Atos 10. 34-43

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Atos 10 4pg

P 1 - Problema no mundo bíblico (Pedro tem a visão limitada)
Nossa história começa com Cornélio, um “centurião” que comanda 100 soldados, habitante da cidade portuária de Cesareia. A cultura grega e a influência romana está presente nos prédios públicos, pista de corridas, palácio, aqueduto, teatro e um magnífico porto. Tudo isso atraiu uma população mista de várias nacionalidades para Cesaréia inclusive judeus mesmo sendo uma minoria influente e poderosa.
No decorrer de sua carreira militar, Cornélio se inteirou da religião judaica e a abraçou como alguém temente a Deus. Isso quer dizer que ele frequenta os cultos dos sábados na sinagoga local e dava generosamente contribuições materiais para aliviar as necessidades dos pobres e orava diariamente em determinados horários.
Contudo, ele não consente com a circuncisão, o batismo e não oferecere sacrifícios. Desse modo, ele segue o exemplo de inúmeros gentios que adoram a Deus, mas não são admitidos na comunidade judaica. Cornélio tem uma fé genuína no Deus de Israel, conhecimento verdadeiro de seus preceitos e aguarda a vinda do Messias.
Uma prova disso é que ele está orando na hora costumeira dos judeus (às 3 da tarde) quando tem a visão de um anjo que se aproxima dele, causando-lhe temor, mas que o tranquiliza dizendo que suas orações ao Deus de Israel não são feitas em vão pois Deus aceita o amor que Cornélio lhe demonstra pela genererosidade.
Já que Cornélio é um temente a Deus e não um convertido judeu, isso o impede de apresentar ofertas no templo de Jerusalém. Mas suas orações e esmolas sobem até a presença de Deus.
O anjo passa a dar-lhe instruções para ele enviar homens a Jope, a 56 km ao sul de Cesareia. Os homens convidariam Simão, que é chamado Pedro e que estava hospedado na casa de outro Simão na beira do mar, para ir à casa de Cornélio. O anjo emprega o nome hebraico Simão para indicar que Cornélio iria pedir a um judeu que entrasse em sua casa.
Enquanto os enviados de Cornélio estão a caminho de Jope, Pedro vai orar no terraço da casa onde está hospedo, e no meio da guerra da carne que quer comer e o espirito que quer orar, ele cai em extase e é surpreendido com uma visão fascinante.
Ele vê o céu aberto e algo como um grande lençol descendo à terra, preso pelas quatro pontas, contendo toda a espécie de quadúpedes, répteis da terra e aves do céu. O propósito dessa apresentação é indicar que o espetáculo se origina no céu e não na terra. Em outras palavras, é ordenado por Deus.
O lençol contém animais puros e impuros – ovelhas e porcos, a vaca e o coelho (comparar com Lv 11; Dt 14.3–21). Quando Pedro considera todos esses animais, ele sente aversão ao ouvir uma voz do céu ordenando-lhe para matar e comer e rejeita enfaticamente a voz celestial dizendo: De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo impuro ou imundo!” As objeções culturais enraizadas em Pedro são tão fortes a ponto de recusar o mandato sobrenatural.
Pedro é um judeu que desde a sua meninice aprendera a não entrar na casa de um gentio e a não ter comunhão à mesa com um não-judeu. Os judeus também se recusavam a comer carne de um açougueiro gentio, evitando assim se contaminar com algo ritualmente impuro.
Contudo, a voz celestial lhe fala pela segunda vez: “Não chame impuro ao que Deus purificou”. E isso acontece 3 vezes e o lençol é recolhido ao céu.
Isso sugere que Deus está ensinando ao apóstolo a abolição das leis alimentares pois o próprio Deus remove a barreira, Ele é o Legislador. Isso deixa Pedro estarrecido, meditando sobre a visão celestial e tentando entendê-la já que a sua visão é limitada, incompleta e parcial.
(problematizar mais) preconceito contra os gentios; etnocentrismo; salvação só para Israel; visão distorcida; (estava para acontecer uma mudança nos paradigmas;
Deus começa a tratar a vida de Pedro revelando-lhe através de Seu Espírito que os enviados de Cornélio está procurando por ele e que Pedro não deve hesitar ir com eles pois Deus que os estava enviando.
