Convide um parente para estar junto

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João 1.40–42a NAA
40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele encontrou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: — Achamos o Messias! (“Messias” quer dizer “Cristo”.)

INTRODUÇÃO

A - maneiras pelas quais as pessoas são levadas ao Senhor

Há muitas maneiras pelas quais as pessoas são levadas ao Senhor Jesus, nosso Salvador.
Às vezes, como um mercador que busca pérolas preciosas, os homens O buscam com fervor e O encontram. Ele disse em Jo 6.37
João 6.37 NAA
37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
Às vezes, pela intervenção de outro, o conhecimento dEle é aceso nos corações.
Às vezes, Ele mesmo toma a iniciativa e, através de sonhos e visões, o Senhor busca e encontra aqueles que não o conhecem de verdade.
Os relatos da Palavra de Deus dos primeiros discípulos do Senhor Jesus e da Igreja primitiva nos dão exemplos de muitas dessas várias maneiras que o Espírito Santo usa para alcançar aos perdidos.

B - André, Filipe e os amigos deles

André e seu amigo, procuraram pelo Senhor Jesus Cristo e O encontraram.
Pedro foi levado a Cristo pelo seu irmão André.
E o terceiro do grupo, composto por Filipe, foi procurado por Cristo enquanto não estava pensando nEle, e encontrou um tesouro que não procurou.
E então Filipe novamente, como André, encontra um amigo e o leva a Cristo – glória a Jesus!

C - A revelação de Jesus como o Filho de Deus e o desenvolvimento da fé nEle

Cada um desses eventos tem sua própria lição, e cada um deles acrescenta algo à elucidação dos grandes temas de João: a revelação de Jesus como o Filho de Deus e o desenvolvimento da fé nEle que nos dá vida de verdade, trazendo-nos Juntos.
Com toda certeza será muito proveitoso considerar cada um desses eventos em sucessão e perceber os diferentes aspectos e as abordagens usadas pela inspiração do Espírito Santo tanto para alcançar os perdidos como para revelar ao Senhor Jesus Cristo e implantar a fé genuína.
Desfrute!

I - IMPOSSÍVEL NÃO COMPARTILHAR

Nesse primeiro momento é importante perceber o que foi que impactou a vida de André quando recebeu a revelação do Senhor Jesus.
O relato bíblico nos faz entender que ele tinha o coração voltado para Deus e que já andava ansioso pela vinda do Messias, pois atentando à pregação de João Batista acabou por virar discípulo dele.
João 1:35-37;
João 1.35–37 NAA
35 No dia seguinte, João estava outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: — Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isso, seguiram Jesus.
João 1:40
João 1.40 NAA
40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus.

A - O amigo de André ?

R: João, o evangelista
O desconhecido companheiro de André era provavelmente o próprio Evangelista João, que, de acordo com seu hábito uniforme, suprime seu próprio nome, e que essa omissão aponta para a autoria deste Evangelho por João.
Outro pedaço de evidência quanto à data e propósito do Evangelho está na menção aqui de André como “irmão de Simão Pedro.” Ainda não havia nenhuma menção sobre Simão Pedro, o evangelista nunca mencionou seu nome antes e, no entanto, dá como certo que seus ouvintes sabiam tudo sobre Pedro e o conheciam melhor do que André.
João 1.40 NAA
40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus.
Perceba que ele não diz que Simão era irmão de André, mas o contrário, era André, irmão de Simão Pedro. Isso pressupõe uma considerável familiaridade com os incidentes da história do Evangelho e está em harmonia com a teoria de que este quarto Evangelho é o mais recente dos quatro, e foi escrito com o propósito de complementar, não de repetir, sua narrativa. Por isso, vários fenômenos do Evangelho, que incomodam os críticos, são explicados de maneira simples e suficiente[ii].

B - Ansioso Para Contar

Observe que o trecho que tomamos como ilustração deixa claro o quão instintivo e natural é o impulso, quando uma pessoa encontra o Senhor Jesus Cristo, de ansiosamente buscar falar a alguém, a outra ou outras pessoas sobre Ele.
Ninguém disse a André: Vá e procure seu irmão, e ainda assim, tão logo percebeu que o homem que estava diante dele era o Messias, embora a noite parecesse ter chegado, ele se apressa para encontrar seu irmão, e compartilhar com ele a alegre convicção.
A história daí para frente se repete muitas vezes; se alguém tem alguma real e profunda convicção, não vai descansar até tentar compartilhá-la com outra pessoa.

