Sermon Tone Analysis
Overall tone of the sermon
This automated analysis scores the text on the likely presence of emotional, language, and social tones. There are no right or wrong scores; this is just an indication of tones readers or listeners may pick up from the text.
A score of 0.5 or higher indicates the tone is likely present.
Emotion Tone
Anger
0.09UNLIKELY
Disgust
0.09UNLIKELY
Fear
0.11UNLIKELY
Joy
0.2UNLIKELY
Sadness
0.14UNLIKELY
Language Tone
Analytical
0UNLIKELY
Confident
0.3UNLIKELY
Tentative
0UNLIKELY
Social Tone
Openness
0.04UNLIKELY
Conscientiousness
0.13UNLIKELY
Extraversion
0.45UNLIKELY
Agreeableness
0.61LIKELY
Emotional Range
0.21UNLIKELY
Tone of specific sentences
Tones
Emotion
Language
Social Tendencies
Anger
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Salmo 131
1 SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
2 Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.
3 Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.
Tema: CULTIVANDO A ESPERANÇA
INTRODUÇÃO
Viktor Frankl, um neurologista e psiquiatra austríaco, escreveu a respeito dos anos em que ficou prisioneiro nos horrores de Auschwitz e Dachau, descrevendo o frio, o medo, a dor, os insetos, a inanição, a exaustão, mas disse que sobreviveu porque nunca perdeu a esperança.
Ele também escreveu o que acontecia quando um prisioneiro perdia a esperança: ele se recusava a sair da cama, recusava-se a vestir-se ou lavar-se, fazendo-se de surdo aos amigos que tentavam ajudá-lo e às ameaças dos seus captores.
Ele simplesmente ficaria deitado na cama até morrer, uma vez que perdesse toda a esperança.
A esperança é absolutamente essencial para os cristãos.
Quando ela se enfraquece, o resultado é sempre o mesmo: a inércia espiritual.
É imperativo, portanto, lembrar que estamos numa jornada – e ainda bem longe de casa – e que a esperança é o combustível que nos mantém em movimento.
Nós precisamos conservá-la e alimentá-la.
Mas o que é, exatamente, a esperança?
Muitas vezes, nosso entendimento do que é a esperança é confuso e desajeitado, e assim quase não compreendemos seu conceito correto.
Será que esperança é acreditar que determinada coisa possa acontecer?
Será que esperança é esperar que as coisas vão melhorar?
É desejar alguma coisa contra todas as probabilidades?
É manter uma atitude alegre a despeito do que acontece?
NÃO, não é nenhuma dessas coisas.
Em suma, esperança é aguardar confiantemente e com expectativa aquilo que Deus prometeu.
Veja a dica de viagem n.o 3.
Note duas coisas a respeito desta definição.
Para começar, isso significa que a esperança encontra-se fundamentada nas promessas de Deus: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”(Rm 15.4).
A Bíblia nos mostra o que Deus prometeu.
Ele prometeu bênçãos espirituais eternas – de forma incondicional.
Efésios 1:3 diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares”.
E ele prometeu bênçãos temporais presentes – de forma condicional.
Em Mateus 6:33 Jesus disse: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.
Essas bênçãos de hoje são concedidas com base naquilo que ele considera melhor para sua eterna glória e nosso bem espiritual.
Além disso, a definição acima significa que a esperança está alicerçada nos atributos de Deus: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança”(Sl 62.5).
Não existe esperança se Deus não é imutável; suas promessas poderiam ser alteradas.
Não há esperança se Deus não é soberano; suas promessas poderiam ser frustradas.
Não há esperança se Deus não é onisciente; suas promessas poderiam ser mal direcionadas.
Não existe esperança se Deus não é onipotente; suas promessas poderiam ser obstruídas.
Mas ele é todas essas coisas – e muito mais.
“Pois quem nos céus é comparável ao SENHOR?
Entre os seres celestiais, quem é semelhante ao SENHOR?” (Sl 89.6).
O mais poderoso dos anjos e o maior dos seres humanos não passam da sombra de uma sombra em comparação com Deus, e menos do que nada em relação a ele.
Somente Deus é infinito em poder, sabedoria e bondade.
Esse tipo de esperança serve de âncora para a alma: “a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós”(Hb 6.18b-20a).
Para que serve a âncora?
Ela mantém o navio estável em águas turbulentas.
Dessa mesma forma, a esperança fornece estabilidade quando as circunstâncias da vida ameaçam nos submergir.
Essa é a razão por que Davi declara no Salmo 131: “Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre”(v.
3).
Ele encoraja o povo de Deus a esperar confiantemente e com expectativa aquilo que Deus prometeu.
De que forma?
Encontramos a resposta na primeira parte do Salmo.
Basicamente, Davi afirma que precisamos lidar com duas coisas.
Em primeiro lugar, precisamos lidar com nosso orgulho subjugando e humilhando nosso coração (v. 1).
Em segundo lugar, precisamos lidar com a providência de Deus acalmando e sossegando nossa alma (v.
2).
