AS EXIGÊNCIAS DO DISCIPULADO
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SERMÃO
Referência: Lucas 9.57-62
ICT- Jesus provou três homens quanto ao discipulado: o primeiro era romântico, o segundo carnal e o terceiro saudosista.
TESE- Jesus prova os que desejam segui-lo; ele rejeita o romantismo, a carnalidade e o saudosismo quanto ao discipulado.
PROPÓSITO BÁSICO- MISSIONÁRIO/EVANGELÍSTICO
PROPÓSITO ESPECÍFICO-Convocar os crentes a um compromisso mais profundo com o chamado de Cristo e persuadir os descrentes a segui-lo como seus discípulos.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
No processo para ser contratado por uma empresa a entrevista de emprego é sempre muito temida por todos. Mas o fato é que geralmente todas as entrevistas tem sempre as mesmas perguntas que são respondidas com as mesmas respostas. Por isso grandes empresas estão investindo em formas um tanto inusitadas para selecionar seus candidatos. Há alguns anos um vídeo viralizou na internet quando uma grande multinacional resolver fazer uma entrevista na qual os candidatos iriam revelar traços de seu caráter e personalidade que perguntas não podiam captar. Eles submeteram os candidatos a situações nada esperadas, tipo caminhar de mãos dadas com o entrevistador, ou ter que socorrer o entrevistador que simulava estar passando mal e até mesmo ter de agir numa situação de incêndio. Por fim, receber a notícia de que foi contratado em meio a milhares de pessoas no estádio de futebol do Juventus.
Outras empresas estão investindo em jogos de videogame que os candidatos tem que jogar e superar situações nada comuns a fim de mostrar que sabem lidar com essas situações. Mas o objetivo disso como já foi dito é tentar captar traços da personalidade de uma pessoa que uma entrevista não poderia, como seu comportamento, sua proatividade, respeito, atenção, qualidades maiores que apenas preparo profissional. As exigências buscam revelar traços de uma pessoa que geralmente não eram levados em consideração.
TRANSIÇÃO
TRANSIÇÃO
De certa forma, o Senhor Jesus tem uma conversa com três personagens nesta passagem que estavam sendo recrutados ou que desejavam ser discípulos dele e o Senhor os submete a testes que revelam traços da personalidade desses seguidores que normalmente não eram perceptíveis.
ELUCIDAÇÃO
ELUCIDAÇÃO
Conversa com três homens.
O primeiro que se apresenta a Jesus parece muito empolgado e afirma que deseja seguir o Mestre por onde quer que ele fosse; o segundo personagem é bem diferente do primeiro, ele não tem nenhuma empolgação, ele quer cuidar primeiro dos seus negócios particulares para só então seguir a Cristo; o terceiro não recusa seguir o Senhor, mas ele é muito apegado à seus parentes e quer primeiro se despedir de sua mãe. Todos os três candidatos ao discipulado parecem bem intencionados, mas Jesus os prova e os responde de um modo bem diferente do que na realidade queriam ouvir.
Para entendermos melhor o texto devemos olhar mais atentamente para os elementos do diálogo entre Jesus e esses possíveis seguidores e um pouco mais além, no contexto amplo do livro, do qual precisamos ter algumas informações, como por exemplo que seu escritor era um gentio convertido ao Senhor Jesus, conhecido por Lucas, chamado por Paulo de “O Médico Amado”, um dos grandes companheiros do apóstolo, que esteve com ele por vários anos, até o momento do martírio de Paulo em Roma.
Esse Lucas era também um erudito versado na ciência da época, sua profissão comprova isso, e também a forma como escreveu seu texto, usando o grego clássico, cheio de toda beleza e estrutura da literatura mais elevada do seu tempo. O propósito de Lucas era instruir os gentios sobre a pessoa e a Obra de Cristo, especialmente um gentio convertido chamado Teófilo, homem de alta posição, a quem tanto o Evangelho como o livro de Atos são endereçados, como vemos no prefácio dos dois livros.
Para basear seus relatos, Lucas colheu informações de testemunhas oculares da vida de Cristo, conforme os versículos 2 e 3 do capítulo 1, por isso a grande riqueza de informações que alguém jamais poderia ter relatado com tanta propriedade, sem ter vivido ao lado do Mestre. Inclusive, o texto no qual estamos meditando se inclui entre estes que têm detalhes que outros evangelistas não incluíram em seus relatos, e que possivelmente Lucas o extraiu do testemunho de pessoas que conviveram com Cristo.
Além do relato de Lucas, apenas Mateus também se preocupou em narrar os fatos presentes aqui. Existem grandes semelhanças entre os dois relatos, as expressões usadas pelos dois são quase idênticas, a diferença está na omissão que Mateus faz do terceiro personagem, possivelmente, ou porque não estava contido na fonte usada por ele, ou simplesmente porque não era seu propósito relatar esse trecho em seu Evangelho.
Outra diferença está no contexto no qual Mateus inseriu seu relato e o contexto que Lucas o fez. Mateus coloca o evento junto com as narrativas do início do ministério de Jesus na Galileia. Já no relato de Lucas, o episódio está junto com as narrativas do final do ministério de Jesus, quando ele propôs no coração o desejo de ir a Jerusalém para consumar sua obra.
Há certa divergência entre alguns comentaristas sobre a cronologia do relato, alguns afirmam que há expressões escritas por Mateus que indicam que provavelmente esse episódio se deu de fato durante o ministério de Jesus na Galileia e Lucas teria usado o relato de modo temático, conforme defende Willian Hendriksen, pelo fato de que desde o versículo 51 do capítulo 9 até o versículo 42 do capítulo 10 Jesus trata sobre questões referentes ao discipulado.
Já outros como Russel Champlin, defendem a opinião contrária, de que o propósito de Mateus não era escrever um Evangelho com relatos cronológicos, tanto é que o evangelista agrupa suas narrativasem cinco blocos de material que não tem essa característica, mas seu objetivo é reunir temas específicos a fim de falar aos judeus sobre a Obra de Cristo. Um exemplo disso é que Mateus cita um detalhe não contido em Lucas, de que o primeiro personagem era um escriba, o que era muito relevante para um leitor judeu. Já Lucas, como historiador tem mais a característica de relatar os eventos em ordem cronológica, estando ele mais correto em agrupar esses relatos junto dos eventos do fim do ministério de Cristo, isso segundo Champlin.
Alguns que também são dessa segunda opinião agrupam as partes do Evangelho segundo Lucas em pelo menos VI blocos, a primeira é o prefácio, no capítulo 1.1-4; a segunda abrange os eventos da preparação para o ministério público de Jesus a partir do capítulo 1.5-4.13; a terceira conta os fatos do ministério de Jesus na Galileia do capítulo 4.14-9.50; a quarta parte vai do capítulo 9.51-19.27 e relata os acontecimentos do ministério de Jesus de caminho da Galileia até Jerusalém, e é exatamente nessa parte que se encontra nossa passagem de hoje; as duas últimas partes do Evangelho falam do ministério de Jesus em Jerusalém até sua morte, ressurreição e ascensão no capítulo 24.
