O poder da verdade!
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Introdução:
Alguém já mentiu para você em algum assunto muito sério, o qual deixou você muito decepcionado com aquela pessoa? Não é fácil lidar com a mentira. Mas a melhor maneira de acertar as coisas é ser sincero e verdadeiro. Hoje vamos falar de uma conversa franca que Jesus teve com uma pessoa que vivia enganando a si mesma.
Logo após Seu encontro com Nicodemos, quando Jesus conversou sobre a importância de nascer da água e do Espírito, ou seja o batismo, Jesus teve um novo encontro próximo ao final do ano 28 da nossa era. Agora não mais a noite, mas com o sol a pino, provavelmente ao meio dia, não com um homem, mas com uma mulher, não alguém respeitado na cidade, mas alguém que não tinha boa reputação!
Tudo acontece em uma cidade pequena chamada Sicar, na região da Samaria, ao pé dos montes Ebal e Gerizim.
Creio que é claro para você hoje, pelo texto e contexto o conflito existente entre judeus e samaritanos. Um preconceito que se originou mais especificamente após o exílio assírio, em 722 a. C.. Este conflito foi causado pela pela introdução de culturas trazidas pelos assírios. O plano deles era desestruturar suas colônias para que não se rebelassem contra eles. Essa miscelânea formou um esteriótipo de idolatria nas regiões do norte, que foi mais afetado pelos assírios. “A aversão dos fariseus pelos samaritanos era tal que oravam para que nenhum samaritano fosse revivido no dia da ressurreição." (WIERSBE, 2007, p. 385.) Jesus sem sombra de dúvidas estava livre desta visão preconceituosa. Quando Jesus quis exemplificar sobre uma pessoa boa, ele usou a imagem de um samaritano, deixando sinais de que se referia como um exemplo dEle mesmo.
Por outro lado, também, muitos afirmam que a Bíblia é machista, e argumentam isso por ela ser escrita em um tempo onde as sociedades discriminavam, rebaixavam e até ridicularizavam a mulher. Bem, a conversa de Jesus com esta mulher, bem como a inserção deste episódio no cânon bíblico não dá nenhuma margem para tal afirmação.
Uma conversa transformadora - João 4.5-8
Uma conversa transformadora - João 4.5-8
Ideia central: Ao conversar com a mulher samaritana Jesus iniciou seu ministério mostrando verdadeiramente como fazer discípulos. Quando revelou a verdade, primeiro Ele foi ao coração e então lhe mostrou sobre a verdadeira adoração e ela pôde tomar sua decisão. O impacto que a verdade da salvação pela graça efetuou no coração daquela mulher mexeu com uma cidade nos dias de Cristo e hoje ainda mexe com o mundo inteiro.
a) Jesus: preocupado com a salvação (v. 7)
a) Jesus: preocupado com a salvação (v. 7)
O elemento principal dessa narrativa é a água, como uma figura de linguagem para a salvação. A água, como sabemos, é substância imprescindível para a vida. Jesus é essa água viva que traz salvação para aquela mulher samaritana.
Aplicação: Talvez você se sinta em desvantagem por causa de sua raça, religião, contexto social ou mesmo escolar. A verdade é que Deus tem uma mensagem de salvação para você hoje, independente das circunstâncias em que você está mergulhado!
b) Discípulos: em processo de transformação para compreender sua missão. (v.8)
b) Discípulos: em processo de transformação para compreender sua missão. (v.8)
O Evangelho de João é o Evangelho do Discipulado. A falta de sensibilidade dos discípulos de Jesus em relação à mulher demonstra que eles ainda não tinham desenvolvido a estima, a paixão por serem ganhadores de almas. Quando Jesus fala sobre a ceifa, ou a colheita, Ele Parece fazer um link entre o "fazer discípulos" com a colheita. Uma disposição em fazer mais discípulos e mostrar aos outros que querem fazer mais discípulos.
Aplicação: A verdadeira adoração do discípulo o leva a fazer novos discípulos para Cristo!
Proposição: Não permita que certas situações impeçam você de conversar com Jesus. Vá a Ele agora e receba em sua vida o poder da verdade!
1. Em busca da verdade - João 4.9-18
1. Em busca da verdade - João 4.9-18
a) Buscando o que não conhece (v. 9-10):
a) Buscando o que não conhece (v. 9-10):
A mulher estava buscando água, mas não era dessa água que ela precisava.
Os judeus eram proibidos de negociar com os samaritanos, nem mesmo usavam os mesmos utensílios que eles. Para os judeus os samaritanos eram imorais e não deveria haver nenhum tipo de contato, para não ficarem “imundos” em suas cerimônias religiosas. Esse preconceito nutria um sentimento de revolta por parte dos samaritanos.