Eles se apresentam e ressaltam quem Cornélio era, ou seja, sua piedade, inclusive respeitado pelos judeus e a visão celestial que ele recebera.
Pedro quebra o primeiro paradigma convidando-os para entrar. A visão e a visita dos três homens de Cesareia testificam das mudanças que estão para acontecer.
No outro dia Pedro parte com eles para se encontrar com Cornélio, seus parentes e amigos mais íntimos em Jope. Cornélio ao ver Pedro e comete um deslise querendo adorá-lo mas logo é repreendido pelo apóstolo.
Pedro reitera o padrão religioso que foi criado “Vocês sabem muito bem que é contra a nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum. Por isso, quando fui procurado, vim sem qualquer objeção.
E Pedro se coloca a disposição daqueles gentios para dar explicações.
Após Cornélio expôr todos detalhes de sua visão e que de fato aconteceu Pedro faz o seu primeiro sermão com uma platéria majoritariamente gentia.
Ele deve agora aprender a vencer seu preconceito e aceitar como irmãos e irmãs gentios tementes a Deus que creem em Jesus.
Problema no mundo hoje (Muitos cristãos hoje tem a visão limitada)
Assim como Pedro tinha a visão limitada quanto aos gentios e porque não dizer em relação ao próprio reino de Deus, muitos cristãos ainda tem uma visão limitada do evangelho. preconceito contra os gentios; etnocentrismo; salvação só para Israel; visão distorcida; (estava para acontecer uma mudança de paradigmas;
Considerações Doutrinárias em 10.1–6
Quando os missionários cristãos levaram o evangelho aos gentios, eles encontraram um grupo de pessoas, grupo esse chamado de tementes a Deus. Tratava-se de gentios que não haviam abraçado totalmente a religião judaica e, portanto, não podiam ser classificados nem como pagãos, nem tampouco como prosélitos. Eles conheciam a tradução Septuaginta da Escritura, mas não haviam sido incorporados ao Judaísmo, porque não haviam se submetido aos regulamentos de Moisés referentes à circuncisão, ao batismo e aos sacrifícios. Muitos tementes a Deus aceitavam os ensinamentos do evangelho, se uniam à fé cristã e criam em Jesus como seu Salvador.
Ao orar ao Deus de Israel, Cornélio não conhecia Jesus Cristo. Não obstante, Deus ouviu e respondeu sua oração. A questão é que Cornélio não poderia ter orado a não ser que orasse pela fé. Assim, ele orou a Deus e pediu o dom da salvação antes de conhecer a Cristo. Ele vivia na expectativa de Cristo entrar em sua vida, tal como os santos do Antigo Testamento aguardavam o Messias. Lucas não fornece nenhuma evidência de que Cornélio orava a Deus e mostrava generosidade para com os pobres com o propósito de merecer a salvação. Devotado a Deus, ele se esforçava por guardar os seus mandamentos, com um coração cheio de amor por ele e pelo próximo necessitado.
Por intermédio de uma visão, Deus prepara Pedro para o encontro com Cornélio e os de sua casa.
Deus instruíra o judeu a se separar do gentio, consumindo alimentos ritualmente preparados de acordo com as leis judaicas. Essas leis rígidas de separação ofendiam os gentios, que não viam mal algum em comer animais comuns.
A lição que Deus ensina a Pedro nessa visão dos animais limpos e impuros é que ele removeu as barreiras que uma vez erigira para separar seu povo das nações circundantes.
A barreira entre o judeu cristão e o samaritano cristão havia sido retirada quando Pedro e João foram a Samaria a fim de aceitar os crentes samaritanos como membros plenos da igreja. Agora era chegada a hora de estender o mesmo privilégio aos crentes gentios.
Não foi o homem, mas Deus, quem removeu a barreira que separava o judeu do gentio. Deus instrui Pedro a aceitar os crentes gentios no seio da igreja cristã. Deus, e não Pedro, abre as portas do céu aos gentios. O próprio Deus inaugura para Pedro uma nova fase do ministério do evangelho (11.18).