É fato é que olhando para essa estrutura percebemos que Lucas tem uma maior preocupação em narrar os fatos por ordem de acontecimentos, o que poderia dar razão ao segundo grupo de teólogos. Mas mesmo assim, é consenso que não há expressões suficientes na passagem ou no contexto que assegurem em qual momento o evento se deu. Há, porém, o entendimento por parte de todos os comentaristas ortodoxos e piedosos de que a ordem na qual os evangelistas agruparam a passagem não interfere no entendimento da mesma e de forma alguma coloca em dúvida sua historicidade. Pelo contrário, tanto Lucas, como Mateus cumprem bem seu propósito em escrever sobre esse acontecimento.
E é exatamente nisso que está a beleza deste Evangelho, no fato de que esse bem instruído homem de Deus organizou esse relato de um modo encantador, seja ele cronológico ou temático, pois se encaixa muito bem na ideia central dessa sessão.
Se observarmos bem o parágrafo anterior percebemos que Jesus estava caminhando para Jerusalém com o propósito de consumar sua obra através de sua morte, ressurreição e ascensão ao céu. Diz o texto que Jesus estava tão decidido a ir a Jerusalém que os samaritanos notaram em seu semblante o ardor por estar naquela cidade e não ofereceram abrigo para ele e seus discípulos, por não se dar bem com os judeus, nem com sua adoração em Jerusalém. Mesmo sabendo de todo o sofrimento que o aguardava, o coração de Jesus se movia ao lugar de sua agonia em uma obediência que lhe custou a rejeição daqueles samaritanos, a ponto de ter que procurar outra aldeia para se abrigar.
É exatamente essa rejeição dos samaritanos que se encaixa muito bem com os ensinamentos seguintes nessa perícope, principalmente com a resposta que Jesus dá ao primeiro personagem que desejava segui-lo por onde quer que fosse sem atentar para o sofrimento e a rejeição do Senhor. A partir desse texto temos vários outros ensinos de Jesus sobre o discipulado. Ao que tudo indica, antes de chegar a Jerusalém, Jesus quis deixar seus discípulos muito bem instruídos sobre o discipulado.
Sobre isso, D. A. Carson e outros comentaristas falam: “O tema da "viagem" sugere um paralelo com a jornada dos israelitas pelo deserto com Moisés, quando recebeu muitas instruções sobre como viver. Ele também pode sugerir um paralelo entre a viagem de Jesus até a cruz e os discípulos caminhando um caminho semelhante na vida. Os temas gerais desta seção são discipulado e da oposição, e não devemos esquecer que os discípulos estavam acompanhando Jesus em seu caminho para a cruz”.
Portanto, através de seu próprio exemplo e palavras, Jesus estava ensinando aos que desejavam ser seus seguidores e aos seus próprios discípulos sobre o modo pelo qual poderiam segui-lo e continuar sua obra mesmo quando não estivesse mais com eles depois de sua morte e ascensão ao céu. Jesus ensina sobre o preço do discipulado, bem como suas palavras nesta sessão dão a ideia de que Cristo apresenta suas exigências àqueles que são ou desejam ser seus discípulos.
TRANSIÇÃO
TRANSIÇÃO
Diante dessa visão do texto, quero convidá-lo a meditar comigo sobre o seguinte...
TEMA: AS EXIGÊNCIAS DO DISCIPULADO
TEMA: AS EXIGÊNCIAS DO DISCIPULADO
PERGUNTA SERMONÁRIA: Quais as exigências que o Senhor Jesus faz àqueles que desejam ser ou já são seus seguidores?
DELIMITAÇÃO DO TEMA: É evidente que o Senhor Jesus fez várias exigências àqueles que desejam ser seus seguidores, mas vamos meditar em apenas três através deste texto.
1º O DISCÍPULO DE CRISTO DEVE TER UMA VISÃO REALISTA DO DISCIPULADO. V.57-58
1º O DISCÍPULO DE CRISTO DEVE TER UMA VISÃO REALISTA DO DISCIPULADO. V.57-58
TEXTO
TEXTO
1.1. O entusiasmo do primeiro personagem.
1.1. O entusiasmo do primeiro personagem.
Durante esta caminhada, alguém se aproximou do Senhor Jesus com um sentimento aparentemente eufórico e decidido de segui-lo, sua expressão: “Seguir-te-ei por onde quer que fores” deixa isso claro. Talvez não encontremos alguém tão decidido assim nos Evangelhos. Ele não foi chamado por Cristo para segui-lo, mas ele se oferece para ser um seguidor do Senhor. Este homem mostra que estava convencido de que deveria seguir a Cristo.
O texto indica que este homem já estava acompanhando o Senhor Jesus em meio à multidão, ele já tem certa familiaridade com o que estava acontecendo. Ele parece não ter dúvidas, ele não deseja seguir a Cristo de longe, apenas do meio da multidão, ele quer segui-lo de perto. Ele quer ser um dos discípulos mais próximos a ele. Ele quer ver mais do que ele viu até aqui, ele quer estar onde o Senhor está. O coração desse homem parece ter um desejo muito sincero e puro, ele parece ter um desejo nobre.
1.2. A resposta de Jesus a seu entusiasmo.
1.2. A resposta de Jesus a seu entusiasmo.
Apesar de todo entusiasmo do primeiro discípulo, a resposta de Jesus revela as verdadeiras intenções do coraçãodeste homem. O versículo 58 apresenta a resposta dura e clara do Senhor Jesus a ele. Jesus usa aqui duas figuras, a raposa e as aves. Ele diz que a raposa tem seus covis ou suas tocas e as aves dos céus tem ninhos, onde moram e para onde retornam sempre, mas Ele mesmo não tem lugar para ser acolhido.
Essa expressão um tanto curiosa se refere à rejeição do Senhor. Enquanto os animais tem lugar onde se abrigar e descansar, o Filho do homem não um único lugar para passar uma noite. O trecho anterior, no qual Jesus é rejeitado na aldeia dos samaritanos é um dos exemplos de que o Filho do homem não tinha onde reclinar a cabeça.
Sobre isso, William Hendriksen disse que o ministério de Jesus foi todo marcado pela rejeição e o abandono:“Não houve lugar para ele na estalagem na noite do seu nascimento, não tinha um lugar com que pudesse contar para passar a noite. À medida que sua história avança, a Judéia o rejeita (Jo 5.18); a Galiléia o expulsa (Jó 6.66); Gadara roga que saia de seu distrito (Mt 8.34); Samaria lhe nega hospedagem (Lc 9.53); a terra não o quer (Mt 27.23)”, ele veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam.