C - Compartilhar faz parte da minha convicção

Quem realmente acredita em alguma coisa, torna-se naturalmente um propagandista dela.
Olhe ao nosso redor hoje e ouça a Babel, a Babel por atacado, a Babel dos ruídos, onde todo tipo de opinião está tentando se fazer ouvir. A internet está atolada de vídeos, postagens e mensagens em redes sociais de pessoas que querem que você acredite que elas têm uma informação importante e relevante o suficiente para você parar tudo o que está fazendo para ouvi-las. E se você prestar bem atenção no que cada uma delas está dizendo e procurar entender a mensagem, vai se lembrar da Torre de Babel – não dá para entender.
Parece uma feira livre onde cada vendedor está gritando mais alto.
Até parece que os homens, de verdade acreditam nas coisas que professam e que há tanta seriedade no mundo!
E nós cristãos parece que estamos como que anestesiados, enquanto toda essa multidão vociferante está fazendo propaganda de suas mercadorias e charlatões estão de pé em suas plataformas gritando suas “verdades” (filosofias, posições políticas, ideologias, etc.) que na verdade são mentiras, que são principalmente ilusões, parece que estamos dormindo e esquecemos que temos um remédio que cura tudo, um verdadeiro curativo, um verdadeiro analgésico!

D - O efeito da convicção

Se você acredita nisso, certamente nunca descansará até compartilhar sua convicção, sua verdade, sua benção com os seus irmãos e amigos, para começar e, depois, o mundo inteiro, convidando-os a conhecer o Senhor Jesus Cristo.
Se o efeito natural de uma convicção sincera, não incorre no anseio e uma necessidade absoluta de falar, de compartilhar essa convicção como parte da sua experiência cristã, alguma coisa muito grave deve estar acontecendo com você.
Este homem, André, antes de vinte e quatro horas de ser um discípulo do Senhor Jesus, já tinha feito outro discípulo.
Talvez você seja um discípulo há tantos anos e nunca tentou fazer outro.
De onde vem esse silêncio ?
infelizmente, é tão comum entre nós?
Está muito claro que, levando em conta a mudança de costumes, as dificuldades sociais, a timidez, o embaraço que toma conta das pessoas quando falam com outras sobre religião, o assunto é tão difícil de introduzir que dá todo tipo de desculpas.
Em outras palavras, nos escondemos atrás de justificativas e abrimos concessões às pessoas por causa da sua religião, profissão, nível social e intelectual, que não falamos do Senhor Jesus para elas – de novo, se você tem convicção da sua fé:
De onde vem essa timidez ?
As pessoas cristãs deveriam ser, em seus próprios círculos, evangelistas e missionários, mas estão como que espiritualmente dormindo, dormindo não o sono do justo, mas o sono do injusto e prevaricador.

II - A RESPONSABILIDADE É MINHA

Essa expressão da nossa Declaração de Propósitos deve ter sido o peso que se fez sentir no coração dos discípulos do Senhor Jesus – a responsabilidade de compartilhar. Eles talvez sentiram que não podiam guardar aquele tesouro só para eles mesmos, mas precisavam achar alguém para contar essa benção especial e maravilhosa.
João 1.41 NAA
41 Ele encontrou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: — Achamos o Messias! (“Messias” quer dizer “Cristo”.)

A - Cada um procurou seu próprio irmão

Doutores da palavra entendem que a linguagem do texto sugere que a tendência do evangelista à supressão de si mesmo – este era o apóstolo João, quem escreveu este evangelho – ele esconde, nesta expressão – Este achou primeiro a seu irmão... o fato de que ele também foi procurar algum seu irmão – Tiago, mas que André encontrou seu irmão antes de João encontrar o dele.
Nesse caso, sendo correta essa interpretação, cada um dos dois discípulos foi procurar alguém que estava ligado a ele por laços estreitos de parentesco e afeição, e o encontrou e o trouxe a Cristo;
e antes que o dia terminasse, a Igreja Cristã foi duplicada, porque cada membro dela, pela graça de Deus, havia acrescentado outro.
O lar, então, e aqueles que estão mais próximos de nós, apresentam os canais naturais para o trabalho cristão.

