ALIANÇAS PRECIPITADAS! Josué 9
Agir sem consultar ao Senhor é o mesmo que comprometer seu futuro com decisões impensadas no presente.
Notável é o contraste entre as reações dos reis (que também tinham ouvido esses relatos) e as de Gibeão. Desse modo, contrastam-se extraordinariamente reações insensatas e sábias. É evidente que a estratégia empregada por Josué na tomada de Ai levou também os gibeonitas a usarem de astúcia. Eles recorreram ao artifício de serem embaixadores de uma terra longínqua.
Acordo ou convênio que regulamenta determinadas relações entre duas partes. Toda aliança inclui obrigações e promessas.
Esses eventos seriam celebrados posteriormente nos cânticos sagrados de Israel (ver o Sl 78.51; 135.8–11; 136.10–22). Dessa maneira, sem que o desejassem, os gibeonitas prestam honras ao Deus de Israel.
Uma terceira visão, que tem tido certa circulação, e que já foi mencionada brevemente no comentário de Calvino (embora recusada), é que a tomada das provisões (NEB: “aceitação”) equivalia a um ritual de aliança que envolvia o comer do pão comunalmente, com a finalidade de selar um acordo. Essa é uma sugestão intrigante, pois Gênesis 31.46–47 também fala de uma refeição que encerra uma cerimônia de aliança.
A esse acordo de paz, que indica o relacionamento harmonioso entre as duas partes de uma aliança, segue-se um tratado de relacionamento. Nesse ponto, a palavra também pode ser traduzida por “amizade”. A outra expressão empregada para descrever o novo relacionamento entre Gibeão e Israel é a familiar kāraṯ ber’ṯ, um dos termos usados para descrever a consumação de uma aliança. Essa expressão implica um relacionamento de subordinação no qual a parte superior impõe certas condições à outra parte (cf. 1Sm 11.1).
Embora a vida dos gibeonitas seja poupada, eles são reduzidos à posição de servidão permanente em vez de permanecerem como aliados. Aqui, o termo servos deve ser considerado no seu sentido mais pejorativo. Como rachadores de lenha e carregadores de água os gibeonitas só realizarão serviços subalternos (ver Dt 29.11).
Gibeão é entregue à escravidão pactual como condição para Israel manter seu tratado irresponsável (9.16–26).