A história do salvador no mundo não foi uma história de aceitação em massa e alegria para recebê-lo. Mas foi uma história de rejeição e abandono, o próprio Pai o abandonou na Cruz. Estas palavras do Senhor comovem o nosso coração. Os próprios animais, suas criaturas, tinham lugar para repousar, mas o Criador de todas as coisas não achava lugar onde passar a noite.Por issoIsaías disse que “nós o olhamos, mas não havia beleza que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens”. Isaías 53.2-3
Sobre essa resposta do Senhor, Matthew Henry comenta: “Veja a que grau de pobreza o nosso Senhor Jesus se submeteu por nós, para aumentar o valor e o mérito de seu pagamento, e para comprar para nós uma grande porção da graça, para que nós, pela sua pobreza, pudéssemos ser ricos. Ele, que fez todas as coisas, não fez uma habitação pra si mesmo nesta terra durante a sua missão, nem uma casa que fosse sua onde pudesse reclinar a sua cabeça; mas estava trabalhando incansavelmente para preparar uma moradia excelente para os outros”.
1.3. As motivações desse homem eram erradas.
1.3. As motivações desse homem eram erradas.
Com essa resposta de Jesus entendemos que apesar de todo entusiasmo desse homem, há indicações no texto que mostram que suas motivações em seguir a Cristo não eram tão boas quanto parecem. O contexto mostra que esse homem estava encantado com Jesus e com as obras que ele podia fazer. Que provavelmente esse homem já tinha presenciado muitos milagres de Jesus, já tinha ouvido vários de seus sermões, ele estava encantado pelo que Jesus poderia oferecer e pelas vantagens de estar perto do mestre.
1.2.2. A visão desse homem sobre o discipulado era equivocada.
1.2.2. A visão desse homem sobre o discipulado era equivocada.
Por causa dessas motivações erradas a visão que aquele homem criou em sua mente era romântica a respeito de seguir a Cristo. Talvez ele tenha pensado que seguir a Cristo era ver milagres toda hora, era ser bem recebido em toda parte, afinal, Jesus parecia ser uma pessoa muito importante, ninguém podia fazer o que ele fazia. Talvez ele pensasse que em seguir a Cristo ele se hospedaria em um hotel 5 estrelas em toda cidade que chegasse; ou que seria aplaudido pelas multidões e autoridades por andar perto do Mestre. Todo seu entusiasmo e seu oferecimento para seguir a Cristo mostram que esse homem idealizou demais a vida cristã, como se fosse uma vida de facilidades.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Amados irmãos, olhando para a atitude tão precipitada desse homem e na resposta do Senhor a ele, Willian Hendriksen conta uma história que ilustra muito bem o que acabei de explicar: Diz-se que no tempo da Guerra Civil dos Estados Unidos havia muitos voluntários que ardorosamente se uniam ao exército, como se ir à guerra significasse apenas participar de desfiles, exercícios e revistas, bem como receber medalhas de honra. Mas com toda certeza encontraram uma realidade muito diferente da que esperavam no campo de batalha, muitos conheceram a miséria, a maldade do homem, o sofrimento e até mesmo a morte. Naturalmente que há recompensas gloriosas destinadas a todos os verdadeiros seguidores do Senhor, mas é sempre o caminho da cruz o que leva ao lar. E foi exatamente a segunda parte que aquele possível seguir esqueceu.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
1.4. O ensino de Jesus através de sua resposta.
1.4. O ensino de Jesus através de sua resposta.
1.4.1. O discipulado é marcado pelo sofrimento e rejeição.
1.4.1. O discipulado é marcado pelo sofrimento e rejeição.
Jesus nos ensinou que o caminho do discipulado é um caminho de sofrimento. Através de sua resposta a esse personagem Jesus usou seu próprio exemplo para dizer que ele próprio, o Senhor, o que fez os milagres, o que pregou os grandes sermões, o que atraiu as multidões foi rejeitado por seu povo, da mesma forma seus seguidores também seriam rejeitados. Se ele foi abandonado pelos homens, com seus discípulos não seria diferente, se ele que era o Mestre deveria sofrer, também seus seguidores estavam destinados ao sofrimento.
“Se tivermos a intenção de seguir a Cristo, devemos colocar de lado os pensamentos das coisas grandes no mundo, e não contar com outras riquezas. Cristo diz a este homem com que ele devia contar se o seguisse: passar frio e desconforto, ser mal tratado, e viver em meio a um forte desprezo; se ele não pudesse se submeter a isso, que não se propusesse a seguir a Cristo”. Matthew Henry
Não apenas aqui o Senhor nos ensina esse princípio, em outro texto o Senhor diz que os seus discípulos seriam como ovelhas no meio dos lobos, eles seriam levados aos tribunais perante as autoridades, seriam açoitados, odiados, entregues a morte pelos da sua própria casa, seriam perseguidos por todos. E o Senhor Conclui: “O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” Mateus 10:24,25. Portanto, se você deseja ser um seguidor de Cristo, entenda que não há nenhuma promessa de vida boa, mas de aflição e sofrimentos.
1.4.2. O discipulado não é fruto da motivação pessoal do discípulo.
1.4.2. O discipulado não é fruto da motivação pessoal do discípulo.
Jesus ensinou por meio de sua resposta que toda euforia desse escriba que se ofereceu em segui-lo não poderia permanecer porque não era fruto de um chamado do Senhor, mas de seu próprio coração enganoso. Sobre isso dois teólogos alemães tem uma opinião muito conclusiva, o primeiro é Dietrich Bonhoefferem seu livro Discipulado que afirma que o fato desse homem ter se oferecido a seguir Jesus mostra que ele não sabia o que estava fazendo e que a resposta de Jesus mostra que o caminho do discipulado é de sofrimento e ninguém pode desejar isso por escolha própria, portanto, ninguém pode chamar a si mesmo. Para ele existe um “abismo entre a oferta espontânea ao discipulado e o verdadeiro discipulado”.
O segundo alemão a comentar o texto é Fritz Rienecker e concorda com Bonhoeffer de que ninguém pode escolher por si próprio o discipulado pois “Quem deseja seguir o caminho com o Senhor decididamente não escolhe uma sorte invejável”. Portanto, Jesus nos ensina que quando o chamado ao discipulado parte do nosso próprio coração ele não vem com uma visão correta do que é segui-lo, mas quando é o Senhor que nos chama, ele não nos ilude com falsas promessas sobre a caminhada, mas nos dá também uma visão realista do que é ser um discípulo dele.
1.4.3. O discipulado requer uma decisão consciente.
1.4.3. O discipulado requer uma decisão consciente.
Jesus nos ensina mais ainda por meio dessa resposta, ele nos ensina que o problema desse homem não está na sua decisão tão firme de seguir a Cristo, mas no modo como ele promete isto. A dificuldade desse suposto seguidor do Senhor é que ele prometeu que o seguiria onde quer que ele fosse, mas ele não levou em consideração que o caminho por onde Cristo iria levava a Cruz.Se desejamos seguir devemos ter sim o mesmo ardor desse discípulo, mas devemos fazer isso analisando o custo do discipulado de modo consciente. Pois como nos disse o próprio Senhor Jesus: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? [...] Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?” Lucas 14.28,31.