Assim, esse ódio que existia não permitia que aquela mulher oferecesse um favor a Jesus. Mas Ele quer chegar ao coração dela e com tato que vem de seu amor divino, Jesus não ofereceu, mas pediu ajuda, quebrando as barreiras culturais da época. “[…] a confiança, no entanto, desperta confiança.” (WHITE, 2007, p. 120). Jesus com Seu poder Criador poderia fazer brotar água de qualquer lugar, mas preferia pedir aquela mulher gerando assim sua oportunidade de conversar com ela.
Sabemos que quando realmente estamos com sede nada substitui um copo de água bem fresquinha! Esse líquido de propriedades especiais e até curativas tem um poder extraordinário. Ao pesquisar por vida em outros planetas, o principal indício que os cientistas usam é a procura deste elemento vital. É a água que move hidrelétricas, que também devasta cidades. A água com certeza é um elemento muito poderoso. É por isso que Jesus se identificou como a água da vida.
O paralelo da repetição entre as palavras “beber” e “adoração” nesta história são muito evidentes, marcando as duas partes do diálogo de Jesus com a mulher samaritana. O primeiro era a verdade sobre a vida dela e o segundo, a verdade sobre a vida dEle. Jesus se colocou como o sedento mas era Ela que estava em busca da água da verdadeira adoração!
b) Buscando em lugares errados (v. 11-15):
b) Buscando em lugares errados (v. 11-15):
Olhava tanto para o passado que se esquecia do presente.
Os poços eram lugares especiais no contexto bíblico. Eram motivo para grandes conflitos, mas por outro lado, também motivo para grandes alianças (Gênesis 21.22-34). Nos tempos de Cristo, ali as pessoas se encontravam constantemente em busca de água. Seria hoje quase como ir ao supermercado, à farmácia ou à praça, ou, em um dia bem quente, à sorveteria. Ali estava a fonte de onde vertia a água para refrescar e aliviar aqueles que estavam cansados e sedentos.
A Partir do momento que Jesus lhe disse que ela não conhecia o dom de Deus, ela passa a tratá-Lo com mais respeito chamando-Lhe de Senhor. Em sua mente chegou a comparar Jesus com o patriarca Jacó, que cavou aquele poço.
"Alimentava o sentimento, tão natural, de que nenhum outro poço poderia ser igual àquele que fora legado pelos pais. Olhava atrás, aos pais, e ao futuro, à vinda do Messias, ao passo que a Esperança desses antepassados, o próprio Messias, estava ao seu lado, e ela O não conhecia. Quantas pessoas sedentas se acham hoje junto à fonte viva, e olham todavia a distância, em busca das fontes da vida!" (WHITE, 2007, p. 121).
Seu apreço pelas coisas do passado quase a impediu de perceber a oportunidade que estava diante dela. Jesus lhe oferece uma água que saciará sua sede para sempre e além disso, nela será uma fonte também.
A grande verdade é que esta mulher colocava suas expectativas em lugares errados, nas coisas deste mundo, mas as coisas deste mundo nunca poderão satisfazer totalmente.
"Aquele que busca matar a sede nas fontes deste mundo, beberá apenas para tornar a ter sede. Por toda parte estão os homens descontentes. Anseiam qualquer coisa que lhes supra a necessidade espiritual. Unicamente Um lhes pode satisfazer essa necessidade. O que o mundo necessita é Cristo, 'o Desejado de todas as nações'. A divina graça que só Ele pode comunicar, é uma água viva, purificadora, refrigerante e revigoradora." (WHITE, 2007, p. 121).
“Aquele em quem Cristo habita, tem em si mesmo a fonte da bênção — “uma fonte de água que salte para a vida eterna”. João 4:14. Dessa fonte poderá tirar forças e graça suficientes para todas as suas necessidades." (WHITE, 2007, p. 121).
Busque a verdade no lugar certo, na fonte certa!
c) Buscando a verdade sobre si mesmo (v. 16-18):
c) Buscando a verdade sobre si mesmo (v. 16-18):
Inconscientemente, ela buscava a verdade sobre quem ela realmente era. Ela não era aquilo que estava sendo, na vida que estava levando.
Quando Jesus a manda chamar seu marido parece estar mudando o tema da conversa, mas na verdade essa afirmação era a água da vida que Jesus estava para lhe dar: a verdade sobre quem era ela mesma. Isso iria lhe preparar para que ela pudesse entender Quem estava diante dela.
Na passagem, Jesus cita de que ela já teve cinco maridos e o com quem estava no momento não era seu. Em relação à casamento é João que registra o primeiro milagre de Jesus, na Galileia, justamente em um casamento. Os valores relacionados ao casamento heterossexual e a família são muito importantes para Jesus, mas hoje estão sendo profundamente questionados nas escolas, nas universidades, na política e em vários lugares. A mulher também tinha dificuldades neste assunto e tinha medo de encarar a verdade.