B - “A mulher do sapateiro tem sempre o pior calçado”.

Muitos pregadores muito zelosos e ocupados, ou professores de escola dominical, ou missionários, têm irmãos e irmãs, marido ou mulher, filhos ou pais em casa a quem ele nunca disse uma palavra sobre Cristo. Há um velho provérbio:
A mulher do sapateiro tem sempre o pior calçado”.
As famílias de muitos professores cristãos muito ocupados, sofrem terrivelmente por eles não terem sempre vivo na lembrança o fato de que André primeiro buscou e achou o seu próprio irmão.
O fogo pega nos nossos cultos avivados e os ensinos do culto de ensino e da Escola Bíblica Dominical fazem ferver o nosso coração e parece que nós somos uma cabine de força, mas toda essa energia parece ir se desfazendo e nossos parentes na frente da televisão, presos nas redes sociais da internet ou simplesmente sentados no sofá, nunca ouvirão de você coisa alguma à respeito do Mestre que você diz amar – A Responsabilidade é Minha!
A autoridade, o poder, o fogo que como labaredas pousou sobre você é suficiente para expandir a mensagem da salvação eterna, da felicidade imediata e da vida de vitória e superação para muito além do círculo doméstico ou do parentesco.
As relações naturais às quais somos levados pela vizinhança e pelas associações comuns no trabalho, escola e outros círculos, prescrevem a direção dos nossos esforços – esse poder, essa autoridade de Deus na sua vida é como uma chuva que nunca cai no chão, a labareda fica sobre você! Para que, por qual propósito, Deus lhe estabeleceu nesta comunidade, neste bairro, nesta cidade, neste país? Para fins comerciais e pessoais? Talvez, em parte, pode até ser verdade, mas isso é tudo? Qual o propósito maior? Certamente, se acreditamos que Deus realmente dirige ou pelo menos quer dirigir a nossa vida, devemos acreditar que outros propósitos que afetam outras pessoas também devem ser realizados por Deus por meio de nós, e que onde você que conhece e ama a Cristo é posto em contato com outros, é porque o Senhor Jesus através do Espírito Santo está investindo a sua vida para alcançar milhares de outras vidas com a salvação no Senhor Jesus.
Você é tão claramente chamado a falar-lhes de Cristo como se uma voz do Céu o tivesse ordenado a fazê-lo. O que dizer da profundidade e do poder vitais do Espírito Santo desprezado naqueles que não ouvem o chamado nem sentem o impulso de compartilhar sua bênção com o faminto Lázaro à sua porta? Meu Deus, onde vai parar uma igreja assim?
Ora, se você só vive no conforto da sua própria casa bem drenada e ventilada, e não dá atenção às enfermidades, doenças e pandemia como a que estamos experimentando – COVID-19, atrás da sua casa, as chances são grandes de que as sementes das doenças cheguem até você com consequências irreversíveis e irreparáveis na vida da sua esposa, ou filhos, ou mesmo na sua própria vida.
E se você cristão, vivendo no meio de pessoas ímpias, não tentar curá-las, elas irão infectar a sua casa!

C - “Quem não bate, apanha!”

Se você não procurar imprimir sua convicção de que o Senhor Jesus Cristo é o Salvador, sobre essa geração incrédula, a geração incrédula imprimirá em você ou nos seus filhos, suas dúvidas se Ele é mesmo o Salvador, e os seus lábios vão tremer, e uma palidez vai cair sobre o seu rosto, a sua fé vai congelar e se transformar em gelo.
É simples assim, quem não bate, apanha!
Observe a palavra simples que é o meio mais poderoso de influenciar a maioria das pessoas.
André não discutiu com seu irmão. Alguns de nós gostam de ser polêmicos e outros querem ser doutores da palavra para os perdidos – alguns até querem mostrar que sabem bastante etologia para quem nunca sequer foi discipulado.
Você pode esmagar o credo equivocado de uma pessoa com marretas de raciocínio, assim como você pode triturar gelo em pedaços e, afinal, é gelo triturado, e ela não vai estar muito mais próxima de ser uma pessoa cristã do que estava antes.

