Compromisso

Levítico  •  Sermon  •  Submitted
0 ratings
· 28 views
Notes
Transcript
Introdução:
· Embora o compromisso seja um objetivo apreciado na nossa sociedade, ele raramente é observado quando consideramos a cultura de hoje.
· Superheróis regularmente não mantêm seus compromissos com a esposa e os filhos.
· Grandes nomes do esporte comumente renegociam seus contratos assinados.
· Os políticos faltam com sua palavra quanto às promessas de campanha.
· Supostos amigos frequentemente traem a confiança.
· É trágico ver a falta de compromisso da nossa geração.
· Não se honra mais a palavra.
Desenvolvimento:
· Em nossos dias, as pessoas estão famintas pela segurança de alguém leal.
· Alguém em quem elas possam depositar sua confiança.
· O que não encontramos nos outros, encontramos no Senhor Jesus Cristo.
· Ele, por sua vez, requer que seu povo se comprometa com ele, e uns com os outros, de todo o coração, em amor cristão.
· Não precisamos ter medo de entregar nossa vida ao Senhor.
A adoração sempre requer compromisso.
· Não se pode fugir desse elemento fundamental da adoração autêntica.
· Adorar a Deus começa com compromisso. Sem compromisso não há adoração.
· O compromisso, como ponto de partida, está refletido na disposição dos cinco sacrifícios prescritos em Levítico 1–7.
· Os cinco sacrifícios podem ser classificados de acordo com a motivação e a necessidade deles.
· Os três primeiros sacrifícios eram voluntários: o holocausto, a oferta de manjares e o sacrifício pacífico (caps. 1–3).
· Os dois últimos são obrigatórios: a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa (caps. 4–5).
Entrega ao Senhor
· A primeira oferta é a do holocausto. Era uma oferta voluntária.
· Sua apresentação ao Senhor reflete sua disposição em reconhecer o senhorio do seu Deus.
· A oferta do holocausto era completamente queimada sobre o altar (com exceção do couro, Lv 7.8), o leigo não se beneficiava do sacrifício.
· É uma expressão de entrega total ao Senhor, um ato de total dedicação.
· Não havia o que pudesse ser retido, e não se tratava de uma troca de favores.
· Era um sacrifício custoso. A adoração começa com um coração dedicado a Deus.
· Você se desfaz voluntariamente de parte das suas posses e deixa de lado suas próprias ambições.
· A pergunta que essa passagem nos faz é, você já entregou a si mesmo, e tudo o que lhe pertence, ao Senhor?
· Será que podemos dizer sinceramente, como o apóstolo Pedro disse a Jesus, “eis que nós tudo deixamos e te seguimos” (Mc 10.28)?
Como ofertar ao Senhor?
· O Senhor exigia que o adorador israelita levasse a oferta correta ao lugar correto, e que o adorasse por meio da apresentação correta da oferta.
· Não podemos entregar o que sobra. Ou de qualquer jeito e onde quiser.
Uma oferta custosa
· O que o Senhor requer? Qual é o presente aceitável?
· Nesse caso, o adorador israelita não tinha nenhuma dúvida porque foi especificado.
· Para o holocausto, o presente correto poderia vir de dois tipos de ofertas – de gado (v. 2) ou de aves (v. 14).
· O adorador poderia ainda escolher entre um novilho, um carneiro ou um cabrito (v. 5,10).
· Do mesmo modo, era possível escolher dentre os tipos de aves permitidas.
· Essa variedade de animais comunicava a mensagem de que Deus requeria um sacrifício que custasse algo ao adorador.
· Porém, cujo valor econômico variasse de acordo com as suas possibilidades.
· Um israelita pobre tinha a opção de ofertar uma ave barata. O rico poderia dar uma oferta mais cara.
· Uma pessoa não poderia adorar “de graça”, como diríamos hoje.
· Conta-se uma história de um pai e seu filho, que num sábado foram a um parque de diversões e se empanturraram de algodão-doce.
· Na manhã seguinte, pai e filho foram ao culto dominical, e o pai colocou uma moedinha de valor ínfimo na coleta das ofertas.
· “O que isso ensinava ao filho?”
· A triste lição que os divertimentos eram mais importantes do que a adoração a Deus.
· O rei Davi disse muito bem: “não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada” (2Sm 24.24).
· Todas as pessoas deveriam ofertar, e ofertar com sacrifício para a obra do Senhor, para que houvesse verdadeira adoração.
Oferta proporcional
· A oferta que é proporcional à capacidade econômica da pessoa é um princípio igualmente ordenado aos cristãos (1Co 16.2; 2Co 8.12).
· Nós damos o que temos. Deus não exige que demos o que não temos.
· Jesus elogiou uma viúva que ofertou apenas duas moedas porque ela deu tudo o que possuía (Lc 21.2–4).
· A igreja do Senhor pode prosperar sem a minha oferta? Sim.
· A pergunta correta que devemos nos fazer nesse caso é, “Posso prosperar na vida cristã sem ofertar?”
Oferta perfeita
· Um animal perfeito era o culto correto prestado a Deus como um ato de total compromisso.
O lugar correto (Lv 1:3)
· Na tenda da congregação (Tabernáculo). A oferta correta, para que fosse aceita, deveria ser apresentada no lugar correto – “à porta da tenda da congregação”.
· A “tenda da congregação” refere-se ao centro de adoração.
· Era geográfica, estrutural e teologicamente a peça central da vida tribal israelita.
· Estava no ponto central do arraial das doze tribos, com três tribos acampadas de cada lado da tenda da congregação.