Por meio da verdade sobre aquela mulher, Jesus estava preparando o solo do coração para que a semente pudesse brotar. Arar o solo é um trabalho difícil e exige habilidade. Rasgar a terra para que semente encontre um solo macio e possa germinar. É assim que o Espírito Santo trabalha rasgando nosso coração com a convicção do pecado para que semente da graça de Cristo brote no coração do pecador.
"Jesus havia despertado sua mente e suas emoções, mas também era preciso tocar em sua consciência e, para isso, deveria tratar de seu pecado." (WIERSBE, 2007, p. 386. )
O Espírito da verdade é esta água, que nos dá consciência dos próprios erros e uma nova vida em Cristo Jesus. João 16.8
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:
Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes;
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.
Jesus sabia que a declaração dela era verdadeira e lhe revelou sua história, seus relacionamentos fracassados e seu estado atual de adultério. “Essa referência ao seu passado vergonhoso, feita pelo Salvador, certamente fez com que ela enrubescesse." (GARDNER, 2005, p. 469).
Aplicação: Meu amigo, minha amiga, o que te enrubesceria hoje? O que te deixaria vermelho de vergonha? Quem sabe um confronto com sua vida promíscua, eu não sei da sua história. Talvez uma promessa não cumprida, um roubo, talvez uma agressão? Talvez uma mentira, talvez um pecado acariciado? Meu amigo, para Jesus a sua vida é um livro aberto. Hoje você precisa ser confrontado com a verdade sobre si mesmo e seu pecado assim como aquela mulher foi! Essa mulher não estava sendo verdadeira consigo mesma. Como esta mulher, talvez você guarde em seu coração coisas que você pensa que só você sabe. Não se engane, Jesus sabe. Ele conhece cada ponto da nossa vida. Ele conhece suas alegrias e conhece suas lágrimas. Suas vitórias e suas frustrações.
A mulher samaritana era uma mulher pecadora, que precisava urgentemente da 'água viva' que Ele generosamente lhe ofereceu." (NICHOL, 2013, p. 1039).
Jesus enfatizou no final do verso dezoito a importância da busca pela verdade.
2. O encontro com a verdade - João 4.19-26
2. O encontro com a verdade - João 4.19-26
a) Uma verdade progressiva (v. 19-22):
a) Uma verdade progressiva (v. 19-22):
Agora a namoradeira teve que repensar algumas coisas. Rapidamente, na defensiva ela leva a discussão para as diferenças entre a religião judaica e a religião samaritana. A palavra monte na Bíblia aponta para um simbolismo de poder (Mateus 4.8-10). A questão religiosa entre os judeus e samaritanos era sobre o local da adoração. Claro que isso envolvia relações de poder que causavam grande disputa na comunidade.
"Mas Jesus confrontou-a, mais uma vez, com sua ignorância espiritual: ela não sabia a quem adorar, onde adorar nem como adorar! Deixou claro que nem todas as religiões são iguais e aceitáveis aos olhos de Deus e que a adoração de alguns é fruto de ignorância e de incredulidade." (WIERSBE, 2007, p. 386.)
É aqui neste trecho que a sede implícita da mulher se revela de maneira espiritual. Sua sede é da verdadeira adoração. Jerusalém era conhecida como o principal lugar de adoração e assim o seria por bom tempo ainda. Mas a verdadeira adoração estava disponível para todos: "O que contava não era onde alguém adorava, mas a quem e como o fazia." (NICHOL, 2013, p. 1040).
Jesus queria ajudar aquela mulher a crescer no seu conhecimento da verdade. Por isso Ele não se ateve em lhe responder sobre Seu status de “profeta”, nem mesmo sobre detalhes em relação ao local físico da adoração. Seu objetivo foi dirigir a atenção da mulher a dois aspectos: (1) o espírito da verdadeira adoração e (2) para Ele mesmo como o Messias." (NICHOL, 2013, p. 1039).
Vejamos que a adoração a Deus não está limitada a um lugar:
Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras, porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.
Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
Devemos adorar a Deus em todos os lugares pois um só lugar não pode conter a Deus.
"Jesus lhe diz que a verdadeira adoração a Deus não exige que alguém se dirija a Jerusalém ou Samaria (João 4:21), porque a verdadeira adoração não tem a ver com o local físico, mas com a condição espiritual, no interior de cada um." (GRUDEM, 2019, p. 123).
Ao lhe apresentar a verdade, Jesus queria levar a samaritana a uma adoração sincera e verdadeira, não a adoração oca a qual estava acostumada em sua época.
b) Uma verdade que salva (v. 23-24):
b) Uma verdade que salva (v. 23-24):
O Pai e o Espírito aparecem quando o assunto passa a ser sobre adoração verdadeira. A ênfase que Jesus dá é que os samaritanos adoram o que não conhecem. Quando a Divindade é mencionada aqui, precisamos considerar que nossa adoração muitas vezes é falha, pois aplicamos padrões humanos aquilo que é de origem na Divindade. Nossa adoração precisa ser uma adoração de acordo com os padrões de Deus e não do homem.
