#2 - Mas Jonas...
Aprendendo com a Graça de Deus - Exposições em Jonas • Sermon • Submitted
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Mas jonas
Mas jonas
Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.
Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.
O livro de Jonas não é apenas uma história sobre as coisas interessantes que aconteceram com esse personagem do Antigo Testamento.
Jonas era um representante do povo de Israel em seu desdém pela graça de Deus para as nações.
Mas os israelitas da Antiguidade não são os únicos que tirariam proveito de um estudo sobre Jonas. Pois, se olharmos no espelho de Jonas, também nos reconheceremos. Os tempos mudam e as situações variam, mas todo o povo de Deus se encontra na posição de Jonas diante de Deus, chamado pelo Senhor para levar seu evangelho ao mundo.
E muitos de nós descobrirão que seus pés estão seguindo o caminho da rebelião de Jonas, em parte porque não entendem ou se ressentem com a graça de Deus para o mundo inteiro.
O chamado soberano de Deus
O chamado de Deus a Jonas para que ele pregasse em Nínive manifesta sua graça para o mundo inteiro. Mas revela também a soberania de Deus sobre seu povo. Quando pensamos em Deus como soberano, pensamos normalmente em seu controle sobre todos os assuntos do céu e da terra.
Reis e rainhas emitem decretos e exigem obediência. Deus é tão soberano quanto eles. E, assim como Deus glorifica sua graça enviando seu evangelho até os mais remotos confins do mundo, ele também glorifica sua soberania exercendo seu reinado sobre suas criaturas.
Como muitos outros livros da Bíblia, Jonas começa afirmando sua mensagem como Palavra de Deus: “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai” (Jn 1.1). Quando lemos declarações como esta, deveríamos nos lembrar de como estamos lidando quando se trata da Escritura Sagrada. Não são palavras inspiradas de homens espirituais, mas a própria Palavra de Deus revelada por meio de agentes humanos.
Assim como a palavra do Senhor veio a Jonas, a palavra do Senhor vem a nós quando lemos a Bíblia. A maneira correta de nos aproximar da Escritura Sagrada é com humildade, prostrando-nos espiritualmente diante do nosso Soberano, prontos para aprender e fazer tudo o que ele ordena.
Segundo o relato bíblico, o chamado soberano de Deus a Jonas foi breve, direto e imperativo. Deus não veio com uma explicação. Hoje em dia, muitas pessoas concordam em obedecer à Palavra de Deus apenas se ela fizer sentido para elas.
Nós também recebemos uma ordem direta da Palavra de Deus, e a nossa obrigação diante de Deus é obedecer imediata e submissamente. Assim como Isaías respondeu quando Deus lhe revelou sua vontade, também devemos responder: “… eis-me aqui! Envia-me a mim” (Is 6.8).
A ordem dada a Jonas por Deus não foi só soberana e direta, era também difícil. Nínive se encontrava no centro de um império violento. Era uma das maiores cidades do mundo da Antiguidade, razão pela qual Deus se refere a ela como “a grande cidade de Nínive”.
O capítulo 3 nos conta que “… Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la” (Jn 3.3).
E Deus estava enviando Jonas a sós, ordenando-lhe proclamar uma mensagem de destruição: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida!” (Jn 3.4).
Mas Deus tem e exerce o direito de dar ao seu povo as mais difíceis missões. Deus chamou Abraão para que ele deixasse a terra de seu pai e viajasse para uma terra distante.
Deus instruiu Moisés a ficar diante do Faraó e exclamar: “Deixa ir o meu povo” (Êx 5.1). Moisés respondeu como nós também costumamos responder: “Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim” (Êx 4.13). Mas Deus rejeitou esse conselho; era sua vontade escolher Moisés, assim como Deus também rejeita nossas desculpas.
Muitas vezes até nos admiramos com a coragem que tiveram estes homens e mulheres diante das difíceis missões que receberam, mas quando Deus nos chama, nos acovardamos, inventamos desculpas, fugimos para Társis, o refúgio dos covardes.
Por que Deus dá ordens tão difíceis? Por causa de seus próprios propósitos soberanos, mas também pelo propósito de sua graça. Quando Deus dá suas ordens mais difíceis, ele normalmente pretende realizar seus atos mais maravilhosos de libertação e salvação.
Abraão foi enviado para Canaã para se tornar pai do povo da fé (Gl 3.7). Moisés foi enviado para o Egito para liderar o êxodo. A virgem Maria deu à luz o Messias para o mundo.