Exceto por admitir samaritanos dentro da igreja cristã, os apóstolos entenderam a ordem de incluir apenas judeus que vivessem em outros países além da Palestina (veja, por exemplo, 11.19).
Considerações doutrinárias
Mas a questão da aceitação plena dos gentios no seio da igreja cristã não foi resolvida até que Paulo e Barnabé retornassem de sua primeira viagem missionária aos gentios e relatassem suas experiências aos membros do Concílio de Jerusalém (15.4).
Quando Pedro pregou o evangelho em Cesareia e batizou os da casa de Cornélio, a questão da circuncisão não foi levantada. O próprio Deus orientou Pedro, os apóstolos e os crentes judeus em Jerusalém, a aceitarem os gentios. E, em anos posteriores, Deus levou a igreja a admitir os gentios sem a circuncisão. Concluímos que Deus determina a direção e o desenvolvimento da igreja.
Mas o acontecimento de Deus se dirigindo a Pedro é também significativo. Ele marca a entrada dos gentios na igreja de acordo com a vontade, o plano e o propósito de Deus.
Pedro diz ao Senhor que jamais comera qualquer coisa impura ou imunda, indicando assim que ele observava a barreira entre o judeu e o gentio.
Qual é o significado das palavras impuro e imundo? O judeu podia comer somente a carne dos animais que Deus havia declarado limpos, isto é, os ruminantes e os das patas fendidas. Todos os outros animais eram impuros e imundos.
O grande lençol baixado à terra continha animais limpos e imundos. Quando Deus disse a Pedro para matar e comer, ele não fez distinção entre essas duas categorias. Por contraste, Pedro distinguia entre os limpos e os imundos; ele considerava os animais como estando contaminados devido à sua associação com os animais impuros.
“Não considere imundo aquilo que Deus tornou limpo.”
Essa voz comunica a mensagem de que Deus, aquele que formulou as leis concernentes aos alimentos para o seu povo, Israel, pode também revogá-las segundo sua vontade soberana.
Deus transformou os animais imundos em puros; assim Pedro, juntamente com seus companheiros judeus cristãos, podem desconsiderar as leis de alimentação que vinham sendo obedecidas desde os dias de Moisés (comparar com Rm 14.14). O texto grego pode ser literalmente traduzido como “o que Deus tornou limpo não continue a chamar de imundo”.
Em outras palavras, Pedro se mostra como um homem comum que, aos olhos de Deus, se acha no mesmo nível do oficial romano. Ele ensina ao centurião a igualdade de todos os crentes na presença de Deus.
“É proibido ao judeu se associar com o gentio ou visitá-lo.” À primeira vista, o comentário de Pedro parece pouco amigável e se assemelha a uma lição verbal sobre a diferença que há entre ele e os possíveis convertidos à fé cristã.
Pedro deve explicar à sua plateia gentia por que ele difere de outros judeus. Desde a infância, é dito a todo judeu que estar na casa de um gentio e comer com ele constitui violação da lei judaica.
O apóstolo é a ponte entre o judeu e o gentio, pois anuncia que o próprio Deus removeu a barreira racial (Ef 2.11–22). Como cristão judeu, Pedro não pode mais se separar dos gentios e chamá-los de “impuros ou imundos” (v.14).
Considerações Práticas em 10.23–29
Os apóstolos entregaram à igreja cristã a simples verdade de que Deus não demonstra favoritismo, pois todo crente é igual em sua presença.
“Cornélio, sua oração foi ouvida.” Embora Lucas não revele o conteúdo da oração, inferimos que Cornélio havia pedido a Deus direção espiritual e compreensão de sua palavra, especialmente no que se referia às profecias messiânicas (veja v.4). O anjo lhe diz que Deus se lembrara de sua generosidade para com os pobres e necessitados, conforme ele os ajudava com ofertas materiais.
c. Sermão
10.34–43
Na primeira parte do discurso de Pedro (vs.34,35), ele explica a intenção de Deus em salvar pessoas de todas as nações.
A seguir, lembra seus ouvintes a mensagem de Deus em palavras e obras por intermédio de Jesus Cristo (vs.36–38).
Depois ele revela a morte, a ressurreição e os aparecimentos de Cristo (vs.39–41).