Portanto, todos aqueles que desejam seguir a Cristo devem ter o mesmo ardor em dizer que o seguirão por toda parte, mas devem tomar essa decisão conscientes de que o fim desse caminho é a cruz.
E como pobres discipuluzinhos como nós podemos ter tanta firmeza mesmo no sofrimento? Olhando para o Cristo que mesmo sabendo que em Jerusalém ele sofreria as angústias do inferno, ele tem no seu semblante a plena resolução de que era em Jerusalém que deveria estar porque esta era a vontade do Pai.
2º O DISCÍPULO DEVE DEMONSTRAR QUE O DISCIPULADO TEM PRIORIDADE EM SUA VIDA.V. 59-60
2º O DISCÍPULO DEVE DEMONSTRAR QUE O DISCIPULADO TEM PRIORIDADE EM SUA VIDA.V. 59-60
TEXTO
TEXTO
1. O discípulo postergou o discipulado
1. O discípulo postergou o discipulado
Aqui aparece um segundo personagem que tem um diálogo com o Senhor. Este não se oferece para segui-lo, mas Jesus o convida a ser um discípulo. Ele era outro que também estava no meio da multidão, viu os milagres e ouviu a mensagem. Vários comentaristas como Fritz Rienecker dizem que este era um discípulo casual de Cristo, no sentido mais amplo ele era um seguido do Senhor.
Mas quando recebeu o convite ao discipulado mais íntimo este homem fez um pedido a Cristo. Este homem pediu para primeiro sepultar seu pai. Qual o problema que há nisso? Aparentemente esse homem tinha boas intenções, ele queria cuidar da sua família, queria cumprir o mandamento de honrar pai e mãe. Ele amava seus familiares e simplesmente queria cumprir seus deveres para com eles. Sentimento nobre desse rapaz, não é verdade?
1.1. A primeira explicação à resposta do homem
1.1. A primeira explicação à resposta do homem
A resposta desse homem ao Senhor Jesus é um pouco difícil de entender. Existem pelo menos duas explicações para ela. A primeira explicação, é que de fato o pai deste personagem tenha morrido naquele mesmo dia e ele precisava cumprir suas obrigações como filho, sepultando seu pai. Se esta explicação estiver correta, este homem não seguiria a Cristo no dia seguinte pois em Israel existiam até leis sobre o sepultamento dos pais.
Era uma obrigação de todo filho dar aos pais um sepultamento digno, com honras e túmulos ornamentados. Na verdade, era algo tão importante que até os sacerdotes e os nazireus que não podiam se contaminar tocando no corpo de um morto estavam desobrigados de seus votos para enterrar seus pais.E se este homem fosse o filho mais velho ele tinha ainda a responsabilidade de cuidar dos negócios do pai e dividir a herança entre os demais herdeiros. Somente quando tudo estivesse resolvido ele poderia seguir o Senhor.
1.2. A segunda explicação à resposta do homem.
1.2. A segunda explicação à resposta do homem.
A segunda explicação do texto que também é provável diz que o pai deste homem ainda não havia morrido e que o desejo dele era voltar para casa e ficar na companhia de seu pai até sua morte. Só depois é que ele seguiria a Jesus. Provavelmente essa segunda alternativa fosse demorar muito mais. Este seguidor queria estar na companhia de seu velho pai, queria cuidar dele em suas enfermidades, mais uma vez esse homem mostra uma aparente boa intenção em sua desculpa.
Este homem não apenas aparentava ter boa intenção em sua resposta, como a própria sociedade o amparava em sua decisão, pois William Hendriksen diz que “Segundo os rabinos, a provisão de funeral decente para o ente querido de alguém requeria prioridade sobre quase qualquer outra coisa, inclusive o atendimento dos serviços religiosos, o estudo da lei etc”.
2. A Resposta de Jesus a este homem
2. A Resposta de Jesus a este homem
Mas é a resposta de Jesus que nos faz compreender o coração dele. Jesus diz que compete aos mortos o sepultar seus próprios mortos. Essa expressão que é muito conhecida significa que tarefas carnais, cabem a homens carnais, que os mortos espirituais devem sepultar outros mortos espirituais, mas ele deveria se preocupar com coisas superiores e espirituais. Não faltaria quem sepultasse seu pai.
Existia uma tarefa muito maior para que ele realizasse, que era pregar o Reino de Deus. Essa deveria ser a prioridade de sua vida. Somente os que nasceram de novo e estão vivos espiritualmente compreenderam que seu compromisso é com o Reino de Deus e não com o reino dos mortos. Por isso devem proclamar por toda terra este Reino como sua principal preocupação.
Talvez Jesus tenha parecido insensível para com este homem, não é nobre o sentimento de sepultar o próprio pai com honras? Ou de cuidar do pai em sua velhice? Mas não era essa a intenção do homem, o sepultamento do pai era apenas uma desculpa para não seguir o mestre. Jesus não tem problemas com velórios ou sepultamentos, ele tem problema com a intenção do coração desse homem, e é a verdadeira intenção deste homem que o Senhor revela aqui.
3. O que a resposta de Jesus revela sobre esse homem?
3. O que a resposta de Jesus revela sobre esse homem?
3.1. Revela que Cristo não era sua prioridade
3.1. Revela que Cristo não era sua prioridade
Embora existam essas duas explicações no texto, este homem revela o mesmo sentimento nas duas: O fato desse homem querer deixar para depois o discipulado revela que o Senhor não era a prioridade em sua vida, e seu coração estava nas coisas deste mundo, de modo que suas preocupações materiais são percebidas aqui. Este homem apenas quer procrastinar o discipulado, ele pensa que suas responsabilidades pessoais são mais importantes do que seguir o Mestre. A desculpa deste homem é absurda e só mostra um coração que não tem nenhum interesse verdadeiro em seguir o Senhor.
3.2. Ele não estava disposto a assumir um compromisso mais profundo com Cristo.
3.2. Ele não estava disposto a assumir um compromisso mais profundo com Cristo.
Diferente do primeiro personagem que queria seguir o Senhor de perto, este não se importava em segui-lo de longe, para ele seu relacionamento com Cristo estava bom do jeito que estava. Seu ato de postergar a obediência ao chamado do Senhor é apenas um modo de esconder que ele não queria ser um discípulo mais íntimo do Salvador.Matthew Henry concorda comigo mostrando que este homem estava tentado a não se envolver mais profundamente com o Mestre.
Este homem não amava ao Senhor, ele queria continuar seguindo a Jesus de longe, sem firmar um compromisso real com ele. Este homem usou uma desculpa aparentemente aceitável para não seguir a Cristo, mas na verdade seu coração não desejava abrir mão deste mundo por amor ao Senhor, era somente uma desculpa.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Os Evangelhos contam a história de um encontro Jesus com um homem muito rico. Este homem parecia ter uma admiração muito grande pelo Senhor, tanto que o chama de bom Mestre. Este homem parecia ter um desejo muito claro de seguir a Jesus, ele tinha também uma grande curiosidade a respeito de como poderia herdar a vida eterna. Jesus então disse que para herdar a vida eterna deveria observar os mandamentos, e esse homem se mostrou muito religioso, afirmando que já fazia isso desde sua juventude. Então Jesus diz que só faltava uma coisa, vender seus bens e depois segui-lo.