D - O argumento

O argumento mais poderoso que podemos usar, e o argumento que todos podemos usar, se tivermos alguma convicção em nós, é o de André – Encontramos o Messias!
Se você encontrou a Cristo, pode dizer que encontrou. Não importa o como! Qualquer “como”! Apenas diga! Um menino que é enviado em uma missão por seu pai tem apenas um dever a cumprir, que é repetir o que lhe foi dito. Quer tenhamos alguma eloquência ou não, quer tenhamos alguma lógica ou não, quer possamos falar persuasiva e graciosamente ou não, se nos agarramos a Cristo, temos a missão, temos a mensagem e temos a unção que fala ao coração das pessoas! É por nossa conta e risco querer usar as nossas próprias forças.
Podemos dizer a alguém que encontramos ao Senhor Jesus. Certamente vai ter alguém que vai ouvir mais prontamente do que outro. Talvez em toda a sua vida você não não ligou ninguém a você por bondade e amor, para que as pessoas atendam com prazer ao que você diz. Amém, então, use o poder que lhe é dado o poder do Espírito Santo.
E assim começa a história dos que o Senhor Jesus chamou - dois homens, cada um encontrou seu irmão. Dois mais dois são quatro e se de acordo com a antiga lei da guerra cada um de nós matasse um inimigo homem, ou melhor dizendo, cada um de nós desse vida pela graça de Deus a algum parente e a algum amigo, ou pelo menos tentasse fazê-lo, nossas congregações cresceriam muito rápido. Dois flocos de neve no topo de uma montanha resultam numa avalanche quando chegam ao vale. Ele primeiro encontra seu irmão, Simão!

III - O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ TROUXER UM PARENTE

O vínculo que uniu esses homens a Cristo a princípio não era de forma alguma a fé cristã perfeita que eles, na verdade, só alcançaram depois.
Eles O reconheceram como o Messias, estavam pessoalmente ligados a Ele, estavam prontos para aceitar Seus ensinamentos e obedecer Seus mandamentos. Isso foi o mais longe que eles tinham ido.
Mas o resto viria muito breve e eles jamais poderiam imaginar o que estava reservado para eles. Seria absurdo esperar que Cristo começasse pregando a eles teologicamente sobre a fé em Sua divindade e a obra expiatória. Ele começou ligando-os a Ele, trazendo-os para junto de Si.
Essa lição é suficiente para um iniciante, pelo menos um por um dia – não se preocupe com a teologia, traga-os para junto de Jesus!

A - Haverá uma revelação sobrenatural do Senhor Jesus

Foi a impressão que o próprio Cristo imediatamente causou em Simão, que completou a obra iniciada por seu irmão André.
Qual foi, então, a impressão? Ele vem cheio de expectativa e temor, e é recebido por um olhar e uma frase.
João 1.42 NAA
42 E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse: — Você é Simão, filho de João, mas agora será chamado Cefas. (“Cefas” quer dizer “Pedro”.)
O olhar, que é descrito por uma palavra inusitada, era um olhar penetrante que olhava para Pedro com atenção fixa. Esse olhar tem que ter sido extraordinário para ter vivido na memória de João por todos esses anos até escrever o último dos evangelhos. Evidentemente, deve estar implícita aqui uma introspecção mais do que natural – aquele olhar certamente falou direto no coração.
Assim, também, a palavra com que o Senhor Jesus recebeu a Pedro parece-me ser destinada a mostrar mais do que um conhecimento natural: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