Sempre que achamos que Deus nos chamou para uma tarefa que parece mais difícil do que conseguimos dar conta, nossa esperança deve ser que Deus pretende fazer algo grande e maravilhoso.
Evidentemente, a mais difícil de todas as ordens foi dada por Deus Pai ao Deus Filho. O Senhor Jesus Cristo se submeteu à vontade do Pai com alegria, mesmo quando isso significou a morte cruel na cruz romana. Jesus conhecia a profecia que dizia sobre ele: “… ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado” (Is 53.10).
Mas Jesus respondeu: “Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.7).
Por que Jesus obedeceu a uma ordem que levaria à sua morte na cruz? Ele obedeceu porque conhecia e confiava em Deus Pai, assim como também devemos fazer. Ele sabia que Deus é fiel e que todos os seus propósitos são bons e santos.
Jesus amava o Pai e se alegrava ao cumprir sua vontade e manifestar sua glória. Essa deveria ser a nossa atitude também.
Então Jesus sabia que, além da cruz, esperava a coroa da glória da ressurreição. Nossas cruzes são parecidas nesse sentido: por meio da obediência a chamados difíceis, podemos ter a esperança da provisão divina de poder e da recompensa da glória eterna.
Por fim, o chamado de Deus a Jonas foi justo: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim” (Jn 1.2). O Senhor conhecia a maldade de Nínive. Portanto, agiu corretamente ao enviar um representante e declarar seu desagrado contra a cidade.
Jonas pode não ter gostado de ir até Nínive, mas como profeta do Altíssimo não havia nada de errado em ser enviado para lá com essa mensagem de advertência.
Seus habitantes eram criaturas dele e, independentemente de eles saberem disso ou não, Deus era também o rei soberano deles.
O caráter dessa ordem a Jonas – seu caráter soberano, direto, difícil e justo – se repete em nossa vida. Devemos nos queixar? Devemos nos revoltar? Devemos arrastar nossos pés e revidar?
Não se a ordem vier de Deus. Ele tem o direito e ele conquistou a confiança para que lhe obedeçamos “ao pé da letra”. Os cristãos que conhecem o Senhor e compreendem os seus caminhos receberão a palavra do Senhor em obediência humilde, submissa e com alegria.
A fuga de Jonas
No entanto, não foi isso que Jonas fez. Deus ordenou a Jonas que se levantasse, e Jonas se levantou. Mas ele não foi para Nínive. Foi na direção oposta.
Podemos ver isso de duas maneiras. Primeira, “Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis” (Jn 1.3). Tudo indica que a cidade se encontrava a oeste do Mar Mediterrâneo, atravessando o Estreito de Gibraltar, em algum lugar na costa oeste da Espanha atual.
O que interessa aqui é que a cidade se encontrava na direção oposta a Nínive. Podemos imaginar como Jonas recebe a ordem de Deus, levanta-se, mas, ao invés de ir para a direita, vai para a esquerda, afastando-se o mais rápido possível do lugar para onde deveria ir.
Seu propósito era “fugir da presença do Senhor”. Társis parecia perfeita para isso, tratava-se de um daqueles lugares distantes em que não se ouvia o nome do Senhor. Társis foi uma das cidades mencionadas em Isaías “… que jamais ouviram falar de mim, nem viram a minha glória” (Is 66.19).
Estudos Bíblicos Expositivos em Jonas e Miqueias A Fuga de Jonas
Douglas Stuart oferece uma boa explicação:
Jonas, o nacionalista fervoroso, tentou então fugir para um lugar onde não encontraria irmãos na fé, esperando que isso impedisse que a palavra de Deus o alcançasse novamente. Se ele permanecesse em Israel, poderia ouvir mais de Yahweh; mas, se partisse, poderia não ouvir dele novamente.
Segunda, Jonas procurou um navio no porto de Jope: “… tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis” (Jn 1.3). Jope não era um porto israelita, de forma que Jonas não precisava temer perguntas desagradáveis.
Talvez conseguisse discutir com alguns infiéis seu plano de fugir de Deus sem ser importunado. Neste ponto, ele é igual aos cristãos que escolhem seguir um caminho pecaminoso e evitam outros cristãos deixando de ir à igreja. Eles justificam o que estão fazendo e inventam desculpas para suas escolhas. Se questionados, negariam a natureza pecaminosa de seu desejo.
Mas, como no caso de Jonas, o fato de eles evitarem a companhia santa demonstra o estado verdadeiro de seu coração.
