Tu me amas?

Evangelho de João  •  Sermon  •  Submitted
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A restauração de Pedro demonstra a disposição de Jesus para restaurar aqueles que o amam à plena comunhão e ao serviço (21.15–21). Pinto, C. O. C. (2014). Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento. (J. C. Martinez, Org.) (2a Edição revisada e atualizada, p. 177). São Paulo: Hagnos.

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Tu me amas?

João 21.15–25 RAStr
15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.16 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.17 Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas.18 Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.19 Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me.20 Então, Pedro, voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava, o qual na ceia se reclinara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o traidor?21 Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: E quanto a este?22 Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me.23 Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? 24 Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25 Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.
Os nossos pecados não são maiores do que o amor e a graça do nosso Deus para conosco. O Senhor não desiste de nós, da sua igreja, dos seus eleitos. Ele nos amou e nos ama com amor eterno. Toda reconciliação tem origem na iniciativa de Deus (2Co 5.18). Vemos isso no Édem e vemos isso na Galileia. Jesus vem ao encontro de Pedro, não para condená-lo, mas para confrontar e restaurar o Seu amigo, o seu servo.
Já vimos que a segunda pesca maravilhosa tinha como objetivo relembrar aos discípulos, mas principalmente a Pedro:
A necessidade da missão
A garantia da provisão, e
O momento da comissão.
Agora, Jesus, se dirige a Pedro dando a ele a oportunidade de reafirmar o seu amor pelo mestre que ele havia negado.
Parece claro que o objetivo de Jesus era dar a Pedro a oportunidade de se reconciliar com ele, pois toda as circunstâncias apontavam para a cena da sua negação. Hendriksen enfatiza algumas semelhanças entre os dois momentos:
João 21.15–23

1. Foi perto de um braseiro que Pedro tinha negado seu Mestre (18.18). É aqui, à beira de outro braseiro, que lhe é pedido que confesse (seu amor por) seu Mestre.

2. Três vezes Pedro tinha negado seu Mestre (18.17,25,27). Três vezes ele precisa agora reconhecê-lo como seu Senhor, a quem ele ama (21.15–17).

3. A predição com referência à negação foi introduzida com o solene Amém duplo (13.38; veja sobre 1.51). A predição que imediatamente seguiu à confissão de Pedro foi introduzida de modo semelhante (21.18).

