Apocalipse 21

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Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento (Nova Edição) III. A Revelação do Triunfo Final de Cristo sobre o Impiedade Encoraja à Submissão e Adoração a Cristo (4.1–22.5)

Os detalhes finais da última e definitiva intervenção de Deus na história humana descrevem o estabelecimento de um reino no qual Satanás não terá vez nem voz, reino em que a justiça é imposta pelo próprio Messias com vara de ferro. Este governo é, pela permissão divina, desafiado por influência de Satanás ao fim do Milênio, dando ensejo ao julgamento final sobre os ímpios, tanto os vivos quanto os mortos. A descrição do novo universo, recriado por Deus, recapitula e retoma o paraíso outrora perdido pela humanidade, e constitui também motivação à fidelidade e submissão ao Messias cuja vinda é iminente – a Jesus, o Cordeiro.

RESUMO DE APOCALIPSE 20–22

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

O novo mundo, 21:1–8

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

Em decorrência, a nova criação requer ser compreendida em sua ligação com a parusia. A cavalgada para fora do céu, realizada pelo cavaleiro branco em Ap 19:11, é seguida agora pela descida da presença irrestrita de Deus sobre a terra (agora naturalmente renovada).

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

Assim, a passagem de Ap 21:1–8 eleva-se para um clímax há muito esperado. O livro das revelações culmina na revelação de Deus. É como se duas mãos afastassem para o lado uma camada de fumaça, para depois da visão dos abismos da história e da perdição mais extrema finalmente deixar visível o que é santíssimo: Deus, tudo em todas as coisas.

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

Uma força poderosa mantém disciplinado o profeta tão intensamente interessado, de maneira que tudo o que nele ultrapassa os parâmetros espirituais e bíblicos prefigurados é tolhido, pois justamente quando se trata da nova criação e da consumação, nosso entendimento é pequeno demais para o assunto.

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

“Se pudermos ver como o mundo na verdade é terrível, como se revelou na perseguição aos cristãos, então compreenderemos que temos de esperar por um novo céu e uma nova terra. Então vemos que todas essas tentativas de cristianizar o mundo representam um projeto pequeno demais… É justamente por isso que no fim da Escritura Sagrada se encontra o Ap de João, para romper com todas essas utopias e ilusões e mostrar a esperança que persistirá face à realidade desse mundo.”

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

De forma alguma o Ap visa paralisar nossa ação com essa mensagem, porém deseja dar-lhe uma direção. As mensagens às igrejas (Ap 2,3) observam as “obras” com grande precisão, elogiam-nas, exigem-nas e esperam uma ação perseverante também no maior sofrimento. Contudo, toda a atuação do cristão tem o sentido de erigir sinais inequívocos neste velho mundo, os quais apontam para o Senhor vindouro e seu novo mundo.

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

Nessa constatação evidencia-se mais uma vez que o alvo mais elevado da profecia bíblica não consiste de um encontro meramente pessoal do ser humano com seu Deus. Pelo contrário, o homem tem o encontro com Deus no âmbito de uma comunhão humana, na qual todos os problemas comunitários estão solucionados (v. 2), e ele o encontra no contexto de um meio-ambiente, no qual todas as carências do mundo estão resolvidas (v. 1). Deus não apenas salva em termos pessoais, mas também universais.

Apocalipse de João 6. O novo mundo, 21.1–8

Não se constrói de baixo para cima. Toda construção que partia da terra para cima levou à Babilônia, nunca à cidade de Deus e ao Estado de Deus, e nada que não seja do alto é realmente novo (Jo 3:3).

Apocalipse de João 3. Suas formas e medidas, 21.15–17

Esse “Santíssimo” possui arestas gigantescas de mais de 2.200 km,1064 ou seja, mais do que a distância entre São Paulo e Aracaju. Em comparação, a Babilônia, a cidade tão admirada na Antigüidade por causa de suas dimensões, era minúscula. São expressas, pois, medidas que excedem de longe as cifras experimentadas pelos leitores daquele tempo. Além disso, esse comprimento também deve ser aplicado à altura. Nela a maior montanha da terra, o Himalaia, desaparece mais de duzentas e quarenta vezes.

Apocalipse de João 3. Suas formas e medidas, 21.15–17

O início diminuto, muitas vezes com aparência de pequena seita, atingiu amplitude mundial. Do grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes, formou-se a árvore dos mundos (Mt 13:32).