Aquele homem que antes parecia alegre em seguir a Cristo saiu dali muito triste porque era dono de muitas propriedades e não queria abrir mão delas. Aquele homem não quis seguir a Jesus porque seu coração estava neste mundo. Cristo não era prioridade em sua vida, suas riquezas eram. Para ele era conveniente seguir a Jesus e ser seu discípulo até o ponto que isso não interferisse naquilo que ele mais amava.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
4. O ensino de Jesus através de sua resposta.
4. O ensino de Jesus através de sua resposta.
4.1. O chamado de Cristo deve ser obedecido imediatamente.
4.1. O chamado de Cristo deve ser obedecido imediatamente.
Jesus ensina através destas curtas palavras que aqueles que são chamados por ele não podem de modo algum procrastinar a obediência a esse chamado. Ele não admite que seus discípulos coloquem outras atividades à frente da obediência que deve ser imediata. Isso por um motivo: O REINO É A PRIORIDADE DO DISCÍPULO!
Jesus mostra que o Reino de Deus está acima de qualquer relação familiar, mesmo a mais íntima, e está acima também de qualquer lei ou convenção social como a impunha a este homem o dever fúnebre para com seu pai. Dietrich Bonhoeffer diz que “o chamado de Jesus se contrapõe veementemente a isso, não admitindo que, logo naquele momento, algo se interponha entre Jesus e aquele que foi chamado, mesmo que seja o que exista de maior e de mais sagrado”.
Jesus sempre advertiu seus seguidores que o Reino de Deus deveria ser a prioridade em suas vidas. Em outro momento ele disse: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Mateus 6:33. O coração do discípulo de Cristo não pode estar em nenhuma outra circunstância ou pessoa neste mundonão ser em seu Senhor. Nós revelamos o que é prioridade em nossa vida na ordem que fazemos determinadas coisas. Se fazemos primeiro aquilo que nos é conveniente, isso se torna nossa prioridade, mas se obedecemos a Cristo imediatamente, sem reservas, Cristo é nossa prioridade.
4.2. O chamado de Cristo é para servir ao Reino
4.2. O chamado de Cristo é para servir ao Reino
Jesus ensina por meio de sua resposta a esse segundo personagem que a prioridade do Reino não é apenas andar próximo ao mestre, mas servir ao mestre proclamando seu Reino. Que ele deveria deixar de cuidar dos deveres materialistas deste mundo para cuidar dos deveres espirituais do Reino de Deus que envolviam a pregação do Evangelho. Que este homem deveria parar de se preocupar com aqueles por quem não se podia fazer mais nada pois já estavam mortos literalmente, a fim de se preocupar com os que ainda podiam ser vivificados através da pregação do Reino de Deus.
Matthew Henry diz que “Este discípulo foi chamado para ser um ministro; portanto, não deveria se envolver com os assuntos deste mundo. E há uma regra que devemos obedecer: sempre que Cristo nos chamar para qualquer dever, não devemos consultar a carne e o sangue. Nenhuma desculpa deve ser admitida contra uma obediência imediata ao chamado de Cristo”.
As palavras de Jesus a este possível seguidor se assemelham as palavras dele a Pedro e outros pescadores, aos quais disse para largar suas redes pois faria deles pescadores de homens. Indicando que suas preocupações não seriam mais com um trabalho material, mas espiritual. Jesus nos ensina que não há tarefa mais sublime que ser um proclamador do Evangelho. Uma tarefa intransferível e inadiável.
4.3. O chamado de Cristo é para um relacionamento profundo com ele.
4.3. O chamado de Cristo é para um relacionamento profundo com ele.
Cristo nos ensina que o discipulado não pode ser vivido à distância. Cristo não nos chama a ser meros admiradores seus e a nos conformar em estar em meio à mesma multidão que o procurava pelas bênçãos. Nós mostramos que Cristo é nossa prioridade quando nos esforçamos para ser discípulos que caminham próximos a ele, e não como meros discípulos casuais. O Senhor nos chama a abrir mão de todas as coisas para andar lado a lado com ele.
3º O DISCÍPULO DEVE TER UM CORAÇÃO RESOLUTO EMSEGUIR A CRISTO V.61-62
3º O DISCÍPULO DEVE TER UM CORAÇÃO RESOLUTO EMSEGUIR A CRISTO V.61-62
TEXTO
TEXTO
3.1. O amor desse homem pelos seus familiares
3.1. O amor desse homem pelos seus familiares
Temos aqui o terceiro e último personagem que entra no diálogo com o Senhor Jesus. Quanto a esse, não sabemos se Jesus o convidou assim como fez com o segundo, ou se ele se ofereceu ao ouvir a conversa com os anteriores, há uma possibilidade de que tenha feito isso. Ele tem certa semelhança com os dois personagens anteriores, a resposta deste terceiro foi positiva, ele se dispôs a seguir o Senhor Jesus, sua resposta: “Seguir-te-ei”, aparentemente revela um coração desejoso por seguir ao Senhor como o primeiro personagem, mas assim como o segundo personagem ele também não desejava fazer isso imediatamente.
Ele tinha o desejo de voltar para sua casa e se despedir dos da sua família. Um nobre desejo não é verdade? Por que Jesus negaria que um discípulo seu, apenas se despedisse de sua mãe? Não há problema nenhum nessa atitude.Segundo o teólogo alemão Fritz Rienecker há até um paralelo muito semelhante entre este relato e outro que está no primeiro livro dos Reis. Lá Elias chamou Eliseu para servir ao Senhor como seu profeta, e Eliseu pediu o mesmo que esse homem, que queria primeiro beijar seus pais. O texto relata que Elias permitiu isso sem nenhuma objeção. Por que, então, Cristo não permitiria isso?
Perceba que nesse caso como nos casos anteriores estas três pessoas sempre parecem ter um desejo nobre no contexto do discipulado. Mas vamos analisar um pouco a resposta de Jesus a este homem.
3.2. A resposta de Jesus diante dessa explosão de “amor fraternal”
3.2. A resposta de Jesus diante dessa explosão de “amor fraternal”
No versículo 62 Jesus disse que ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus. O que significa isto? Segundo alguns comentaristas como Willian Hendriksen e outros, quando Jesus usa essa expressão ele está citando um ditado popular de sua época que é atribuído a um poeta grego chamado Hesíodo, isso torna mais fácil explicar a resposta de Cristo já que era conhecida pela cultura da época. A expressão mão no arado é facilmente entendida por todos aqueles que trabalharam na agricultura ou pelos que sabem como funciona um arado manual, puxado por um animal. Os olhos daqueles que aram a terra devem estar sempre voltados para a frente, qualquer desvio vai fazer que o sulco cavado não saia paralelo ao anterior, causando problemas para o plantio.