Se analisarmos as duas passagens, João 21.15-19 com João 13.36-38, veremos que a semelhança é ainda mais intencional. Em ordem reversa, as três ideias ocorrem: 1. Seguir; 2. Cruz; 3. Negação. Veja o que Jesus disse em João 13.36-38.
João 13.36–38 RAStr
36 Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Respondeu Jesus: Para onde vou, não me podes seguir agora; mais tarde, porém, me seguirás.37 Replicou Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a própria vida.38 Respondeu Jesus: Darás a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo que jamais cantará o galo antes que me negues três vezes.
Com referência a morte de Pedro na cruz, Jesus predisse: "mais, tarde, porém, me seguirás".
Com referência à negação de Pedro, o Senhor predisse: "Em verdade, em verdade te digo que jamais cantará o galo antes que me negues três vezes".
Pedro recebe, agora, a oportunidade de:
Reafirmar a sua devoção (Jo 21.15-17)
Contra as três negações, permanecem as três afirmações que Jesus exige de Pedro em resposta a estas perguntas.
As perguntas de Jesus - a distinção do verbo "amar"
Primeira pergunta: "Simão tu agapas me?
Segunda pergunta: "Simão tu agapas me?
Terceira pergunta: "Simão, filho de João, tu phileis me?
As respostas de Pedro: a humildade de quem não soube "amar".
Primeira resposta: Senhor, tu saber que eu philo se.
Segunda resposta: Sim, Senhor, tu saber que eu philo se.
Terceira resposta: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu philo se.
Depois de cada resposta de Pedro, Jesus respondeu: "Apascenta os meus cordeiros" , "Pastoreia as minhas ovelhas" , "Apascenta as minhas ovelhas".
Depois da terceira pergunta de Jesus, Pedro se entristeceu. Ele sabe que Jesus sabe de todas as coisas e ele não sabe de nada. Ele acredita que apenas possui um afeto por Jesus. Ele tem medo de dizer que ama Jesus.
JESUS DEIXA CLARO PARA PEDRO E PARA TODOS OS LÍDERES CRISTÃOS QUE:
Antes das nossas mãos Ele quer o nosso coração. Ele quer nossa devoção.
As ovelhas e os cordeiros são dele. Ele comprou com o Seu sangue.
O requisito para pastorear as ovelhas não é amar as ovelhas, mas o Senhor delas.
Experimentar perseguição (Jo 21.18-19a)
Pedro havia dito para Jesus antes da sua negação: "Por ti darei a própria vida". Não sabia Pedro que o que ele havia dito, de fato aconteceria, só que mais tarde. Primeiro ele negaria a Cristo.
A predição sobre o futuro de Pedro revela duas notícias, uma boa e outra ruim:
A notícia ruim: Sua liberdade seria tirada (Jo 21.18)
A boa notícia: Ele só morreria quando fosse velho, tendo tempo para servir ao Senhor (Jo 21.18)
A morte de Pedro iria glorificar a Deus (Jo 21.19). A devoção de Pedro ao Senhor o levaria à morte (Mt 10.37-39). Pedro viveu três décadas servindo ao Senhor e antecipando a morte que estava diante dele (2Pe 1.12-15), mas escreveu que esse sofrimento e essa morte pela causa do Senhor trariam louvor a Deus (1Pe 4.14-16).
A perseguição deve ser vista como uma bem-aventurança (Mt 5.10-12)
A perseguição deve ser esperada pelos piedosos (2Tm 3.12)
A perseguição por causa do nome de Cristo evidencia a presença do Espírito de Cristo no crente (1Pe 4.14)
A perseguição não deve ser encarada com vergonha, mas com alegria (1Pe 4.15-16)
A tradição da igreja registra que Pedro sofreu martírio sob Nero (c. 67-68 d.C), sendo crucificado de cabeiça para baixo, porque se recusou ser crucificado do modo como o Senhor foi (Bíblia de Estudo John MacArthur, p.1432)
Seguir com convicção (Jo 21.19-23)
Aqui Jesus dá a Pedro o privilégio que ele tanto queria e havia declarado: "Senhor, por que não posso seguir-te agora?
Pedro deve seguir Cristo intencionalmente(Jo 21.19b)
Pedro deve seguir Cristo conscientemente (Jo 21.19b)
Pedro deve seguir Cristo constantemente (Jo 21.19b)
Não devemos nos comparar com os outros seguidores de Cristo.
Os planos de Deus são distintos para cada um daqueles a quem Ele convocou.
Conclusão:
Cristo não abandona os seus discípulos eleitos. Ele nos restaura à comunhão com Ele e nos dá o privilégio de serví-Lo, cuidando dos seus cordeiros e das suas ovelhas. Devemos servir ao Senhor com todo o nosso coração.
Ele nos ensina que na jornada da vida cristã enfrentaremos perseguição. Todos os que quiserem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. É um privilégio crer em Cristo, mas também é um privilégio sofrer por Ele. Mantenhamo-nos firmes até a volta do Senhor sabendo que receberemos a coroa da vida.
Andemos com Cristo. Ele nos chama a seguí-Lo intencionalmente, constantemente e conscientemente. Muitos começam a seguir e param pelo caminho. Não entenderam o preço do discipulado. Não compreenderam o que significa ser um cristão. Se alguém que seguir a Cristo é necessário tomar a sua cruz diariamente e seguí-lo. Ninguém que não abre mão dos parentes, amigos, bens e da própria vida não pode ser um seguidor de Jesus. Jesus chamou e Pedro seguiu. Ele tropeçou no início, mas glorificou a Deus no final.
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