os que se acham incluídos em seu amor. Por isso, Paulo fala de “um amor (que procede) de um coração puro, uma sã consciência e uma fé sem hipocrisia”.
O cristão deve ser, ao mesmo tempo, bom soldado e bom marinheiro. Ora, um bom marinheiro não lança fora nem dispensa o timão do navio. A boa consciência – a que obedece aos ditames da Palavra na forma em que o Espírito a aplica ao coração – é o timão que guia a nave do crente rumo ao porto seguro do descanso eterno. “Certos indivíduos” (os hereges efésios; ver comentário sobre o v. 3), porém, têm dispensado o timão. O resultado inevitável foi que, em referência à sua fé – a verdade que haviam professado com seus lábios; o nome de Cristo que haviam adotado (ver comentário sobre 2Tm 2.17–19) – sofreram naufrágio. Se mesmo o naufrágio literal é doloroso, como Paulo o sabia por experiência pessoal (At 27.39–44; 2Co 11.25), quanto mais o naufrágio religioso!
2743 καυστηριαζω kauteriazo
de um derivado de 2545; TDNT - 3:644,*; v
1) marcar a fogo, marcar com ferro em brasa, marcados pelas suas próprias consciências
1a) cujas almas estão insensibilizadas com as marcas do pecado
1b) que carrega consigo a perpétua consciência de pecado
2) secar, grelhar
3) num sentido médico, cauterizar, remover pela cauterização