A fuga de Jonas era extremamente pecaminosa. Em primeiro lugar, ele estava pecando contra sua confissão de fé. Jonas era um israelita professo, um adorador de Yahweh, do único e altíssimo Deus. Ele faz essa declaração no navio a caminho de Társis: “Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu? Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (Jn 1.8–9).
Seus atos, porém, zombavam dessas palavras e agravaram seu pecado.
Isso vale para os cristãos que desobedecem descaradamente à Palavra de Deus. Uma coisa é um ateu professo andar no pecado, e outra um cristão fazer o mesmo. Quando um cristão opta pelo pecado, é muito pior.
Nossa profissão de fé exige uma vida entregue a Deus. João Calvino comenta: “Todos aqueles que não obedecem voluntariamente aos mandamentos de Deus fogem de sua presença”.
Um dos grandes problemas da atualidade é que muitas pessoas professam ser cristãs – pesquisas mostram que uma maioria de crentes alega ter nascido de novo –, mas poucas dão seguimento a essa profissão com vidas cristãs autênticas.
Contudo, é a santidade prática que valida a profissão de fé. Se Jonas nunca tivesse se arrependido, se ele tivesse passado o resto de sua vida em Társis, teríamos todo o direito de deduzir que sua profissão de fé era falsa e que ele não acreditava no Senhor.
Em segundo lugar, Jonas estava pecando contra seus privilégios. Afinal de contas, ele era um profeta do Senhor. Ele se beneficiava de um conhecimento pessoal de Deus e da revelação direta do céu.
De certa forma, todos os israelitas viviam na presença de Deus. Eles viviam na terra de Deus e tinham acesso a Deus em seu templo. Mas um profeta desfrutava ainda mais desses privilégios. Poderíamos compará-lo com crianças criadas em lares cristãos e com cristãos que recebem o ensinamento da Bíblia.
A Palavra de Deus nos traz a presença de Deus, e por meio do nosso privilégio da oração em nome de Jesus, temos acesso ao trono da graça. Como são grandes os nossos pecados, especialmente o tipo de rebelião aberta demonstrada aqui por Jonas, à luz desses privilégios.
O privilégio traz consigo obrigações e agrava o pecado dos cristãos que decidem desobedecer.
Em terceiro lugar, Jonas estava pecando contra a lógica. Ele acreditava que podia “fugir da presença do Senhor”. Mas sua própria profissão de fé revelava como isso era impossível.
Diferentemente dos pagãos, Jonas sabia que ele não servia a uma deidade local ou limitada de qualquer outra forma: “Temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (Jn 1.9). Sendo este o caso, não havia lugar para onde pudesse fugir da presença de Deus.
O salmo 139 serve como comentário para sua tolice:
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,
até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
O comentário da Bíblia sobre as ações de Jonas é claro. Deus ordenou a Jonas que se levantasse, mas, em vez disso, ele “desceu” para Jope. Quando nos revoltamos contra as ordens de Deus, sempre fazemos um movimento “para baixo”.
Uma das grandes lições dessa história é que podemos fugir do nosso lar, da comunhão cristã e da igreja, mas nunca conseguimos fugir de Deus. A fuga de Jonas estava condenada pela tolice desde o início.
Devemos aprender essa lição de Jonas. Nossa profissão de fé exige uma vida entregue a Deus em obediência. Nossos privilégios trazem uma responsabilidade, de forma que nosso pecado é agravado segundo a medida de graça e conhecimento que recebemos.
E nosso pecado é sempre insensato. O pecado sempre nega algo sobre Deus. Ou nega Deus como Provedor, ou como Pai, ou como Salvador, ou como Juiz. Ele nega os atributos divinos da bondade, do poder, da santidade e do amor.
O pecado sempre nos leva na direção que Jonas tomou: para baixo. Deus ordenou que ele se levantasse, mas na amargura de seu coração ele “desceu a Jope”, “ao porão do navio” (Jn 1.3,5), e finalmente desceu para as profundezas do mar.
No fim das contas, o pecado nos arrastará para as profundezas eternas do inferno, para longe da presença da misericórdia e da graça de Deus – mas não de sua ira.
Razões para a fuga de Jonas
Como explicar as ações de Jonas? Como explicar essa fuga tola de um profeta do Senhor?
A melhor explicação é que Jonas havia desenvolvido um ódio tão profundo contra Nínive que não estava disposto a obedecer à ordem de Deus e ir para lá e pregar. Ele simplesmente não gostou da ordem de Deus.