Apocalipse de João 5. O interior da cidade, 21.22,23

Por isso João ouve a pergunta impaciente do mundo ao seu redor: e o Templo? Afinal, quando é que vais falar do essencial? Como se tivesse a intenção de responder a isso, ele começa: Nela, não vi santuário (“E um templo — não o vi nela” [tradução do autor]). Essa frase representa um choque profundo para os ouvidos judaicos.

Apocalipse de João 5. O interior da cidade, 21.22,23

Santuários em forma de templo proclamam duas verdades. Primeiramente evidenciam que a área restante da cidade não é sagrada. As demais casas e a vida cotidiana não são mais lugar de encontro entre Deus e ser humano. Unicamente esse recinto separado, recortado, é santo. Ao mesmo tempo, porém, o templo também está numa cidade como sinal da fidelidade de Deus. O santo Deus não voltou inteiramente as costas à terra profana, mas deixou um penhor de sua volta, um dedo indicador levantado. Deus quer retornar e quer santificar novamente a cidade toda, a terra toda e o mundo inteiro.

Apocalipse de João 5. O interior da cidade, 21.22,23

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o (chão do) mar”; “todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (Hc 2:14; Is 11:9; 52:10). Como a água penetra em todos os cantos, em cada fenda, correndo para todos os declives e não deixando nada fora, assim Deus será tudo em todas as coisas (1Co 15:28). Ele penetra em tudo com densidade inimaginável e com consistência ininterrupta. Esse é o mistério da nova criação. Por isso ela é um mundo sem contradição, sem discórdia e aflição, mas também sem tédio e qualquer monotonia. Uma humanidade unificada louva a Deus sem esmorecer, ama-o sem se cansar e contempla-o sem fim.

Apocalipse de João 5. O interior da cidade, 21.22,23

Esse é o motivo mais profundo pelo qual os moradores da nova cidade não vêem nenhum templo: vêem a Deus! (Ap 22:4).

Apocalipse de João 5. O interior da cidade, 21.22,23

A consumação em Ap 21,22 não pode ser separada desse começo, ou seja, do Natal, da Sexta-Feira da Paixão e da Páscoa. Foi lá que aconteceu o verdadeiro nascimento do sol, ainda que permanecesse envolto por nuvens de neblina e lutasse contra fumaça e sombras. O presente capítulo traz a concretização total. Somente com esse entendimento é que a igreja cristã fala da nova Jerusalém, a saber, ela fala cristologicamente.

Ler esse acima!
Apocalipse 21.1–22.21 NAA
E vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva enfeitada para o seu noivo. Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que estava sentado no trono disse: — Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: — Escreva, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: — Tudo está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu serei o Deus dele e ele será o meu filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos imorais, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que está queimando com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. Então veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: — Venha, vou mostrar-lhe a noiva, a esposa do Cordeiro. E ele me levou, no Espírito, a uma grande e elevada montanha e me mostrou a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha uma muralha grande e alta, com doze portões, e, junto aos portões, doze anjos. Sobre os portões estavam escritos nomes, a saber, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portões se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e sobre estes estavam os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, os seus portões e a sua muralha. A cidade tinha a forma de um quadrado, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara, e tinha doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais. Mediu também a sua muralha, e tinha cento e quarenta e quatro côvados, pela medida humana que o anjo usava. A muralha é feita de jaspe e a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os alicerces da muralha da cidade estão enfeitados de todo tipo de pedras preciosas. O primeiro alicerce é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o décimo primeiro, de jacinto; e o décimo segundo, de ametista. Os doze portões são doze pérolas, e cada um desses portões é feito de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente. Não vi nenhum santuário na cidade, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa do sol nem da lua para lhe dar claridade, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória. Os seus portões jamais se fecharão de dia, pois nela não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações. Nela não entrará nada que seja impuro, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro. Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da praça da cidade, e de um e de outro lado do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o adorarão, contemplarão a sua face, e na sua testa terão gravado o nome dele. Então já não haverá noite, e não precisarão de luz de lamparina, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão para todo o sempre. Então o anjo me disse: — Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. — Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, depois de ter ouvido e visto, prostrei-me diante dos pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Mas ele me disse: — Não faça isso! Sou um servo de Deus, assim como são você e os seus irmãos, os profetas, e como são os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus! Disse-me ainda: — Não sele as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto a fazer injustiça, e continue o imundo a ser imundo. O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. — Eis que venho sem demora, e comigo está a recompensa que tenho para dar a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e entrem na cidade pelos portões. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. — Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar testemunho destas coisas a vocês nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da Manhã. O Espírito e a noiva dizem: — Vem! Aquele que ouve, diga: — Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro. E, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que estão escritas neste livro. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: — Certamente venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus esteja com todos.
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