O Rico e o Lázaro
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Introdução
Introdução
Hoje começaremos uma nova série de mensagens sobre as "parábolas de Jersus". Parábolas eram histórias contadas por Jesus afim de ilustrar e ensinar alguma realidade Espiritual. Histórias hipotéticas e até mesmo reais que Ele tenha vivenciado e usou como ponte para algum ensino. As parábolas não tem um objetivo de formar algum tipo de doutrina, apenas trazer ao entendimento dos ouvintes uma realidade espiritual.
Essa era uma das formas de Jesus se comunicar, ele usava histórias, usava exemplos práticos do cotidiano dos ouvintes para facilitar o entendmento (com pescadores ele ilustrava falando sobre pesca, com agricultores da mesma forma e assim por diante).
Mas esse não era o objetivo único das parábolas, porque em alguns episódios vemos as parábolas cumprindo um papel quase que contrário ao anterior, como por exemplo em Mateus 13.10-15. Neste caso, para alguns, que “tem ouvidos para ouvir”, as parábolas esclarecem a verdade. Ao passo que, para outros, que rejeitam a Cristo e não dão ouvidos à elas, as parábolas têm efeito contrário no entendimento da verdade. As metáforas presentes nas parábolas escondem a verdade daqueles que não desejam procurar o real significado delas ao serem expostas por Cristo. Foi por isso que Jesus adotou essa forma de ensinar. Era uma forma de trazer juízo divino instantâneo para àqueles que não recebiam seus ensinamentos com o devido respeito e crença. Era uma forma de chegar a todos, não simplificando, mas identificando a real intenção do coração de cada ouvinte.
Está claro que os seus ensinamentos através das parábolas tinham um propósito duplo: elas escondiam as verdades dos incrédulos e infiéis, ao passo que revelavam os ensinos às pessoas que tinham ouvidos prontos para ouvir e que eram fiéis. Como dito anteriormente, essa característica não foi obra do acaso. Mas foi uma estratégia do próprio Jesus Cristo, que adotou esse estilo de ensino para esconder a verdade dos descrentes e dos que queriam apenas gerar ambiguidades em seus ensinamentos, beneficiando a si mesmos, assim como faziam com a interpretação dúbia da lei.
Nesta série, nosso objetivo é refletir com vocês sobre os ensinos contidos em algumas das parábolas contadas por Jesus. E hoje faaremos sobre uma parábola que fala de contrastes.
19 — Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação. 20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de feridas, que ficava deitado à porta da casa do rico. 21 Este desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as feridas. 22 E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.
23 — No inferno, estando em tormentos, o rico levantou os olhos e viu ao longe Abraão, e Lázaro junto dele. 24 Então, gritando, disse: “Pai Abraão, tenha misericórdia de mim! E mande que Lázaro molhe a ponta do dedo em água e me refresque a língua, porque estou atormentado neste fogo.” 25 Mas Abraão disse: “Filho, lembre-se de que você recebeu os seus bens durante a sua vida, enquanto Lázaro só teve males. Agora, porém, ele está consolado aqui, enquanto você está em tormentos. 26 E, além de tudo, há um grande abismo entre nós e vocês, de modo que os que querem passar daqui até vocês não podem, nem os de lá passar para cá.” 27 Então o rico disse: “Pai, eu peço que mande Lázaro à minha casa paterna, 28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” 29 Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.” 30 Mas ele insistiu: “Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for até lá, eles irão se arrepender.” 31 Abraão, porém, lhe respondeu: “Se não ouvem Moisés e os Profetas, também não se deixarão convencer, mesmo que ressuscite alguém dentre os mortos.”
Interessante observarmos nessa parábola Jesus mais uma vez repudiando o uso abusivo e idolatria das riquezas, trazendo de forma dramática o contraste entre os excessos do homem rico e a condição indigente do Lázaro. Além de contrastes, essa parábola fala também sobre perdas, Jesus inclusive fala várias parábolas sobre perdas.
O Pastor tinha 100 ovelhas perdeu uma perdeu 1% - Lc. 15.4
A mulher tinha 10 moedas perdeu uma perdeu 10% - V8
O pai tinha 02 filhos perdeu um perdeu 50%- V11
O rico tinha uma vida perdeu, perdeu 100%.