Jesus deixou claro para ela que Deus deseja reunir todos os Seus adoradores, não importando sua raça. E nós como Seus adoradores precisamos ser verdadeiros com Ele, caso contrário toda nosso cerimonialismo será uma casca vazia e sem propósito. Nossa adoração precisa ser em uma entrega completa, rendendo toda nossa vida a Ele
A mulher parece não querer misturar sua vida pessoal com a sua adoração a Deus. Mesmo tendo uma vida longe do propósito de Deus, ela ainda se acha no direito de debater sobre o lugar certo para a adoração. Quando Jesus diz que Deus é Espírito, Ele quer deixar claro para ela que Deus sabia de tudo o que estava acontecendo na vida dela e que ela queria esconder. A bíblia diz que é o Espírito quem nos convence do pecado. Ele faz isso porque sabe de todas as coisas que fazemos e quer nos restaurar a verdadeira adoração.
Por isso que Jesus disse a Nicodemos em João 3.5
Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
Precisamos ser batizados para entrar no reino de Deus e precisamos, também, ser revestidos do Seu Espírito para sermos verdadeiros nesta decisão. Precisamos ser inteiramente guiados pela Palavra de Deus que nos foi entregue pelo Espírito Santo, o Espírito da verdade. Deus está interessado em como O adoramos! Se é de maneira sincera, se realmente aceitamos de todo o coração o dom de Cristo!
"O culto, portanto, envolve mais a atitude com que nos aproximamos de Deus, do que com a forma ou ordem segundo a qual ele ocorre." (Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (Org.), 2014, p. 35).
Como disse Francis Bacon “Mas nenhum prazer é comparável à estar firmado sobre o vantajoso terreno da verdade.” (BACON citado em LAWSON, p. 186).
"Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é necessário nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa pessoa. A tais adoradores ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas." (WHITE, 2007, p. 123).
Devemos fazer nosso melhor para Deus, sempre sendo verdadeiros e honestos. Por mais lindo que seja um culto, ele não agrada a Deus sem um coração de adorador contrito, quebrantado a Deus. Sem o reconhecimento do próprio pecado e o lavar purificador da água da vida, nossa adoração não tem valor.
“Deus exige honestidade e transparência por parte do adorador. Até este ponto, a mulher samaritana escondia seu coração de Deus." (GARDNER, 2005, p. 470).
c) Uma verdade garantida (v. 25-26):
c) Uma verdade garantida (v. 25-26):
No desenrolar da conversa, a mulher então reconhece que o Messias está para chegar. Mas seu conhecimento ainda é muito limitado. O Messias ainda não é uma verdade para ela. Mesmo assim se agarra às suas pequenas concepções e não percebe que está diante da própria profecia que acaba de mencionar.
A primeira vinda de Cristo é um tema amplamente discutido nas Escrituras, no Antigo Testamento, o qual ela provavelmente tinha acesso. Quando olhamos para o livro de Daniel, esse tema fica ainda mais claro inclusive com as datas da chegada do “מָשִׁיחַ” (mā.šîªḥ). Esse vocábulo significa “o ungido” no hebraico e foi utilizado para diversas pessoas que foram ungidas como reis, sacerdotes e profetas. Mas as profecias messiânicas eram muito claras de que da descendência de Davi se levantaria o mā.šîªḥ (Isaías 11.1-10; Jeremias 23.5-8; Sofonias 3.15-17; Isaías 9.6-7, etc.)
Daniel 9.25
Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
Esta é profecia fala do Ungido, o cálculo das 70 semanas e das 2.300 tardes e manhãs, que não era compreendida pelos rabinos de sua época. Quando Jesus diz no verso 23 que “vem a hora e já chegou” Ele está anunciando o cumprimento profético da vinda do Messias tão aguardado. O batismo de Jesus foi Sua unção para Seu ministério, cumprindo a profecia de Daniel. Assim Jesus também se aproxima e nos convida para recebê-Lo como nosso Messias, o nosso Salvador. A chegada do Messias é que saciaria a sede que os adoradores viviam.
“No início da narrativa, é ela quem tem a água, e Jesus a sede. No fim, a mesa se inverte: Ele tem a água, e ela a sede.” (RODOR, 2014, p. 55).
Aplicação: Quem você está adorando amigo! Você conhece seu Deus? Tem estado em comunhão com Ele todos os dias, ou está tão distante que não O conhece mais? Já não reconhece Seus ensinos e pecou contra Ele? Hoje quero te convidar a ser verdadeiro com você mesmo e com Jesus! Que o Espírito de Deus trabalhe em seu coração hoje! Que você conheça as profecias da primeira vinda, mas também da segunda vinda de Cristo. Que o sacrifício dEle na cruz não seja em vão para você. Que a certeza da primeira vinda lhe assegure sua fé na volta de Jesus, o Seu salvador
"Ao ouvir a mulher estas palavras, a fé brotou-lhe no coração. Aceitou a maravilhosa comunicação dos lábios do divino Mestre." (WHITE, 2007, p. 124).
