O Rei que cura
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Introdução
Introdução
Hoje daremos continuidade a nossa série, e vamos meditar nos acontecimentos subsequentes ao momento que Jesus expulsa o demônio de uma pessoa na sinagoga, como vimos na semana passada.
Era sábado, Jesus esteve pela manhã na sinagoga onde pregou e libertou, mas as suas atividades não se encerram ali. O que Jesus faz durante esse dia assim como em todo seu ministério, falam muito mais do simplesmente o que Ele pode fazer, mas sobre quem Ele é!
29 E, saindo da sinagoga, foram, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre; e logo deram essa notícia a Jesus. 31 Então, aproximando-se, Jesus pegou na mão dela e fez com que ela se levantasse. A febre a deixou, e ela passou a servi-los.
32 À tarde, depois do pôr do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoniados. 33 Toda a cidade estava reunida à porta da casa. 34 E ele curou muitos que se achavam doentes de todo tipo de enfermidades. Também expulsou muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era.
A primeira coisa que logo percebemos nessa sequência de fatos, do que acontece na sinagoga e após a sinagoga, nos remete a uma verdade sobre Jesus - a comunhão com o Pai automaticamente conecta às pessoas. Pela manhã ele ensinou e libertou, depois curou, mas nunca esteve cansado demais para trazer cura e transformação na vida de pessoas. Ele realiza neste momento um milagre no privado, após um milagre público, ou seja Jesus não condicionava a sua atuação ao público que estaria presente. Jesus não se impressionava com multidões enquanto muitos hoje em dia tenham essa preocupação.
Após ir a Sinagoga, Jesus vai até a casa de Pedro, onde se encontrava a sua sogra doente. Era comum em casos que o sogro ou o pai de um adulto já casado morresse que a viúva fosse morar com o casal. Essa era provavaelmente a realidade de Pedro. Interessante observarmos também o fato de Pedro ter uma sogra, logo era casado, o que coloca em oposição a obrigatoriedade do celibato para lídres cristãos. A cultura do Antigo Mediterâneo era do cuidado com a família dos pais em sua velhice, mais do que no Ocidente contemporâneo. O texto sugere uma forte febre, em tempos onde uma simples febre era muito perigosa diante de não existir medicamentos populares que conhecemos hoje em dia. Logo, Pedro e sua família se deparavam com uma causa impossível para se tratar, e eles sabem bem a quem recorrer.
A Cura
A Cura
Pedro recorre a Jesus que age e cura aquela mulher de forma instantânea, sem nenhum tipo de trabalho, campanha ou ritual, apenas com o poder da Palavra. Estamos aqui diante do Rei que tem toda a autoridade, que apenas ao som da sua voz até mesmo a enfermidade obedece. As nossas causas impossíveis são possíveis para Jesus, não há nada que o Rei que é também o Sumo Sacerdote não saiba nem possa resolver. Diante de uma causa impossível, ou até mesmo difícil, a quem temos recorrido primeiramente?
Enquanto a bíblia nos ensina que devemos apresentar todas as nossas petições ao Senhor, por vezes recorremos aos mais diveros recursos e quando nos lembramos recorremos ao Senhor. Porém o que a Palavra de Deus nos apresenta é um Rei que fala e a enfermidade cessa, o vento para, o mar se acalma, e até mesmo os demônios o obedecem, Esses milagres apontam para a autoridade de Cristo sobre todas as coisas.
O que nós podemos ver até aqui é que a cura que Jesus apresenta é completa, Ele pregou o evangelho e falou "arrependa-se e creia no evangelho" antes de chamar os discípulos, depois libertou um endemoniado e agora cura uma mulher muito enferma. Esse era o ministério de Jesus, libertar os cativos do pecado, desfazer as obras do diabo e extrema compaixão pelos oprimidos. Logo, o que vemos é uma sequência de três curas. Mas, o que observemos que há uma ação imediata após a cura, ela se levanta e serve. Talvez a sua primeira impressão seja que o papel daquela mulher foi reduzido a ficar boa para providenciar comida para Jesus e os demais que estavam ali. Mas não é simplesmente sobre servir comida, mas sobre o resultado natural na vida de quem é curado por Jesus: o serviço. O serviço é uma marca que evidencia a ação sobrenatural de Cristo na vida de um pecador. Isso me faz lembrar também um outro episódio, também com uma mulher, que recebe de Deus uma ação sobrenatural embora não tivesse fisicamente doente.
11 Tendo, pois, navegado de Trôade, fomos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, a Neápolis. 12 Dali fomos a Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia romana. Nesta cidade, permanecemos alguns dias. 13 No sábado, saímos da cidade para a beira do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que haviam se reunido ali. 14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos fez este pedido:
— Se julgam que eu sou fiel ao Senhor, venham ficar na minha casa.
E nos constrangeu a isso.