Jesus disse que aqueles que põe a mão no arado não são aptos. Segundo o comentarista A. T. Robertson, a expressão grega para apto também pode significar “adequado, apropriado, adaptado para”. O que indica que a intenção de Jesus em dizer isso era apontar para o fato de que aqueles que olham para trás não cumprem os requisitos para que sejam seus discípulos; não cumprem os requisitos para fazer parte do Reino de Deus. Estes não demonstram as qualificações necessárias para o discipulado.
3.3. O que a réplica de Jesus a este homem revela?
3.3. O que a réplica de Jesus a este homem revela?
3.3.1. Aquele homem buscou impor suas condições ao discipulado.
3.3.1. Aquele homem buscou impor suas condições ao discipulado.
Embora o coração daquele homem parecesse convicto de que deveria seguir a Cristo, suas palavras mostram que ele só faria isso se Cristo permitisse algo que ele gostaria de propor, que era voltar antes para os seus. Aquele homem não desejava seguir a Cristo em qualquer situação e com as condições de Cristo, mas com suas próprias condições. Sobre isso, Dietrich Bonhoeffer em seu livro discipulado diz que “Fica claro que, neste momento, o discipulado deixa de ser discipulado; transforma-se em um programa humano. O terceiro discípulo, portanto, deseja ingressar no discipulado, porém no momento em que o aceita condicionalmente [...] anula o discipulado”.
3.3.2. Aquele suposto discípulo estava com o coração dividido entre Jesus e seus familiares.
3.3.2. Aquele suposto discípulo estava com o coração dividido entre Jesus e seus familiares.
O problema mais uma vez estava no coração daquele homem. A resposta do Senhor Jesus mostra que ele tinha uma fraqueza. Quando Jesus fala sobre o olhar para trás ele não fala de algo fora do contexto, mas algo que se passava no coração daquele homem, que embora quisesse de certa forma seguir a Cristo, seu coração estava dividido entre o Senhor e os que deixaria trás. Há pouco falamos que há um paralelo entre este relato e o relato de Elias e Eliseu, mas o que vemos é que o problema é que Eliseu mostrou uma intenção confiante de servir ao Senhor, mas Cristo que conhece o coração dos homens percebeu que este homem apenas queria uma desculpa para dar a última olhada no que deixaria para trás.
Quando ele voltasse para casa, ele não conseguiria voltar para seguir o Mestre, pois a emoção do momento de despedida com a sua família iria levá-lo de volta para casa. Ele cederia à pressão e aos pedidos dos seus familiares que não queriam sua partida.Hendriksen diz que Jesus não permite que ele volte pois sabia que ele “facilmente poderia cair presa dos rogos emotivos e fervorosos para ficar em casa e não se juntar a Jesus e a seus seguidores”. E Matthew Henry diz “que ele considerava seguir a Cristo como coisa melancólica, incômoda e perigosa; era para ele como se fosse morrer e, portanto, precisava despedir-se de todos seus amigos para nunca mais vê-los”. Seguir a Cristo não seria um prazer ou um privilégio para aquele homem, mas um sacrifício penoso.
3.3.3. Aquele suposto discípulo estava com o coração dividido entre Jesus e o que deixaria para trás.
3.3.3. Aquele suposto discípulo estava com o coração dividido entre Jesus e o que deixaria para trás.
Outros motivos poderiam estar envolvidos com os pedidos desse homem. Despedir-se de sua família talvez não fosse o único motivo aqui. A resposta desse homem a Jesus mostra que suas motivações eram mais carnais do que se pode imaginar. Para Russel Champlin explica que“no grego clássico, a palavra grega aqui traduzida por ·despedir-se·, significa separar-se de uma incumbência, como quando um soldado deixa seu posto ou um oficial larga a sua patente”.Provavelmente esses soldados ou oficiais não deixavam seu dever sem primeiro deixar tudo em ordem para sua partida. A ideia é de que naquela época um homem não podia deixar a sua casa e ir embora sem mais nem menos, era obrigação de todo homem deixar primeiro os seus negócios organizados. Se ele tivesse terras, era necessário vender essas terras ou se desfazer delas de alguma forma, se ele tivesse animais e bens, da mesma forma. Tudo o que ele tivesse deveria estar em ordem para sua partida.
Por isso, Jesus não permite que ele volte para sua casa. O que Jesus provavelmente deseja indicar é que depois de rever seus familiares e seus bens, os quais precisava se desfazer, esse homem iria olhar para trás e sentir desgosto em abandonar tudo para seguir a Cristo.
3.3.4. Se aquele suposto discípulo olhasse para trás, não conseguiria mais olhar para Cristo.
3.3.4. Se aquele suposto discípulo olhasse para trás, não conseguiria mais olhar para Cristo.
Existe algo nas Palavras de Jesus que revela algo muito mais profundo sobre o pedido daquele candidato a discípulo. A expressão aqui, referente a “olha para trás”, não se refere a alguém que simplesmente desviou o olhar e voltou a olhar para frente. Mas há um particípio presente que indica uma ação continua e permanente. Jesus não se refere apenas a alguém que olha para trás repentinamente, mas alguém que continua olhando para trás. Como alguém que viu algo mais interessante do que estava fazendo, pensou em olhar para ver e acabou se distraindo, não trazendo a atenção de volta para onde deveria estar. Jesus mostra que se aquele discípulo voltasse a seus familiares, com toda certeza encontraria distração e não mais o seguiria.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
A Bíblia nos conta uma história clássica sobre alguém que olhou para trás e sofreu as consequências sérias disso. Deus anunciou que destruiria Sodoma e Gomorra, mas pela sua Graça e por intermédio da oração de Abraão ele resolveu salvar a Ló e a sua família. Mas ele deu uma ordem: Não olhem para trás! A mulher de Ló desobedeceu ao Senhor e por olhar para trás foi transformada numa estátua de sal. Por que aquela mulher olhou para trás sabendo da ordem de Deus? Porque o seu coração estava nas coisas e nos prazeres que ele deixou para trás em Sodoma. Ela não olhou apenas por curiosidade, ele olhou porque queria ver novamente seu antigo mundinho de pecados, mesmo que estivesse sendo destruído
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
O Senhor Jesus nos deixou algumas lições sobre o exemplo do diálogo com esse homem.
1. O discipulado requer que abandonemos nossas condições para atender às condições de Cristo.
Não há lugar no discipulado para que venhamos determinar o modo e o tempo no qual seguiremos a Cristo ou obedeceremos a seu chamado. O Senhor nos ensina que aqueles que tentam impor suas condições, fazem isso porque seu coração está dividido. Bonhoeffer diz que alguém que age assim entra em contradição.Ninguém pode desejar ser um discípulo impondo ao mestre as regras do discipulado. É o mestre que determina as regras. No Reino de Deus, os servos obedecem ao Rei e não o contrário. Se queremos seguir a Cristo devemos abandonar nossas exigências e nos submeter inteiramente às exigências de Cristo. O verdadeiro discípulo não tem escolhas.
