O PODER E AS CIRCUSNTÂNCIAS DA TENTAÇÃO - TIAGO 1:12-15

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Uma geração sem culpa.

INTRODUÇÃO
A VITIMIZAÇÃO DA SOCIEDADE
Em seu livro Sociedade Sem Pecado John MacArthur destaca pontos fortes sobre - O que aconteceu com o pecado?
Ele diz “Afinal de contas, as pessoas querem pecar, mas sem culpa; e essa filosofia promete exatamente isso. essa tendência resultou no que o autor Charles Skykes chama de (UMA NAÇÃO DE VÍTIMAS)”.
Skykes está preocupado com a rapidez pela qual a vitimização foi incorporada pela sociedade, o que, segundo ele, corroendo o caráter moral da sociedade.
MEUS IRMÃOS TODO TIME DE FUTEBOL TEM UM MASCOTE, QUAL O MASCOTE DA NOSSO SOCIEDADE?
PODERÍAMOS DIZER QUE A VÍTIMA TORNOU-SE O MASCOTE DA NOSSA CULTURA.
Precisamos compreender que a negação da culpa gera uma auto-imagem saudável e inatingível.
CRIAMOS INÚMERAS DESCULPAS PARA NOS LIVRARMOS DA CULPA
POR EXEMPLO:
“O poder das circunstâncias era forte demais.” “Minha personalidade é forte, não consegui me controlar.” “Outras pessoas são culpadas.” “A rigor, Deus mesmo é culpado. Por que ele me deixou cair nessa situação tentadora? Por que me criou assim?” É assim que o ser humano tenta se livrar da culpa – e em última análise empurrá-la para Deus, para assim se autojustificar. A isso Tiago responde: “Ninguém que é tentado diga: Sou tentado por Deus.”
13 Ao ser tentado, ninguém deve dizer: “Deus está me tentando”. Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e nem ele tenta ninguém;
O crente que passa pelo teste é bem-aventurado, mas aquele que fracassa enche-se de remorso. Aquele que não é aprovado recusa-se a admitir que lhe falta a fé em Deus.
Foi o que Adão fez no paraíso, quando caiu em pecado. Ele deu ouvidos a Eva que, por sua vez, obedeceu a Satanás. Quando Deus os confrontou com seu fracasso, Adão culpou Eva e Eva culpou a serpente (Gn 3.12,13). Na verdade, Adão culpou Deus quando disse “a mulher que [tu] me deste por esposa, ela me deu da árvore e eu comi”
É demasiadamente evidente que as tentações externas, mencionadas até aqui, nos são enviadas por Deus. Foi assim que Deus tentou Abraão [Gn 22.1], e diariamente nos tenta, a saber, ele nos prova quanto ao que somos, pondo diante de nós uma ocasião mediante a qual nossos corações se tornam conhecidos. Extrair, porém, o que se acha oculto em nossos corações é algo muito diferente de seduzi-los interiormente por meio de concupiscências perversas.
Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Gênesis 22:1
(נסה)
נסה (nsh), VB. arriscar; testar; treinar. Equivalente grego: πειράζω
NASÁ no hebraico - DEUS É SUJEITO - PEIRAZON no grego
1. provar — pôr à prova a fim de determinar a natureza de uma coisa, incluindo as imperfeições, falhas ou outras qualidades.
PRESTEM ATENÇÃO MEUS IRMÃOS
Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. 2 Coríntios 13:5
(peirazō), VB. testar; provar; tentar
No bloco final da primeira série da carta de Tiago, Tg 1:2–18, os versículos 13ss nos colocam novamente diante da palavra peirasmós, aqui predominante, e que no grego significa tanto os termos “prova”, “teste de aprovação” como também “tentação” (cf. Tg 2:12). Refere-se aos momentos perigosos e decisivos, nos quais um caminho errado se abre diante de nós e se torna viável e sedutor.
PROVAÇÃO - O SUJEITO É DEUS
OBJETIVO - APROVAÇÃO DO HOMEM DIANTE DE DEUS
TENTAÇÃO - O SUJEITO É A COBIÇA
O OBJETIVO - AQUEDA DO HOMEM DIANTE DE DEUS
COMO QUE TIAGO TRATA COM A IGREJA O PROBLEMA DA TENTAÇÃO? ELE COLOCA SOBRE ELA A NÃO CULPA PELOS OS SEUS DESEJOS E CULPA O DIABO? OU TIAGO AFIRMA QUE AMAMOS AQUILO QUE DESEJAMOS?
TIAGO, trata de tentações íntimas, as quais nada mais são do que os desejos desordenados que arrastam ao pecado. Com razão, ele nega que Deus seja o autor delas, porquanto elas emanam da corrupção de nossa natureza.