Servir a Jesus é a verdadeira adoração!
3. A resposta a verdade - João 4.28-30
3. A resposta a verdade - João 4.28-30
a) Uma resposta de ação (v. 28)
a) Uma resposta de ação (v. 28)
Tudo aquilo fez um turbilhão dentro da mente daquela mulher. Ela ficou tão impressionada diante da revelação da verdade que deixou seu cântaro e saiu imediatamente para testemunhar do que Cristo havia feito em sua vida.
O cântaro nos mostra que esta mulher estava ali ao meio-dia para buscar água, mas sabemos que essa era uma hora inapropriada para isso. As mulheres costumavam ir ao cair da tarde para buscar água (Gênesis 24.11). Qual seria o motivo de ela buscar em horário fora do costume? “Somente uma ‘mulher inferior’ seria tão audaciosa.” (BAILEY, 2016, p. 204). Sua história provavelmente a colocou nesta situação. Queria esconder seu pecado. O ato de ela deixar ali seu cântaro evidencia que estava deixando para trás tudo aquilo que lhe trazia vergonha. Ela estava liberta da mentira que vivia e poderia agora recomeçar sua vida.
"A mulher enchera-se de alegria ao escutar as palavras de Cristo. A maravilhosa revelação fora quase demasiado forte para ela. […] O cântaro esquecido revelava eloquentemente o efeito de Suas palavras. O veemente desejo de seu coração era obter a água da vida; e olvidou seu objetivo em ir ao poço, esquecendo a sede do Salvador, que se propusera satisfazer. Coração transbordante de alegria, apressou-se em ir comunicar a outros a preciosa luz que recebera." (WHITE, 2007, p. 125).
A felicidade transbordou nesta mulher. Com certeza, você quer também experimentar esta felicidade. Ela entendeu que esta felicidade só tem lugar se estiver em ação para levar Jesus, a água da vida para os outros. Uma cidade inteira presenciou o testemunho desta mulher transformada em uma conversa com Jesus.
O cântaro estava vazio, mas ela estava transbordante da graça de Cristo.
b) Uma resposta com significado (v. 29)
b) Uma resposta com significado (v. 29)
Diante de tudo que aconteceu, a resposta da mulher teve muito significado. Ela não ficou ali por horas, em oração, meditando, ou até mesmo se flagelando. Seu impulso foi ir para o campo missionário, levar a mensagem aos seus concidadãos. Uma adoração verdadeira.
Segundo o Nichol (2013), os passos para um novo discípulo são: desejo, convicção, decisão e ação. Entendo que este último tem a ver com adoração, que aqui claramente é mostrado como o ato de exaltar a Deus, contando o que Jesus é na vida do adorador. Queria que você entendesse meu querido amigo e amiga: Há coisas na vida que são importantes demais para não serem compartilhadas!
Vou compartilhar a verdade sobre a água da vida, sobre Cristo! Foi essa resposta que a mulher deu a Jesus.
c) Uma resposta envolvente (v. 30)
c) Uma resposta envolvente (v. 30)
Os samaritanos aceitaram o convite de ir ver a Jesus!
"Imagino que, ao chegarem perto de Sicar, os discípulos disseram: 'Não pode haver colheita aqui! Essa gente despreza os judeus e não aceitaria nossa mensagem'. Mas era justamente o contrário: aqueles campos estavam prontos para a ceifa e só precisavam de trabalhadores dedicados. Por algum motivo, quando se trata de testemunhar de Cristo, parece sempre ser o lugar errado e a hora errada! É preciso fé para lançar a semente, e devemos fazê-lo mesmo quando as circunstâncias parecem desanimadoras." (WIERSBE, 2007, p. 388).
Jesus escolheu esta mulher porque o Espírito Santo trabalhou com ela ao ponto que a verdade pulsava em seu coração de um jeito impressionante. Seu interesse nas Escrituras foi o meio que o Espírito Santo usou para preparar sua mente para receber mais e mais luz. E com profundo estudo ela estava se capacitando para ensinar e atrair mais pessoas a Jesus. “Anelava compreender esta profecia. A luz já lhe estava brilhando no espírito. A água da vida, a vida espiritual que Cristo dá a toda alma sedenta, começara a brotar-lhe no coração. O Espírito do Senhor trabalhava nela." (WHITE, 2007, p. 124). Jesus viu claramente que ela usaria seus dons e conhecimento para levar outros a conhecer a graça que Ele lhe ofereceu.