2. O discipulado requer um coração decidido a olhar para Cristo.
O coração do discípulo não pode jamais estar dividido entre olhar para Cristo e olhar para outra direção. Mas o Senhor não aceita qualquer divisão ou vacilo dos seus discípulos, ele prova o coração dos homens exatamente neste ponto. Todos aqueles que estão com o coração tendencioso a olhar para trás são considerados inadequados e não preenchem os requisitos do discipulado.
Foi essa repreensão que Elias fez a Israel no monte Carmelo quando Israel deixou o Senhor para servir a Baal. Elias perguntou: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se Baal é deus, servi-o se o Senhor é Deus servi-o. O Senhor sempre repreende seu povo quando seu coração mostra dúvida ou divisão em sua adoração e serviço. Ou servimos ao Senhor integralmente, ou voltemos às antigas práticas que agradavam nossos corações uma vez por todas.Por isso, o Senhor Jesus diz que ninguém pode servir a dois senhores, pois ou há de agradar a um e aborrecer-se de outro.
O Senhor não se agrada daqueles que estão diante do seu chamado, mas estão com o coração angustiado e aflito por pena de deixar para trás suas antigas práticas pecaminosas, ou as coisas terrenas que terão que se desfazer, ou mesmo o conforto deste mundo. Se deixar o mundo para trás é algo penoso para um discípulo, isso é prova que seu coração ainda permanece no mundo, e há uma grande probabilidade de que ele volte à mesma miséria de onde veio. O verdadeiro discípulo abraça a Cristo com toda alegria e satisfação do seu coração, sabendo que recebeu o maior privilégio que jamais poderia ter encontrado. Mas Jesus diz: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;” Mateus 10:37
O Senhor chama seus discípulos para que tenham o coração inteiramente resoluto, inteiramente decidido de que o seguirão em todas as circunstâncias sem pensar duas vezes. Matthew Henry diz que “Esta deve ser a decisão de todos aqueles que serão realmente achados como discípulos de Cristo; eles seguem o Cordeiro onde quer que Ele vá, mesmo que seja através do fogo e da água, sofrendo prisões e morte”.O coração do discípulo de Cristo abre mão de todas as coisas por amor a Cristo seu Senhor, até mesmo de sua vida. Assim como disse o missionário Jin Elliot que morreu jovem ao pregar aos índios da Amazônia Colombiana: “Não é tolo aquele que abre mão do quenão pode reter para ganhar o que não pode perder.
3. O discípulo deve evitar as mínimas distrações.
O Senhor nos ensina através de sua resposta a esse homem que aqueles que olham para trás não fazem isso por uma simples distração, mas porque seus corações estão divididos entre o Senhor e o que deixaram para trás. Que uma simples olhada saudosa das coisas que ficaram para trás podem distrair o discípulo, tirando seus olhos de Cristo. O Senhor nos ensina que o Reino de Deus, é comparado a essa aração de terra. Todos aqueles que querem fazer parte do Reino devem saber que não podem olhar para trás em nenhum momento. Eles não podem sentir saudade daquilo que abandonaram para seguir o Senhor Jesus, porque o seu coração está no Senhor Jesus. Para seguir a Cristo nós precisamos abrir mão de muitas coisas, e em nenhum momento podemos lembrar delas, porque isso nos fará desviar o foco.
O crente deve ter sempre em mente as Palavras do apóstolo Paulo quando disse: "esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3:13-14. O Crente em Jesus Cristo deve evitar as mínimas distrações, ele não pode brincar com as tentações. Um discípulo de Cristo está com os olhos postos unicamente no Senhor, é para o Senhor que devemos olhar.
Mas talvez surja a dúvida em sua mente, sobre como você pode guardar seus olhos de não olhar para trás, mas uma vez a resposta é: Olhe para Cristo, olhe para o exemplo de Cristo. Que mesmo sabendo do sofrimento que o aguardava não olhou para trás, não retrocedeu em sua tarefa. Cristo não se acomodou aos cuidados de sua família e sua mãe na Galileia, mas avançou para Jerusalém. Cristo deixou para trás toda sua glória com Pai na eternidade e veio a este mundo para viver uma vida de sofrimento, prosseguindosempre para a cruz, sem olhar para trás. Se você deseja uma motivação para prosseguir, olhe para Cristo.
APLICAÇÃO FINAL
APLICAÇÃO FINAL
1.1 – Aplicação:Aos que desejam ser seguidores de Cristo por mero entusiasmo.
Meu desejo neste momento é falar a você que está com o coração muito animado para se tornar um seguir de Jesus, para andar próximo do Mestre, para ser um discípulo mais próximo. Você que está com o coração cheio de euforia e comoção, convencido de que deve ser um crente.
Não é minha intenção jogar um balde de água fria em você, mas quero te desafiar a fazer uma analise interna das motivações que te levam a desejar seguir a Cristo. Você tem desejado ser um cristão por amor a Cristo, ou por amor ao que Cristo pode te oferecer? Você não tem desejado seguir a Cristo porque espera suas curas, ou prosperidade? Você já parou para pensar que talvez queira seguir a Cristo porque ouviu mensagens que mexeram com seu emocional e com seu ego e deseja sentir isso novamente?Você já analisou se sua motivação em seguir Cristo não se dá simplesmente porque tem simpatia por ele e por suas Palavras. Mas não porque você creu em Cristo como o Filho Bendito de Deus?
Se você pensa que seguir a Cristo é viver uma vida boa neste mundo; que viver com Cristo é mais vantajoso do que viver sem ele; que seguir a Cristo significa o fim dos seus problemas, isso significa que você não entendeu o que é ser um crente em Jesus Cristo. Por isso o Senhor deseja deixar você muito bem informado de que não encontrarás nada disso na caminhada cristã, mas lutas, provas e aflições. Mas esse não é um fator que deve te desmotivar a segui-lo, mas na verdade deve te fazer buscar ao Senhor pelas verdadeiras motivações, consciente dos desafios que te esperam.
1.2 - Aplicação: Aos que desejam servir a Cristo por mero entusiasmo.
Talvez você não seja um candidato a ser discípulo de Cristo, talvez você já faça isso há um tempo e tem sentido no coração o desejo de servir a Cristo no ministério. Provavelmente você está eufórico, cheio de fervor pelo trabalho do Senhor. Talvez você queira ser pastor, teólogo, professor, alguns querem servir no trabalho missionário onde Deus os enviar, querem pregar aos índios canibais de alguma tribo não contactada da Amazônia.
Meu desejo também é desafiar você a perscrutar as intenções do seu coração quanto ao chamado. Você deseja servir a Cristo porque o ama e deseja obedecê-lo, ou porque anela ganhar voz ou reconhecimento na igreja? Pelo status do título de Reverendos?Para que sejam teólogos conhecidos, ou grandes conferencistas? Para ter uma biografia escrita a seu respeito por ter sido um missionário que converteu tribos inteiras de índios com uma única pregação? Se você quer servir ao Senhor no ministério, mas seu coração faz isso por estar romantizando o chamado, o Senhor tem algo a ensinar ao seu coração.