Jonas acreditava no poder de Deus e reconhecia a graça de Deus para os pecadores. É exatamente por isso que ele se recusou a pregar a mensagem de Deus a esse povo. Os habitantes de Nínive eram inimigos do povo dele, de forma que, como expressa James Boice, “Jonas preferia ser amaldiçoado (literalmente) antes de ver a bênção de Deus sendo derramada sobre esses inimigos”.
Cuidando do coração
Salomão escreveu palavras que se aplicam bem à situação de Jonas: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23).
Jonas era, muito provavelmente, um homem de caráter extraordinário e de santidade exterior visível, mas ele deixou de cuidar dos assuntos do coração. Havia amargura, raiva, ódio e ressentimento nele.
Tudo isso estava voltado contra Nínive, e com razões muito boas. Mas nada disso causou qualquer dano a Nínive – apenas a Jonas.
Isso vale para nós que nos recusamos a perdoar ofensas cometidas contra nós. Cultivamos amargura e ressentimento com muito carinho, como um jardineiro que cuida de sua árvore favorita. Mas prejudicamos apenas a nós mesmos.
A amargura é um ácido que corrói apenas o seu próprio recipiente. A boa notícia é que, quando Jesus nos libertou do pecado, ele incluiu nisso também os pecados cometidos por outros contra nós.
O perdão e a graça são dádivas de Deus não só para nós, mas também por nós.
Na verdade, se nos conscientizarmos de quanta misericórdia nós recebemos ao sermos perdoados por meio da cruz de Jesus Cristo, ofereceremos nosso perdão a outros como um sacrifício de louvor ao trono da graça de Deus e também levaremos o evangelho ao mundo mal.
Jonas pecou por causa da amargura de seu coração. Por isso, quero concluir aconselhando como podemos cuidar do nosso coração e proteger-nos de fugas tolas como a de Jonas.
Primeiro, Jonas demonstra para nós o valor da comunhão cristã. O pecado o havia enganado, assim como também nos engana com frequência. O pecado dele produziu sua própria justificação e racionalização, e Jonas estava absolutamente convencido.
É por isso que o escritor de Hebreus nos adverte: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3.12–13).
Um dos remédios de Deus contra o engano do pecado é a comunhão cristã. Em vez de ir para Jope, Jonas deveria ter procurado o local de reunião de outros profetas.
Ele deveria ter lhes explicado como se sentia em relação à ordem de Deus, e é provável que a ajuda dos outros o tivesse levado a mudar de opinião.
Essa é uma das maneiras como a participação regular em cultos públicos e da vida com outros crentes ajuda a nos proteger contra a tolice pecaminosa.
O escritor do Salmo 73 lutava com ressentimentos que sentia pela felicidade das pessoas ímpias que conhecia: “Quanto a mim, porém”, ele escreve, “quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl 73.2–3).
O que o restaurou? “… entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl 73.17).
Isso vale para nós. Na adoração na igreja, nossa mente é lembrada das realidades do céu e do inferno, da justiça de Deus e da graça para os pecadores como nós que foram salvos.
Segundo, outra coisa que teria sido uma grande ajuda para Jonas é a oração. Em momento algum durante sua fuga nós o vemos conversando com Deus. Em momento algum ele apresenta sua queixa diretamente a Deus.
Hugh Martin comenta que, quando os sentimentos de Jonas começaram a dominá-lo, “qual poderia ter sido o remédio? A interação com Deus sobre eles; uma declaração plena em segredo ao seu Pai, que, nesse caso, o teria recompensado abertamente com uma vitória triunfante sobre a maldade de seu coração incrédulo”.
Nós entendemos a importância de cuidar de nosso coração?
Então deixemos que Jonas nos sirva como advertência. Se esse profeta foi capaz de fugir da ordem soberana e justa de Deus, de quais pecados nós seríamos capazes?
Façamos pleno uso de todos os recursos que Deus nos deu: sua Palavra poderosa, a bênção da comunhão e do conselho cristão, a participação regular na adoração com o povo de Deus e o maravilhoso recurso que temos na oração.
O livro de Jonas foi escrito não para condenar Jonas, mas para nos servir como advertência. Sua tolice não precisa ser nossa se reconhecermos a facilidade com que nosso coração pode cair no pecado e humildemente dependermos dos preciosos meios da graça de Deus em Cristo Jesus.
SDG