· Estruturalmente, ela consistia de duas partes principais: um pátio e uma tenda sagrada no seu interior.
· O altar estava localizado próximo à entrada do pátio.
· A mensagem simbólica era evidente: para aproximar-se de Deus, o israelita deveria, primeiramente, fazer um sacrifício no altar.
· Servia como o símbolo primário da presença de Deus em meio ao seu povo reunido.
· No interior da tenda sagrada havia duas salas. A sala da frente era o “Santo Lugar”, onde os sacerdotes autorizados ministravam.
· A sala ao fundo era o “Santo dos Santos”, onde ficava a arca da aliança, que representava o Senhor.
· O sacrifício não poderia ser realizado em qualquer lugar.
· Precisava ser apresentada onde o Senhor habitava junto ao seu povo.
· A pessoa leiga tinha permissão para entrar no pátio para o propósito de apresentar sua oferta.
· No entanto, o ofertante não poderia aventurar-se a ir mais longe.
· Apenas os sacerdotes designados poderiam ter acesso à tenda sagrada.
Tristeza e alegria
· A visão do altar produzia sentimentos conflitantes no adorador israelita.
· O altar sinalizava pesar, por causa da sua identidade como um lugar de morte.
· O holocausto era a oferta diária, oferecido a cada manhã e ao pôr do sol (Êx 29.39,42).
· Ainda assim, o altar era um lugar de grande alegria, pois os sacrifícios caracterizavam perdão de pecados.
· Assim como a cruz de Cristo, o altar tinha o duplo efeito de repelir e atrair o adorador.
· O altar era um lembrete perpétuo do pecado humano, mas também da provisão da graça divina.
A apresentação correta (Lv 1.4–17)
· Para ser aceita, a oferta também deveria ser apresentada da maneira correta.
· Qualquer desvio no curso de ação prescrito resultava na rejeição da oferta.
· O Senhor exigia uma obediência rigorosa para mostrar a importância de achegar-se a ele e pedir-lhe perdão pelos pecados.
· O protocolo correto utilizado ao receber um dignitário evidencia o respeito pela pessoa e pelo ofício que ela exerce.
· Todos os governos possuem um departamento de protocolo.
· A igreja também tem seus símbolos das realidades espirituais, que são o batismo e a ceia do Senhor.
· Na apresentação do holocausto, o leigo e o sacerdote oficiante desempenhavam, cada um, papéis vitais.
· Ambos eram essenciais para o sucesso do ritual. No ritual.
· No abate do gado ou do carneiro pelo adorador, o sacerdote coletava o sangue e o aspergia sobre a base do altar (v. 5).
· Essa ação simbolizava que a vida do animal havia sido entregue pelo adorador como uma cara oferta ao Senhor.
· O texto ressalta, especificamente, que o animal era queimado por inteiro como oferta ao Senhor (v. 9)
O propósito do sacrifício
· Apenas fazendo a apresentação correta era que o ato de culto do israelita cumpria seu propósito.
· Nossa passagem deixa claro o propósito do ritual; a oferta animal deveria fazer “a sua expiação” (v. 4).
· O termo “expiação” indicava um ato de reconciliação com uma pessoa ofendida.
· Nesse caso, a parte ofendida era o Senhor, não o adorador.
· O adorador havia provocado a ira de Deus com seus pecados e o sacrifício da expiação aplacava a ira do Senhor.
· No entanto, precisamos deixar claro que o sangue do animal, em si, não merecia o perdão de Deus.
· Por meio de sua imerecida graça, Deus concedia perdão em resposta ao arrependimento e obediência do ofensor.
· O derramamento ritual de sangue era um gesto simbólico de obediência.
· Quando vamos ao Senhor, é necessário primeiro passar pelo altar manchado de sangue.
· Pois “sem derramamento de sangue, não há remissão” de pecados (Hb 9.22).
· O sangue do nosso Senhor Jesus Cristo possibilitou que fôssemos aceitos.
· Não há evangelho sem sangue na Bíblia.
· Não é de admirar que muitas pessoas hoje resistam a um evangelho que possui uma cruz horrenda no seu cerne.
· Porém, um evangelho sem a cruz não é boa-nova de modo algum.
· Sem a morte do “Cordeiro de Deus” (Jo 1.29; Ap 5.9–12), não há perdão de pecados.
· Quando a pessoa e o sacerdote oficiante conduziam corretamente o ritual, o resultado era um “aroma agradável ao Senhor” (v. 9,13,17).
Conclusão:
· Depois de todas estas lições vemos o quanto Deus requer seriedade na adoração.
· O quanto tem se desviado nos dias de hoje do verdadeiro culto.
· As pessoas fazem o que querem e não ligando para a seriedade da adoração ao Senhor.
· Como cristãos, nós também nos oferecemos quando apresentamos ao Senhor nossas ofertas monetárias como um ato de adoração.
· A Bíblia identifica tais ofertas como uma indicação do nosso compromisso com o Salvador.
· Ofertar e dizimar não é incidental à vida cristã; antes, é um valor central na vida de um discípulo dedicado de Cristo.
· Não pode haver uma alegação legítima de compromisso sem que haja uma consagração a Deus que nos seja custosa.
· Precisamos ser pessoas de compromisso verdadeiro. Leais a Deus e a sua palavra.
· Que honra os compromissos marcados com Deus.
· Não deixe que seus compromissos sejam cancelados por suas vontades.
· Precisamos também ter compromisso com nosso próximo e com a igreja.
· Que nossa palavra seja leal e honrada.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.