Aplicação: E você tem usado seus dons para testemunhar do que Jesus fez na sua vida? Por que você não se lança e aceita o chamado de Cristo hoje? Tem cidades esperando seu testemunho para impactá-las com o poder da verdade transformando a vida das pessoas.
“Nenhuma evidência é mais convincente do que a experiência pessoal." (NICHOL, 2013, p. 1043).
4. O propósito da verdade - João 4.31-38
4. O propósito da verdade - João 4.31-38
Jesus teve esse encontro com a mulher no poço de Jacó para treinar Seus discípulos na verdade.
a) A fome do discípulo (v. 31-34)
a) A fome do discípulo (v. 31-34)
Nesta história os discípulos têm uma preocupação: comer. Jesus, por outro lado, tem outra preocupação principal: fazer discípulos. Desde o início da passagem este contraste é bem claro. Por isso Jesus fazia mais discípulos, porque essa era sua fome. Quando os discípulos retornam da cidade, eles ainda vêm pensando em comida e se perguntam se Jesus precisa comer. Jesus em Sua completa dependência do Pai deixa bem claro que a verdadeira comida dEle é fazer a vontade do Pai para Sua vida: ou seja, fazer discípulos, esse é o propósito da verdade.
Jesus usa aqui a comida e bebida como uma ilustração para a importância do trabalho requerido daqueles que se propõe a fazer discípulos. A alimentação da época era bem diversificada, mas em geral continha grãos (especialmente na forma de pão), suco de uva e azeite de oliva. Nesta comparação, Jesus está demonstrando que para ser um discípulo de Cristo, o cristão deve estar preocupado com a nutrição espiritual, a salvação de outras pessoas. Somos dependentes de Deus para viver e isso se estende a todos.
Salmo 63.1 (RA)
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente;
a minha alma tem sede de ti;
meu corpo te almeja,
como terra árida, exausta, sem água.
Nesse diálogo, fica claro que os discípulos não estão bem atentos ao que Jesus está fazendo. Eles estão olhando apenas para as coisas do presente e voltados para suas próprias necessidades temporais e não com a salvação das pessoas. Pessoas estavam se perdendo pela negligência e condescendência própria dos discípulos de Cristo.
"O Salvador continua ainda a fazer a mesma obra que realizou quando ofereceu água da vida à mulher de Samaria. Os que se chamam Seus seguidores, podem desprezar e evitar os excluídos da sociedade; circunstância alguma de nascimento ou nacionalidade, porém, nenhuma condição de vida, pode desviar Seu amor dos filhos dos homens. A toda pessoa, embora pecadora, Jesus diz: Se Me pedisses, Eu te daria água viva." (WHITE, 2007, p. 127 e 128).
b) A colheita do discípulo (v. 35-36)
b) A colheita do discípulo (v. 35-36)
A verdade é que o discípulo precisa colher.
Jesus continua a ilustração, levando para a produção dos grãos. Ele fala dos campos maduros, aplicando para a colheita espiritual do discípulo. Ao se referir a este tema, Jesus ilustra com a contagem de tempo para a maturação do grão, ele fala dos campos, do semeador e do ceifeiro.
A ilustração deixa claro a importância do trabalho na vida cristã. Se queremos ser discípulos de Cristo devemos nos dedicar como Ele Se dedicou. Entre tantas atividades que temos a realizar devemos priorizar a pregação do evangelho. Precisamos fazer um trabalho sistemático para que vejamos o resultado na colheita de Deus. Para que haja colheita existe o preparo, uma dedicação constante para ver a planta crescer e produzir seu fruto. Muitas vezes nosso trabalho pode parecer simples, sem grandes projeções, mas aquEle que faz crescer a planta abençoa os pequenos esforços que fazemos e o resultado aparece para a glória de Deus.
"O Salvador não esperava que se reunissem congregações. Começava muitas vezes Suas lições tendo apenas poucas pessoas em volta de Si; mas, um a um, os transeuntes paravam para escutar, até que uma multidão, maravilhada, e respeitosa ficava a ouvir as palavras de Deus através do Mestre, enviado do Céu. O obreiro de Cristo não deve julgar que não pode falar a poucos ouvintes com o mesmo fervor com que o faz a um maior auditório. Poderá haver uma única pessoa a escutar a mensagem; quem poderá, entretanto, dizer até onde se estenderá sua influência? Pouca importância, mesmo para os discípulos, parecia ter essa mulher de Samaria, para o Salvador gastar com ela Seu tempo. Ele, porém, raciocinou mais fervorosa e eloquentemente com ela, do que com reis, conselheiros ou sumos sacerdotes. As lições por Ele dadas àquela mulher têm sido repetidas até aos mais afastados recantos do mundo." (WHITE, 2007, p. 128).