E, por último, proclamando a mensagem da salvação, ele chama sua plateia à fé em Cristo e ao perdão de pecados (vs.42,43).
Enquanto Pedro ainda está pregando, ele é interrompido pela vinda do Espírito Santo (v.44). Não obstante, seu sermão como tal está completo.
v-34
Essa é a primeira vez que Pedro se dirige a uma plateia gentia. Como representante da igreja cristã, está plenamente consciente da singularidade de sua situação. Ele se dá conta da importância de sua visão em Jope e sabe que está cumprindo a vontade de Deus.
Os judeus dos dias de Pedro viviam pela doutrina de que Deus fizera uma aliança com Abraão e seus descendentes e que eles eram o seu povo escolhido. Desprezavam os gentios porque, segundo os judeus, Deus rejeitara os gentios e retivera deles as suas bênçãos.
É interessante que Pedro, em seu sermão no Pórtico de Salomão, citara as palavras que Deus falara a Abraão: “Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra” (3.25). Mas, nesse momento, Pedro não havia ainda compreendido a profundidade dessa declaração divina.
Deus não olha para a aparência exterior da pessoa, sua nacionalidade, riqueza, posição social e realizações. À luz de seus ensinamentos dados na visão, Pedro põe de lado seu arraigado preconceito contra os gentios e, conforme declara, aceita verdadeiramente a doutrina da imparcialidade de Deus. Está convencido de que a salvação pertence a todas as nações e não meramente a Israel. Ele sabe que sua visão anterior de Deus era defeituosa.
10:34 aquele que mostra parcialidade Pedro percebe que Deus não exclui as pessoas de se unirem ao seu povo (compare Is 2: 1-5). A salvação em Jesus não é baseada em etnia ou cultura, mas é uma oferta a todos.
v-35
A expressão em toda nação aparece no início da sentença para ênfase. Deus não exclui nenhum país da face desta terra, porém aceita no seio da igreja os crentes de todas as nações. Ele removeu a barreira entre a nação de Israel e os gentios.
Todavia, Deus aceita o gentio somente quando este o teme e faz a sua vontade em obediência. Deus não aceita pecador algum por seu próprio mérito; todos, quer judeu, quer gentio, devem ser salvos por meio da obra redentora de Jesus Cristo.
Se Cornélio fosse aceitável com base em sua própria pureza moral e religiosidade pessoal, Pedro não teria de pregar o evangelho na casa do oficial.
Deus aceita pessoas de todas as raças, tribos e línguas, não com base em sua reverência para com ele ou pelo esforço em prol da justiça, mas porque depositaram sua fé em Jesus. Dessa maneira, Pedro lembra seus ouvintes o conhecimento que têm de Cristo.
10:35 aceitável Pedro reconhece que a fé e uma vida transformada, não a etnia ou o cumprimento das leis do AT, autentica uma pessoa como pertencente a Deus. Pedro está prestes a explicar como a salvação em Jesus torna isso possível (Atos 10: 36–43).
v-36
Ele proclamava o conceito bíblico de paz, que não é meramente uma ausência de hostilidade. A paz é um conceito compreensível que se refere à restauração do relacionamento do homem com Deus (veja Is 52.7; Rm 5.1).
A paz é evidente quando o homem entra na presença de Deus e recebe o seu favor e graça.
“Ele é Senhor de todos.” A mensagem de Pedro ao seu público gentio é que Jesus é Senhor de judeus e gentios (Rm 10.12). É certo que a autoridade de Cristo se estende a tudo e a todos (Mt 28.18).
O evangelho foi pregado primeiro aos judeus e depois aos gentios (Rm 1.16), porém ambos são iguais aos olhos de Deus.
10:36 Senhor de tudo, Pedro enfatiza certos detalhes da mensagem do evangelho que se relacionam especificamente com os planos de Deus para os não judeus. Acima de tudo é a teologia de que o senhorio de Jesus se estende a tudo; Ele não é um rei cultural ou nacional, mas o verdadeiro rei de todos no mundo. v-37
Pelo termo Judeia, Lucas se refere frequentemente à totalidade da terra dos judeus, desde a Galileia ao norte, até o Deserto do Neguebe ao sul. (comparar com Mt 11.4,5).
