A Lei e a Fé
Exposições no livro de Gálatas • Sermon • Submitted
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Transcript
Introdução
Introdução
A vida cristã é marcada por tensões e paradoxos (ideias que parecem ser contradizer);
Verdade e mentira
Soberania de Deus e responsabilidade humana
A lei de Deus e a justificação pela fé
O ensino dos falsos mestres - o homem precisa guardar a lei para ser salvo, além da fé cristã (lei + fé = salvação)
A lei e a fé se contradizem, de fato? Qual é o propósito da lei? Quais são as bênçãos que a fé nos trazem?
I. O propósito da Lei (vs. 23-24)
I. O propósito da Lei (vs. 23-24)
A) Manter o homem em seu estado de prisão, condenação (v.23)
A) Manter o homem em seu estado de prisão, condenação (v.23)
A primeira figura - a prisão - a lei é como uma prisão que mantêm o homem preso em seu estado de pecado;
Sob a tutela da lei - proteger com guardas militares; uma cidadela fortalecida;
Encerrados - não podemos escapar da sentença que ela nos traz: somos incapazes de cumprir a lei de Deus e sermos salvos por ela; ela nos mostra o nosso estado de condenação;
B) Conduzir o homem a Cristo (v.24)
B) Conduzir o homem a Cristo (v.24)
A segunda figura - o tutor - aquele que nos prepara para receber a fé cristã
Pedagogo - um escravo responsável por conduzir uma criança até a escola e a volta dela; era responsável por disciplinar uma criança;
Essa figura está mais próxima de um professor severo que conduz um aluno com bastante disciplina, a ponto de usar castigo físico;
Uma governanta severa;
A lei nos pune por nossa desobediência;
A lei nos guardou como prisioneiros, encarcerados em nosso estado de rebelião e longe de Deus até que Cristo se manifestasse.
Ao entenderem que a lei era necessária para a salvação do homem, os judaizantes estavam novamente encerrando novamente os crentes nessa prisão;
Aplicações:
Aplicações:
Sem Cristo, a lei nos mostra que estamos sujeitos à maldição da lei e escravizados pelo pecado. Temos de ir além da lei para encontrarmos a aprovação de Deus. Precisamos ir a quem cumpriu perfeitamente a lei
A lei é boa pois reflete o caráter de Deus e torna a promessa de um salvador mais desejável. A lei nos mostra que precisamos de liberdade, de um relacionamento pessoal com Deus e de maturidade em nosso caráter. E isso só pode ser concretizado pela fé em Jesus Cristo.
“Necessitamos de justiça, de um poder e de um amor que estão além de nós mesmos.” Tim Keller
II. As bênçãos da fé (vs. 25-29)
II. As bênçãos da fé (vs. 25-29)
A) Somos livres da condenação da lei (v. 25)
A) Somos livres da condenação da lei (v. 25)
Cristo é aquele que rompeu a nossa prisão e nos libertou da maldição da lei;
Em Cristo fomos justificados pela fé e não estamos mais debaixo da prisão da lei, nem sob sua tutela.
Não estamos mais em estado de condenação - já não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus!
Eis o contraste com a posição daqueles que estão sob a custódia da lei;
B) Somos feitos filhos de Deus (vs. 26-27)
B) Somos feitos filhos de Deus (vs. 26-27)
Nossa posição agora é de filhos. Não estamos mais debaixo do tutor severo que nos disciplina. Já desfrutamos agora das bênçãos conquistadas pelo Unigênito de Deus;
Os gálatas seriam extremamente tolos, enquanto filhos de Deus, desfrutando de todos os privilégios da filiação, subjugar-se à proteção e aos cuidados da tutora lei;
Fomos batizados em Cristo - em contraste com a circuncisão que inseria uma pessoa dentro do sistema de leis judaicas, os cristãos eram inseridos na família da fé por meio do batismo
Metáfora da roupa - fomos revestidos de Jesus Cristo. Foram tiradas de nós as vestes de prisioneiro e nos dadas vestes reais.
“Aqueles que se revestem de Cristo não podem fazer outra coisa senão agir de acordo com o Espírito de Cristo.” Donald Guthrie
C) Somos parte de um único povo (v. 28)
C) Somos parte de um único povo (v. 28)
Nem grego, nem judeu - uma distinção profundamente arraigada nos dias de Paulo. Em Cristo já não nenhuma barreira racial, étnica, ou cultural que venha separar-nos uns dos outros. Em Cristo não há americanos, europeus, africanos, asiáticos ou oceânicos. Todos são um Jesus Cristo!
Nem escravo, nem livre - os judeus, não em sua maioria, opunha-se ao regime de escravidão a ponto de desprezarem completamente quem era um escravo. Apesar de levar anos para que a escravidão fosse combatida com maior proeminência, o Cristianismo ressignificou o modo como um senhor crente deveria tratar um escravo crente; deveria tê-lo como irmão em Cristo (veja a carta a Filemon). Só o evangelho poderia transformar a vida de uma pessoa a esse ponto!
Nem homem, nem mulher - naqueles dias a mulher era considerada em menor grau de dignidade seja pela sociedade judaica ou gentílica. Ao dizer que a mulher era parte do povo de Deus, membro do Corpo de Cristo, Paulo destaca a igualdade entre os sexos em dignidade e criação diante de Deus, mesmo entendende e expondo os diferentes papeis que Deus deu a cada um.
Em Cristo todos somos um - o entendimento de “um” é de grande significado aqui, pois se trata do corpo de Cristo, não uma corporação, organização ou clube social, mas da unidade da igreja. Essas diferenças não importam mais!
D) Somos herdeiros da promessa (v. 29)
D) Somos herdeiros da promessa (v. 29)
Assumimos nosso lugar na sucessão histórica da Fé pois pertencemos também a Abraão e a todos os herois da fé listados em Hebreus 11;
Recebemos a herança de Abraão - a justificação pela fé.
Aplicações:
Aplicações:
Em Cristo somos livres da condenação da lei. Somos livres para viver uma nova vida de perdão e graça.
Em Cristo temos uma nova identidade. Antes éramos inimigos, hoje fomos feitos filhos de Deus. Fomos revestidos por vestes santas.
Em Cristo temos uma nova família, em que não deve haver preconcetios e barreiras sociais, raciais ou econômicas.
Em Cristo nos tornamos herdeiros de todas as bênçãos espirituais que foram prometidas a Abraão.
Conclusão
Conclusão
A lei nos mostra o quanto precisamos nos arrepender e o eu que ainda precisa ser transformado por Cristo. A lei nos conduz a fé.
A fé nos mostra a nova realidade que já experimentamos e ainda experimentaremos. Somente em Cristo a lei cumpre cabalmente o seu propósito de nos conduzir a fé.
Nas palavras de Tim Keller, nessa passagem “Paulo não está indicando que não mais temos relação com os valores da lei de Deus, mas que não a vemos mais como um sistema de salvação. Ela não impõe mais a obediência por meio da coerção e do medo. O evangelho significa que não mais obedecemos à lei por medo de rejeição e esperança de salvação pelo desempenho. Mas, quando nos apossamos da salvação pela promessa, nosso coração se enche de gratidão e do desejo de ser como nosso Salvador e de agradar a ele - e a maneira de fazer isso é obedecendo a lei.”