O momento da colheita deve ser um momento especial, um momento de celebração. Só haverá colheita, só haverá celebração se houver trabalho, preparo, semeadura, cultivo, dedicação e amor. Na colheita, tanto o que semeou como aquele que colhe se alegram e recebem sua recompensa. Para o reino dos céus, a benção de Deus são os frutos, e as pessoas são a nossa recompensa.
A bíblia diz:
Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.
Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós?
A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.
João 17.7-8 Jesus também confirma Seu discipulado pela maneira como as pessoas reagem à mensagem que Ele transmitia. Ele observava se estes reconheciam que suas palavras eram enviadas por Deus verdadeiramente.
Quando a mulher se encontrou com o Salvador, em seguida procurou levar outros a Ele. Ela estava preocupada com a colheita da verdade. Enquanto os discípulos estavam a procura das coisas deste mundo, a mulher de maneira muito mais eficiente estava procurando pessoas que receberiam a graça de Cristo também. Os discípulos achavam perda de tempo passar pela Samaria. Queriam fazer uma grande obra e não percebiam a oportunidade da colheita que estava diante deles. Aquela mulher que a princípio fora desprezada foi a responsável por levar uma cidade inteira a conhecer sobre o Messias tão aguardado logo que O reconheceu! Que colheita!
“Estamos assistindo passivamente a todas essas coisas ou estamos testemunhando, com senso de urgência, para abrir os olhos de milhares de pessoas e levá-las a Jesus enquanto há tempo? […] É tempo de pressa!”. (KÖHLER, 2019, p. 94).
c) O ditado do discípulo (v. 37-38)
c) O ditado do discípulo (v. 37-38)
A verdade traz a alegria na sua colheita.
O provérbio que Jesus cita no final da conversa com os discípulos é muito interessante e envolve o discipulado. Observamos que Deus usa as pessoas conforme seus dons e que nós somos chamados para colher os frutos do trabalho que Cristo realizou na cruz por nós.
Entre os fiéis discípulos de Jesus não há competição. Ambos, aqueles que semeiam e aqueles que ceifam celebram com alegria a recompensa da colheita.
Com certeza existe uma forte relação desta passagem com a parábola do semeador. A mulher samaritana ilustra a semente que produziu a cem, a sessenta e a trinta por um (Mateus 13.23). Como discípulos de Cristo, somos chamados a ser ceifeiros. Se somos ceifeiros é porque temos um trabalho a desempenhar. Deus requer de mim e de você decisão e ação.
Mateus 9.37 e Lucas 10.2 Dizem que a seara é grande mas os trabalhadores são poucos. Talvez porque não ser apercebem do grande trabalho que tem para ser realizado. A grande verdade é que o chamado para ser discípulo de Cristo é um chamado para o serviço.
Jesus se sentou no poço porque estava “κοπιάω” (kopiaō), que quer dizer “estou cansado em meu labor (?), canso-me; ‘ando em trabalho’, trabalho, esforço-me em labor (quer de atividade mental, quer física)” (TAYLOR, 2011, p. 121). Interessante que esta palavra fecha nosso estudo aparecendo também para aqueles que se "cansaram" semeando e outros colheram. Esta palavra faz a forte conexão entre a história que se dá com Jesus e a mulher samaritana e a explicação que Jesus faz sobre a ceifa e os ceifeiros. Jesus fez o “trabalho pesado” de plantar a semente no coração da mulher e os discípulos iriam colher os resultados.
"Os discípulos estavam aprendendo uma lição importante que lhes serviria de estímulo nos anos por vir. Não se encontravam sozinhos na obra do Senhor e não deveriam jamais considerar uma oportunidade de testemunhar como desperdício de tempo e de energia. É preciso fé para arar o solo e plantar a semente, mas Deus prometeu a colheita (SI 126:5, 6; Gl 6:9). Poucos anos depois, Pedro e João participariam de outra colheita entre os samaritanos (At 8:5-25). Os que semeiam talvez não vejam o resultado de seu trabalho, mas os que colhem veem e dão graças pelo esforço dos semeadores." (WIERSBE, 2007, p 388).
Pessoas Transformadas pela verdade
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Conclusão:
A tônica que Jesus traz nesta passagem enfatiza uma cultura de fazer discípulos, desde seu início até o término.
"Essa mulher representa a operação de uma fé prática em Cristo. Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão quase a perecer, ansiosos de beber da água da vida." (WHITE, 2007, p. 128).
"O ponto principal do evangelho de João, no relato sobre a mulher samaritana, tem dois aspectos: 1) o Messias, que é o Salvador do mundo, possui a habilidade divina de sondar o coração humano e revelar a verdade de Deus; 2) os que adoram ao Senhor, independentemente do grupo étnico a que pertencem, devem fazê-lo em espírito e em verdade, exigências que apoiam todo o propósito fundamental de João: provar que Jesus é o Filho de Deus e que a vida eterna é alcançada por meio da fé nele." (GARDNER, 2005, p. 470).