10:37 você sabe que Pedro presume que os presentes estão familiarizados com o ministério terreno de Jesus, talvez porque as linhas gerais dos eventos fossem amplamente conhecidas (compare com 2:22), ou porque Cornélio e sua família acreditavam em Yahweh e se manteriam informados sobre os judeus desenvolvimentos religiosos (ver v. 2 e nota). v-38
Deus ungiu Jesus com o Espírito e com poder para capacitá-lo a cumprir a profecia messiânica (Is 61.1; veja ainda Lc 4.18). Quer dizer que Deus equipou Jesus para a tarefa especial de pregar e curar.
O termo poder aponta para a obra que Jesus era capaz de realizar por meio da habitação do Espírito Santo dentro de si. Jesus resistiu ao diabo, expeliu demônios, curou os aleijados e doentes, purificou os leprosos, ressuscitou os mortos e proclamou o evangelho.
Jesus libertava as pessoas da escravidão do pecado, da doença e de Satanás.
10: 38-40 O resumo de Pedro aqui da identidade, ministério, crucificação e ressurreição de Jesus é semelhante ao que ele fornece em seu sermão de Pentecostes (2: 22-24).
v-39 a 41
o apóstolo não está interessado em lançar qualquer culpa ao militar romano pela execução de Jesus. Em discursos anteriores, ele havia culpado os judeus, não os romanos, por esse crime (2.23; 3.15; 4.10; 5.30).
“Ele nos ordenou a pregar ao povo.” Aqui está a incumbência dada por Jesus aos apóstolos, a saber, pregar, em seu nome, o evangelho da salvação a todas as nações (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47).
Agora ele derrubou o muro da separação entre judeu e gentio, resultando em que os gentios também pertencem ao povo de Deus. E estes gentios passam a fazer parte da igreja cristã; eles creem em Jesus Cristo, mas não têm de se submeter ao rito da circuncisão.
Pedro emprega a expressão idiomática os vivos e os mortos para indicar que todos estão incluídos quando Cristo julgar o povo. Então aqui Pedro adverte os componentes de seu auditório a buscar perdão do pecado por meio da fé em Jesus Cristo, de forma que, quando comparecerem perante o Juiz nomeado por Deus, eles possam ser absolvidos.
Pedro diz que é para todo aquele que crê. Ele não impõe restrição nem limitação alguma: tanto o judeu como o gentio recebem remissão do pecado.
Considerações Doutrinárias em 10.34–43
Lucas registra como Pedro apresenta o evangelho de Cristo a uma plateia gentia. Ao fazê-lo, o apóstolo demonstra habilidade na remoção de possíveis mal-entendidos. Ele anuncia as boas-novas de salvação e traça a história da vida, morte e ressurreição de Jesus. Revela também seu papel como testemunha ocular, a quem foi dito para proclamar o evangelho. E, por fim, referindo-se às Escrituras do Antigo Testamento, convida o povo ao arrependimento e fé.
10:39 pendurando-o em uma árvore O texto grego aqui parece aludir a Dt 21: 22-23, que diz que qualquer um que é executado pendurado em uma árvore é amaldiçoado por Deus. A implicação é que, ao tomar sobre Si a maldição de Deus na cruz, Jesus cumpriu a pena da lei em nome de todos os que colocassem sua fé Nele (ver Gl 3: 13-14; compare Is 53: 5; Zc 12 : 10).
10:41 comeu e bebeu Pedro enfatiza a natureza corporal da ressurreição de Jesus (compare João 21: 1-19). 10:42 juiz dos vivos e dos mortos Jesus é aquele a quem todos prestarão contas no dia do julgamento (ver Atos 17:31; 2 Tm 4: 1; 1 Pedro 4: 5; Ap 20).
10:43 todos os profetas Pedro argumentam que sua breve sinopse do ministério de Cristo e suas implicações são baseadas no AT (compare Salmos 22: 1-31; Is 52: 13-53: 12; Zc 11: 4-14).
Graça no mundo bíblico (Deus abre a visão de Pedro para o mundo)
Graça no mundo hoje (Deus abre a nossa visão para o mundo)
Contextualização:
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