Sermon Tone Analysis

Overall tone of the sermon

This automated analysis scores the text on the likely presence of emotional, language, and social tones. There are no right or wrong scores; this is just an indication of tones readers or listeners may pick up from the text.
A score of 0.5 or higher indicates the tone is likely present.
Emotion Tone
Anger
0.07UNLIKELY
Disgust
0.12UNLIKELY
Fear
0.1UNLIKELY
Joy
0.47UNLIKELY
Sadness
0.15UNLIKELY
Language Tone
Analytical
0UNLIKELY
Confident
0.19UNLIKELY
Tentative
0UNLIKELY
Social Tone
Openness
0.05UNLIKELY
Conscientiousness
0.13UNLIKELY
Extraversion
0.45UNLIKELY
Agreeableness
0.61LIKELY
Emotional Range
0.21UNLIKELY

Tone of specific sentences

Tones
Emotion
Anger
Disgust
Fear
Joy
Sadness
Language
Analytical
Confident
Tentative
Social Tendencies
Openness
Conscientiousness
Extraversion
Agreeableness
Emotional Range
Anger
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Por onde quer que fores
Sempre que leio esse texto sou levado a pensar sobre as diferenças entre a maneira como Jesus encarava os compromissos de ser discípulo dele e a forma como nos entendemos isso hoje.
Quando o homem que se encontrou com Jesus no caminho anunciou que o seguiria para qualquer lugar, que desejava ser seu discípulo e entregar a Jesus sua total lealdade, o Senhor lembrou àquele homem que essa decisão tinha conseqüências.
A resposta de Jesus foi mais ou menos assim:
Sim.
Eu sou o Filho do Homem de quem o profeta Daniel falou.
Todo o poder, e a glória e o domínio me foram entregues.
O meu reino não tem fim, nem limites.
Mas aqui neste mundo aliado aos poderes rebeldes ao Pai, eu não tenho onde reclinar a cabeça.
Se você decidir me seguir, vai participar comigo da glória futura do Reino, mas, agora, você também não terá onde reclinar a cabeça.
É isso realmente que você quer?
O que Jesus quis dizer com isso?
Será que ele não tinha um lugar para dormir?
Bom, o ministério de Jesus realmente foi itinerante, mas a Bíblia não fala que ele e seus discípulos vivessem como indigentes sem teto.
Sobre o que ele está falando, então?
Penso que Jesus está afirmando que ao declararmos nossa lealdade a ele, nós estamos rejeitando a cobertura e a proteção dos poderes deste mundo e decidindo confiar na soberania e na provisão de Deus para nós.
De fato Jesus abriu mão de ser amparado pelos poderes deste mundo.
Ao ser tentado no deserto, ele recebeu três propostas para se aliar aos poderes espirituais rebeldes a Deus; mas Jesus as rejeitou, porque não queria o apoio deles, por isso ele diz que não tinha onde reclinar a cabeça, embora fosse o rei prometido pelos profetas.
É bem possível que isso tenha quebrado um pouco a frase de efeito daquele homem… Por onde quer que fores.
Mas Jesus precisava deixar claro que aquele que declara sua lealdade a Ele, está rejeitando os poderes deste mundo e também será rejeitado por eles.
Dois desses poderes são a Religião e Política, assuntos sobre quais não se deve discutir (conforme o ditado popular).
Vejamos o que podemos aprender com Jesus a respeito deles
O poder da Religião
Um desses poderes que Jesus rejeitou (e por Ele foi rejeitado) é o Poder da Religião.
É contra esses poderes que o apóstolo Paulo afirma que é a nossa luta, porque eles são hábeis em criar mentiras sobre Deus, com o propósito de denegrir Sua imagem e nos afastar dele.
Uma das mentira que a religião conta para as pessoas é que o amor de Deus é uma resposta às coisas certas que fazemos.
A religião afirma que podemos mostrar pra Deus que lá no fundo somos pessoas boas, e que estamos nos esforçando para ser ainda melhores.
Mas Jesus guardou suas palavras mais duras e contundentes para os religiosos: aqueles que acreditam e promovem a mentira de que nossos esforços pessoais em acertar são a chave que abre as portas do amor de Deus e, por isso, gastam suas vidas tentando disfarçar seus erros e pecados.
Certamente o Senhor se alegra com nosso desejo de viver uma vida bonita e fazer o que certo aos seus olhos, mas repudia a mentira de que Ele só nos ama quando fazemos coisas certas.
A prova disso é que Cristo entregou sua vida não por gente certinha, mas por homens e mulheres rebeldes e pecadores.
Paulo fala isso com muita clareza em sua carta aos irmãos de Roma.
As palavras de Paulo ecoam o ensinamento de Jesus.
Certo dia, ele foi recriminado pelos religiosos por comer na companhia de pessoas de reputação questionável, mas ele não se rendeu aos poderes da religião e deixou bem claro que o amor de Deus não é condicionado por pela nossa justiça.
Travesseiros da Religião
A Poderes da Religião tremem diante das palavras de Jesus.
Porque o Senhor denuncia sua mentira e restaura a verdade de que Deus é amor; amor cheio de misericórdia.
Os poderes da Religião rejeitaram o Filho do Homem porque através de Jesus foi restabelecida a verdade sobre Deus.
Da mesma forma eles rejeitarão todo aquele que decidir seguir a Jesus e ser seu discípulo.
Então, você precisa compreender que ao se declarar leal a Cristo você está rompendo com esses poderes.
E que entregar a Jesus sua lealdade é deixar de lado as recompensas oferecidas pela religião, os travesseiros que ela oferece para reclinar a cabeça.
Justiça Própria
A religião induz as pessoas a acharem que estão fazendo tudo certinho, porque ela oferece regras a serem cumpridas e promete salvação para quem as cumprir.