Agora é o momento da verdade na sua vida, agora é o momento para a sua decisão!
Agora é o momento da verdade na sua vida, agora é o momento para a sua decisão!
Apelo:
Aquela mulher teve uma oportunidade para recomeçar sua vida, de acordo com a vontade de Deus. Jesus é a verdade, é Ele quem te dá forças para fazer o que é certo!
Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
Hoje você precisa fazer sua escolha: semear para a carne ou semear para o Espírito. Aquela mulher semeou durante toda a sua vida para a carne e estava sofrendo por colher as consequências de suas más escolhas. A se encontrar com Jesus sua história mudou. Hoje sua decisão pode mudar sua história! Jesus promete em Apocalipse 21.6 dar água a todo aquele que tem sede. De que você tem sede? Venha a Jesus agora!
Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.
“Isso aconteceu em washington. James Wilson decidiu que precisava de um poço para aumentar o suprimento de água em seu terreno de 20.000 m². Assim, ele contratou os serviços de J. C. Maxwell, um poceiro profissional, para fazer um profundo buraco numa área atrás de sua casa na esperança de achar água.
Era uma terça-feira quando o cavador de poços chegou e começou a fincar no solo a perfuratriz. Três metros abaixo e nenhuma água. Seis metros... nada. Quinze metros e nem sinal de água.
"Devo cavar mais, Sr. Wilson?"
"É claro! Precisamos de água."
Vinte e três metros... nenhuma água. Trinta metros, e nada. Mais e mais profundamente a verruma de aço penetrava na terra. Trinta e oito metros... quarenta e seis metros. Finalmente, a broca chegou a sessenta metros da superfície. Ainda nada.
"Mais além, Sr. Wilson?
"Sim."
E a sessenta e quatro metros, surgiu do seio da terra um som fraco e distante. Era o ruído surdo de águas rumorejantes e correntes. Wilson e Maxwell instintivamente se afastaram do buraco, justamente a tempo de testemunharem uma explosão de água que eclodiu do solo como o próprio ‘Old Faithful’. Era como um gêiser e ninguém poderia detê-lo.
Foram chamados os vizinhos com suas pás. Foram cavados fossos de drenagem. Uma escavadeira mecânica foi posta em operação. Mas ainda a água jorrava em direção ao céu. Eles haviam atingido um poço artesiano. E isso aconteceu numa terça-feira.
Na quarta à tarde, o jorro era tão forte que o Sr. Wilson chamou o xerife pedindo ajuda. Foram trazidos equipamentos pertencentes ao município. Fossos de irrigação foram cavados para servir à toda a população do vale.
Os geólogos que estiveram no local estimaram que a água jorrava à razão de 6 000 litros por segundo. Essa vazão era suficiente para servir 46 000 pessoas por dia.
Wilson e Maxwell perfuraram um poço artesiano que nunca cessaria de jorrar.” (NELSON, 1998, p. 23-24)
O discípulo de Cristo anuncia que Ele vai voltar. O testemunho é quando falo do que Deus realiza na minha vida e do que Ele pode realizar na vida de alguém.
Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!
Deixe Cristo, o verdadeiro Messias vencer na sua vida hoje!
Permita que o seu testemunho, a verdade do que Deus realizou na sua vida, da decisão que você está tomando hoje, impacte a vida de muitas pessoas assim como foi com a mulher samaritana, uma fonte a jorrar o poder da verdade.
Referências:
Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (Org.), Guia para anciãos. Trad. Arlete Vicente e Naor G. Conrado. 6 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2014.
BAILEY, K. E. Jesus pela ótica do Oriente Médio: estudos culturais sobre os evangelhos. Trad. Carlos Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2016.
GARDNER, P. Quem é quem na Bíblia Sagrada: a história de todas as personagens da Bíblia. Trad. Josué Ribeiro. São Paulo: Vida, 2005.
GRUDEM, W. Teologia Sistemática: ao alcance de todos. Trad. Maurício Bezerra Santos Silva. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2019.
KÖHLER, E. Meditações Diárias: Nossa Esperança. Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, 2019.
LAWSON, J. G. The World’s Best Religious Quotations. Fleming H. Revell Company: Chicago.
NELSON, D. K. 9 Reivindicações de Jesus: que podem revolucionar sua vida. Trad. César Luis Pagani. Campo Belo: Federação Paulistana da IASD, 1998.
NICHOL, F. D. (Ed.) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. Vol. 5. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2013.
RODOR, A. A. Meditações Diárias: Encontros com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2014.
TAYLOR, W. C. Dicionário do Novo Testamento Grego. Rio de Janeiro: JUERP, 2011.
WHITE, E. G. Desejado de Todas as Nações: O amor de Deus revelado através de Cristo. Trad. Isolina A. Waldvogel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo : Novo Testamento : volume I, traduzido por Susana E. Klassen. - Santo André, SP : Geográfica editora, 2007.