B - Jesus conhece cada pessoa e o que acontecerá sobre ela

Cristo pode, sem dúvida, ter aprendido o nome e a linhagem de Pedro com seu irmão André, ou de alguma outra maneira comum. Mas se você observar o incidente semelhante que se segue na conversa com Nicodemos (capítulo 3), e a dissertação do próximo capítulo deixa claro que Jesus conhecia tanto todos os homens, quanto o que havia no homem, tanto a natureza humana como um todo, quanto cada indivíduo. – é mais natural ver aqui conhecimento sobre-humano, mas não podemos esquecer que tudo o que o Senhor Jesus fez foi na unção e direção do Espírito Santo, Jesus era cem por cento homem e conquistou a nossa salvação como homem, homem cheio de Deus, mas homem. Por isso Ele disse:
João 14.12 NAA
12 Em verdade, em verdade lhes digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.
Aqui a prova que de que tudo o que Jesus fazia, o fazia como homem, cheio do Espírito Santo, mas homem, porque afirmou que faríamos obras ainda maiores do que as que Ele fez.
Aqui aparece a auto-revelação do Senhor Jesus. Fale de jesus e convide as pessoas para conhecerem ao Senhor Jesus, traga-as para perto do Senhor Jesus e não preocupe que Ele mesmo se revelará à elas. Ele se mostra possuidor de conhecimento sobrenatural e completo (dom da palavra de conhecimento – I Co 12:8).
Você acredita nisso? Você sente que Cristo está olhando para você e que Ele lhe conhece completamente? Você se alegra com isso? Você o leva consigo como consolo e força nos momentos de fraqueza e nos momentos de tentação? O Senhor Jesus está com você no momento das tentações, não simplesmente deixa as coisas acontecerem e fica de longe e você que se resolva, não! Ele está ao seu lado esperando que você atente para Ele, que você o chame para dentro da circunstância, porque Ele respeita o seu direito de escolher, seu livre arbítrio.
É muito bom poder dizer O Senhor Jesus, me vê agora; é tão bom quanto para uma criança, saber que, enquanto ela está brincando no jardim, sua mãe está sentada à janela olhando para ela, e que nenhum mal pode lhe sobrevir.
Homens ficaram enlouquecidos nas prisões porque sabiam que em algum lugar na parede havia um pequeno buraco, através do qual o olho de um carcereiro estava sempre, ou poderia estar sempre, olhando para eles.
O nosso Deus é onisciente e a consciência de que Ele está lhe vendo agora mesmo e enxerga até os pensamentos da sua mente, até mesmo tudo o que está no seu coração, pode dar medo, você pode estremecer, a menos que você tenha também a consciência de que o seu que enxerga todos os seus defeitos, te ama muito mais do que o que Ele enxerga em você. Tenha plena consciência disso – Deus te ama! Não importa quem você é, de onde você veio, e nem mesmo o que você possui, Deus te ama mesmo que você não tenha coisa alguma, mesmo que você não seja alguém importante para os homens e até mesmo se você não a si próprio – Cristo te amaEle se importa com você!
Então se alegre, se regozije, porque não há nada que você precise dizer a Ele. Ele lhe conhece por completo. Ele lhe conheceu quando morreu por você. Ele me conheceu e me perdoou. Ele me conheceu e se comprometeu a me purificar. Como o próprio Pedro, direi: Senhor, Tu sabes todas as coisas (Jo 21:17).

C - A Revelação vai mais Fundo

O Senhor Jesus muda o nome de Simão. No Antigo Testamento, o Senhor nosso Deus muda os nomes de Abraão (Gn 17:4) e de Jacó (Gn 32:28). Os reis babilônicos do Antigo Testamento mudavam os nomes de seus príncipes e dos seus vassalos (Dn 1:7). Os senhores impõem nomes aos seus escravos; e suponho a base, a raiz para a esposa assumir o nome do marido baseie-se originalmente na ideia de autoridade sobre ela. É essa a ideia transmitida quando o Senhor muda o nome de Pedro e, assim, de certa forma, está dizendo Tu és meu!
Nós pertencemos a Ele, porque Ele se deu totalmente por você e com o seu precioso sangue, vertido na cruz do Calvário, lhe comprou, pagou o preço do seu pecado. Ele próprio tem autoridade para dizer:
Provérbios 23.26 NAA
26 Meu filho, preste bem atenção no que eu digo, e que os seus olhos se agradem dos meus caminhos.
Por fim, essa mudança de nome implica no poder e na promessa de Cristo de conceder a Pedro um novo caráter e novas funções e honras. Glória a Deus! Que privilégio ter o nosso caráter mudado e moldado pelo Senhor Jesus através do Seu Espírito Santo.
Pedro não era de forma alguma um “Pedro” na época. O nome sem dúvida implica principalmente função oficial, mas essa função oficial foi preparada pelo caráter pessoal, e na medida em que o nome se refere ao caráter, significa firmeza – Pedro, pedra, rocha.
Vai acontecer uma mudança profunda, num processo progressivo de santificação nessa pessoa que você está trazendo para o Senhor Jesus. Ele vai fazer com essa pessoa o que fez com Pedro. Naquela época, Pedro era imprudente, impulsivo, obstinado, autoconfiante, vaidoso e, portanto, necessariamente instável e vulnerável. Como o granito, fluído e quente, fluído porque estava quente, ele precisava esfriar para se solidificar e virar rocha.
E até que sua autoconfiança tenha sido derrubada, e ele aprendesse a humildade caindo e negando o Senhor Jesus, depois de ter sido derrotado e derrubado de toda a sua presunção, domado, sóbrio e estabilizado por anos de dificuldade e responsabilidades, foi que ele se tornou a rocha que Cristo pretendia que ele fosse. Não se preocupe com o tempo do processo, celebre cada etapa!
Tudo o que Pedro não podia ver no futuro, na mudança de seu nome, enquanto ele estava apenas começando a sua carreira cristã, foi revelado a ele, e é pregado a você hoje:

1 - A grande verdade – se você for a Jesus Cristo Ele fará de você um novo homem.

O caráter de nenhum homem está tão obstinadamente enraizado no mal, que Cristo não possa mudar seu cenário e direção.
As disposições naturais de ninguém são tão defeituosas e baixas, que Cristo não possa desenvolver virtudes que vão lhe equilibrar, e do mal e da fraqueza fazer força.
Ele não transformará um Pedro em um João, ou um João em um Paulo, mas Ele livrará Pedro dos seus defeitos de suas más qualidades, e os conduzirá a uma região mais elevada e nobre.

CONCLUSÃO

Traga seu parente para o Senhor Jesus.
Ele não descarta ninguém de Seu hospital como incurável, porque qualquer um, e todo mundo, o mais enraizado no mal, aqueles que há mais tempo se entregaram a qualquer forma de transgressão, todos podem vir a Ele com a certeza de que se eles se apegarem a Ele, Ele terá lido todo o seu caráter e todas as suas fraquezas, e então com um sorriso alegre de boas-vindas e confiança segura em Seu rosto, lhes garantirá uma nova natureza e dignidade.
Tu és Simão - tu serás Pedro
João 1:42a
João 1.42a NAA
42 E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse: — Você é Simão, filho de João, mas agora será chamado Cefas. (“Cefas” quer dizer “Pedro”.)
Mateus 16:18a
Mateus 16.18a NAA
18 Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Diga aos parentes e amigos que o Senhor Jesus já os conhece e convide-os à Ele para desfrutarem de uma profunda revelação do céu e do interior deles.
O processo poderá ser longo, ser doloroso.
Haverá uma grande redução.
Quando um escultor trabalho no mármore, ele tira o mármore supérfluo. E o duro é quando você tem que cortar carne e sangue supérfluos, é um trabalho amargo, e o cinzel é muitas vezes coberto de sangue, e o martelo parece ser muito cruel. Simão não sabia tudo o que precisava ser feito para fazer dele um Pedro.
Temos que agradecer à providência de Deus por não conhecermos todas as tristezas e provações do processo de nos tornar o que Ele deseja que sejamos. Mas podemos ter certeza disso, que se apenas nos mantivermos perto de nosso Mestre, e deixá-lo seguir seu caminho conosco, e trabalhar sua vontade em nós, e se apenas não estremecermos dos golpes do cinzel do Grande Escultor, então do bloco mais áspero Ele esculpirá a obra mais bela; e Ele cumprirá para nós finalmente Sua grande promessa:
Apocalipse 2.17 NAA
17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘Ao vencedor, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedrinha branca, e, sobre essa pedrinha, um novo nome escrito, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.’ ”
Fale para eles, fale para os seus parentes e amigos, fale com coragem e valor, fale na autoridade e unção do Senhor Jesus e do seu Espírito Santo – convide-os para Cristo e eles receberão o que nunca receberam, verão o que nunca viram e o melhor acima de tudo é que eles serão o que nunca foram e nem tampouco sonharam em ser.
“Um convite com unção, muda um coração!”
Deus lhe abençoe!
Joel Freire Costa, Pastor ,Fevereiro, 2022
[i]Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Todas as citações bíblicas, exceto menção especial, são da versão ARC – Almeida Revista e Corrigida. [ii] Maclaren, Alexander. Maclaren’s Exposition of Holy Scriptures. Wm. B. Eerdmans Publishing Co., Grand Rapids, MI – 1959.
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