Por isso eu gostaria de traçar um paralelo entre a cura da sogra de Pedro narrada no evangelho de Marcos e a conversão de Lída que lemos em Atos 16. Observe o que o texto diz, o Senhor abriu o coração de Lídia para que ela pudesse acolher a verdade do evangelho. Talvez você nunca tenha experimentado da parte de Deus uma cura física sobrenatural, mas se você um dia se rendeu a Cristo, você já experimentou do maior de todos os milagres. Aquela febre que a sogra de Pedro enfrentou era algo impossível para a época, mas possivelmente hoje seria algo tratável, embora fosse muito forte, com a medicina que dispomos hoje, talvez não necessitariamos de um milagre para a cura. Da mesma forma que hoje existem doenças que não possuem cura e talvez no futuro com os avanços da medicina elas se tornem curáveis. Mas a doença do pecado, essa não há avanço científico, sociológico ou filosófico que possa resolver. A conversão de pecadores é sempre a partir de uma intervenção divina no coração do homem para que ele possa crer no evangelho. Certa vez ouvi alguém dizer que o acolhimento da verdade está ligada a condição do coração, e o estado natural do nosso coração é de total bloqueio para o evangelho. Mas esse Rei poderoso, promove uma cura, como uma cirurgia que abre o coração de pedra, incrédulo, e o transforma para um coração de carne regenerado e transformado pelo poder do evangelho. E corações transformados levam inevitavelmente essas pessoas a servir, porque em corações onde Cristo habita não cabe mais apenas o "eu". Foi o que ocorreu com essas duas mulheres.
Vemos cada vez mais apelos para o amor próprio, para o auto-cuidado como se isso fosse a coisa mais importante para o desenvolvimento do ser humano. Mas, esse é o sintoma de um coração doente, e a consequência direta dessa idéia é chegar ao fim da vida e perceber que só restou para ela o que sempre valorizou, ela mesma. Mas a maravilhosa mensagem do evangelho transforma nosso coração de uma forma que agora não cabe somente eu, também não é um coração tão pequeno que só caiba a nossa familía. Recebemos uma nova família composta por gente de toda tribo, lingua, raça e nação. Nos dá também um novo projeto de vida que não cabe somente nossos planos pessoais, participamos de uma nova missão, onde o campo de atuação é o mundo todo.
A multidão
A multidão
Vemos aqui neste trecho do capítulo um Jesus manifestando o Seu poder de muitas formas, primeiramente de forma privada na casa de Pedro. Mas, agora Marcos narra uma multidão que ele descreve como toda a cidade à porta. Isso ocorre ao pôr-do-sol que indica o término do sábado e as pessoas já podiam se deslocar se quebrar o mandamento da guarda daquele dia. Jesus então cura os enfermos e liberta os oprimidos, Marcos nos mostra nessa narrativa como Jesus vai construíndo camada por camada de evidências, a fim de mostrar que a autoridade de Jesus se estende a todos os domínios da vida. Mas, um fator me chama a atenção. Jesus manda calar os demônios para que eles não falassem. Jesus quer ser conhecido além de um efeito de comunicação generalizada. Se a preocupação de Jesus fosse apenas para que a as pessoas soubessem quem Ele era o mais rápido possível, bastava ele convocar um exército de endemoniados que eles poderiam se encarregar dessa publicidade. Mas, acontece ue conhecer a Jesus é muito mais do que te acesso a uma informação. Existe uma diferença entre aquilo que Jesus quer mostrar no seu tempo, na ocasião certa, com a audiência desejada, e aquilo que é simplesmente resultado do que o seus milagres produz.
Não se trata apenas de espalhar a Palavra a todo custo, mas Cristo se mostrar quando quer, como quer a àqueles que Ele quer. Cabe a nós fidelidade a Palavra e a missão, fazer a obra de Cristo da maneira de Cristo. Conhecer a Jesus é ir além dos impactos fantásticos das coisas que Ele faz. Conhecer a Jesus é mais do que saber informações sobre Ele. Conhecer a Jesus é muito mais do que obter informações a respeito do que devemos fazer, embora isso seja importante, não é a plenitude do evangelho. Se pudéssemos salvar a nós mesmosnão precisaríamos de um salvador. Neste sentido, pessoas possuídas por demônios funcionam como um exemplo que é possível ter informações sobre Jesus, e sobre o que Ele pode fazer, sem que isso transforme a vida.
Levando em consideração esse raciocínio, diremos que Jesus manda calar, quem sabendo coisas sobre Ele não foi verdadeiramente transformado por Ele. O Rei se importa com a mensagem e também o mensageiro.
Conclusão
Conclusão
A cura que Jesus oferece é seguida do convite "vinde a mim". Jesus está dizendo: . Vinde a mim porque eu tenho autoridade sobre tudo; contudo, eu me humilhei por você. Vinde a mim, pois eu sou o Rei que você procura". Jesus morreu na cruz por nós, quando nós não tinhamos as convicções corretas ou o comportamento correto. Jesus trouxe a nós boas-novas e não simplesmente bons conselhos. Jesus é o verdadeiro amor e a verdadeira vida, por isso Ele diz: "Vinde a mim!
