VIVACIDADE 3
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Transcript
Chegamos à última mensagem da série VIVACIDADE, O VIGOR DO EVANGELHO. Vimos esse vigor agindo no indivíduo, que recebeu a semente do Evangelho, e na Igreja local, organismo vivo e estrutura organizada, que segue em unidade testemunhando o Cristo ressuscitado.
Hoje veremos essa Igreja cumprindo sua missão e sendo Igreja na cidade.
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali. E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.
O dono da Igreja é Deus, e Ele deu de Seu Espírito para a Igreja testemunhar do Cristo ressuscitado com poder e graça. Os Apóstolos foram usados extraordinariamente em Jerusalém, e com a perseguição foram dispersos para as regiões da Judeia e Samaria.
E Saulo consentia na sua morte.
Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria.
A profecia de que seriam testemunhas nessas regiões se cumpriu integralmente.
mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
O caminho para o Evangelho da Salvação chegar aos confins da terra estava aberto, e o Deus soberano intervém mais uma vez, chamando para capitanear essa empreitada um perseguidor da Igreja. Paulo é escolhido por Deus para levar a Palavra a várias cidades estratégicas, alcançando os confins da terra.
A Igreja é um organismo vivo e uma estrutura organizada, em que cada membro tem seu papel no corpo. Os Apóstolos, acostumados às zonas rurais da Galiléia, certamente não teriam o mesmo êxito de Paulo na missão de pregar a cidades urbanas, cosmopolitas, com grandes movimentos comerciais e influenciados pela filosofia grega, como a Atenas do texto básico. O Evangelho precisava se expandir, e alcançar as cidades do Império, e Deus usou Paulo. O Evangelho precisa expandir, alcançar a nossa cidade. E Deus quer usar a nós!
Nossa cidade vai mudar, quando a Igreja se posicionar! Todas as esferas da nossa cidade, seja educacional, eclesiástica, cultural, financeira, política, área da saúde, podem ser transformadas com a presença da Igreja em cada uma delas, fazendo diferença, e sendo orientada por aquele que é soberano sobre todas as esferas, nosso Deus supremo. Você que não vê Igreja como um imóvel, mas como corpo de Cristo, faz parte disso.
CONTEXTUALIZAÇÃO- No texto que lemos, Paulo está em sua segunda viagem missionária, e é impressionante vermos a mão de Deus guiando todas as coisas, e levando Paulo a Atenas, que não estava no roteiro.
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade.
Veja como Deus o guiou até Atenas. MAPA- Queriam ir para Bitínia, mas foram impedidos e chegaram a Trôade (Alexandre). Lá Paulo teve uma visão com um jovem Macedônio clamando por ajuda. Partiram para a província da Macedônia, para a cidade de Filipos (mini Roma), onde Lídia se converteu, uma escrava endemoninhada foi liberta,Paulo e Silas cantaram na prisão e o carcereiro se converteu. Depois, no cap. 17, foram para Anfípolis e Apolônia, chegando em Tessalônica (grande metrópole). Lá houve conversões, mas muita perseguição. Partiram então para Beréia, onde o Evangelho foi bem recebido, pois os Bereanos eram nobres, e conferiam se Paulo estava falando de acordo com as Escrituras. Muitas conversões por lá, mas os Judeus de Tessalônica foram até Bereia exitar e perturbar o povo. Daí que os responsáveis por Paulo o levaram até Atenas, onde Paulo ficou aguardando o retorno de seus amigos.
É nesse cenário de Atenas, centro intelectual do mundo, referência da filosofia, artes, ciência, que vamos ver a A ATUAÇÃO DA IGREJA COM VIVACIDADE NA CIDADE
1 - ATUA COM OLHAR ATENTO PARA OS PROBLEMAS ESPIRITUAIS
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade.
Paulo estava no centro intelectual do mundo, onde as discussões filosóficas aconteciam, aguardando seus companheiros, e não fechou os olhos aos elementos da cultura do local. Certamente seus olhos e mente saíram dos planos missionários para aquela viagem, e se voltaram para os teatros de Atenas, a arte, os edifícios, as esculturas, o comportamento de Atenas. As belezas da cidade levaram a Paulo a informação revoltante de que havia uma busca desenfreada e equivocada pela religiosidade, e uma entrega absurda à idolatria. Idolatria é pecado, e isso incomodou Paulo.