Mas esse senso de dever cumprido que os religioso sente quando faz algo certo não corresponde à realidade.
Todos nós somos incompletos, incompetentes e inconstantes.
A ilustração de Jesus
Jesus ilustrou esse engano da religião contando a história de um religioso fariseu, que foi à sinagoga orar na mesma ora em que um publicano estava lá.
Publicanos eram cobradores de impostos, quase sempre acusados de desonestidade e de traição, e considerado entre os piores pecadores.
Os discípulos de Jesus não reclinam sua cabeça sobre o travesseiro da justiça própria, oferecido pela religião.
Nós sabemos que somos pecadores e que não temos o direito nem levantar a cabeça para o céu, por isso clamamos a Deus por seu amor misericordioso, e nos confiamos nos méritos de Cristo.
Obediência utilitária
Os poderes da religião também induzem as pessoas a acharem que ao cumprirem as regra religiosas está tudo certo.
Por exemplo, o sujeito vai domingo para igreja, é educado com os irmãos, coopera financeiramente, dá carona no final do culto, serve na igreja… então ele olha pra si mesmo e diz: “Missão cumprida.
O que mais me faltaria fazer?”
É uma obediência utilitária, apenas para atingir objetivos.
O que mais devo fazer?
Foi essa a pergunta que um homem rico fez a Jesus.
Ele procurou Jesus porque em sua mente ele já estava fazendo tudo que era preciso.
Haveria algo mais a fazer para ter direito à vida eterna?
Talvez alguma exigência que ele ainda não houvesse cumprido.
Vejamos a conversa.
Os discípulos de Jesus não reclinam a cabeça no travesseiro da obediência utilitária, oferecido pela religião.
Eles sabem que esse tipo de obediência não é mesmo que rendição.
É uma obediência “em troca”.
Nós sabemos que tudo que temos e somos já é dele e não pode ser usado como moeda de troca.
Nós sabemos que nossa obediência é tão somente nossa resposta ao amor com ele nos alcançou.
Quem segue a Jesus, o Filho do Homem, de fato não tem onde reclinar a cabeça, senão no amor gracioso e misericordioso do Pai.
O Poder Político
Além de rejeitar os Poderes da Religião.
Jesus também lançou fora os travesseiros da política e não reclinou neles a sua cabeça.
A Palestina do tempo de Jesus via em efervescência política.
A imposição romana, a cobrança de duplicada de impostos, a concentração de riqueza, o conteúdo revolucionário do evangelho de Jesus e a expectativa messiânica eram alguns dos fatores que tornaram os dias de Jesus um grande caldeirão político.
Metido na Política
Não é de espantar que a proposta de Jesus, de um reino de cabeça para baixo, invertido em relação às estruturas de poder, onde o maior é aquele que serve e a soberania de Deus é reconhecida, o tivesse conectado à política e aos políticos.
De fato, o nome de Jesus esteve no meio das discussões políticas desde o seu nascimento até a sua morte.
No nascimento
Herodes ficou apavorado com a possibilidade de um outro rei.
Há muitos anos ele e sua família vinha dominando a cena política e ele já havia planejado o futuro de seus três filhos.
Era tanta a sede de poder que ele mandou matar todas os meninos de menos de dois anos, na tentativa de eliminar o menino Jesus.
Em Jerusalém
A chegada de Jesus a Jerusalém levou o povo a declamar os salmos messiânicos.
Eles aguardavam um Rei no mesmo molde dos reinos de seu tempo e os fariseu disseram para Jesus repreendê-los, porque aquilo mexia com o cenário político em movimento.
Ao ser julgado
A prisão de Jesus estava cercada de componentes políticos.
As autoridades romanas eram responsáveis por manter a paz e Jesus estava sendo acusado de ser um agitador político, questionando o status quo vigente.
É curiosa a nota de Lucas que a morte de Jesus resultou na aliança entre dois inimigos políticos, Herodes e Pilatos.
Ao ser crucificado
A principal acusação contra Jesus, que provocou sua crucificação era de natureza política.
Ele foi acusado pelas autoridades judaicas de quebrar as leis civis-religiosas de Israel e de promover um levante contra a domínio romano, afirmando-se rei dos Judeus.
De cabeça para baixo
Os poderes espirituais da política são mestres em lançar no coração humano as sementes do desejo pelo poder, controle, domínio e autonomia, rejeitando assim o governo de Deus.
No deserto, uma das tentações pela qual Jesus passou estava relacionada com poder e política.
O Diabo o levou para um alto monte e lhe mostrou todos os reinos da Terra e a sua glória e disse: tudo isso te dou se prostrado me adorares.
Mas o Senhor não deitou sua cabeça naquele travesseiro.
Ao entrar em Jerusalém, Jesus decidiu decidiu pelo cumprimento simples da profecia e chegou montado em um jumentinho, não em um cavalo majestoso.
Assim ele negou aos principados e potestades da política a brecha para que eles lançassem em seu coração as sementes do controle do domínio e da autonomia.
Foram os poderes da política que orquestraram a morte de Cristo.
Ao ser indagado por Pilatos e Herodes quanto a ser ele um rei, Jesus admitiu a verdade, mas não evocação direitos ou prerrogativas especiais.
Ele não exigiu nada, não fez barganhas, não propôs um acordo.
Ele não entrou no jogo da política porque o Reino dele se estabelece de outra forma.
Jesus foi provocado incessantemente enquanto estava sendo crucificado para usar o seu poder em benefício próprio e a demonstrar para todos que Ele era quem dizia ser: o Filho de Deus.
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