Esta advertência se faz muito necessária, pois nada é mais comum entre os homens do que transferir para outros a culpa dos males que cometem; e, então, especialmente parece que se livram quando a atribuem a Deus mesmo. Imitamos constantemente este tipo de evasão, a qual nos foi legada, tal como é, desde o primeiro homem. Por esta razão, Tiago nos convoca a confessar nossa própria culpa, e a não implicar Deus, como se ele nos compelisse a pecar.
a. “Deus não pode ser tentado”. Tiago não está interessado em explicar a origem do mal, pois ele sabe que não é Deus, mas Satanás, que é chamado de tentador. Assim, ele escreve: “Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta”. Sua intenção é dizer que Deus, Criador de todas as coisas, não é a causa do mal. Em sua santidade, Deus está bem acima do mal e não pode ser influenciado por ele. Tiago coloca a questão nesses termos: é impossível Deus ser tentado. Por causa de sua perfeição, Deus não tem nenhum contato com o mal e o mal não tem poder de tentá-lo.
b. “Cada um é tentado”. Alguns procuram justificar o pecado dizendo “o diabo me fez agir assim”. Mas essa desculpa não funciona, pois o ser humano é responsável por seu próprio pecado. A tentação é universal; ninguém escapa do confronto com ela
“Cada um é tentado quando, por seu próprio desejo perverso, é atraído e seduzido”. Tiago usa uma ilustração tirada da arte de pescar. Um peixe vê a isca e sente-se tentado a atacá-la. Quando o peixe morde a isca, é subitamente arrastado para fora e perde a vida por causa de sua inocência e ignorância.
Mas o ser humano não pode declarar inocência e ignorância. Tiago diz claramente que “cada um é tentado pelo seu próprio desejo perverso”. Ele deixa o ser humano desprovido de qualquer explicação que coloque a culpa sobre outra pessoa ou coisa. Na verdade, ele diz que a causa está dentro de nós mesmos.
Observe que Tiago fala da própria cobiça. Nossos desejos nos levam à tentação e, se não somos controlados pelo Espírito de Deus, esta nos conduz ao pecado. Jeremias profetizou que o coração do homem é enganoso (17.9). Jesus repete essa mesma idéia quando descreve o coração humano nas seguintes palavras: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19).
TALVEZ VOCÊ ESTEJA SE PERGUNTANDO?
Há como escapar da tentação? Certamente. Deus não nos abandonou. Ele ainda ouve e responde nossas orações. “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6.13). E Paulo escreve as seguintes palavras tranqüilizadoras: “Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).
c. “A cobiça… gera a morte”. Tiago lança mão de mais uma ilustração. Ele toma o exemplo de um ser vivo desde a concepção, passando pela maturidade e até a morte. Retrata a cena em poucas frases que dispõe de forma paralela.
VAMOS PENSAR NA COBIÇA NÃO A LUZ DE UMA SOCIEDADE SEM PECADO, MAS QUERO CONVIDÁ-LOS A OLHAR PARA A BÍBLIA:
“A própria cobiça” representa o objeto ou situação específicos que, dependendo da constituição e situação da pessoa, lhe são sedutores aqui e agora:
No caso de Caim, foi a possibilidade dar uma boa lição ao privilegiado Abel.
No caso de Acã foram ricos despojos.
Para Sansão, uma mulher dentre os filisteus.
Para Absalão, a coroa real. Isso
“atrai” e “fisga”.
Ou seja: primeiramente chegamos perto e rodeamos, ao menos em pensamento, aquilo que nos tenta, como o peixe rodeia a isca.
Então depois de haver concebido da à luz o pecado
uma vez [o pecado] completamente amadurecido gera a morte.
Se Deus criou os desejos dentro de nós, eles são, necessariamente, pecaminosos? Não, pois estes nos foram dados para que tivéssemos uma vida equilibrada. Temos o desejo de comer e beber para que possamos cuidar de nosso corpo. Quando controlamos nossos desejos corretamente, vivemos uma vida normal, mas, quando deixamos de lado o domínio próprio, a cobiça foge ao controle e se torna, por assim dizer, grávida.
concebe. A cobiça pode conceber quando a vontade do ser humano deixa de apresentar objeções e se entrega. Quando isso ocorre, começa a concepção e o pecado se desenvolve e, mais tarde, nasce. O pecado resulta em morte (Rm 7.5,10,13).
O pecado leva à morte. De modo ainda mais explícito, Paulo escreve que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). A morte se restringe à morte física ou inclui a morte espiritual e eterna? Tiago não entra em detalhes, apenas enfatiza que o pecado leva para cada vez mais perto da morte, isto é, o pecado progressivamente conduz da morte espiritual para a morte física e daí para a morte eterna.
CONCLUINDO
A ajuda ainda continua aberta. “Onde o pecado se tornou poderoso, a graça é ainda mais poderosa” (Rm 5:20). Podemos correr até Jesus Cristo, o médico que permanece com o consultório aberto, bem como levar outros até ele. Ele é capaz de retirar novamente a “isca” e o “anzol” que já foi engolido, i.é, tirar o pecado e libertar das amarras (1 Jo 1:7; Jo 8:34,36).
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