Cristo nos ensina que uma das marcas principais do chamado é o sofrimento. Que servi-lo implica em termos nossa mensagem rejeitada, na oposição e perseguição dos homens, o não reconhecimento do trabalho que desempenhamos e tantas dificuldades. Se o seu desejo é servir a Cristo, isso requer da sua vida uma visão equilibrada do discipulado. Não podemos enganar a nós mesmos tentando convencer a nós mesmos de que somos chamados pelo Senhor simplesmente porque estamos encantados com sua obra.
2.1 –Aplicação: Aos que estão postergando o discipulado.
Depois de ouvir sobre o que já expomos nesta manhã, você foi desafiado a se tornar um seguidor do Senhor Jesus. Mas quem sabe você até está refletindo sobre isso, você tem ouvido sobre a importância de ser um discípulo de Cristo e está cogitando sobre a possibilidade de aceitar o convite do mestre, mas você não pensa em fazer isso imediatamente, você acha que é uma decisão importante, mas que pode ser adiada.
Talvez você tem o sentimento de que não está preparado ainda para ser crente e quer deixar isso para depois, porque tem que resolver algumas questões em sua vida primeiro. Ou você acha que é muito jovem para ser um cristão e quer aproveitar sua vida juventude,farrando, desfrutar dos prazeres mundo, para só depois ser crente. Ou talvez você é um daqueles que dizem: “Deus não tocou meu coração ainda. Mas quando chegar a hora eu vou ser um crente”.
Elas usam desculpas e mais desculpas, mas o que nós vemos aqui é que essas pessoas apenas escodem dentro do seu coração um desejo contrário ao Senhor. Eles não desejam a Cristo sinceramente, eles têm outras prioridades acima de Cristo. Quem sabe você se encontra entre um desses procrastinadores?
O que o Senhor nos diz é que aquele que não o tem como prioridade, mas como segunda opção não o terá de forma alguma. Ou você assume imediatamente o compromisso com o Senhor, recebendo o seu convite de bom grado, ou Cristo não estará disponível para você, como se fosse uma mercadoria barata a ser oferecida insistentemente. Um verdadeiro discípulo não recebe a Cristo a seu bel prazer, em um momento que é conveniente, mas o recebe com alegria de coração, prontamente. Pois ou Cristo é sua prioridade, ou não é nada para você. Este é o momento em que o convite está aberto para seu coração.
2.2 – Os que estão postergando o chamado ao serviço.
Mais uma vez eu falo a você que tem sido chamado pelo Senhor para sua obra, tem sentido o coração arder por trabalhar na seara do Senhor, a igreja tem percebido esse chamado e despertado seu coração a isso. Mas você tem deixado para depois, você tem lutado contra esses sentimentos. Você pensa que tem outras prioridades antes disso, como fazer uma boa faculdade, ter um bom emprego, conseguir estabilidade financeira para sua família, terminar um doutorado, e só quando você se realizar em todas estas coisas poderá servir ao Senhor.
O chamado do Senhor é intransferível e inadiável. Deus não nos chama para aceitar seu convite quando realizarmos nossos sonhos, ele nos chama a obedecer e ponto. Não haja como se você fosse super especial por ser chamado por Deus e que Deus estará esperando por você na hora que te der na telha. Na verdade, entenda isso como um privilégio e simplesmente vá. Diga: eis-me aqui, envia-me a mim!
3.1 - Aplicação: Aos de coração dividido
Quero falar agora a você, que depois de ouvir sobre os três personagens, se identificou com o terceiro. Você que deseja ser um seguidor de Cristo, quem está com o coração comovido de que deve entregar sua vida ao Salvador, mas há algo muito grande dentro do seu coração que o impede de fazer isso inteiramente. A você que sabe que esse é o caminho que deve seguir, mas que está aflito e angustiado por causa daquilo que sabe que precisa deixar para trás.
Você que está aflito, porque, conhecendo sua família, sabe que receberá o desprezo, as críticas, e talvez perca a admiração dos seus entes queridos. A você que está envolvido com muitas coisas prazerosas deste mundo, e sabe que não pode continuar com elas se abraçar a Cristo. A você que vive uma vida de certa forma confortável neste mundo, mas sabe que que talvez tenha que se desfazer disto para viver uma vida dura e cheia de angústia. A você que está diante da decisão mais difícil de sua vida.
Saiba que Cristo é claro e enfático em dizer que o Reino de Deus não admite esse tipo de divisão, e se você deseja salvar sua vida e andar perto do Senhor, precisa romper uma vez por todas com as coisas que deixou para trás. Você deve considerar tudo isso com nada diante das bênçãos gloriosas de seguir a Cristo como salvador. Que você não se entristeça pelo que está deixando para trás, porque a promessa de Cristo é que você ganhará infinitamente mais no Reino de Deus.
Olhe para o Cristo que deixou tudo para que você pudesse ganhar todas as coisas.
3.2 – Aplicação: Aos que seguiram a Cristo e estão olhando para trás.
Quero falar também a você, que já é um discípulo de Cristo, que já pôs a mão no arado, que tem servido a ele no ministério, a você que durante um tempo se empenhou vigorosamente em servir o Mestre em sua obra. Mas que as dificuldades e aflições da caminhada te fizeram esmorecer. A você que já começou a fazer comparações dentro do coração sobre a vida que teria levado se tivesse seguido seus próprios planos, e a vida que tem vivido estando com o Senhor. A você que que durante o percurso olhou para algo que te fez tirar a atenção do trabalho do Senhor.
O Senhor fala ao seu coração por meio desta palavra com o desejo de encorajar seu coração a permanecer firme olhando em sua direção. Com o desejo de te levar ao arrependimento, a fim de que você abandone as distrações que te afastam de sua vontade enquanto é tempo, enquanto elas não te levam para tão distante do Senhor que você não apenas olhe para trás, mas abandone também o arado, abandone também gradualmente o chamado do Senhor a sua vida. Meu querido, olhe imediatamente para Cristo.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
No inicio falamos um pouco que nos recrutamentos para empregos as grandes empresas estão inovando a fim de descobrir traços da personalidade de seus candidatos que não seriam revelados em uma simples conversa. As exigências dessas empresas não estão relacionadas apenas ao preparo profissional, mas em um caráter que se encaixe com a visão da empresa.
O Senhor Jesus é o Senhor de todas as coisas, que prova e conhece o nosso coração. Mas as exigências de Cristo são infinitamente maiores que as exigências dos homens, e importa que venhamos revelar em nossas vidas os requisitos do discipulado do nosso Senhor. Mas lembre de algo, Cristo é tão bondoso para conosco que ele não exige nada de nossa parte que possa ser cumprido pelo nosso próprio esforço. Ele nos conhece e sabe que por causa de nós seremos reprovados em todas as suas exigências, mas porque Cristo cumpriu todas as exigências nós somos aceitos como seus discípulos inteiramente pela sua Graça. A Graça de Cristo nos capacita a responder positivamente ao chamado e às exigências do Senhor.