O que há em comum nestas parábolas é que todos perderam alguma coisa, mas o pastor foi atrás da ovelha, a mulher da moeda e o pai esperou o filho, mas o rico foi se preocupar com a sua vida e teve uma perda irreparável. Na vida todos nós lidaremos com perdas, a questão é como lidamos com as perdas, e quais tipos de perdas temos na vida e quais perdas realmente importam. Algumas perdas nós conseguimos restituir, outras não. Olhando para a vida do rico desta parábola, aprendemos que não podemos jogar a nossa vida fora. A diferença entre as perdas é que todos tiveram tempo de correr atrás, mas para o rico era tarde demais. Jesus aqui não está falando que o fato de um ser rico e o outro ser pobre justificasse a condenação de um e a salvação do outro, muito menos que as obras más do rico e as boas do mendigo justificaram a salvação de um ou de outro. A salvação é pela graça, mas as obras do rico especialmente apenas revelavam a sua relação com Deus enquanto viveu. Jesus aqui estava falando de um homem que fazia da sua riqueza o seu deus ou o seu ídolo, e quem nós fazemos de deus direciona a forma como vivemos na terra, e o mendigo apesar de só ter colhido coisas ruins da vida encontrou em Deus o real sentido da sua vida e recebeu a sua recompensa na eternidade. Olhando para essa parábola podemos ver que a forma como vivemos revela a nossa perspectiva em relação a vida, se tudo se limita aqui na história ou se eu tenho a perspectiva da eternidade. Aquele homem descobriu isso, mas da pior forma, quando já era tarde demais:
1 - Para perceber a existência de Deus. V23 (viu)
1 - Para perceber a existência de Deus. V23 (viu)
Viveu toda sua vida na opulência, nas festas na luxuria (V19). Sem se lembrar de Deus e se preocupar com Lazaro (V20, 21). O texto diz que Lázaro desejava comer as migalhas que caiam da mesa enquanto o rico não se preocupou em exercer misericórdia.
Quando elegemos ídolos (pode ser o dinheiro ou qualquer outra coisa), desviamos o nosso foco para perceber a existência de Deus. O conhecimento pleno de Deus se dá de uma única forma, através de Jesus Cristo na mensagem do evangelho, porém
em tudo na criação podemos perceber a existência de Deus. É impossível viver ser perceber a existência de Deus, ‘Os céus declaram a gloria de Deus, o firmamento proclama as obras das suas mãos (Sl19.1). “Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto, pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis.” Rm1.19,20. Aquele homem rico, além de não conhecer o evangelho (revelação especial),ele nem sequer percebia a existência de um Deus. O seu deus era Mamom.
2- Para ver a misericórdia de Deus. V24
2- Para ver a misericórdia de Deus. V24
O materialista não consegue entender que até mesmo a sua riqueza é fruto da misericórdia de Deus. O discípulo de Jesus entende que tudo que tem é fruto da misericórdia. A riqueza dquele homem era fruto da misericórdia de Deus (V.25). Impossível viver sem perceber a misericórdia de Deus. Á vida é fruto da misericórdia Lm3. 23. Quando percebems a misericórdia de Deus isso deve nos levar em adoração e consequentemente nos levar a viver em misericórdia pelos outros.
3- Para se preocupar com a família. V.27,28
3- Para se preocupar com a família. V.27,28
Depois de morto não da para ajudar os nossos familiares. Quem se preocupou tarde demais? O sacerdote Eli deixou para corrigir seus filhos tarde demais. O rei Davi chorou tarde demais pela vida de seu filho Absalão.
O que te deixaria mais triste? Descobrir que seus filhos não te amam ou Descobrir que seus filhos não amam Jesus? (Francis Chan).
4- Para observar os contrastes da vida. V.19-26
4- Para observar os contrastes da vida. V.19-26
Um era rico, o outro era pobre.
Um era saudável, o outro era doente.
O contraste continua na morte. A morte é a grande niveladora, apesar de sua riqueza o homem morreu. O rico foi sepultado com toda pompa. Lazaro foi levado pelos anjos. O contraste continua na eternidade. V.23-26
Esta parábola aponta para nós algo muito importante, que de alguma forma os descrentes mortos em algum nível tem consciência das bem-aventurança dos crentes após a morte. Isso não significa que haja comunicação (essa parábola não está afirmando uma doutrina que haja comunicação). Mas nessa história mostra que, além da conciência, crentes e descrentes entram em um estado de bênção e sofrimento logo após a sua morte.
5- Tarde demais para querer ir para o céu. V.25-26
5- Tarde demais para querer ir para o céu. V.25-26
Esa parábola aponta para outra realidade fundamental: Existe um abismo intransponível entre céu e inferno, que os destinos eternos são irreversiveis após a morte. Nenhuma decisão pode ser tomada antes do berço e depois do caixão.
O rico viveu aqui na terra uma vida completamente divorciada de Deus aqui na Terra. Naquele momento nem seu caráter nem seu destino poderia ser mudado.
Conclusão
Conclusão
Voltar às parábolas; o pastor podia ficar sem uma ovelha, a mulher perdendo uma moeda ficaria com nove, o pai perdendo um filho ficaria com um, mas o pastor foi atrás da ovelha perdida a mulherprocurou a moeda perdia com diligência e o pai esperou o filho, mas o único que não podia viver despreocupado com se tivesse mais de uma vida deixou para se preocupar com sua eternidade fora de tempo.
Precisamos tomar cuidado para não vivermos preocupados e buscando coisas sem nenhum valor eterno. Pode ser tarde demais.