É impossível esperar com confiança e expectativa aquilo que Deus prometeu quando nosso coração está cheio de orgulho e atribulado.
Subjugar e humilhar o coração (v. 1)
“SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.”
Neste versículo, Davi afirma três coisas – cada uma delas revela algo a respeito da natureza do orgulho.
A afirmação de Davi de que seu “coração não é soberbo” revela que o orgulho é congênito; ou seja, ele reside no coração.
A afirmação de Davi de que seu olhar não é altivo revela que o orgulho normalmente conduz à ambição – desejando aceitação, admiração e bajulação.
E a afirmação de Davi de que ele não anda “à procura de grandes coisas” revela que o orgulho normalmente conduz à presunção –desejando “grandes”coisas e procurando coisas “maravilhosas”.
No final das contas, o orgulho é o pior pecado de todos.
Satanás se rebelou porque quis ser igual a Deus.
Adão e Eva fizeram a mesma coisa.
Desde então, o homem tem estado apaixonado por si mesmo.
Em seu estado de inocência no jardim, Adão e Eva eram dirigidos por um amor próprio verdadeiro.
Eles amavam a felicidade.
Pelo fato de verem Deus como seu maior bem – sua maior fonte de felicidade – eles amavam a Deus e, por essa razão, seus sentimentos eram corretamente dirigidos.
Mas, desde a Queda, nossa alma foi direcionada por um amor próprio falso.
Nós ainda amamos a felicidade.
Mas, não vemos mais Deus como o maior bem; não vemos mais a Deus como a fonte da felicidade, em vez disso, vemos a nós mesmos nessa função.
Pelo fato de não mais amarmos a Deus, nossos sentimentos são mal direcionados.
Esse amor colocado no lugar errado encontra-se na raiz de todo e qualquer pecado e se opõe a Deus usurpando-lhe a glória.
Essa é a razão por que o orgulho é objeto do ódio de Deus.
Provérbios 16:5 diz: O Senhor detesta os orgulhosos de coração.
Sem dúvida serão punidos.
Thomas Manton adverte: “Deus detesta os outros pecadores, mas contra o orgulhoso ele declara aberta oposição e hostilidade”.
Meus irmãos, O orgulho é nosso maior problema – não é a saúde débil, não é filhos rebeldes, vizinhos difíceis, relacionamentos quebrados, problemas financeiros, sonhos desfeitos ou aflições assustadoras.
Nosso maior problema é o nosso ORGULHO.
Davi sabe disso, e sabe que seu orgulho torna impossível “esperar no SENHOR” no meio da aflição.
Assim, ele alega ter subjugado e humilhado o próprio coração.
Isso não é alegar perfeição, mas é um reconhecimento de sua busca sincera da humildade.
De acordo com Jonathan Edwards, humildade é “um hábito da mente e do coração em harmonia com nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria diante dele, com a disposição de agir de forma adequada a isso”.
Edward menciona dois tipos de humildade:
a humildade natural
a humildade moral.
Edwards diz que a humildade natural procede da percepção de nossa “miséria” (ou pequenez) como criaturas diante de Deus.
Em outras palavras, ela surge quando nos comparamos à excelência natural de Deus – sua grandeza.
Nós somos fracos em comparação com o seu poder, estúpidos em comparação com sua sabedoria, ignorantes em comparação com seu conhecimento, pequenos em comparação com sua soberania.
Em segundo lugar, Edwards fala de humildade moral, que procede da percepção de nossa “vileza” como pecadores diante de Deus.
Em outras palavras, ela surge quando nos comparamos com a excelência moral de Deus – sua bondade.
Nós reconhecemos que temos pecado contra a graça e a misericórdia de Deus e que estamos desprovidos de virtudes morais adequadas que nos recomendem a Deus.
Em decorrência disso, tornamo-nos cientes de nossa completa dependência dele.
A humildade provém de uma compreensão bíblica de quem nós somos e de quem Deus é, o que nos conduz à absoluta submissão e à absoluta dependência de Deus.
John Owen diz: “É humilhar nossa alma diante da lei da providência de Deus em todas as suas dispensações – prostrar-nos diante da sua soberania, sabedoria, justiça, bondade, amor e misericórdia”.
É aquilo que Paulo quer dizer quando escreve: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11).
Ele precisou aprender a viver contente porque isso ia contra sua natureza – o orgulho.
Dessa mesma forma, precisamos “aprender” a subjugar e humilhar nosso coração.
Quando fazemos isso, o resultado é contentamento –uma qualidade indispensável no que diz respeito a esperar com confiança aquilo que Deus prometeu.
Acalmar e aquietar a alma (v. 2)
“... fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.”Por
que a alma de Davi precisa ser acalmada e aquietada?
Talvez ele esteja lutando com algum desejo desenfreado (superestimando algo que ele quer), algum anseio desmedido (supervalorizando alguma coisa que ele possuía), alguma preocupação duvidosa (subestimando o poder de Deus), ou alguma murmuração ingrata (subestimando a bondade de Deus).
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