A Igreja viva na vida da cidade não pode viver em uma redoma sectária, presa aos seus interesses religiosos. É crucial que a Igreja tenha um olhar para os elementos culturais da cidade, e que se revolte ao perceber pecado no meio. Temos muitas Igrejas em Valadares, mas poucos Valadarenses na Igreja de Cristo, porque as Igrejas têm fugido dos problemas espirituais da cidade. Fechamos os olhos para as idolatrias, prostituições, violências, rebeldias, drogas. Nada revolta, pois estamos no conforto de nossos prédios, agarrados à segurança das instituições eclesiásticas. Deus não nos colocou nesta cidade apenas para usufruirmos de suas benécias, mas para fazê-la usufruir da graça salvadora de Cristo. Como fazer isso se nos aclimatamos tanto ao lugar a ponto de não revoltarmos com os pecados a nossa volta? A IGREJA COM VIVACIDADE ATUA COM OLHAR ATENTO AOS PROBLEMAS ESPIRITUAIS DA CIDADE, e também
2 - ATUA COM PROCLAMAÇÃO VERBAL DO EVANGELHO
Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam.
A revolta no coração pelo que seus olhos viram, levou Paulo a anunciar com os lábios a Jesus e a ressurreição.
Alguns filósofos epicureus e estóicos começaram a discutir com ele. Alguns perguntavam: “O que está tentando dizer esse tagarela?” Outros diziam: “Parece que ele está anunciando deuses estrangeiros”, pois Paulo estava pregando as boas novas a respeito de Jesus e da ressurreição.
Quando o Evangelho é pregado, as pessoas são confrontadas, pois mexe nas feridas mais doídas da alma.
“O evangelho tem versatilidade sobrenatural para tratar das esperanças, dos temores e dos ídolos de cada cultura e de cada pessoa em particular”.
Paulo foi à Sinagoga e também à praça, à ágora, que era o local de discussões de vários assuntos. Falava de um Jesus que com poder ressuscitou, e atraiu os epicureus e estóicos. Epicureus se prendiam ao prazer, ao hoje, ao aqui e agora. Os estóicos achavam que Deus estava na natureza, e que nada poderia ser mudado. Quantos epicureus e estóicos modernos temos na cidade, que precisam ser confrontados pelo Evangelho! “Toda forma de amor vale, não reprima seus sentimentos, viva o hoje”, ou “não há esperança pra mim, a vida é inflexível, nada vai mudar em mim”. A Igreja na cidade precisa ser corajosa, e mesmo que seja taxada de “tagarela”, ou pessoa com palavras desconexas, deve continuar proclamando o Evangelho.
3 - ATUA ABRINDO DIÁLOGO E APRESENTANDO A ALTERNATIVA
Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.
Paulo não estava mais na praça ou sinagoga, mas no Areópago, diante do conselho de eruditos, que supervisionava a educação na cidade. Estava em um público que não entendia o que pregava. Ele não poderia usar o AT, e teria que dialogar abertamente com eles. E assim faz:
Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.
Paulo não ataca, mesmo em revolta, a idolatria do povo. Antes, é gentil, e diz vê-los religiosos em seu período de observação, e usa um elemento de culto deles para pregar o evangelho: um altar ao DEUS DESCONHECIDO.
A Igreja precisa abrir diálogo com a cidade, com sabedoria, sensibilidade e muita dependência de Deus. Para isso, muitas vezes vai precisar abrir mão de seu linguajar peculiar, e seu comportamento que mais afasta que aproxima. Largar em alguns momentos, o “evangeliquêz”, e aquela ideia errada de evangelho que é apontar às pessoas o que elas precisam deixar de fazer: deixe de fumar, beber, mentir, prostituir, etc. Isso tudo são os resultados do Evangelho. Agindo assim levantamos a bandeira do legalismo. Por outro lado, quando anunciamos que as pessoas precisam vir para a Igreja sem necessariamente deixar suas práticas erradas, caímos no antinomismo.
A Igreja precisa conversar com a sociedade, O evangelho é uma boa noticia, não um bom conselho. O evangelho não é fundamentalmente um modo de vida. Não é algo que fazemos, mas que foi feito por nós e ao qual devemos responder.
Evangelho é revelar o DEUS DESCONHECIDO à cidade. Revelar o que esse Deus já fez para salvação dos crentes. Revelar o que levou o homem a morrer e necessitar salvação. Foi o que Paulo fez.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação;
Apresentou o Deus criador e mantenedor de tudo, e quem dá a vida. Paulo usa poetas gregos em sua explanação:
pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.
Usar assunto que atrai para mostrar o evangelho de arrependimento, e a fé em Cristo Jesus ressuscitado.
Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
4 - ATUA SEMEANDO CERTA QUE O CRESCIMENTO VEM DE DEUS
Quando ouviram sobre a ressurreição dos mortos, alguns deles zombaram, e outros disseram: “A esse respeito nós o ouviremos outra vez”. Com isso, Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens juntaram-se a ele e creram. Entre eles estava Dionísio, membro do Areópago, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles.
Os membros da Igreja de Cristo daquele tempo, receberam a semente do Evangelho do Semeador Jesus, e tornaram-se também semeadores. As sementes são lançadas, e alguns zombam, outros até ouvem mas não dão atenção. Mas sempre existem sementes que germinam, como Dionísio e Dâmaris.
Preguemos o Evangelho de forma viva, como corpo vivo, sempre para glória de Deus.
